Nunca é demais lembrar um político como Leonel Brizola

Antonio Santos Aquino

É importante que se interessem em saber e falar, nas páginas do Blog da Tribuna da Imprensa, sobre as iniciativas de Leonel Brizola como prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul em 1958 e na volta do exílio em 1982, governador do Rio de Janeiro por duas vezes. Podemos comparar com os atuais governantes.

Só para lembrar: Brizola construiu no Rio Grande do Sul, com muita ingenuidade política e boa dose de romantismo, em quatro anos de governo, 5.902 escolas primárias, 278 escolas técnicas e 131 ginásios, colégios e escolas normais, perfazendo um total de 6.302 estabelecimentos de ensino, abrindo 688.209 novas matriculas e admitindo 42.153 novos professores.Vejam bem: De 1958 a 1962, portanto há 55 anos atrás.

Lamentavelmente, instalado o golpe de 1964 que apeou João Goulart do governo, foram destruídas quase todas as escolas construídas por Brizola no Rio Grande do Sul. Eram escolas modestas, mas funcionavam bem. Umas destruídas,outras transformadas em “aprisco” de ovelhas.

Entre as que foram poupadas está a “Júlio de Castilhos”. Uma boa escola que, me parece, funciona até hoje.

ÓDIO DOS GOLPISTAS

O ódio dos golpistas não tinha limites. Incendiaram a casa de Brizola, destruíram as fazendas de Jango, vendendo e carneando mais de quarenta mil cabeças de gado em todo o estado. Mas a vida continua.

O certo é que Brizola fez uma revolução quando governou o Rio Grande do Sul: Além das 6.302 escolas construídas, Brizola desapropriou por interesse social 45 mil hectares de terra, 25 mil da fazenda do Anoni e 20 mil do Arroio do Banhado em Pelotas. E para sublimar sua iniciativa, desapropriou uma fazenda da família, dividindo-a em lotes, distribuídos aos “sem terra”.

No programa de rádio, em que as sextas-feiras falava com o povo, deu a notícia dizendo: “Acabo de desapropriar uma fazenda minha e da Neusa. Justiça para ser boa, tem que começar em casa”. Esse era o Brizola.

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