Nove anos sem Leonel Brizola

Sérgio Caldieri

No dia 21 de junho completaram-se nove anos da morte de Leonel Brizola. Um dos poucos políticos brasileiros que sempre defendeu, lutou e sofreu as maiores perseguições por estar ao lado dos fracos e oprimidos deste país.

Brizola foi um grande nacionalista dando muitos exemplos, mas poucos assimilaram as suas intenções, pois a mídia conservadora brasileira procurou  diuturnamente destruir a imagem de um político honesto que  teve a maior boa vontade em melhorar a situação do povo miserável.

Basta lembrar que em 2003, o jornal O Globo publicou uma matéria sobre as seis mil crianças trabalhando de aviãozinho para os traficantes nos morros da cidade do Rio de Janeiro. Mas na reportagem ninguém lembrou que estas crianças deveriam estar estudando  nos 510 CIEPs construídos na cidade e vários municípios fluminenses.

Se mil crianças tivessem estudado nos 510 Cieps construídos no governo Brizola desde maio de 1985 até hoje, em 28 anos teriam estudado mais de 20 milhões de crianças pobres nos famosos Brizolões idealizados por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro e a bela arquitetura de Oscar Niemeyer.

OS CULPADOS

Ninguém lembrou em responsabilizar os culpados da tragédia ocorrida com as crianças, que foram os ex-governadores Moreira Franco e Marcelo Alencar, que de forma mesquinha inviabilizaram a proposta original dos Cieps.

Do Moreira não poderia se esperar nada, pois sempre foi um lambe botas da ditadura, mas Marcelo Alencar, como advogado, chegou a defender alguns presos políticos. Este senhor, vale também lembrar, participou com o irmão empreiteiro da destruição do jornal Correio da Manhã, isso depois de uma empreitada política mal sucedida de apoiar o então pleiteante à indicação pelos militares para ser presidente, o coronel Mario Andreazza. A sua candidatura não vingou, o Correio da Manhã submergiu, dele restando apenas o esqueleto de suas instalações na Rua Gomes Freire, no bairro carioca da Lapa.

Quando Brizola era governador do Estado do Rio a imprensa foi implacável em todos os sentidos. Com se a violência do capitalismo selvagem e o tráfico de drogas fossem culpa de Brizola. Na ditadura, os agentes da repressão (SNI, Cenimar, Ciexe os gorilas do DOI-Codi) achavam rapidinho os subversivos, os inimigos da pátria, que prendiam, torturavam e matavam. Só tinham competência para prender e torturar, mas atualmente, para achar um grande traficante de drogas ou armas, apesar de seus treinamentos na CIA ou no Mossad nem prendem ladrões de galinhas e traficantes pés de chinelos. Só fazem escutas telefônicas para vender matérias para as revistas.

ARAPONGA…

Mesmo depois de morto, O Globo no ano passado continuou destruindo a imagem de Leonel Brizola. Um araponga desopucado do SNI achou um relatório de um “competentíssimo” agente contando que Brizola teria recebido dinheiro nas empresas de ônibus do Rio, mas na matéria de uma página com manchete de primeira página não tinha uma comprovação real, apenas o agente relatou insinuações.

Uma semana antes da morte de Brizola, o jornalista Ali Kamel, diretor executivo de jornalismo da Rede Globo escreveu artigo em que culpava o ex-governador pela violência no Rio de Janeiro. Há poucas semanas, portanto em 2010, o poeta Ferreira Gullar, um crítico ferrenho do trabalhismo, escrevendo na Folha de S. Paulo, repetiu o que tinha dito Kamel há seis anos, ou seja, de que a culpa da violência no Rio de Janeiro é do Brizola. Não procedeu como um poeta, que poupa os mortos, mesmo sendo eles seus inimigos.  Ferreira Gullar com isso demonstrou que é um intelectual com falta de grandeza e que guarda rancor contra pessoas erradas, mas poupa até políticos reconhecidamente de direita, como demonstrou ao apoiar em 2006 o candidato a Presidente Geraldo Alckmin, do PSDB.

PERSEGUIÇÃO

Recentemente, durante uma reunião do Conselho Deliberativo da Associação Brasileiro de Imprensa (ABI), o ex-editor do caderno cidade de O Globo, Pinheiro Junior, lembrou que diariamente o diretor de redação Evandro Carlos de Andrade cobrava uma matéria contra Brizola: “Geralmente o chefe de reportagem já sabia da política do jornal e tomava providências para sempre haver notícias ou reportagens contra Brizola, principalmente matérias sobre os CIEPs”.

