Novo ministro Ciro Nogueira usa 90% de sua verba parlamentar para abastecer um jatinho

O senador Ciro Nogueira e sua mãe, Elaine Nogueira

Eliane, mãe de Ciro, vai assumir a vaga dele no Senado

Julia Lindner e Natália Portinari
O Globo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), cotado para assumir o Ministério da Casa Civil, usa quase todo o recurso disponível da sua verba parlamentar, destinada a cobrir despesas essenciais do mandato, para abastecer uma aeronave privativa e realizar viagens pelo Brasil, inclusive no período de folga.

Somente no período entre janeiro e julho deste ano, Ciro gastou R$ 263,6 mil com combustível de aviação, 90% do total das despesas da sua verba parlamentar no período. Ao longo do atual mandato, entre janeiro 2019 e julho de 2021, essas despesas ultrapassam R$ 580 mil, cerca de metade do total desembolsado pelo gabinete e bancado pelos cofres públicos.

É TUDO FESTA – Parte dessa quantia foi utilizada para abastecer uma aeronave no final de 2020 em Porto Seguro (BA), a quase 1.700 quilômetros da capital do Piauí, durante o recesso do Congresso. Os pedidos de reembolso da despesa apresentados ao Senado são relativos aos dias 30 de dezembro e 5 de janeiro, período de festividades de final de ano. No último caso, entretanto, a nota fiscal não foi anexada.

Ainda no fim do ano passado, Ciro Nogueira viajou em um final de semana com a família a São Paulo para a formatura de uma das filhas em Medicina. O primeiro abastecimento da aeronave ocorreu em Sorocaba, em 27 de novembro. A cerimônia ocorreu no dia seguinte, na capital paulista, e houve um novo abastecimento do jatinho no dia 30 daquele mês, em São Paulo. No período em questão, Ciro apareceu em diversas fotos com familiares na cidade.

Essas viagens não foram isoladas. No mandato anterior, entre 2016 e 2017, ele também pediu reembolso de combustível de aviação por um período em que esteve com a família no litoral baiano. Na época, Ciro posou para diversas fotos em Trancoso ao lado da então esposa, a deputada federal Iracema Portella (PP-PI), e um grupo de amigos. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais.

DIVERSOS DESTINOS – Ao longo deste ano, Ciro também mudou de rota diversas vezes e apresentou notas ao Senado de abastecimento de aeronave em cidades como Florianópolis (SC), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Palmas (TO) e Paço do Lumiar (MA). Em junho deste ano, o senador gastou mais de R$ 65 mil com combustível para a aeronave.

Um dos abastecimentos feitos no avião particular usado por ele ocorreu em Sorocaba no dia 9 de junho, uma quarta-feira, data que coincidiu com o depoimento do ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, na CPI da Covid. Na ocasião, Ciro não compareceu ao colegiado, onde ocupa vaga de titular.

A regra para uso da verba indenizatória para transporte aéreo dos senadores diz que os parlamentares têm direito a receber reembolso por cinco passagens aéreas, ida e volta, da capital do Estado de origem a Brasília. O guia do parlamentar da Casa possui um item mais amplo que prevê ressarcimento de “combustíveis e lubrificantes”. De acordo com o Senado, não há restrições ou limites específicos para este tipo de despesa.

TEM DOIS JATINHOS – O senador Ciro Nogueira tem dois jatinhos, ambos da Beech Aircraft. Um deles, em operação, consta de sua declaração de bens de 2018 pelo valor de R$ 2,85 milhões. O outro está em nome de uma empresa sua, Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas Ltda. e, segundo a matrícula na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), não está autorizado a voar.

Procurado desde quinta-feira para esclarecer os motivos das viagens, o senador não se manifestou até o momento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A diversidade de destinos pode indicar que Ciro Nogueira costuma alugar o jatinho, depois cobra ao Senado o combustível utilizado e embolsa o dinheiro. O assunto merece uma investigação que apure as viagens do jatinho e a simultânea localização do senador, porque ele não tem o dom da ubiquidade. (C.N.)

