Número de indústrias fechadas no Estado de São Paulo já é o maior em uma década

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Nesta unidade funcionava uma fábrica de lustres em São Paulo

Cleide Silva
Estadão

O Estado de São Paulo, maior polo industrial do País, registrou o fechamento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas nos primeiros cinco meses do ano. O número é o mais alto para o período na última década e 12% maior que o do ano passado, segundo a Junta Comercial.

O dado indica que a fraca recuperação da economia brasileira após a recessão de 2014 a 2016 continua levando ao encolhimento do setor produtivo, deixando um rastro de fábricas desativadas e desempregados.

QUEDA DO PIB – Entre 2014 e 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulou queda de 4,2%, enquanto o da indústria de transformação em todo o País caiu 14,4%. “Significa que a produção caiu bastante e obviamente teve impacto nas empresas, com fechamento de fábricas e demissões”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados.

Em paralelo, foram abertas de janeiro a maio 4.491 indústrias em São Paulo. Tradicionalmente há mais abertura do que baixa de fábricas, mas isso nem sempre é um indicador positivo. Para Mendonça de Barros, independentemente dos números de novas indústrias, a queda do PIB industrial mostra que houve encolhimento da produção e, provavelmente, foram fechadas empresas grandes e médias e abertas unidades de menor porte.

O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú, Caetano Bianco Neto, afirma que, nos últimos anos, várias empresas consideradas de grande porte para a atividade, com 300 a 400 funcionários, encerraram atividades. “Quando fecha uma grande, muitas vezes surgem outras três ou quatro micro e pequenas fabricantes, algumas inclusive abertas por ex-funcionários, mas com pouca mão de obra”, diz Bianco Neto.

JAÚ ENCOLHENDO – O polo calçadista de Jaú, referência nacional na produção de calçados femininos, já empregou 12 mil trabalhadores em meados dos anos 2000. Hoje tem 5 mil funcionários, diz Bianco Neto. Recentemente, ele e dirigentes da indústria de calçados das vizinhas Franca e Birigui entregaram ao governador João Doria (PSDB) um plano de recuperação do setor.

No grupo das que fecharam as portas, há indústrias nacionais e multinacionais. Algumas transferiram filiais para outras unidades da mesma companhia para cortar custos e outras acabaram com a produção, deixando um contingente de desempregados, parte deles sem receber salários e indenizações.

A indústria de autopeças Indebrás, na zona oeste de São Paulo, deixou de operar em abril e colocou na rua 150 funcionários. Com salários atrasados e sem verbas rescisórias, eles ficaram acampados em frente à fábrica por 48 dias. Após acordo na Justiça do Trabalho, a empresa propôs fazer o pagamento em 18 parcelas mensais.

EM TODO O PAÍS – “O receio é que a empresa pague as primeiras parcelas e depois suspenda o pagamento, como já ocorreu em acordos anteriores fechados por outras empresas”, diz o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Érlon Souza.

A situação da indústria paulista se repete em todo o País. Além do encerramento das atividades de empresas de pequeno porte, grandes grupos fecharam unidades consideradas menos produtivas e concentraram a produção em outras mais modernas, quase sempre sem levar a mão de obra.

A fabricante de pneus Pirelli anunciou em maio o fechamento da unidade de Gravataí (RS) e a demissão dos 900 funcionários. A produção de pneus de motos será unificada à de pneus para carros em Campinas (SP) onde serão geradas 300 vagas ao longo de três anos. A empresa alega necessidade de reestruturação “tendo em vista o cenário conjuntural difícil do País”.

OUTRAS FECHADAS – Entre as empresas que fecharam fábricas este ano estão PepsiCo/Quaker (RS), PepsiCo/Mabel (MS), Kimberly-Clark (RS), Nestlé (RS), Malwee (SC), Britânia (BA) e Paquetá (BA). No ABC paulista, a autopeça Dura informou em janeiro que fecharia a fábrica em maio e demitiria 250 funcionários. Após greve e negociações envolvendo a prefeitura de Rio Grande da Serra e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a medida foi adiada.

Para a comemoração do 7 de setembro, a Secom da Presidência da República negocia com administradoras de cartão de crédito condições mais vantajosas para consumidores.

Também há tratativas com montadoras de carros e empresas do ramo imobiliário.

