O desenvolvimento socioeconômico do Brasil e as lições de Lacerda

Flávio José Bortolotto

Sou um microempresário da construção civil, semi-aposentado, e nas horas vagas busco a explicação de sermos a sétima economia do mundo, só atrás de EUA, China, Japão, Alemanha, França e Grã-Bretanha (que em breve ultrapassaremos novamente), com um PIB de cerca de US$ 2.500 Bi.

Mas em Padrão de Vida (IDH), que é o que interessa, somos nº 84, bem atrás de vizinhos da América Latina menos industrializados, e para “horror” de alguns ilustres comentarista, atrás até da Cuba Socialista de Fidel Castro, nº 47 pelas tabelas da ONU.

LIÇÕES DE LACERDA
Meu primeiro grande professor de Economia Política foi o governador Carlos Lacerda,(UDN-RJ), cujos excelentes livros leio desde a juventude, pois meu pai era cabo eleitoral da UDN.

Carlos Lacerda nos ensina o erro econômico de D.Pedro II, que governou o Brasil 50 anos e manteve o mil réis (câmbio) supervalorizado e não industrializou o Brasil, apesar dos esforços do Barão de Mauá e outros abnegados.

D. Pedro II deixou Mauá ir a falência etc., para alegria do capital internacional, na época predominantemente Inglês. Com a República, se tentou industrializar e o dr. Ruy Barbosa, como ministro da Fazenda, usou o crédito soberano da nação, mas as forças contrárias (financeiras inglesas) e a falta de uma burguesia brasileira Iluminada levaram os planos à breca, com os acordos em Londres do presidente Campos Salles “renegociando” a dívida externa.

ESTABILIZAÇÃO COM POBREZA

Foi com a Revolução de 30, com o grande estadista Getúlio Vargas que se lançou e se avançou na industrialização, mas tudo à base estatal, o que não é muito produtivo. Os governos autoritários da Revolução de 64, principalmente o de Castelo Branco, com o economista Roberto Campos de ministro do Planejamento (nos ensina Lacerda, que fez a crítica), arrocharam demais os salários dos trabalhadores, enfraqueceram o mercado interno e deram regalias demais ao capital internacional.

Lacerda, que foi muito mais revolucionário que Castelo e Roberto Campos e demais ministros do governo, foi chamado na TV de “corvo” por Roberto Campos, que no fundo defendia a mesma política econômica de Campos Salles, estabilidade com pobreza.

Por isso, meu professor Lacerda acabou cassado e nunca chegou à Presidência da República. Meu pai achava que, sendo a 20º economia do mundo (à época), deveríamos ser também a 20ª em IDH etc. Conversávamos muito, mas não sabíamos explicar por que não era assim. Meu avô veio da Itália como colono sem-terra em 1880, foi para a colônia de Caxias do Sul-RS, onde compramos a longo prazo uma colônia 25-30 hectares.

NUNCA PASSAMOS FOME

Lá na Itália muitas vezes passávamos fome. Aqui nunca mais passamos fome. Meu avô criou 12 filhos, papai 6 e eu 3.  Meu pai era classe-média, eu me considero classe-média baixa e nós nunca mais passamos fome. Como pode o Brasil ter tanta pobreza e gente que passa fome?

O Brasil ganhou a Segunda Guerra Mundial, a Itália perdeu, mas hoje tem padrão de vida quatro vezes melhor do que o Brasileiro e ninguém passa fome lá, hoje.

Meu pai não conseguia me explicar e eu ainda busco essa explicação na Economia Política. Achada a solução, será fácil o conserto.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNessa equação apresentada brilhantemente por Bortolotto, não somente devemos levar em consideração o despreparo e entreguismo da classe política e da elite, como também outro fator exponencial – o incrível crescimento da população brasileira,hoje a 6ª maior do mundo. Somente agora estamos atingindo a estabilidade (2,1 filhos por mulher) e a população vai até cair um pouco. Com investimentos em infraestrutura, educação, saúde e industrialização, facilmente chegaremos lá, se o nacionalismo voltar à moda, é claro. (C.N.)

