Números da violência são manipulados para culpar Polícia e inocentar criminosos

Charge do Jean (Arquivo Google)

Carlos Newton

As aparências e as estatísticas quase sempre enganam. No caso da criminalidade urbana, mais ainda, porque existem formas diferentes de encarar o problema. Há os que defendem que seja radicalizada a ação policial, nos moldes da histórica Lei de Talião, que preconizava punição igual ao crime, com “olho por olho, dente por dente”. Do outro lado, há os que consideram os criminosos como “vítimas da sociedade” e defendem ardentemente os “direitos humanos” deles. Por fim, há os que estão no meio-termo e acham que a Polícia deve agir com o rigor necessário para resolver o problema, sem maiores exageros.

O problema dessas estatísticas é que estão sendo conduzidas por adeptos dos direitos humanos dos criminosos, ou seja, trata-se de “especialistas” que sempre dão um jeito de acusar a Polícia de atuar com excessiva violência.

DEU NO JN – Um bom exemplo da manipulação das estatísticas de violência pode ser extraído da cobertura do Jornal Nacional e de O Globo ao recente Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cujos números deveriam trazem alento à população. Afinal, desde 2011 as mortes violentas no país vinham numa escalada e agora estão diminuindo.

A grande notícia é que, em 2018, houve queda de 10,4% em relação a 2017 — o número caiu de 64.021 para 57.341. Ou seja, 6.680 mortes a menos, e o recuo ocorreu em 23 das 27 unidades da Federação — as exceções são Roraima, Tocantins, Amapá e Pará, segundo editorial de O Globo.

Mas a comemoração parou por aí, porque tanto o Jornal Nacional quanto o editorial de O Globo fizeram a ressalva de que o estudo também revelava dados preocupantes sobre violência policial.

AUTOS DE RESISTÊNCIA – Realmente, em 2018, o número de mortes decorrentes de ações policiais (autos de resistência) cresceu 19,6% em relação ao ano anterior, passando de 5.179 para 6.220.  Isso significa que uma em cada dez mortes violentas no Brasil resulta da ação de agentes do Estado.

Essas estatísticas variam de acordo com a unidade da Federação, mas há casos que chamam a atenção, como os de Roraima, onde os autos de resistência subiram 183,3%, Tocantins (99,4%), Mato Grosso (74%), Pará (72,9%), Sergipe (60,7%) e Goiás (57,1%), seguindo-se Ceará (39%) e Rio (32,6%), com bem menos.

CONCLUSÕES – Diante desses números, o Jornal Nacional e o Globo adotaram como verdadeiras as conclusões do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, alardeando que a letalidade da polícia vem aumentando nos últimos anos.

Ocorre que essas conclusões estão equivocadas. Motivo – a estatística da letalidade não pode ser citada aleatoriamente. É obrigatório que seja associada ao número de operações policiais, porque são diretamente proporcionais entre si. Ou seja, quanto maior o número de operações e autos de resistência dos criminosos, maior será o número de mortos. Esta é uma realidade estatística irremovível.

Mas os responsáveis pelo Fórum, que conhecem em profundidade essa técnica, sempre “esquecem” de fazer o obrigatório cotejo entre o número de operações policiais e o número de mortos. Ao agir assim, destorcem e manipulam as pesquisas, para fazer crer que os policiais agem como criminosos e estão matando indistintamente criminosos, suspeitos  e moradores das áreas de conflito.

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P.S.
1 É claramente esta a conclusão que os defensores dos “direitos humanos” dos criminosos tentam difundir, fazendo crer que na prática os policiais estariam agindo como se fossem bandidos. Mas essa afirmação é inaceitável, insuportável e intolerável.

P.S. 2 –  Para os cidadãos normais, que estão preocupados com seus próprios “direitos humanos”, é um alento saber que a Polícia está aumentando o número de operações contra as quadrilhas organizadas. (C.N.)