20 thoughts on “Novo ministro Ciro Nogueira usa 90% de sua verba parlamentar para abastecer um jatinho

    • Segundo oantagonista,

      “O senador e seus acompanhantes em restaurante de Brasilia degustaram um carpaccio, tempura, urumaki de camarão, sushi de atum com foie gras e um sashimi especial de 108 reais.”

      Sashime de 108 reais! Ai meu pai do céu, 108 por um sashimi! E com meu dinheiro! Filho daquilo!

  1. O fato esta sendo divulgado por estar assumindo a casa civil no governo Bolsonaro.Vejam o que ocorre com o conjunto do parlamento Ciro Nogueira.

  2. Ciro Nogueira não é o único.Outra coisa a ser analizado é a extinção das forças armadas inoperantes pois so temos munição para 1 hora de combate além do alto custo para a população.Imaginem o que poderiamos fazer com a economia resultante da extinção das forças armadas como aconteceu num período com a Alemanha e Japão.

    • Prezado Zenóbio,

      Muito antes de pensarmos na extinção das FFAA, que além de proteger a nação contra possíveis invasões ou ataques estrangeiros, também apoia a construção civil em ferrovias, estradas, calamidades públicas … deveríamos extinguir esse tipo de legislativo e a forma como os ministros de tribunais superiores são guindados a esta função.

      • Parabéns pela forma como se colocou nessa manha.

        Somente um comentário.
        Comentário curto.
        Comentário com logica e coerência.
        E, principalmente; sem xingar ninguém.

        Repetindo: Parabéns; e tente continuar assim.

  3. 1) Licença…

    2) Lembrei da coluna do Swann, durante anos no Globo, que era feita pelo grande jornalista Carlos Leonam, que também foi do Pasquim.

    3) Nome inspirado, certamente na obra de Proust, eu soube recentemente, ele tinha uma asma braba e nas horas de crise, continuava escrevendo “Em busca do Tempo perdido”, obra literária que marcou o Ocidente.

    4) Literatura e terapia… Literapia…

  4. A ESCURIDÃO DA FACE EXTERNA
    Augusto Nunes

    Seja qual for o tema, Lula mente mais do que respira, mas consegue esconder o que acha só ao tratar de assuntos internos. Quando se mete em questões internacionais, o bandido de estimação do Supremo acaba confessando quem é, e o que faria se um chefe de governo tudo pudesse. Lula é o contrário da Lua: sua face sombria é a externa. A reação do ex-presidente presidiário às manifestações de protesto ocorridas em Cuba neste mês, por exemplo, escancarou a escuridão da política externa que sonha ressuscitar. “O que está acontecendo de tão especial pra falarem tanto?!”, perguntou e exclamou nas redes sociais o admirador militante da ilha-presídio. “Houve uma passeata. Inclusive vi o presidente de Cuba na passeata, conversando com as pessoas”, caprichou na tapeação. Decidido a fingir que ainda não sabe se os manifestantes são simpáticos ou hostis à ditadura, só Lula viu a cena que não houve. E só ele deixou de ver as imagens que documentam a metodologia do tiro, porrada e bomba. Só ele não viu evidências de que incontáveis cubanos já não suportam a sufocante supressão da liberdade.

    Para um sabujo de Fidel Castro, o único problema da ditadura sexagenária é o imperialismo ianque. “Se Cuba não tivesse o bloqueio dos Estados Unidos, poderia ser uma Holanda”, garantiu o torturador de fatos. Por que a Holanda, onde o então presidente brasileiro esteve por menos de três dias? Chegou numa noite de quarta-feira e partiu na sexta de manhã, depois de desmentir na quinta outra mentira: em mais de uma entrevista, Lula jurou que parou de beber durante a Copa do Mundo de 1974, mais precisamente “no dia em que o Brasil foi derrotado pela seleção holandesa”. Por que envolver na comparação um país que desconhece profundamente? Talvez tenha visto em Amsterdã, por onde passou em alta velocidade, a capital de uma ilha. Talvez queira que a pátria de Johan Cruyff fique parecida com Cuba para vingar-se do time que o fez virar abstêmio. Não é fácil decifrar o que ocorre numa cabeça baldia. Voltemos à bem-vinda rebelião dos oprimidos.

