Nunca, na História da ABI, um presidente cometeu tantos desatinos

Domingos Meirelles
A partir desta data, 4 de setembro, a subida de associados aos diferentes andares da ABI fica condicionada à apresentação, na Portaria, de comprovante de quitação com a contribuição social. Ao longo de setembro, vale como comprovante o boleto pago até o dia 10” – esta é a nova ordem de Maurício Azêdo, presidente da ABI, ou de sua mulher Marilka, que efetivamente dirige a história Associação Brasileira de Imprensa.
Dois sócios foram  proibidos de entrar na sede da entidade, e ambos são membros da Chapa Vladimir Herzog, de oposição a ele.  A proibição, afixada na portaria do prédio, abrange todos os que estão com mensalidades atrasadas. Ao chegarem ao hall, os sócios serão abordados pelos funcionários da  portaria e convidados a apresentar o recibo referente ao mês em curso.
Caso não tenham o comprovante em mãos, a portaria entra em contato com o (ex?) namorado da filha de Maurício Azêdo, que trabalha no gabinete da presidência. Ele é quem autoriza ou não a entrada dos sócios, após consulta aos arquivos da Diretoria Financeira, em computador que foi retirado da Tesouraria e transferido para a sala da presidência.
Na tarde de sexta-feira passada (06/09), alguns sócios tentaram subir e foram barrados pelos porteiros. “Pode chamar a polícia, a ABI é uma instituição de direito privado, e se não estiver com a mensalidade em dia não entra!”, sentenciou o presidente, em alto e bom som, submetendo os sócios a grave constrangimento diante das pessoas que estavam no hall – o prédio da ABI é comercial e tem andares e salas alugadas para diversas empresas.
O presidente sub judice afirmou que a decisão de barrar sócios inadimplentes foi tomada na última reunião do Conselho, – um conselho que foi escolhido a dedo por ele e que por isso lhe é subalterno. A medida é vergonhosamente discricionária e inconstitucional, além de ferir gravemente a imagem da Associação Brasileira de Imprensa.
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