O articulista Percival Puggina e a verdade sobre a luta armada

Frederico Mendonça de Oliveira

O articulista Percival Puggina expõe fatos irrespondíveis, envolvendo a turma da luta armada e seu distanciamento da vida nacional, e fala de forma até gentil. Assisti de perto ao trabalho daqueles audazes resistentes, considerando serem eles pessoas tão valentes e tão preparadas que nos faziam sentir apequenados, até parecia que falavam outro idioma. A constatação da completa falta de apoio popular é lapidar: o povo não falava aquele idioma.

O Brasil nunca foi nem nunca será marxista. E muitos dos marxistas poderão ficar embaraçados se souberem o verdadeiro nome do papa/messias da teoria revolucionária que pretendeu – pretendeu mesmo?… – postergar o capitalismo com aquele papo canseira de mais valia (procedente como visão teórica e prática, mas empolada no seu “como”) e outras falas alienígenas. Os fatos comprovam por inteiro as palavras claras e simples do Percival.

Outro dia vi um ex-guerrilheiro falando sobre suas atividades revolucionárias num programa especial de TV. Curiosíssimo o depoimento, porque conheci o cara quando o meio artístico de Rio e São Paulo se mexia querendo alterar as regras ditatoriais que regiam ECAD, CNDA, sindicatos e Ordem dos Músicos. Em momento nenhum, no depoimento do ex-guerrilheiro, apareceu a palavra Brasil ou qualquer conteúdo aproximado de nacionalismo ou patriotismo.

Ele e sua organização lutavam por que objetivo ou ideal? Lutavam pelo País ou por uma ideologia que sonhavam implantar aproveitando a mão grande da ditadura? Qual era o “Brasil” desses caras? Seriam internacionalistas, já então estariam lutando pela globalização política e pela implantação do governo único no planeta?

Teriam, outrossim, Lênin, Trotsky e Stálin cacife para serem admitidos como líderes/ícones do povo brasileiro? Fica até grotesco pensarmos em nossos índios ou nordestinos comuns se referindo à trinca vermelha como sendo coisa saída mesmo de dentro de seus peitos…

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EXECUÇÃO SUMÁRIA

Mais admirável ainda é sabermos hoje de execuções sumárias praticadas dentro das organizações quando algum quadro entrava em suspeição. A que instância “divina” obedeciam os que eliminavam outros membros? Ao manifesto do Partido Comunista ou ao Livro Vermelho de Mao? Por que simplesmente não expulsavam o cara? Por medo de ele dar todo o serviço às forças repressivas? E esse temor os autorizava a eliminar um ser humano, não concedendo a ele qualquer direito de defesa?

Bem, o ex-guerrilheiro alegava tratar-se de uma guerra. Não era: era guerrilha, condenada em todos os sistemas legais e tratados internacionais como sendo atividade criminosa ou coisa que tal.

A partir do depoimento do ex-guerrilheiro, respeitante ao direito que os guerrilheiros se concediam de eliminar sumariamente qualquer quadro que caísse em suspeição, comprovada ou não, a valer essa “legislação”, imagine-se o que decorreria caso, mesmo que sendo algo impensável, essa turma se alçasse ao poder… Sobreviriam massacres exatamente como depois da ascensão dos comunistas na União Soviética e em todo o Leste, sem contar nos países do Oriente, que beleza!

Então, Percival Puggina falou e disse. A turma dessa Pindorama não reconhece aqueles opositores em armas: “Escassos serão os que lhes atribuem qualquer mérito na necessária redemocratização. Com razão dirão que a retardaram. Não os reconhecem como democratas.”

O brasileiro comum, fadado ao fracasso histórico, condenado às filosofices do louro josé e ao besteirol televisivo casado no civil e no religioso com a plutocracia e a corrupção, prossegue torcendo o nariz ao sentir a inhaca da fala marxista. Por sinal, extinta e de nada saudosa memória, graças ao nosso bom Deus.

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One thought on “O articulista Percival Puggina e a verdade sobre a luta armada

  1. Parabéns senhores,vi de perto o que essa turma de comunista queriam fazer com o nosso amado Brasil!
    Lutem para restabelecer a verdade dos fatos.Com certeza a grande maioria das pessoas
    não tem ideia da grande mentira que se impôs aos brasileiros mais novos.
    Agora vem essa comissão da MENTIRA para tentar perpetuar nas mentes dos menos esclarecidos a grande farsa.
    Graças a Deus que nos livrou da tirania comunista.

    Martini, junho de 2013.

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