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60 thoughts on “O desenvolvimento socioeconômico do Brasil e as lições de Lacerda

  1. Independente do conteúdo do comentário; afora as palavras registradas com sinceridade; além da mensagem deixada no texto, Bortolotto se apresenta na íntegra, como ele é, a vida que tem, sua família e profissão.
    Bortolotto abre o seu coração dizendo que os frequentadores deste Blog incomparável estão tendo dele confiança, amizade, respeito e aproximação.
    Trata-se de uma pessoa pura, brilhante, que frequenta este espaço democrático quase diariamente, através de comentários que demonstram seu alto conhecimento sobre economia e versatilidade para abordar qualquer tema postado a debates.
    Desta forma, só me resta enviar-lhe um forte e cordial abraço, e sentir-me honrado em dividir algumas páginas com alguém tão importante e devidamente reconhecido por todos nós como imprescindível à Tribuna da Imprensa!
    Um excelente domingo junto aos teus, Bortolotto.

  2. 1 – para os vindos (e seus filhos, netos etc) com a Política Ocupacional Territorial Brasileira de D. Pedro II, o Brasil começa com eles kkk KKK KAKAAKAAA???
    2 – como industrializar sem assalariados???
    2 – como industrializar se o Poder se deslocava do NE para o café com leite em copo verde-oliva???
    Sem saber (e assumir) quem somos … vai ser difúcil chegar la!!! !!! !!!
    Somos ÍNDIOS JUDEUS MARRANOS CRISTÃOS-NOVOS PORTUGUESES NEGROS IMIGRANTES

  3. Muito bom artigo!

    Quem estudou em uma das escolas de Madeirit do Governador Carlos Lacerda sempre sente saudades do homem visionário que construiu a Adutora do Guandú, terminou o aterro do Flamengo, iniciou as obras do túnel Rebouças, túnel Santa Barbara, nos deu o trevo das Forças Armadas, deixou vários projetos que os governadores que vieram depois dele aproveitaram.

    Também tenho saudades da Honestidade do Governador Lacerda e fico desgostoso dos atuais governantes não terem aprendido com ele a ter Caráter.

  4. Analisando o cenário político atual, com o nível de nossa classe dirigente, não levo a menor fé de que o Brasil consiga subir significativamente no IDH mundial. O motivo: ‘ex nihil, nihil”.

  5. Maravilha de artigo Sr. Bortolotto. Agente até se emociona com tal texto – vibrante, sincero e realista.

    Ontem mesmo, li comentários aqui na Tribuna da Imprensa revelando, também, uma grande realidade do nosso querido Brasil: começamos errados, sendo uma colônia de exploração e não de povoamento. É verdade – estamos sendo explorados desde o início.

    Depois do Brasil-império, governados por civis, poucas foram as vezes que estes governantes atuaram como verdadeiros estadistas, trazendo o desenvolvimento ao país. Talvez somente dois: Getúlio Vargas e JK.

    Creio, também, que o grande erro cometido em todas as nossas gerações foi não ter dado ao povo uma educação de excelência, fator que determinaria uma melhor posição do Brasil no contexto mundial: uma economia pujante e um índice de IDH lá nas alturas. Ah… como fizeram e fazem falta as ferrovias, interligando todas as unidades da federação desse imenso Brasil!

    Estamos atrasados dois séculos, nas palavras da própria presidente Dilma. É verdade.

    Depois do governo militar, e do desmonte da estrutura educacional, que já não era das melhores, o Brasil se deparou com uma profundas desigualdades e com uma tremenda lacuna em sua infraestrutura que, por sinal, só foi aumentando com o crescimento da população e a interiorização desse crescimento nos diversos ricões desse imenso país. Somos, hoje, 201 milhões de brasileiros, crescemos a uma taxa geométrica (exponencial) de 1,17% ao ano; e seremos, segundo as projeções do IBGE, 228,4 milhões de brasileiros em 2040, quando a população brasileira deixará de crescer, atingindo o seu pico populacional.

    Sim, é isso mesmo, não passaremos de 228,4 milhões. Parece-me que é um bom contingente para promover o desenvolvimento deste gigante. Um número que pode dar a bons governos, melhores chances de promover uma revolução educacional. Um bom controle.

