Novo Papa tem que retomar as ideias avançadas de João XXIII

Flávio José Bortolotto

Depois do “aggiornamento” da Igreja Católica, feito pelo grande Papa João XXIII (Angelo Roncalli), que avançou a Igreja 1.000 anos em 10, com o Concílio Vaticano II, começou uma reação da alta cúpula dirigente da Igreja, que sentiu expressiva perda de Poder.

 João XXIII

O grande Papa João XXIII foi por estes hiperconservadores acusado de “protestantizar a Igreja Católica”, de ser um segundo reverendo Martim Luther (Martinho Lutero), de comunistão enrustido, e no fim, de comunistão declarado mesmo.

O Papa Paulo VI não teve a coragem de João XXIII e tentou conciliar o inconciliável. Seguiu-se o Papa João Paulo I, que iria retomar o caminho certo de João XXIII, mas faleceu 33 dias depois da posse. Foi eleito então João Paulo II, arquiconservador, que governando 29 anos, desfez quase toda a obra do Vaticano II, seguindo-se seu fiel escudeiro Bento XVI.

Acadêmico, teórico e muito bom escritor, mas com quase 86 anos Bento XVI deve ter constatado que “na prática a teoria é outra”, e vendo que essa política arquiconservadora está levando a Igreja Católica a “um beco sem saída”, resolveu se demitir.

Seguramente o próximo Papa deverá ser mais liberal e retomar uma parte das avançadas e necessárias ideias do grande Papa João XXIII.

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