O conselho que Paulinho da Viola não seguiu, quando tinha 14 anos

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Paulinho da Viola e seu pai, o violonista César Faria

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, é tido como um dos mais talentosos representantes da MPB. O samba “Catorze Anos”, gravado por Paulinho da Viola no LP Na Madrugada, em 1966, pela RGE, foi inspirado nas palavras de seu pai, o excelente violonista César Faria, que não queria que seus filhos fossem músicos, como ele, pois dizia que “sambista não tem valor nesta terra de doutor”. Todavia, os conselhos não adiantaram, conforme conta a letra de “Catorze Anos”, obra que segundo Paulinho da Viola “traduz a filosofia do sambista do morro e isto significa um pouco de mim mesmo”.

CATORZE ANOS
Paulinho da Viola

Tinha eu 14 anos de idade
Quando meu pai me chamou
Perguntou-me se eu queria
Estudar Filosofia
Medicina ou Engenharia
Tinha eu que ser doutor

Mas a minha aspiração
Era ter um violão
Para me tornar sambista
Ele então me aconselhou
Sambista não tem valor
Nesta terra de doutor
É, seu doutor,
O meu pai tinha razão

Vejo um samba ser vendido
E o sambista esquecido
E seu verdadeiro autor
Eu estou necessitado
Mas meu samba encabulado
Eu não vendo não senhor

5 thoughts on “O conselho que Paulinho da Viola não seguiu, quando tinha 14 anos

  1. Paulinho da Viola, o Lorde. Elegante, educado, inteligente, humilde. Não vende, nem compra samba, nem letra de nada. Tem talento para compor e respeito do público e tem um violão amigo que o acompanha. Viola, violão, cavaquinho, tudo com ele mesmo, sempre em seu ritmo manso, tranquilo. Quem vai esquecer do show que deu tocando o Hino Nacional na aberta das Olimpiadas?! Abraços, meu Lorde.

  2. Um rio passou na vida, do lorde, com coração leviano, jogando conversa fora, com o sinal fechado Paulinho da Viola e Chico Buarque.:

    Olá! Como vai?
    – Eu vou indo. E você, tudo bem?
    – Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro… E
    você?
    – Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo…
    Quem sabe?
    – Quanto tempo!
    – Pois é, quanto tempo!
    – Me perdoe a pressa – é a alma dos nossos negócios!
    – Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
    – Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
    – Pra semana, prometo, talvez nos vejamos…Quem sabe?
    – Quanto tempo!
    – Pois é…quanto tempo!
    – Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
    ruas…
    – Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
    – Por favor, telefone – Eu preciso beber alguma coisa,
    rapidamente…
    – Pra semana…
    – O sinal…
    – Eu procuro você…
    – Vai abrir, vai abrir…
    – Eu prometo, não esqueço, não esqueço…
    – Por favor, não esqueça, não esqueça…
    – Adeus!
    – Adeus!
    – Adeus!

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