25 thoughts on “Números da violência são manipulados para culpar Polícia e inocentar criminosos

  1. Os defendores dos “direitos humanos” da bandidagem são normalmente organizações que vivem de mamar nas grandes tetas do governo. Eu gostaria de ver um diretor dessas organizações defender os tais direitos humanos de um bandido que tivesse morto um filho seu ou um dos seus pais

  2. 1) Bom artigo CN.

    2) Está na hora de falarmos nos “Deveres Humanos”.

    3) Lembro sempre que na China os índices de criminalidade são pequenos.

    4) Lá tem os chamados locais agrícolas de reeducação social,

    5) Nunca entendi porque as esquerdas brasileiras não adotam o Direito Chinês…

  3. A pior punição que pode existir para vagabundos é o trabalho, reeducá-los para o trabalho. Tudo na vida são vícios, se a criatura se viciar no trabalho honesto ela nunca mais ficará sem trabalhar. Por outro lado, tem muito vagabundo no Brasil se comportando como bestas-feras, completamente desumanos, cruéis, sem nenhuma dó e nem piedade das suas vítimas, principalmente quando atacam em bandos.

  4. E isso aí, CN. E a saúde, como está?
    Antonio Rocha, o modelo comunista brasileiro é de panelinha. A grana só pra eles. Serviço nenhum. E você , lendo a biografias dessa petezada, já viu alguém que tenha construido a vida trabalhando? Nunca. No máximo ficam nos sindicatos cozinhando o galo.

  5. Criminoso quando é morto, não é morte violenta.

    É acidente de trabalho.

    Ele escolheu o crime, não pode reclamar de morrer baleado.

    Computar as mortes de quem causa mortes violentas na mesma estatística é fraude.

    Típica de canalhas manipuladores.

    Bandido tem que ser morto.

    Cadeia é para seres humanos que erram, não para animais que escolhem ameaçar a sociedade.

    Bandido quando morre é acidente de trabalho.

  6. Bem, alguém já disse que estatística é a arte de espremer os números até que eles confessem. Certamente, sem uma boa análise e investigação, tudo que dissemos pode ser chute.
    Por exemplo, sabe-se que os crimes violentos na sua maioria dá-se por disputa de poder entre facções. Então é natural que eles diminuam ao longo do tempo pela supremacia de alguma facção.
    Quanto às mortes decorrentes de ações policiais é uma incógnita. Há várias hipóteses e cada uma deve investigada, por exemplo: a polícia está agindo com mais rigor (talvez incentivada por uma suposta permissividade do Estado), os roubos (à mão armada) estão aumentando e os encontros entre policiais e criminosos porque a situação econômica do país está ruim e também ao deslocamento para esse tipo de crime pela repressão ao tráfico de drogas.
    Só que esses tipos de crimes violentos ainda são muito altos e a reincidência é alarmante.
    Falta grana para ações mais eficazes, portanto ações pragmáticas deveriam ser tomadas e para isso os poderes têm que chegar a um tipo de consenso, mas isso já é um sonho.

  7. Ontem passei pela RJ-104 em Niterói e de relance vi, na altura da perigosa entrada do Caramujo, um carro da PM parado com um policial negro alto e forte ao lado do veículo. Logo a frente tinha outra viatura.
    Acostumado com a violência carioca e do local pensei – “pelo menos hoje estamos mais seguros..”.
    Ledo engano, quando cheguei em casa vi na TV a notícia da morte deste PM, com foto da viatura e dele. Morreu com um tiro disparado de cima da favela na cabeça.
    Procurem na primeira página do site do G1, oglobo e extra e não acharão nada.
    Negro morto só é notícia se for bandido!

  8. É só assistir os Programas da Globonews, lá há choro e homenagens aos bandidos e criminalização da Polícia, diuturnamente. Deram os cascudos em um traficante preso armado e dando gritos na Polícia, bastou isso, que os Jornais da Globonews terminaram em silêncio e todos tristes clamando Direitos Humanos na ONU, nunca ví tanto amor a bandidagem no Brasil como tem os Jornalistas da Globonews, aquilo dá nojo, vomita Brasil !!!!

  9. A gente debater o crime apenas como obra de traficantes, de facções, de pessoas que são produtos do meio violento de onde nasceram e se criaram, definitivamente os resultados não serão válidos, pois falsos, incompletos, manipulados!

