Novas pesquisas eleitorais têm de incluir o nome de Lula e esquecer Haddad

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Charge do Milton Cesar (Arquivo Google)

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O mundo político já dá como certa a substituição de Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, por Fernando Haddad como candidato do PT à Presidência. Mas, enquanto este “plano B” não for oficializado, é possível que só grandes bancos e empresas tenham informações precisas sobre quem lidera a corrida eleitoral.

Conforme revelou anteontem o Estadão/Broadcast, especialistas apostam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permitirá a divulgação de pesquisas eleitorais em que Haddad figure como candidato do PT, se o ex-presidente, para efeitos legais, estiver ocupando essa vaga. Ou seja, as pesquisas devidamente registradas no TSE e divulgadas pelos meios de comunicação só poderiam testar um único cenário, o oficial, com Lula candidato – embora este seja o mais improvável.

RESTRIÇÃO – Mas essa mesma restrição não valerá para os bancos que encomendam pesquisas como forma de se antecipar a movimentos do mercado financeiro provocados pela ascensão ou queda de determinado concorrente. Levantamentos para consumo interno, sem divulgação na mídia, poderão testar cenários com e sem Lula e Haddad na cabeça da chapa petista.

É inédita essa situação em que o público pode ser privado de informações adequadas sobre as chances de cada candidato, conforme sondagens eleitorais.

“Temos dúvidas sobre a possibilidade de medir o apoio a alguém que não é formalmente candidato”, disse ao Estado Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência. “A legislação não prevê essa possibilidade.”

DEFINIÇÃO – Mauro Paulino, diretor do Datafolha, também manifestou incerteza sobre o quadro. “O TSE deveria ter uma definição clara e flexível, o mais rápido possível, pelo bem da informação”, disse.

A resolução do TSE sobre pesquisas diz que “a partir das publicações dos editais de registro de candidatos, os nomes de todos os candidatos cujo registro tenha sido requerido deverão constar da lista apresentada aos entrevistados durante a realização das pesquisas”. A lei não proíbe a inclusão de nomes que não são candidatos, mas obriga a presença de todos os registrados no TSE.

IMPUGNAÇÃO – O Ministério Público, candidatos, partidos e coligações podem entrar com processo de impugnação da divulgação das pesquisas após o registro dos levantamentos. No registro, é possível ter acesso aos questionários das entrevistas e antecipar quais nomes estarão nos cenários considerados.

“Não tenho a menor dúvida de que, se colocarem uma pergunta com o nome de Lula e outra com o de Haddad, haverá impugnação da pesquisa”, comentou Daniel Falcão, professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Direito Público (IDP).

Em resposta ao Estadão/Broadcast, o TSE informou que só pode se manifestar sobre situações não esclarecidas nas normas, como a inclusão de nomes que não são oficialmente candidatos em pesquisas, se a situação for questionada no âmbito judicial.

25 thoughts on “Novas pesquisas eleitorais têm de incluir o nome de Lula e esquecer Haddad

  1. Joca…..alem de inelegível frise-se que o 9dedos ladrão é como corolário ou como premissa, INPESQUISAVEL.
    Isso precisa ficar claro e as autoridades juridicas desta esculhambação de país assumirem suas posições goste o PT ou não.
    Simples assim.

  2. Deu no Valor: Embaixador Marcos Azambuja

    Embaixador que nunca foi eleitor de Lula diz que imagem do Brasil só vai melhorar quando o ex-presidente for solto

    O Brasil, conclui, é muito melhor do que achamos e muito pior do que suspeitamos. “Não conheço quase ninguém, falando novamente de Brasil, que julgue viver pior hoje do que vivia 30 anos atrás.” Mas e se o relógio do tempo voltar cinco anos, a percepção não é de perda? A resposta a essa pergunta vem com a afirmação mais surpreendente de toda a conversa: “O Brasil só vai voltar a crescer e a imagem do país só vai melhorar quando Lula for solto”.

    Marcos Azambuja não participou da formulação da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a qual ainda hoje guarda reservas. Não tem militância de esquerda, nunca votou em Lula nem pretende fazê-lo. Ao longo dos últimos meses, ex-presidentes e ex-primeiro-ministros de quatro países europeus, entre os quais José Luiz Zapatero (Espanha), François Hollande (França), Massimo D’Alema (Itália) e Elio Di Rupo (Bélgica), subscreveram um documento pela libertação de Lula. Até o papa Francisco fez um gesto de boa vontade ao enviar uma bênção ao ex-presidente. Azambuja, no entanto, não cita nomes ou conversas para sustentar sua convicção. Simplesmente não vê como o Brasil possa retomar sua rota sem uma conciliação e não há como fazê-la com o ex-presidente preso.

    https://goo.gl/9eCZYF

  3. Sugestão para vc Alex Cardoso…
    Para engrossar os desmiolados que estão em “greve de fome” pelo ladrão Lula presidiário, engrosse as fileiras pela “liberdade” do ladrão de 9dedos.
    Podemos pensar em enviar Mortadelas vencidas para voces.

  4. Mas sempre tem um petista bandido inventando uma nova teoria. Inventaram agora a teoria da relatividade política. O Lula é meio preso, meio candidato, meio culpado, meio ladrão e tem dezenove dedos.

  5. Nessa entoada, os bairros criminosos de SP elegem Marcola para prefeito de SP e as favelas do Rio elegem Beira-mar para prefeito do Rio nas próximas eleições. Me desculpe o senhor Carlos, mas não vejo a hora desses jornais tradicionais morrerem logo, são esses que os grandes responsáveis por fake news e por inflamarem a população com bobagens como esta.

  6. Passei uma semana em Salvador, onde mais de 80% da população é negra , conversei com o pessoal do Olodum , da Igreja Nossa Senhora do Rosario dos Pretos e da Fundação Casa de Jorge Amado , todas no Pelourinho.
    Tive a certeza que as declarações nazi/racista da parelha puro sangue ” pegou muito bem ” .
    A Bahia está dividida entre o Rui Costa e o ACM Neto , ambos já estão deitando e rolando nesse assunto , não houve indulgência, ou indolência ?????

  7. Era tudo o que o 51 não precisava mas que ele mesmo criou, ao insistir em uma candidatura sabidamente morta mata também o seu poste. Como se vai saber o tamanho do “poder de transferência” de votos do 51 para o seu poste?

  8. É o tal negócio, o objetivo maior está sendo atingido: tumultuar o processo.

    Como alguém já definiu aqui, jocosamente, mas com um fundo de verdade: como o bêbado que provoca uma briga no bar, para no fim sair sem pagar…

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