O coronel Ustra: herói de si mesmo e dos torturadores. Com 59 anos, derrotado duas vezes em São Paulo, Mercadante quer ser presidente depois de Dona Dilma. Serra não deixa de ser presidenciável.

Helio Fernandes

O coronel Brilhante Ustra (muito mais ustra do que brilhante) torturava por prazer. Guardadas as proporções, era como Pinochet (Chile) e o general Videla (Argentina), que gostavam de assistir torturas. Ustra torturava com as próprias mãos, no seu acervo de terrorista, mais de 50 mortos.

Agora se julga um “herói da Pátria”, queria defender o Brasil do pavor do comunismo. O Brasil nunca esteve perto disso, nem mesmo em 1935, quando Prestes veio da União Soviética (com Olga, a terrorista que invadiu uma prisão de segurança máxima, na Alemanha, para libertar o marido) para a revolução, um fracasso total.

Nunca estive preso com o coronel Ustra, ele só atuava em São Paulo. Mas seu “terrorismo” e o prazer pela tortura chegavam ao Doi-Dodi da Barão de Mesquita. Fui para lá, várias vezes, a ordem era cumprida: “Não podem torturar o jornalista, intimidação, ameaças, tortura física de jeito algum”.

Não pretendiam me preservar. Como eu era um nome nacional, se eu morresse, o que podia acontecer facilmente, tinham certeza de que a repercussão nacional e internacional derrubaria a ditadura.

Estive quatro vezes com o coronel Fiuza de Castro como comandante. Era filho do general Fiuza de Castro, que nomeado ministro da Guerra pelo presidente Café Filho, não tomou posse, o general Lott não deixou. Isso em 1955, nove anos antes do golpe.

CORONEL USTRA, HERÓI
DOS TORTURADORES

Demoravam me fazendo perguntas tolas, eram uns idiotas, mas não deixavam de lembrar, em tom de ameaça: “Se o coronel Brilhante Ustra estivesse aqui, as coisas seriam diferentes”. Enquanto eu era interrogado, ouvia os gritos dos jovens entre 20 e 22 anos, que sofriam.

Eram todos de classe média alta, sabiam que chegariam os “pistolões”, teriam que soltá-los. Uma noite, o próprio ministro Orlando Geisel (que nominalmente era o chefe de tudo) chegou lá com o general Cordeiro de Farias. Este, quando foi governador eleito de Pernambuco, fez muitos amigos. O filho de um advogado tinha sido preso, ele telefonou para o ministro, que foi ao Doi-Codi. O menino já havia sido torturado, foi levado embora.

Estive lá mais duas vezes, o comandante era o coronel Ariel Paca. Foi diferente. De uma tradicional família de militares, estava constrangido no cargo. Nas duas vezes conseguiu me transferir para o HCE (Hospital Central do Exército).

O ambiente era de terror mesmo. Os policiais que me levavam, diziam: “Sofremos quando somos escalados para trazer alguém”. Parávamos numa pracinha enorme, os oficiais que estavam esperando, diziam às gargalhadas: “Então, doutor, o senhor escreve contra nós, mas acaba sempre aqui”. O que fazer? Eu tinha medo, mas não deixava que eles soubessem ou percebessem.

Esse é o retrato simplíssimo de um regime autoritário, arbitrário e atrabiliário, que durou 21 anos. E que agora o coronel Ustra quer transformar em lição de heroísmo.

ONTEM, DIA DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO,
O ESCRAVIZADO MERCADANTE FEZ 59 ANOS

Eleito senador em 2002, tinha o futuro pela frente e a festa do suplente. Era tido e havido como ministro da Fazenda do eleito Lula, que maravilha viver. Não foi coisa alguma, o presidente eleito nomeou Palocci, desenterrado do lixo de prefeito, cheio de irregularidades (acabou demitido desonrosamente).

Foi feito líder do governo no Senado. Irritado, chateado, revoltado, pediu “demissão irrevogável”. Lula não aceitou e ainda tripudiou. “quem diz o que é irrevogável sou eu”. Mercadante continuou, o que fazer?