Segundo Pinheiro Junior, quando nada havia de novo, o editor geral cobrava: “Te vira, arranja alguma coisa contra Brizola porque o doutor Roberto Marinho quer”.

Os exemplos de manipulações midiáticas contra Brizola não caberiam neste espaço. Mas vale assinalar que as mentiras e meias verdades das Organizações Globo contra o Governador Leonel Brizola foram uma continuidade histórica dos linchamentos midiáticos contra os Presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Não se trata de uma simples conjectura, mas uma constatação. E quem tiver dúvidas, por favor, consulte na Biblioteca Nacional o jornal O Globo daqueles anos.

RECONHECIMENTO

Há nove anos, centenas de milhares de cariocas e fluminenses foram ao Palácio Guanabara no velório se despedir de Brizola, numa demonstração inequívoca de reconhecimento a um político que durante toda vida manteve coerência e jamais ”costeou o alambrado”, para usar uma expressão do próprio Governador do Estado do Rio de Janeiro. Uma coerência que levou as Organizações Globo a combatê-lo de forma radical, mas que logo após a sua morte, com grande dose de hipocrisia, transformou-o num santo.

Pode-se comparar o procedimento das Organizações Globo ao que nos dias atuais realiza em relação ao período ditatorial do pós-64. Isto é, trata o marco negativo da história brasileira representado pelo golpe de estado que derrubou o Presidente João Goulart, como se não tivesse dado total apoio à quebra da ordem constitucional.

Mas, em fim, Leonel Brizola, quer queiram ou não as Organizações Globo, Ali Kamel e Ferreira Gullar, tem o lugar garantido na história brasileira como um político que sempre esteve ao lado do povo.

Sergio Caldieri é jornalista, escritor, Conselheiro da ABI  
e integrante do Conselho Editorial do Página 64

 

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

25 thoughts on “Nove anos sem Leonel Brizola

  1. Creio que a maior prova que ele estava certo que os bandidos de hoje eram pra ser os estudantes dos cieps de ontem. lembro que a crítica naquela época era pra que piscina para pobre. o tempo é o senhor da razão

  2. Há “séculos” eu assistia o programa Record em Noticias (vulgo “Jornal da Tosse”) em aparelho televisor marca Telefunken, que o pai comprou usado. Integrado por Helio Ansaldo, Arnaldo Faria de Sá, João Mellão Neto, Murilo Antonio Alves e outros. Todos conservadores, grandes inimigos da esquerda, fanáticos adeptos do capitalismo.
    Sobre a descoberta e divulgação da fraude da Ferrovia Norte-Sul (no Gov. Sarney) assim se manifestou João Mellão Neto: na verdade estão querendo derrubar a Nova República. E diante de comentário feito por outro de que deveria haver nova licitação, João Mellão Neto, retorquiu: não adianta, não há como evitar tais fraudes (não são as mesmas palavras, mas o sentido é o mesmo!).

    E me lembro perfeitamente da foto estampada na “Folha” de uma mulher (claro de aparência muito pobre) segurando um cheque que havia recebido para votar em Jânio Quadros.
    Houve milhares de interpretações.
    Parece que prevaleceu a de que a compra de um voto não seria capaz de modificar o resultado de uma eleição.
    Hoje “a doutrina” é outra. Ou mudaram a lei.

    Na época do Brizola os inimigos usaram uma pessoa doente como era sua filha viciada.

    Leio blogs e escritos de pessoas que moram há anos em outros países ricos e nos mostram que lá também existe muita corrupção.
    Países ricos que provocam guerras, destroem tudo e depois suas empresas vão lá construir o que destruíram.

  3. Em vez de mandar a polícia jogar bomba e atirar contra a população desarmada, Brizola obrigou que a polícia militar fosse vestida com uniforme de gala para proteger a multidão, no comício das Diretas Já!
    Foi o último estadista brasileiro.

  4. Mas o que “causa-me espécie” (o Ministro Excelentíssimo Joaquinzão (e talvez outros) usou tanto essa frase que foi criado o blog causa-me espécie: “http://causameespecie.blogspot.com.br”, é a terrível realidade de muitos brasileiros: na extrema miséria (ainda existe o homem gabiru?).

    Leonardo Sakamoto é um gigante co Jornalismo brasileiro com a sua luta contra o Trabalho Escravo (site Reporter Brasil). POR FALAR NISSO a bancada ruralista conseguiu adiar a votação da PEC contra o Trabalho Escravo e “ninguém denunciou” (Se o Ministério Público funcionasse, tal monstruosidade não mais existiria no Brasil.)