    O Brasil de hoje para qualquer estudo que se queira fazer de maneira responsável e verdadeira quanto aos crimes de qualquer espécie, dos menores aos mais graves, de pedofilia ao estupro, de assassinatos passionais a latrocínios, de facções entre facções, de ladrões de celulares a assaltantes de bancos, precisa-se necessariamente considerar os crimes praticados pelos poderes constituídos contra o povo!!!

    Não há como analisar qualquer tipo de crime, partindo de qualquer classe social, cometido por homem ou mulher, que não sejam acrescentadas as injustiças sociais, os roubos, a corrupção instituída, a impunidade mantida e a diferença de tratamento concedido pela Justiça aos poderosos e às pessoas comuns!

    Se estamos em uma fase de violência incontida, eu diria até mesmo incontrolável, a causa principal tem a ver com os governos, com os parlamentares, com os tribunais superiores.

    Quando afirmo textualmente que Lula é ladrão e genocida, evidente que o delinquente não matou diretamente milhares de pessoas, mas as aniquilou quando roubou o dinheiro que deveria ter sido canalizado para melhorias em áreas cruciais do país.

    As mortes à espera de atendimento médico;
    as mortes cometidas pelo tráfico;
    as mortes ocasionadas pela irresponsabilidade governamental;
    as injustiças praticadas diariamente pela “Justiça”;
    as gritantes diferença salariais entre parlamentares e professores, com os policiais, com o trabalhador;
    a impunidade dos maiores ladrões do país;
    a carga tributária insuportável que o cidadão tem sobre o seu lombo;
    a falta flagrante de políticas sociais;
    o comportamento devasso das autoridades;
    o descaso pelo povo;
    o desprezo pelos cidadãos …
    fazem parte desse clima de beligerância que vivemos, dessa violência exacerbada, das dores de se ser alvo de segregações, de abandono, de se ser condenado à miséria e à pobreza!

    Não podemos falar de crimes violentos, sem considerarmos os crimes muito mais graves praticados pelas autoridades contra o povo!

    Pois nesse meio de total desrespeito à cidadania e aos cidadãos, a violência explode, agiganta-se, cresce sem qualquer controle.

    Policiais que recebem ninharias como salário para arriscar suas vidas em defesa de meliantes, as tais autoridades constituídas, não hesitam mais em tirar a vida de outro bandido em defesa da sua existência;
    professores que recebem esmolas como salários (os que pertencem aos magistérios públicos), e que ainda são agredidos fisicamente pelos alunos e pais desses moleques sem educação – ontem, em SP, um professor foi esfaqueado! -, questionam-se até que ponto vale a pena ensinar, quanto mais se dedicarem com a qualidade necessária à formação de futuros bandidos, onde a exceção está naqueles que serão úteis a si mesmos e à sociedade!

    O Brasil está de cabeça para baixo, sendo revirado, girado, como se estivéssemos sendo centrifugados por uma máquina de lavar roupas.

    Não há por onde atacar primeiro, lamentavelmente, diante de tantas dificuldades e erros crassos cometidos ao longo de décadas.
    Os grandes culpados por essa violência atual são os poderes Executivo, legislativo e Judiciário, mas também acrescento, em menor grau, a mídia!

    Por acaso iriam corrigir a si mesmos?
    Claro que não.
    Então que a população destrua a si mesma, ora.

    E surgem os críticos, os “mágicos” com fórmulas para combater a violência, reportagens mostrando “estatísticas” sobre as matanças, menos notícias que informem a falta que o dinheiro roubado pelos poderes constituídos foi decisiva para o aumento desses crimes!

    Eis o país que foi construído por esta “democracia” tupiniquim, e que originou a classificação de sermos uma das nações mais violentas do mundo!
    Até porque matar é democrático, conforme alegam os Direitos Humanos, entidade igualmente deteriorada e deturpada no seu objetivo!