    Para mim não há segredo, nem para muitos comentaristas aqui da nossa TI on-line: o caminho para a mudança virá embutida numa melhor educação. Até lá, sem o domínio de tecnologias, que só são possíveis, mediante um ensino de ponta – a exemplo da Coréia do Sul -, dependeremos do capital e da tecnologia estrangeira. Isso é irrefutável, basta olhar para a nossa economia e constatar o predomínio das multinacionais. Correspondem a 31% do nosso PIB, e o restante vem do nosso consumo – 62,5%. O que resta é uma mixaria, quase sem representatividade. Temos de mudar este quadro o quanto antes.

    O caminho para alavancar o saudável nacionalismo virá da educação.

  6. Poderosa malha mágica

    De nada adianta uma nação possuir significativo números de cientistas, engenheiros, médicos, economistas e outros importantíssimos profissionais, inclusive empresários, comerciantes, técnicos e operários especializados, bem como siderais riquezas naturais, significativo parque industrial e comercial, se não estiverem trabalhando envolvidos numa mesma malha magnética de forte patriotismo, motivação e amor a pátria.

    Essa poderosa malha mágica, normalmente, cristalizada em situações complicadas graças ao poder da força de grandes lideranças, é capaz de obter gigantescos milagres em curtíssimo espaço de tempo.

    Em alguns momentos da história, poderosas mágicas malhas se estenderam por toda uma nação e povos, em sideral magnética força, alinhando todos num único rumo, sob forte motivação de trabalho, construção e de sucesso, com fantásticos resultados em curtíssimo espaço de tempo. Vimos isso logo após a grande depressão de 1930, na Alemanha destroçada pela primeira grande guerra mundial, ser inteiramente reerguida logo mais adiante, pela força de um grande líder, infelizmente, tragicamente louco e mau.

    Vimos semelhante fenômeno, só que de grande sucesso, na China do genial Mao Tsé-Tung. Em 1949, a China se encontrava mergulhada na total miséria, fome e medieval atraso. Graças à sua nova política econômica, científica, tecnologia e militar, 60 anos depois a China tornou-se a segunda maior potência do mundo. Pelo visto, em mais alguns anos, será a primeira potência mundial. Fizeram essa escolha.

  7. Investimento baixo tira atratividade do Brasil

    Falhas na infraestrutura são apontadas como o maior empecilho para o crescimento econômico

    SÃO PAULO – O Brasil tem criado um modelo próprio para atrair empresas interessadas nas concessões. A estrutura montada pelo governo federal tenta reduzir o esforço necessário da iniciativa privada nos projetos.
    A estratégia do governo faz sentido, segundo analistas.

    A infraestrutura brasileira é mal avaliada, o que afasta investimentos e prejudica o crescimento brasileiro de longo prazo. No último Relatório Global de Competitividade, editado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), a oferta insuficiente de infraestrutura foi considerada o principal problema para se fazer negócio no Brasil.

    No ranking geral de competitividade, o País ficou em 56.º lugar de um total de 148 países.
    A avaliação ruim é reflexo do baixo investimento dos últimos anos. Um relatório do banco Credit Suisse mostra que o País investiu 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura em 2011, resultado abaixo de outros países emergentes como Filipinas (3,6% do PIB), Colômbia (5,8%), Chile (6,2%) e muito inferior ao desempenho da China (13,4%).

    O Brasil ficou para trás, mas pode encontrar exemplos de países que deram uma guinada na infraestrutura e elevaram a competitividade. No caso chinês, o investimento em infraestrutura foi tão grande que foram construídos 35 mil quilômetros de ferrovias nos últimos 25 anos.

    “Nos últimos 500 anos, o Brasil construiu 29 mil quilômetros”, diz Paulo Resende, coordenador do núcleo de infraestrutura e logística da Fundação Dom Cabral.

    O forte esforço chinês trouxe resultados. O país conseguiu facilitar o escoamento da produção para levá-la mais próxima do mercado consumidor. “Com isso, a China garantiu redução de preço interno e até mesmo da inflação”, afirma Resende.