Em 2010, a segunda derrota para governador, voltou para Brasília, sem lenço e sem documento, apenas liquidar as coisas, retornar a São Paulo. Surpreendentemente, nomeado ministro da Educação. E mais do que isso: confidente de Dona Dilma e acompanhante obrigatório em todas as viagens dela ao exterior.

Agora, quando Lula procura quem indicar ou eleger governador de São Paulo, Mercadante se antecipa: “Não sou candidato”. Naturalmente, para quem já perdeu duas vezes. Mas ele tem outro plano já combinado com Dona Dilma, com base na reeleição dela.

Quando Dona Gleisi deixar a  Casa Civil para tentar o governo do Paraná, Mercadante ocupará o cargo, que acumulará com a coordenação da reeleição. Confirmada esta, em 2018, com 64 anos, será o mais previsível presidenciável do PT. Mas não esquecerá 2002.

E se lembrará sempre de 2018, se acumular outra derrota. Entre esquecer e não se lembrar, Mercadante só terá como consolação uma consulta ao Houaiss.

AÉCIO PREOCUPADO
COM SÃO PAULO

Na verdade não consegue deixar de pensar em Serra. Considera que o ex-prefeito e ex-governador tem um potencial eleitoral enorme. Acha que ele perdeu a eleição para prefeito por acidente de percurso e não por falta de votos.

Só que não consegue ver Serra a seu lado em 2014. E já deu por encerrada, agora em 2013, a tentativa de atraí-lo. Sua visão sobre Serra: ainda alimenta esperanças de aparecer como presidenciável. Assim, só voltaria a tentar se compor com ele no ano que vem. Outro grande problema: não tem o que oferecer a ele.
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PS- Mafra, fui preso em 1963 (antes do golpe) por ter publicado uma circular “confidencial e sigilosa” do ministro da Guerra a 12 generais. Um desses 12 me deu a circular, como engavetá-la?

PS2 – Fui julgado pelo Supremo, me enquadraram na Lei de Segurança, pediram 15 anos de prisão para mim. O julgamento ficou 4 a 4, o presidente do Supremo, Ribeiro da Costa, desempatou a meu favor. (Podia desempatar contra).

PS3 – Por trás de tudo, o presidente João Goulart, que acreditava que a Tribuna da Imprensa ainda era do Carlos Lacerda.

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24 thoughts on “O coronel Ustra: herói de si mesmo e dos torturadores. Com 59 anos, derrotado duas vezes em São Paulo, Mercadante quer ser presidente depois de Dona Dilma. Serra não deixa de ser presidenciável.

  1. E se…
    Não existisse a ditadura militar existiria o Fenômeno Lula?
    Acho que não, pois os trabalhadores teriam o direito de greve, Lula não seria preso para depois virar mártir.
    Provavelmente ele seria só um simples líder sindical e no máximo seria um deputado federal,

    E se…
    Não tirassem o Maradona da Copa de 1994 o Brasil seria Campeão Mundial? Acredito que não.
    E a Argentina seria a Campeã? Provavelmente.

    E se…
    Frank Sinatra não se dispusesse a cantar “Garota de Ipanema” com o Tom Jobim a sua canção faria o mesmo sucesso que fez no Brasil e um pouquinho nos EUA? Não, quando o Tom Jobim morreu, para mostrar sua fama internacional só se mostrou seu encontro musical com o astro americano. Cadê as imagens do tal show de Bossa Nova no Carnegie Hall?

    E se…
    O BNDS não emprestasse alguns bilhões de reais ao Eike Batista ele estaria com toda esta fortuna divulgada pela Forbes? Acredito que não.

    E se…
    Tancredo Neves tivesse assumido o Brasil hoje seria um país bem mais desenvolvido? Acredito que estaríamos um pouquinho melhor.

    E se…
    O Brizola fosse presidente o Brasil estaria bem melhor que nos dias de hoje? Acredito que poderia ter melhorado um pouco a educação, mas ainda estaríamos nos queixando deste atraso terceiro mundista. Lembro-me que o Brizola adorava falar que ia fazer uma auditoria na dívida externa e outra no monopólio da Globo. Só isso melhoraria o Brasil?