10 thoughts on “Número de indústrias fechadas no Estado de São Paulo já é o maior em uma década

  1. Especificamente no ramo de calçados, lustres e pneus, deve ser considerada a concorrência predatória dos made in xing ling, nem anti-dumping resolve.A quantidade de consumidores adquirindo pneu chinês no supermercado Extra é enorme, não dura a metade dos nacionais ou marcas conceituadas, é barato, tem o design “bonitinho” e certificação Inmetro, Zé Povinho nem aí para a segurança.

    • O consumidor com dinheiro curto sempre optará pelo produto mais barato, mesmo que pior. No fim das contas, os produtos ruins e baratos acabam alijando os melhores que forem mais caros. A Lei de Gresham não se aplica só a moedas.

    • “a fraca recuperação da economia brasileira após a recessão de 2014 a 2016 continua levando ao encolhimento do setor produtivo”.
      Grita lulalivre que resolve.

  2. Cleide Silva, será que o Estadão sabe ou conhece quem foram os Presidentes do Brasil de 2003 a 2018???? Será que o Estadão recebeu a informação de que a Nação Brasileira foi Desgovernada e Assaltada pela Organização PT e Partidos Cúmplices e Parceiros de todos os Crimes nesses anos, crimes esses praticados por membros nos 3 “podresres” e “cumplicidade criminosa de lesa-pátria” pelos Governadores e Prefeitos aliados e membros dessa Organização Criminosa PT, o que destruiu o Brasil por inteiro em todos os seus Processos Econômicos, Financeiros, Sociais e Administrativos ? Será que o Estadão foi informado que o “grande líder, chefe e comandante dessa Organização Criminosa e seu Capitão do Mato” estão presos por desvios de verbas públicas com mais de 5 Processos(até agora e se tofolli impedir junto com seus iguais a punibilidade desses traidores e ladrões do Brasil) na Justiça Federal, e que já corre diante das Provas Concretas e Delações de Cúmplices, Participantes Ativos, Colaboradores em todos os Crimes Hipersupermilionários e sempre Provando e Falando que roubaram o Brasil inteiro em cumplicidade com uma parte da classe política Governadores,Prefeitos,Deputados, Senadores e Vereadores (quando é que os Governadores e Prefeitos aliados desses ladrões nesses anos de roubos vão responder por essa sociedade de bandidos?) , estavam onde que não sabiam ????? Uma Nação Comandada por Ladrões em seus “podresres” só pode dar nisso de destruição econômica, financeira, social, infraestrutura e administrativa , e que qualquer recuo no PIB perante seis meses do atual governo é resultado desse “Legado LuloPeTralha Socialista Comunista Bolivariano Corrupto e Cleptômano” ou vocês querem que qualquer governante reconstrua a Nação toda em seis meses quando (que silêncio da mídia nesses anos roubados!) o Brasil foi Roubado diuturnamente pelos “guais e, líderes e símbolo” de muitos midiáticos, intelectuais, artistas de toda qualidade que praticamente viraram sócios/cúmplices desses crimes quando ficaram ricos e se utilizaram de Verbas Públicas para seus “mal assombrados eventos ditos culturais” quando na verdade era meio de propagar, defender e apoiar a Revolução Corrupta Bolivariana ??? A festa do Crime acabou e se Justiça Federal insiste em devolver o dinheiro roubado dos Brasileiros vocês atacam a Justiça, Polícia Federal, TCU, Receita Federal, COAF,Ministério Público Federal os chamando de fascistas e perseguidores quando eles são Brasileiros Honestos que querem dar um Novo Tempo ao País e fazendo que a Lei e o Ordenamento Jurídico sejam cumpridos como se deve, mesmo que membros apaixonados pelo “Chefe Lula” das “baixas cortes” não queiram e empurrem o Brasil para o “Imponderável” ! O que será que será …que andam murmurando e conspirando nas redações de trevas brasileiras ?????

    • Criados com o dinheiro (inventado) que escoava para o bolso dos campeões nacionais e dos cumpanhêros.
      Dinheiro este que está sendo devolvido pelas empresas que ASSUMEM e CONFESSAM que roubaram junto com o governo.
      Criou empregos de papel crepon que na primeira chuva de realidade esfarelaram.

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