    Em diversos países da Ásia, o investimento maciço em infraestrutura começou na década de 80. Cingapura, por exemplo, é uma economia pequena, mas se tornou extremamente competitiva. No relatório do Fórum Econômico Mundial, o país ficou em segundo lugar no ranking de competitividade, atrás da Suíça.

    “As cidades de Cingapura são planejadas para o desenvolvimento dos próximos 20 ou 30 anos, porque há pouco espaço físico”, afirma Juan Carlos Rodado, economista do banco Natixis. “O desenvolvimento também precisa ser conjugado com uma política de educação e inovação. Não foi simplesmente construir uma estrada, mas melhorar todo o sistema produtivo do país”, diz.

    Pelo mundo também existem soluções menos dependentes do Estado nas modelagens de concessões. Na Austrália, uma economia com características similares a do Brasil, o poder público assume três riscos em projetos de rodovias: eventos de força maior, mudanças na legislação e aquisição de terras.

    Para lembrar. A falta de infraestrutura, o pessimismo do empresariado e a deterioração macroeconômica estão entre os fatores que levaram o Brasil a cair, de 2012 para 2013, da 48.ª para a 56.ª posição entre os 148 países analisados no Relatório Global de Competitividade, editado pelo Fórum Econômico Mundial. Na lista, feita em parceria no Brasil com a Fundação Dom Cabral e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Brasil voltou à posição de 2009. O relatório combina dados estatísticos com os resultados de uma pesquisa de opinião feita com executivos. No Brasil, foram 2 mil entrevistas.

    (transcrito do Estadão)

  8. Flávio José Bortolotto, saudações.
    Neste domingo chuvoso … temperatura caindo … vou à janela … vejo as pessoas passando agasalhadas … e começo a meditar sobre o que você escreveu. Palavras extraordinariamente belas.
    Expressam uma vida, expressam todo um sentimento exclusivamente seu.
    Quanto ao Carlos Lacerda … foi um espetáculo que, ao que tudo indica, não se repetirá nos próximos milhares de anos. Fez da oposição sua trincheira maior, verdade. Como deputado federal marcou sua atuação com um brilhantismo tal que até na Itália repercutiu intensamente sua auto-defesa contra a tentativa de cassação do seu mandato(por iniciativa da dupla PTB/PSD, leia-se JK). Mas foi quando governou o estado da Guanabara que destacou-se definitivamente. Sua gestão (novamente) repercutiu mundialmente. As atenções e atitudes práticas para com a Educação ficaram como a marca maior da sua administração.
    Carlos Lacerda ficou considerado como golpista (assim como a UDN – União Democrática Nacional) por tentar impedir a posse de Juscelino Kubitschek, resultante de uma gigantesca fraude eleitoral. O livro “Os Presidentes Brasileiros”, de Helio Silva (o maior historiador do Brasil) mostra como tudo ocorreu, com riqueza de detalhes. E o desprendimento de Carlos Lacerda? Foi a Lisboa, foi a Montevidéu, encontrar-se com adversários como Juscelino e Jango, buscar uma solução para o país, desviado do movimento inicial de afastar-nos do comunismo. Carlos Lacerda, inicialmente, poderia ter tomado o poder até pelo telefone, tamanha sua força e liderança entre os militares. Mas preferiu crer que haveria eleições livres e iria para “o embate nas urnas, contra JK” (sic). Agora vejam … um homem com uma cultura raríssima, uma capacidade de aglutinação quase que inacreditável … e tão ruim como analista político. Helio Fernandes escreveu na ocasião: “Carlos Lacerda, o invencível candidato de uma eleição que não vai haver”. E não houve mesmo. Sou lacerdista desde os tempos em que o ouvi falando no Caminhão do Povo junto com Raul Brunini e Afonso Arinos. Que tempos!!!
    Sobre o Brasil, caro Bortolotto, vamos em frente. Nossos índices de desenvolvimento humano realmente são aqueles. Nossos índices de desenvolvimento cultural são ainda piores. E nosso índice de desenvolvimento mental … beira o zero. E sem desenvolvimento mental, os demais índices ficam tremendamente prejudicados.
    Conheci Carlos Lacerda pessoalmente. Ele me chamava carinhosamente de “lacerdinha” e colocou isto como dedicatória no seu livro “O Poder das Ideias”, que guardo como tesouro que é.
    Obrigado, Carlos Frederico Werneck de Lacerda!!!
    Obrigado, Flavioooo!!! Muita Luz para você!!!
    Aproveite o domingo. Abração!!!