    E se…
    Os esquerdistas dos anos 60/70 tirassem os militares do poder e assumissem o comado da nação nós estaríamos num Paraíso? A esta pergunta não responderei, pois não conheço a Coreia do Norte, Cuba e nem a Sibéria.

    E se…
    Luís Eduardo (filho de ACM) estivesse vivo, Roberto Marinho mantivesse aquele poder citado no documentário “Muito Além do Cidadão Kane” e o ACM ainda fosse amissíssimo do poderoso da Globo o Lula seria presidente mesmo com sua carta aos brasileiros? Acredito que não, o ACM estava preparando o Luís Eduardo para este cargo. Globo e você eleitor, tudo a ver.

    E se…
    Caetano Veloso cantar no Madison Square Garden terá um público só de norte americanos? Jamais, tá mais fácil eu olhar para as nuvens e ver um boi voando a caminho da Lua.

  2. Jornalista Hélio Fernandes
    Do alto do seu conhecimento o senhor poderia comentar sobre o “CARRO BOMBA”, que explodiu um soldado recruta em São Paulo.

  3. Triste da nação que transforma embustes em heróis.

    De um lado, um oficial das FFAA impelida para combater o terrorismo que( de maneira artificial ou não) tomava conta das ruas. Hoje, é chamado numa comissão para justificar o chororó dos derrotados (de então)com polpudas indenizações, concedidas muitas das vezes com semelhança de um assalto descarado nas tetas do Estado. E assalto, era a maneira mais fácil de viabilizar a doutrina da cartilha comunista revolucionária.
    Do outro, nos dias atuais, cria-se com a boa fé do povo( e o lero-lero de uns malandros de ocasião) um estelionatário como líder de massas. Que responde cegamente ao acordado no Foro de São Paulo e no desejo ardente de realizar sonhos caudilhescos para se perpetuar-se no poder.
    Tudo, num oba-oba oportunista com a ajuda dos de sempre e com a ganância de mais alguns que aproveitam o trem da alegria no dom de iludir. Colocam assim, no pedestal da imortalidade aquele que vai salvar o Brasil de todos os seus males.

    Heróis, quem precisa deles se não a lata de lixo da história.

  4. O alma pura aí da foto, de um video que será capaz de mudar o olhar do mundo sobre a guerra civil na Síria, é um conhecido comandate dos “rebeldes, Abbu Sakkar, um dos fundadores da Brigada Farouq, que combate o regime sídrio de Bashar Assad.

    Nos vídeos mostrados hoje, há várias versões, ele abre o peito de um soldado regular do exército sírio, arranca-lhe o coração (foto) e em seguida aplaudido e sob gritos “Allahu akbar (Deus é grande, em árabe), o levanta e morde.

    Um desses vídeos, não editado, mostra claramente a mordida, e segundo fontes rebeldes em Homs confirmando a identidade de Abu Sakkar, por imagens dele usando o mesmo casaco preto e com os mesmos anéis em seus dedos.

    É com gente assim, que a ditadura síria chama de terroristas, que a comunidade internacacional está lidando quando fala em armar os “rebeldes”. Essa brigada Farouq é uma ala pequena das forças “rebeldes”, que contêm terroristas da AL-Qaeda, do Hesbolá, numa misturança que faz o facínora ditador Bashar Assad parecer um santo.

    Os vídeos aparecem e somem da internet, mostram Abbu Sakkar mordendo o coração levantado acima de sua cabeça, enquanto grita “Juro por Deus, vamos comer seus corações e seus fígados dos soldados (que são alauitas) de Bashar, o cão”. É uma guerra sectária e intestina da região, que na verdade se passa fora da compreensão do Ocidente. Daí o pé atrás em intervir.

    do blog Trem Azul

  5. e por falar em torturadoes tarados….

    Num cemitério militar com vítimas do stalinismo, em Vasóvia, na Polônica, foram encontrados 200 cadáveres fuzilados pelos comunistas, no período posterior à Segunda Guerra, quando o país pertencia fazia parte da Cortina de Ferro. Vários corpos foram encontrados com a boca aberta, indício de que foram enterrados ainda vivos.