    E A LEI MARIA DA PENHA NÃO VALE NADA: VEJAM ESTA CRUELDADE, COISA DE MONSTROS (a omissão é pior que a ação do demente, psicopata): Dr. Rosinha: O estado do Piauí vai permitir que Catarina e filhos morram? (leiam: http://www.viomundo.com.br/denuncias/dr-rosinha-o-estado-do-piaui-vai-permitir-que-catarina-morra.html

    Portanto, o Brizola merece todo o nosso respeito e admiração: sempre lutou para mudar a realidade e lutou a favor dos mais pobre.s

  5. Nunca ouviu falar, porque provavelmente nasceu outro dia, é de outro estado, não lia jornais nos anos 80 ou durante o primeiro governo Brizola a preocupação do comentarista era outra. Mas no Brasil é assim mesmo. A mediocridade é tão grande, os homens públicos são tão ruins, que renascem os menos piores esporadicamente, como aqueles que, pelo menos, não deram porrada no povão nas ruas.

  6. O Hélio Fernandes encontra-se atualmente na “mesma trincheira” que o mollusco bandido. Por isto pode-se explicar a virulência desse artigo contra Brizola, com acusações dispersas que nem mesmo os “jornalões” republicaram. À época HF tinha Brizola como desafeto. Pelo que sei, Brizola e HF acertaram os ponteiros posteriormente, antes porém, do HF revelar-se entrincheirado com o mollusco…

  7. Prezado Sérgio Caldieri: parabéns pelo artigo magnífico — exemplo de consciência política.
    Após a morte de Leonel Brizola não mais sufraguei, nas urnas, nenhum candidato. Foi, sem dúvida, o maior brasileiro do meu tempo. Pude viver momento de grande emoção ao nele votar nas eleições para presidente da República. Admirei, sem tergiversar, sua altiva trajetória política, ungida de inteligência, coragem, seriedade no trato da coisa pública e de idealismo, como estadista, ao priorizar a educação do povo pobre brasileiro. Sua luta vitoriosa pela posse do presidente João Goulart constitui página verdadeiramente épica. Naquela histórica mobilização popular, expôs-se a toda sorte de perigos. Jamais, um minuto sequer, estive do lado de seus adversários.

  8. O cara trouxe carne do sul para fazer um churrasco e oferecer justamente ao chefão da canalha que explodiu a Tribuna da Imprensa. Se o Helio não o desancou por isso, perdeu uma boa oportunidade. Quanto à Globo, vamos aos fatos. Brizola foi eleito 2 vezes governador do Estado do Rio contra todo o poderio da Globo, o que prova que não foi a Globo que o fez chegar atrás do Cesar Maia, do Conde e da Bené nas eleições para a prefeitura do Rio em outubro de 2000. Foram os eleitores que se cansaram de sua conversas fiadas.Nao é verdaaade?

  9. O importante, é que bem antes do Brizola falecer, Hélio Fernandes, se tornou amigo e
    admirador de Brizola. O homem inteligente, muda sempre para melhor.
    Foram tantos boatos e inverdades contra Leonel Brizola, mas o que se houve até hoje,
    por pura ignorância é que: o culpado da violência no Rio de \Janeiro, foi o Brizola. Eu Pergunto: E o culpado da violência em S. Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Cearà e em todos os Estados do Brasil, também foi o Brizola? UM cidadão correto, não vira marginal de um dia para outro, nem em 4 anos. A violência é um processo que começa na infância. Os marginais que surgiram no governo Brizola, tiveram início durante a ditadura, que a maior preocupação era prender estudantes, trabalhadores e todos aqueles que eram contra o regime militar, enquanto, os viveiros de marginais proliferaram, foram atingir a maturidade anos depois. e a tendência é piorar, porque os viveiros de marginais continuam, Para acabar com os viveiros, somente com
    escolas de tempo integral para todas as crianças, que combaterá a violência na raiz.