    Resumo da ópera ou desta tragédia que nos tornamos:
    não há mais solução pacífica para este país!
    não há mais diálogo;
    não há mais compreensão;
    não há mais respeito pelo povo, pelo cidadão;
    o povo não mais se respeita;
    as famílias estão se desintegrando;
    as ideologias nos separam e segregam;
    as religiões são balcões de negócios;
    não se confia mais em ninguém.

    O Brasil faliu ética e moralmente e, em consequência, princípios e valores também vieram abaixo.

  10. Caro Bendl,
    Muito esclarecedor seu comentário.
    Nata-se que a cúpula dos três poderes, estão apenas preocupados com suas próprias vidas: aumento de salários, mordomias, emenda parlamentares, mais dinheiro para custear as eleições, com direito de usar a verba até para interesses particulares e no judiciário os procuradores estão reivindicando férias de 60 dias, o Presidente da República preocupado com filé mingnon do filho.
    Essa democracia brasileira é de embrulhar o estômago.
    Um forte abraço e saúde

    • Meu caro amigo Jacob,

      Obrigado sempre pelo teu apoio.

      Olha, chegamos em um patamar de tamanha violência e desrespeito pelo ser humano, que não existe ninguém ou instituição no Brasil que tenha autoridade moral para dizer quem é bandido ou não!

      Quem ainda pode acusar é o povo, a vítima permanente de desmandos, descalabros, desatinos, corrupção, roubos, explorações e manipulações.

      O Policial se hoje está mais violento, a causa é uma só:
      salvar a sua vida, que pode ser ceifada por um criminoso que jamais será identificado.

      Um forte abraço, meu caro.
      Saúde, muita saúde.

  11. ESTATISTICAS A PARTE A REALIDADE E ESTA DO NOSSO DIA A DIA,E O PROBLEMA NAO ESTA NA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS QUEM JA MOROU NA FAVELA COMO EU MOREI SABE MUITO BEM COMO E O PROCEDIMENTO DOS POLICIAIS NESTAS AREAS,VIOLENTOS TE DESACATAM TAPA NA CARA ENTRE OUTROS,LAMENTAVEL A MATERIA DO CARLOS NEWTON.

    • Prezado Zenóbio,

      Não ataquei os Direitos Humanos, mas critiquei no que se transformaram, de apenas e tão somente solidarizarem-se com o bandido morto.

      Jamais assisti apoio dos DH quanto às vítimas dos crimes praticados por más pessoas, traficantes, assassinos em potencial.
      Parece que humano é o delinquente, enquanto aos que matou deviam mesmo ter sido executados!

      Portanto, evidente que atacar os DH é um erro clamoroso, na razão direta que prantear o criminoso morto pela polícia é também uma falha grotesca!

      Os DH quiseram se arvorar como julgadores, acusando invariavelmente o policial, e defendendo sempre o bandido.

      Quem sabe os DH pensam que a pobreza ou a classe social do criminoso serve como defesa prévia de quem vai matar, conforme declaração da deputada Maria do Rosário, PT/RS, diante do assassinato de um médico em um assalto, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro?

      Saúde, Zenóbio.

      • Caro Francisco sei das falhas das comissões por isso não me referi as comissões e sim ao conceito de direitos humanos que devem ser sempre defendidos vide as duas ditaduras que vivemos a de Vargas e a de 1964.A matéria do Carlos não foi legal.Forte abraço.

  12. Bom artigo, Newton. De fato é impressionante como para a grande mídia o único problema relacionado à Segurança parece ser a Polícia e o Estado. Talvez porque sejam os segmentos mais fáceis de culpar, porque são mais visíveis e tem endereço certo. Ou porque muitos jornalistas estão apegados à velha visão romântica dos criminosos como eternas vítimas da sociedade má, não importando a natureza, a amplitude e a crueldade de suas ações. De qualquer forma, é mais um exemplo da desconexão entre o mundo da torre de marfim em que vivem as cabeças pensantes da mídia, e o resto da sociedade, que deseja segurança para já e não pode esperar pelos resultados de soluções utópicas baseadas na construção de mundos perfeitos que jamais existiram em lugar nenhum.

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