    No Brasil há uns poucos casos dessa selvageria, como do Tenente paulista Alberto Mendes Júnior, encontrado com terra no estômago – outro sinal de seupltamento vivo – após a exumação de seu cadáver. Ele havia se oferecido como refém de terroristas comunistas da Comissão da Verdade, também de vertente stalinista, e foi abatido amarrado, a coronhadas pelo bando para que os tiros não chamassem atenção dos militares que estavam na região.

  6. A selvagem ditadura e o poder militar

    As sangrentas ditaduras militares na América Latina, inclusive no Brasil, conforme vasta documentação, foram implantadas com grande apoio dos EUA, muitos dólares e suporte da CIA, a pretexto de barrar o comunismo. Na verdade, queriam garantir a soberania norte-americana sobre a América Latina. Tardiamente, descobriram que para trair e entregar o pais, nada melhor do que os civis. Os militares, também entregam e traem, mas nunca, como os civis. Nesse alucinado projeto de implantação das ditaduras na América Latina, os EUA, também enviaram especialistas em torturas para treinar os militares na covarde e hedionda prática da tortura. E ainda ousam falar em direitos humanos.

    As atrocidades praticadas pela ditadura militar, assassinatos, hediondas e covardes torturas, terrorismos, desaparecimentos, sequestros, implacáveis perseguições, destruidoras censuras, corrupções e outros crimes mais, devem ser investigados, em toda sua extensão. A história do Brasil precisa ser atualizada. A verdade tem que aparecer, doa a quem doer.

    Além disso, devemos manter permanentemente culto da repulsa à ditadura militar e a hedionda tortura, expressados em todas as oportunidades possíveis, em semelhante repulsa mantida pelos judeus sobre os nazistas e o holocausto. Só assim, poderemos assegurar que nunca mais tais barbáries voltarão ocorrer, outra vez.

    A ditadura militar da Argentina, possivelmente foi a mais covarde e sanguinária da América do Sul, eliminou cerca de 30 mil pessoas, inclusive, crianças e idosos. Teria sido responsável pelo sequestro e desaparecimento de 500 bebês, retirados à força de suas mães e entregues a desconhecidas famílias. Por essa gigantesca e covarde selvageria, muitos militares já estão na cadeia.

    No Brasil, quem sabe, por não ter tido tamanha selvageria como na Argentina, com base no frágil despudorado “revanchismo não”, inacreditável “invenção jurídica”, repetida o tempo todo pela amedrontada ditadura militar, conseguiram forjar a lei da “Anistia Ampla, Geral e Irrestrita”, aprovada pela insegura e temerosa sociedade civil da época. Escaparam das leis dos homens, não escaparam das leis de Deus. Acreditem.

    Para impedir que outra vez, semelhantes selvagerias possam ocorrer novamente, torna-se urgente a modernização do processo de seleção e formação de nosso militar. Enquanto existir o sistema capitalista, as Forças Armadas continuarão sendo necessárias e imprescindíveis na defesa de nossas siderais riquezas naturais, apesar dos gigantescos recursos exigidos. Mas, para a defesa do Brasil, nunca, para voltar-se contra o seu próprio povo.

    Com o devido processo de seleção e preparo dos militares , jamais cumprirão ordens absurdas contra o seu próprio povo, contra a dignidade humana, incompatíveis com suas atribuições e finalidades. Com um eficiente processo de seleção, já teríamos um excelente filtro, habilitando somente os de bom perfil.

    Essas providências, reforçada com o devido treinamento e formação intelectual do militar, completaria o exigido perfil do combatente dos novos tempos, fiel à Pátria, corajoso, incorruptível, bom caráter, leal e seguro. Além disso, faz-se necessário inviabilizar o corporativismo dentro das Forças Armadas.

    A Polícia Federal–PF, de hoje, é uma competente, eficiente e respeitada instituição. E uma das razões desse sucesso fica por conta dos pesados concursos de seleção e intensos programas de preparo de seu pessoal, mas também, pela inviabilidade de espírito corporativo dentro da PF. Corporativismo, somente voltado aos interesses do Brasil e do povo. Nunca em causa própria e ou, a serviços de grupos. Os tempos tecnológicos de hoje estão exigindo grandes mudanças em todas as áreas do trabalho, inclusive da defesa.