  10. Independentemente do que o Helio disse ou tenha deixado de dizer à época e suas relações com Brizola, o fato é que particularmente o primeiro governo Brizola no no Estado do Rio foi descaradamente um governo corrupto. Sua equipe de gaturamas e apanhadores de dinheiro era conhecida de todos, a começar pelo secretário particular que tinha o apelido de Jessy Leva e o Paulo Ribeiro, afora seus suportes na Assembléia Legislativa Claudio Moacyr e Gilberto Rodriguez, já com o Mirinho do Avental Branco (royalties para o ditador Figueiredo) no apoio estratégico após trair seu benfeitor Chagas Freitas. Repito. Brizola só não deu porrada no povão e não atrasou pagamento de funcionários. O resto foi um desastre. Sua curriola meteu a mão. Os bicheiros reclamaram das altas mordidas. O Jessy passou até a andar de helicóptero para Petrópolis, como um granfino. Até o filho do Paulo Ribeiro criou uma coudelaria no Jockey Club sob o nome de Stud Las Brisas. Depois, trouxe-nos Cesar, Marcello & seus filhos roedores do Banerj, etc.etc. Às vesperas de falecer, já confabulava do Moreira Franco, o tristemente famoso que intercambiava governo com ele e ambos se arrumavam.

  11. Engraçado que quando aparece o nome do Brizola, os “globais” ficam exaltados, não podem entender como um cara pode ter sido tão vitorioso, mesmo com uma rede de tv com tanta audiência e a elite temerosa e raivosa, sendo contra. O Roberto Marinho morreu se sentindo um perdedor, na “luta” contra o ex governador.
    Quanto a matéria escrita (?) pelo Helio, não me causa surpresa, pois todos têm uma hora em um dia que falamos e fazemos besteira.
    Já li do Helio, aí sim num dia normal, que ele gostaria de ter visto o Brizola como Presidente da República, além de ter sido seu amigo.

  12. Esse comentarista acima quer deturpar fatos recentes. Brizola se reconciliou com Roberto Marinho, só obteve depois 9% de votos na eleição para prefeito do Rio em outubro de 2000, fim eleitoral lamentável para um político eleito duas vezes para a chefia do governo do estado e que quase chegou ao segundo turno em eleição presidencial. Roberto Marinho passou a se preocupar com a concorrência da Record, com o Macedo, morreu cheio da grana, influente no Judiciário, poderoso e ainda foi homenageado pessoalmente no cemitério por Brizola. Acorda, cara. É por essas e outras que milhões se fartaram desses políticos conversas fiadas e estão revoltados nas ruas do país se manifestando. Cansaram de apoiar eleitoralmente enganadores que jogam duplo, que se arrumam e saem de cena.

  13. Em 1962, era governador do RS (onde eu estudava)o Brizola, sobre o qual lembro um detalhe tragicômico. Nas escolas, até aquela época, eram muito valorizados os exames (parcial e final), de modo que as notas mensais influíam pouco na aprovação. Justamente naquele ano, a avaliação mudou; as provas mensais passaram a ter grande peso; quem se saía mal nelas, chegava ao fim do ano praticamente reprovado. Assim aconteceu com boa parte dos estudantes gaúchos. Descuidaram-se durante o ano, e estavam com água pela barba já em princípios de novembro, com umas oito provas mensais feitas. A União dos Estudantes mandou uma representação falar com o Brizola. Ele respondeu mais ou menos assim: “Chamo a mim a solução do problema!” E mandou fazer uma prova mensal extra, para os que estivessem mal das pernas (seria a 9ª, se bem me lembro), somar com as notas das outras e dividir por OITO! O caudilho conseguiu violentar a própria aritmética! Os estudantes, irreverentes como sempre, chamaram com razão esta prova salva-vidas de “13º salário”…

  14. Não. o Pezão é o Conde dele, sua cria para o governo do estado, já que o querido parceiro de corrupção e escravagista Jorge Picciani foi alijado. Sergio Cabral Filho é cria e traidor do Marcello Alencar, o papai dos roedores do Banerj, um dos quais premiado com o Tribunal de Contas do Rio com a missão de aprovar contas de corruptos e o outro a desfrutar na Europa dos bens que se apropriou aqui do Estado, e que por sua vez foi cria de Leonel Brizola e o traiu. Leonel Brizola sempre soube que o Marcello Alencar, criador do Sergio Cabral Filho, não era flor que se cheirasse, porque durante a ditadura, que não havia justiça para defesa, fingia que defendia presos, ao mesmo tempo que arrendava com o irmão vigarista o Correio da Manhã para campanha indireta (?) do Coronel Mario Andreazza à presidencia. Aliás, esse criador do Sergio Cabral Filho também tinha outro irmão original que tomava uisque nacional Teacher na social do Jockey Club nas corridas noturnas e saia na cara de pau sem pagar deixando a fatura para o pobre balconista pagar. Resumo; Há 30 anos que o Estado do Rio e sua população sofrem nas mãos desses vigaristas juramentados e picaretas vaselinas.

