Novas eleições, sugestão abandonada

Charge do Son Salvador, reproduzida do Estado de Minas

Carlos Chagas

Do ponto de vista politico, Dilma Rousseff já perdeu. Pelo número de senadores que votaram e votarão contra ela, no final de agosto, não há saída. Mais de 54 apoiarão Michel Temer. O problema, porém, pode mudar de figura quando se analisa o julgamento de Madame à luz da ciência do Direito. Como enquadrá-la juridicamente? Não cometeu crime algum  capaz  de levá-la a perder o mandato, por mais que o senador Antônio Anastasia, relator, tenha sido brilhante em sua exposição.

Como o processo de impeachment é tanto jurídico quanto político, tudo indica que hoje a presidente afastada não escaparia.

Mesmo assim… Mesmo assim, certeza não há.  Por um voto que seja, no Senado, Dilma deixará de perder definitivamente o mandato, retornando à presidência da República. Trata-se de uma decisão ainda inconclusa.

Michel Temer, presidente interino, reuniu número suficiente permanecer no palácio do Planalto, mas até o dia da votação, as coisas podem mudar. Existem senadores ainda indecisos, bem como outros em silêncio. Temer favorece seus partidários, liberando verbas e favores como não faria e não fará depois de vitorioso. Enquanto isso, o país transita em frangalhos, com tudo dando errado.

Parece abandonada a proposta da realização de novas eleições presidenciais e até gerais logo depois de concluído o impeachment. O Congresso não concordaria.

One thought on “Novas eleições, sugestão abandonada

  1. A madame cometeu crime sim. E continuadamente. Aliás, madame comete crimes desde a juventude. Porque agiria honestamente quando se tornou presidente? Ela jamais foi honesta. A Dilminha é a subchefe da quadrilha criminosa que inverteu a propina tradicional no Brasil de 10 por cento para 90 por cento e tentou destruir o Brasil. Cadeia para ela é muito pouco.

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