    É mais inteligente ter uma Força Armada com menos equipamentos, porém, dotada de tecnologias de pontas, contando com reduzido contingente de homens, de alta qualidade, bem selecionados, treinados e bem pagos, do que deixar o Brasil fragilizado ao possível inimigo externo, e ou, com o povo permanentemente exposto a novas barbáries.

  7. Sr. Hélio
    Com o respeito devido à sua trajetória política e jornalística, cujas “aventuras” me deliciam, mesclando o realismo fantástico com a realidade crua, permito-me discordar da afirmativa “o Brasil nunca esteve perto disso,( o COMUNISMO) nem mesmo em 1935, quando Prestes veio da União Soviética (com Olga, a terrorista que invadiu uma prisão de segurança máxima, na Alemanha, para libertar o marido) para a revolução, um fracasso.”
    Como denominar regimes que nossos sábios reverenciam, tipo o da Venezuela, Cuba e congêneres?
    Conheci ao vivo os “resíduos” na Europa desenvolvida: Berlim, Praga, Budapeste, REpública Tcheca etc. e aqui nos trópicos as experiências bem sucedidas, visitando Havana e Caracas.
    Mas sou apolítica e obtusa total na matéria, apenas temo tanta emulação expressa em atos e apologia das maravilhas cubanas e bolivarianas, nos nossos veículos de informação pelos luminares da nossa cultura.
    Recentemente li em “O Globo” que falta tudo na Venezuela, apesar de esta estar deitada em berço esplêndido de lençóis petrolíferos. Estão importando…papel higiênico…
    Fiquei arrepiada!!!!
    Imaginei nossa, numericamente superior, população, que em grande parte vive sem saneamento básico, convivendo com a nova e antiga classe média, destituídas estas, de tão precioso LUXO.
    Ai meus sais!!! Não haverá máscaras contra gases venenosos que nos salvem.
    É bom não facilitar. Diz o vulgo que até unha encravada pega. Melhor não arriscar.
    Saudações cordiais

  8. Coronel Ustra. Chefe da SS nazista, Himmler.
    O apelido do monstro alemão Himmler era “Açougueiro”.
    Não sei o apelido do Cel Ustra, mas se o colocarmos como “Açougueiro”, também, tudo a ver.
    Ambos adoravam assistir suas vítimas sofrendo e morrendo. Em uma foto, Himmler brinca com uma criança bem pequena, de trenzinho. Na legenda da foto, lemos: “Aí está Himmler brincando, momentos após haver ordenado a morte de centenas de pessoas, nas câmaras de gas”.
    Em outra foto, vemos Himmler com o nariz amassado contra o vidro, sorridente, vendo aquelas pessoas morrendo.
    Ustra, Himmler e outros e outros … “é tudo farinha do mesmo saco”. Mas a tortura e morte que são praticados no Brasil e no mundo de hoje, talvez sejam ainda mais crueis. Mata-se lentamente pela doença, pela fome, pelo desemprego, pela desesperança, pela falta de fé em qualquer coisa que torne possível prosseguir sonhando com dias melhores.
    Dinheiro para Copas de Futebol e empresários desonestos … tem muito. Dinheiro para a mais terrível seca do nordeste … praticamente nenhum. Afinal, quem governa o Brasil: Ustra ou Himmler???

  9. Mercadantes se enquadra no grupo de estudos feito pelos cientistas.

    Ele ainda é muito jovem para está delirando, e parece que surtou de vez, com certeza foi consequencia de anos a fio de tanta humilhação pelos “DONOS DO PT”.

  10. Tortura é tortura. Se não o maior, um dos maiores crimes hediondos que se possa praticar.
    Na luta pelo poder, ambos os contendores a usam tranquilamente.
    Ainda agora devem estar sendo torturados centenas de presos pelo país afora.
    Entre quatro paredes o indizível da natureza humana se manifesta.