  9. RODRIGO COSTANTINO – Veja

    “Os esquerdistas, contumazes idólatras do fracasso, recusam-se a admitir que as riquezas são criadas pela diligência dos indivíduos e não pela clarividência do Estado.” (Roberto Campos)

    A nossa Carta Magna completa vinte e cinco anos de idade. Por um lado, trata-se de uma conquista interessante, já que o Brasil é conhecido por sua enorme quantidade de Constituições já existentes. Só no século 20 tivemos uma Constituição em 1934, outra em 1937, mais uma em 1946, outra em 1967, e finalmente a Constituição de 1988.

    No entanto, a conquista de certa “longevidade” não compensa, de forma alguma, o custo elevado que essa Constituição representou para o país. Enquanto muitos políticos vibravam com a aprovação da “Constituição Cidadã”, um indivíduo com a mente mais lúcida lamentava aquele fato, antecipando quanto ele custaria ao povo brasileiro. Era Roberto Campos, que chamara a Constituição de 1988 de “anacrônica”, remando contra a maré populista de seu tempo.

    Em seu livro de memórias Lanterna na Popa, Roberto Campos dedica várias linhas à Constituição de 1988, e todos aqueles que comemoram seu aniversário deveriam investir algum tempo para ler tais críticas. A inflação herdada da era Goulart, por exemplo, estava em quase 8% ao mês, mas a Constituição contava com um absurdo dispositivo que limitava os juros a 12% ao ano, uma “ridícula hipocrisia”.

    Uma Constituição mencionar limite para juros é algo realmente pitoresco. Do ponto de vista tributário, a Constituição de 1988 gerou uma “vultuosa redistribuição da capacidade tributária em favor dos estados e municípios, sem correspondente redistribuição de funções”. Sob o ponto de vista da estrutura tributária, Roberto Campos conclui que a Constituição “representou um lamentável retrocesso”.

    Outro exemplo evidente do atraso causado pela Constituição foi o monopólio do petróleo garantido ao governo. A confusão entre “segurança nacional” e monopólio do governo não passava de uma grande falácia econômica. Campos explica que “ao retardar o fluxo de capital para a exploração petrolífera local, criava-se adicional insegurança, pois nosso abastecimento ficaria na dependência de suprimentos extracontinentais, carregados por via marítima e portanto sujeitos à vulnerabilidade submarina”.

    Um grave problema do Brasil, a desproporcionalidade da representação na Câmara dos Deputados em desfavor do centro-sul, foi bastante agravado com a Constituição de 1988 também. A criação de novos estados na Constituição gerava uma distorção ainda maior, particularmente contra São Paulo. Para eleger um deputado nordestino, com o mesmo poder de um paulista, precisa-se de bem menos votos. Isso cria um deslocamento de poder para as regiões do norte e nordeste, dificultando reformas econômicas que seriam mais facilmente aprovadas se dependessem da escolha do sul e sudeste, que carregam a economia do país nas costas.

    Além disso, ao remover quaisquer barreiras, tanto de criação como de representação legislativa dos partidos, a Constituição de 1988 “nos legou um multipartidarismo caótico com partidos nanicos que não representam parcelas significativas da opinião pública, sendo antes clubes personalistas e regionalistas ou exibicionismo de sutilezas ideológicas”. Conforme conclui Campos, ficamos muito mais com uma “demoscopia” que uma democracia. Tema bastante atual, não é mesmo?

    Roberto Campos considerava que sua vida no Senado foi marcada por uma sucessão de batalhas perdidas, as principais sendo: a batalha da informática, cuja Lei da Informática jogou o país na era dos dinossauros em tecnologia; a batalha contra o Plano Cruzado e sua resultante moratória, enquanto economistas de esquerda, como Maria de Conceição Tavares, chegaram a chorar de emoção com o plano fracassado; e a batalha contra a Constituição brasileira de 1988, tomada pela mentalidade nacional-populista.