  15. Caro Sergio Caldieri,
    Parabenizo-o pela lembrança da data e pelo ótimo texto sobre o grande líder político que o Brasil não soube aproveitar.
    Acrescento, para reforçar a tese da inesgotável perseguição sofrida por Brizola, a armação na eleição de 1989, para presidente, que tirou do Caudilho, a oportunidade de disputar o 2º turno contra o Collor. Duvido que Brizola perderia aquela eleição.

  16. Foi um craque. Teve mais de 80% de votos no Estado do Rio para presidente em 1989 na área do desafeto Marinho e, após se reconciliar com ele, apenas 9% para prefeito do Rio 11 anos depois. Aí, então, foi perseguido por quem? Será que não se mancam que o eleitorado se encheu da conversa fiada, da desonestidade da sua equipe e de suas crias nefastas a saquear o estado e as prefeituras. Aliás, um deles até faliu a prefeitura do Rio, deixando os funcionários 6 meses sem salários, enquanto o vice, que nada tinha de escravo do JÔ ou era natural de REZENDE, transformou-se em fazendeiro fluminense da noite para o dia e deu uma de QUERO QUE ME ESQUEÇAM”(royalties para o ditador Figueiredo que também enriqueceu os filhos).

  17. Esqueci do Garotinho, outra cria do Leonel Brizola que também o traiu e nos causou prejuízo. Nesse caso, exigiu que o PT anulasse em 1998 a convenção do Rio que escolheu o Vladimir Palmeira para candidato a governador. Aí, o José Dirceu entrou de sola no PT do Rio para agradar o Brizola e ajudar a perdedora Benedita, então menina dos olhos do Lula no Rio de Janeiro. Garotinho foi eleito e a Bené como vice. Depois, Garotinho deu duas bananas, uma para o Brizola e outra para a dupla Dirceu- Lula. Mas, o prejuízo maior aos contribuintes se deu no fim da festa, porque o Garotinho, que tinha passado o Brizola e o Dirceu para trás, se desincompatibilizou para concorrer as eleições presidencias e nos deixou aqui a Bené como governadora nos meses restantes até o fim do mandato. Foi então que a Bené se arrumou, ao anistiar uma dívida fiscal líquida e certa que a engarrafadora da Coca Cola tinha com o Estado do Rio na ordem de mais de 200 milhões de reais. Depois desse episódio, que o Lula e o Dirceu não obtiveram benefícios, resolveram dar um gelo na ex negra pobre e favelada. E nos pagamos aqui por toda essa pouca vergonha e desonestidade.

  18. Parabéns, Caldieri. É confortante saber que há pessoas no Brasil que sabem ler a política com olhos de ver, ainda que sejam poucos. Se fossem em número maior, não teríamos esses governos corruptos a dominar por tantos anos. Brizola não foi apenas um grande estadista; foi o único estadista brasileiro. O resto é conversa, arremedo de governante. Os melhorezinhos tiveram brilhos esporádicos, luzes de festim, fogos de artifício; nenhum deles teve o brilho fulgurante do Brizola, um farol na escuridão desse imenso Brasil, tão inculto quanto bom.

    Quanto ao H. Fernandes, é fácil falar mal dos outros, difícil é ter uma vida ilibada. Possivelmente, deve a sua longevidade à sua teimosia. Apesar de tudo, classifico-o como um brasileiro bem-intencionado.

  19. Impressionante o tirocínio de Oigres Martineli. Rara inteligência, iluminada consciência política, fulguração de pensamento, riqueza vocabular e trato imaculado do vernáculo.

  20. Que estadista marca traque a nos causar tantos danos durante tanto tempo. Nos últimos 30 anos nos governos do estado e município do Rio de Janeiro, com exceção do lixo Moreira Franco, todos os governantes foram crias de Brizola ou crias de suas crias. Até a Bené de triste memória chegou ao governo durante poucos meses porque o Brizola teve participação na anulação da convenção do PT. Do picareta e desonesto Jamil Haddad, prefeito indireto nomeado por ele, ao Sergio Cabral Filho, o abusado e enriquecido na vida pública, cria de Marcello & filhos roedores que se criaram com Brizola. Contaminou a máquina pública e o processo eleitoral com inúmeros péssimos governantes do estado e prefeitos do Rio.. Conseguiu Brizola com tal façanha de contaminação deixar a velha dupla inútil Amaral Peixoto e Chagas Freitas no chinelo na história política do Rio de Janeiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *