O chutão é universal

Tostão (O Tempo)

Pelos noticiários, parece que o Fluminense é um timinho, com poucas chances de ganhar a Libertadores, e o Atlético, um timaço, espetacular. Os que criticam os chutões e o excesso de jogadas aéreas no Brasil são os mesmos que acham belíssimos esses lances no Galo.
Fluminense e Atlético são fortes candidatos ao título. O alvinegro tem mais chances, porque está melhor e, principalmente, porque, no Independência, inibe o adversário e só ele joga. Mas, se o Atlético for eliminado, todos os méritos serão logo esquecidos. Dirão até que Cuca amarela e que é chorão.

Neste sábado, Borussia e Bayern fazem a final da Liga dos Campeões. Estava em Munique quando os dois eliminaram Real e Barcelona. Vi pela TV. Estive, depois, na belíssima cidade de Viena. Realizei o desejo de conhecer o museu Freud, onde este morava e trabalhava. Fiquei impressionado como os austríacos homenageiam o criador da psicanálise e outros grandes artistas, que viveram na mesma época, como o pintor Gustav Klimt.

Na época em que Freud, Klimt e outros revolucionários trabalhavam, foram contestados. Não se tinha a exata dimensão da importância de suas obras.
Demoramos a compreender o óbvio. Será que o atual futebol alemão, tão badalado, ficará na história? Será que vai ocupar, nos próximos anos, o lugar dos espanhóis? Ou logo perderá o prestígio?

Não há nenhuma novidade na maneira de jogar dos alemães. A estratégia é a mesma dos últimos anos e a da maioria das grandes equipes. Mudou apenas a intensidade e a eficiência com que os alemães executam o que foi planejado. A evolução do futebol será pelo físico, pela formação de superatletas?

Bayern e Borussia ensinaram à seleção alemã como se faz para marcar os espanhóis. Na Copa de 2010, os alemães, considerados favoritos, por causa da goleada sobre a Argentina e das vitórias apertadas da Espanha, assistiram ao show de troca de passes dos espanhóis. Os dois times alemães mostraram que é possível pressionar quem está com a bola, durante todo o jogo, em todas as partes do campo.

O Brasil não tem que copiar, na íntegra, os alemães, os espanhóis nem repetir o passado. Temos de reinventar nosso estilo e reaprender a jogar coletivamente. O que não se pode é atuar por espasmos, como hoje, com uma jogada aqui e outra ali.

Bayern e Borussia se parecem. Marcam e atacam com muitos jogadores, alternam a marcação por pressão com a mais recuada, contra-atacam com rápidas trocas de passes e deixam poucos espaços. O Borussia usa, com sucesso, como o Atlético, os lançamentos longos para o centroavante Lewandowski. O chutão é universal. Às vezes, funciona.

CLÁSSICO

O Cruzeiro mostrou, nas duas vitórias seguidas, no Mineirão, sobre o Atlético, que está no caminho certo. A equipe precisa de ajustes individuais e coletivos. Os três meias, Dagoberto, Diego Souza e Everton Ribeiro, participam pouco da marcação. Os dois volantes ficam sobrecarregados. Leandro Guerreiro é agregador, excelente profissional, experiente, uma boa opção, até de zagueiro, mas não tem talento para ser titular. Dedé, se jogar como em seus melhores tempos pelo Vasco, será um grande reforço.

Há um consenso de que foram corretas as marcações dos pênaltis a favor do Cruzeiro. Já o do Atlético nunca existiu. É clara a trapaça do atacante Luan, mais um cai-cai. Deve ter aprendido com Neto Berola.

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