  11. Tenho quase certeza que a qualquer dia o senhor jornalista Hélio Fernandes deixará novamente de escrever neste seu Blog.
    Sempre tem pedidos dos seus leitores para ele tirar suas dúvidas. Eu também gostaria que ele de uma vez por todas nos esclarecesse essa questão de que os presidentes militares não enriqueceram no poder. Até o Mário Andreazza que fez parte do governo militar (o homem da Ponte Rio-Niterói) eu já ouvi falar que o mesmo morreu pobre.
    Já foi postado aqui um post sobre este tema, de que ex esposa de presidente militar precisou vender obras de arte para saldar dívidas etc. Também sempre tem alguém escrevendo que os presidentes militares não construíram patrimônio elevado.

  12. Prezado Hélio,

    Ainda tem imbecis como o Lobão, como disse o Marcos Augusto Gonçalves, da Folha, com idéias tão curtas mas a boca tão grande, negando que houvesse tortura no Governo Militar. É muito medo de cair no ostracismo.

    Permito-me fazer uma correção ao companheiro Ricardo. Não seria o atentado ao Riocentro que você esteja se referindo, ocorrido em 1981?

    Este é um dos assuntos mais emblemáticos do final da Ditudura, e que ocorreu após a anistia.

  13. Márcio Morato
    maio 14, 2013 até 4:44 pm · Reply
    Prezado Márcio
    O atentado do Rio Centro também já faz parte da história. Este a que me refiro foi um CARRO BOMBA que jogaram contra um quartel em São Paulo matando um soldado explodido, naquela época ainda não se falava em CARRO BOMBA, o Iraque e Síria gozavam de relativa paz.
    Acredito que o Jornalista ´Helio Fernandes saiba dos detalhes históricos do caso.

  14. Será que eu li o que um comentarista disse acima, que a ditadura foi uma “ditabranda” (as aspas são minhas)? O pior é que li mesmo, não foi alucinação.

  15. Exatamente por ter tido a coragem de desafiar a picaretagem que aí está, o Cel. Ustra virou heroi da direita.
    E ele vive com seu modesto rendimento de aposentadoria. Já os marxistas que el combateu, estão cada vez mais ricos.

  16. Toda a critica feita a ditadura sera poucaporem os militares nao atuaram sozinho cade os civis latifundiarios empresarios donos de bancos setores da igreja todos financiaram e deram apoio politico as acoes dos militares e estes grupamentos que punicao vao sofrer.Nao podemos esquecer que eram civies Paulo Maluf ACM DElfin Neto,Jose Sarney entre outros Lacerda Magalhaes Pinto entre outros.Gostaria tambem de saber qual a posicao de figuras como Ulisses Tancredo Teotonio Vilela entre outros em 31 de marco de 1964.Tem muita gente civil que apoiou o golpe e hoje se fingem de mortos.Os militares mataram e torturaram sim mais quem lhes deu sustentacao politica e financeira interna e externamente.

  17. Sr Hélio Fernandes;
    O destino é interessante.Sem Lacerda, seu amigo de uma vida, a Revolução de 1964 não teria acontecido.Então, esta mesma Revolução,cassa Lacerda e “tortura” o senhor.

  18. Com todo respeito Dalton,vai postar seus comentários no site do Carlos Vereza ou da TFP.

    Você está confundindo tudo. O Ustra era nada mais que um agente da repressão, capitão do mato. Um cara que sente prazer na tortura não tem discernimento para defender idéias,muito menos trocar idéias.

    Lamentável, Como o HF escreveu muito bem,comunismo aqui no Brasil, nem de longe. Marxismmo então, em lugar nenhum do mundo.

  19. Tem um conhecido fascista no blog que ainda tem o cinismo de dizer que o valor mensal que o torturador Ustra recebe do Estado Brasileiro, desde que foi desmascarado publicamente pela Bete Mendes em Montevidéu há 28 anos, é modesto. Que sujeito asqueroso e mentiroso. Devia ter vergonha na cara de escrever tal indignidade aqui na Tribuna, que sofreu muito na ditadura. Faz-me lembrar um comentarista que se dispõe a dar tijolada nas costas de canalha audacioso assim.

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