    O palavrório do chefe do Petrolão informa que Lula, caso volte ao poder, ressuscitará já no dia da posse a política externa da canalhice. Nascido do acasalamento de stalinistas farofeiros do PT e nacionalistas de gafieira do Itamaraty — uns e outros ainda sonhando com a Segunda Guerra Fria —, esse aleijão subiu a rampa do Planalto em 1° de janeiro de 2003. Nos oito anos seguintes, fantasiado de novo-rico caridoso, o Brasil acoelhou-se com exigências insolentes do Paraguai e do Equador, suportou com passividade bovina bofetadas desferidas pela Argentina, hostilizou a Colômbia democrática para afagar os narcoterroristas das Farc, meteu o rabo entre as pernas quando a Bolívia confiscou ativos da Petrobras e rasgou o acordo para o fornecimento de gás. Fora o resto.

    Confrontado com bifurcações ou encruzilhadas, Lula fez invariavelmente a escolha errada e curvou-se à vontade de parceiros vigaristas. Quando o Congresso de Honduras, com o aval da Suprema Corte, destituiu legalmente o presidente Manuel Zelaya, o Brasil se dobrou aos caprichos de Hugo Chávez. Decidido a reinstalar no poder o canastrão que gostava de combinar chapelão branco-noiva com bigode preto-graúna, e fora convertido ao bolivarianismo pelos petrodólares venezuelanos, Chávez obrigou Lula a transformar a embaixada brasileira em Tegucigalpa na Pensão do Zelaya. Para afagar Fidel Castro, o governo deportou os pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, capturados pela Polícia Federal quando tentavam fugir para a Alemanha depois de abandonarem o alojamento da delegação que participava dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Entre a civilização e a barbárie, o presidente da República sempre cravou a segunda opção. Com derramamentos de galã mexicano, prestou vassalagem a figuras repulsivas como o faraó de opereta Hosni Mubarak, o psicopata líbio Muammar Kadafi, o genocida africano Omar al-Bashir, o iraniano atômico Mahmoud Ahmadinejad e o ladrão angolano José Eduardo dos Santos.

    Coerentemente, o último ato do mitômano que se julgava capaz de liquidar com conversas de botequim os antagonismos milenares que sangram o Oriente Médio foi promover a asilado político o assassino italiano Cesare Battisti. Herdeira desse prodígio de sordidez, Dilma manteve o país de joelhos e reincidiu em parcerias abjetas. Entre o governo constitucional paraguaio e o presidente deposto Fernando Lugo, ficou com o reprodutor de batina. Juntou-se à conspiração que afastou o Paraguai do Mercosul para forçar a entrada da Venezuela. Rebaixou-se a mucama de Chávez até a morte do bolívar de hospício que visita o sucessor em forma de passarinho. Para adiar a derrocada de Nicolás Maduro, arranjou-lhe até papel higiênico. Ao preservar a política obscena legada pelo padrinho, a afilhada permitiu-lhe que cobrasse a conta dos negócios suspeitíssimos que facilitou quando presidente, em benefício de governantes amigos e empresas brasileiras financiadas pelo BNDES.

    Disfarçado de palestrante, o camelô de empreiteiras que se tornariam casos de polícia com a descoberta do Petrolão ganhou pilhas de dólares, um buquê de imóveis e a gratidão paga em espécie dos países que tiveram perdoadas suas dívidas com o Brasil. Enquanto Lula fazia acertos multimilionários em Cuba, Dilma transformava a Granja do Torto na casa de campo de Raúl Castro, também presenteado com o superporto que o Brasil não tem. Ela avançava no flerte com os companheiros degoladores do Estado Islâmico quando a Operação Lava Jato começou. Potencializada pela crise econômica, a maior roubalheira da história apressou a demissão da mais bisonha governante do mundo.

    “O Brasil vai perder o protagonismo e a relevância mundial”, miou Dilma ao voltar para casa. O que o país perdeu foi o papel que desempenhou desde 2003: o de grandalhão idiota e obediente aos anões da vizinhança. A restauração da altivez precipitou a colisão entre o Brasil e os populistas larápios, os ditadores assumidos e os tiranos ainda no armário que prendem quem discorda, assassinam oposicionistas e sonham com a erradicação do Estado de Direito. Essas parcerias cafajestes poderão ser resgatadas da cova rasa com uma vitória do PT em 2022.

