Novos protestos e enfrentamentos no Egito

Da Agência EFE

Partidários e opositores do deposto presidente egícpio Mohammed Mursi se enfrentaram nesta sexta-feira em Alexandria e em Mahala al Kubra, no norte do Egito. Na cidade litorânea de Alexandria, os choques ocorreram nas imediações da mesquita de Al Qaed Ibrahim,  durante uma manifestação dos seguidores do deposto líder, segundo a televisão estatal.

Os islamitas realizaram uma grande manifestação desde a mesquita de Al Sahaba rumo à ponte Stanley após a reza do meio-dia, apontaram em seu site os Irmandade Muçulmana, grupo ao qual pertenceu Mursi até que chegar à Presidência.

Enquanto isso, em Mahala al Kubra, no delta do Nilo, opositores e simpatizantes de Mursi se enfrentaram depois que os primeiros interceptassem uma manifestação que partiu da mesquita de Abdel Hai Khalil rumo à praça principal, segundo a televisão egípcia.

As forças de segurança conseguiram separar os grupos após dispersá-los com gás lacrimogêneo. A emissora acrescentou que em Minia, ao sul do Cairo, as forças da ordem abortaram uma tentativa dos islamitas de irromper na delegacia e na prisão do distrito de Al Magaga.

Enquanto isso, na capital ocorreram manifestações organizadas pelos Irmandade Muçulmana desde mesquitas dos distritos de Heluán, Giza e Cidade Nasser.

Nessa última zona, uma equipe do canal estatal foi atingida pelos manifestantes enquanto cobria o protesto da Irmandade que saiu da mesquita de Al Rahman, disse a própria emissora.

As forças armadas fecharam hoje com soldados e carros blindados os acessos às praças Tahrir, no Cairo, de Rabea al Adauiya, na Cidade Nasser, e de Sfinx, em Mohandesín.

Os partidários de Mursi estiveram acampados nas praças de Rabea al Adauiya e de Nahda, em Giza, até 14 de agosto quando a Polícia desmantelou os protestos através força em uma operação que deixou centenas de mortos.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO Egito se transforma num país sem perspectivas. A economia desaba, não há mais turistas nem futuro. A Primavera Árabe no Egito abriu campo para a pior ditadura das últimas décadas, desde a queda do Rei Farouk, conforme previmos aqui no Blog. (C.N.)

 

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