    Juscelino Kubitschek afirmava que fora poupado por Deus do sentimento do medo. No caso de Lula, defeitos de fabricação revogaram o sentimento da vergonha e proibiram qualquer espécie de remorso. Essa conjunção de avarias talvez explique a naturalidade com que Lula reincidiu na louvação de regimes liberticidas. Os comentários sobre as corajosas manifestações de rua reafirmam que Lula pertence à subespécie dos criminosos que voltam assoviando ao local do crime. Gente assim se imagina condenada à perpétua impunidade por juízes camaradas.

    • Típica resposta de quem só sabe responder aos desmandos do governo do atual presidente falando de erros do anterior…Acorde! Erros passados não justificam os presentes. E se o problema for mentira, o atual está atropelando todos os recordistas na reta final.

    • Hoje, o Ministro Sr. Quintanilha chega ao Conselho de Ministros pra uma reunião importantíssima que estava marcado para às nove horas da manhã e diz-lhe a assessora:

      – Senhor Ministro, hoje tem muitas pessoas que não poderão comparecer à reunião…

      – Então?

      – Muita gente telefonou mais cedo avisando que hoje não poderiam comparecer à reunião.

      – Quem?

      – O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não virá porque o pai faleceu…

      – Ok… lamento profundamente…

      – A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não virá, o Avô faleceu…

      – Ok… lamento muito…

      – O Ministro dos Negócios Estrangeiros não virá porque morreu um cunhado.

      – Ok… meus sentimentos…

      – O Ministro da Defesa Nacional não virá porque morreu um primo.

      – Ok… que coisa triste…

      – O Ministro da Administração Interna não virá porque morreu um irmão.

      – Ok… que triste isso…

      – A Ministra da Justiça não virá porque morreu um tio.

      – Ok… muito chato isso…

      – O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não virá porque morreu o sogro.

      – Ok… que tristeza…

      – A Ministra da Saúde não virá porque morreu um sobrinho.

      – Srta Pamela, me desculpe, mas como é que morreu tanta gente no mesmo dia?!?

      – Senhor Ministro, só morreu uma pessoa… Mas como eles são todos da família, tem direito!

  5. A mudança na casa civil já começou a dar resultados. PP e PR estavam na reunião com os 3 lagostas do $TF, os 2 partidos já pularam pro lado do voto auditavel. Dizem que o Ciro Nogueira gravou a tal reunião que comprova a interferência dos lagostas do $TF. Se isso for verdade, o senador deveria detonar os lagostas e pedir o impeachment dos três.

  6. Hoje, o Ministro Sr. Quintanilha chega ao Conselho de Ministros pra uma reunião importantíssima que estava marcado para às nove horas da manhã e diz-lhe a assessora:

    – Senhor Ministro, hoje tem muitas pessoas que não poderão comparecer à reunião…

    – Então?

    – Muita gente telefonou mais cedo avisando que hoje não poderiam comparecer à reunião.

    – Quem?

    – O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não virá porque o pai faleceu…

    – Ok… lamento profundamente…

    – A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa não virá, o Avô faleceu…

    – Ok… lamento muito…

    – O Ministro dos Negócios Estrangeiros não virá porque morreu um cunhado.

    – Ok… meus sentimentos…

    – O Ministro da Defesa Nacional não virá porque morreu um primo.

    – Ok… que coisa triste…

    – O Ministro da Administração Interna não virá porque morreu um irmão.

    – Ok… que triste isso…

    – A Ministra da Justiça não virá porque morreu um tio.

    – Ok… muito chato isso…

    – O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não virá porque morreu o sogro.

    – Ok… que tristeza…

    – A Ministra da Saúde não virá porque morreu um sobrinho.

    – Srta Pamela, me desculpe, mas como é que morreu tanta gente no mesmo dia?!?

    – Senhor Ministro, só morreu uma pessoa… Mas como eles são todos da família, tem direito!

    JL

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