    O ícone dessa fase, Ulysses Guimarães, defendia demagogicamente o objetivo constitucional de “passar o país a limpo”. As promessas simplesmente não cabiam no orçamento, não levavam em conta a realidade. Como escreveu Campos, “Ulysses parecia encarar com desprezo a idéia de limites ou constrangimentos econômicos”. Para ele, tudo parecia ser uma questão de “vontade política”, expressão que muitos utilizam até hoje como solução mágica para nossos males. Roberto Campos chegou a acusar Ulysses, em artigo de jornal, de “um grau de ignorância desumana” em economia. Infelizmente, ele estava certo.

    A Constituição de 1988 foi extremamente reativa, uma espécie de “vingança infantil” aos tempos da ditadura. Dizem também que foi promulgada um ano antes do que deveria, pois em 1989 tivemos a queda do Muro de Berlim, soterrando sonhos socialistas ainda muito fortes em nosso país. Vale notar que quinze deputados petistas votaram contra o texto final porque queriam ainda mais socialismo nele!

    É compreensível que existisse uma demanda social reprimida naquela época. Mas o uso da Constituição como veículo para atender esta demanda foi um grave erro. O grau de utopia presente na Constituição é assustador. Ela fala dezenas de vezes em “direitos”, mas quase nunca em “deveres”.

    Desde que ela foi aprovada, os gastos com aposentadoria do INSS pularam de 2,5% para 8% do PIB. O jurista Miguel Reale chamou a Constituição de um ensaio de “totalitarismo normativo”, Ives Gandra Martins a chamou de “Constituição da hiperinflação”, e Eliezer Batista a acusou de instalar uma “surubocracia anárquico-sindical”.

    O próprio Roberto Campos a descreveu como um misto de regulamento trabalhista e dicionário de utopias. Foi o “canto do cisne do nosso nacional-populismo”. Ulysses Guimarães a descreveu como a “Constituição dos miseráveis” e a “guardiã da governabilidade”. Foi justamente o contrário: uma Constituição contra os miseráveis e que garante a ingovernabilidade.

    Em mais esse aniversário da Constituição de 1988, deveríamos parar para repensar seus graves equívocos, quase todos filhotes da premissa absurda de que o governo deve ser a locomotiva do crescimento econômico e o veículo da “justiça social”. Olhar para o norte e entender porque a Constituição americana é a mesma há mais de duzentos anos, com algumas poucas emendas, faria um bem incrível ao país.

    A Carta Magna de uma nação deve tratar dos temas mais básicos apenas, com um caráter bem mais negativo do que positivo, ou seja, colocando em evidência aquilo que os cidadãos não podem fazer. O governo deve evitar o excesso de legislação, que serve para emperrar o crescimento e criar injustiças. Infelizmente, o governo brasileiro é extremamente paternalista, e trata seus cidadãos como mentecaptos que necessitam da tutela estatal para tudo. A Constituição de 1988 é apenas um reflexo dessa mentalidade. O que há de fantástico para se comemorar em seus vinte e cinco anos?

  10. Em 1955, o jornalista Carlos Lacerda divulgou uma carta atribuída ao deputado argentino Antonio Brandi, peronista, que teria enviado ao ministro do Trabalho, João Goulart.

    Fazia referência a compra de armas e à organização de uma república sindicalista no Brasil. Tudo falso. E quem descobriu foi um jovem repórter da própria Tribuna de Imprensa, jornal de Lacerda. Quem contou, em 2002, para o projeto “Memória da Imprensa Carioca” foi o repórter e hoje comentarista internacional Newton Carlos.

    “Vamos recordar um episódio conhecido como Carta Brandi. Foi divulgado o texto de uma carta que um peronista de nome Brandi teria mandado ao Jango propondo a criação de uma república sindicalista na América Latina, a partir de um eixo Brasil-Argentina.

    O petardo partiu da Tribuna mas logo surgiram desconfianças de que a assinatura da carta era falsa. Nesse meio tempo, o Perón caiu. O Lacerda foi à Argentina e eu o acompanhei com a missão de levantar a ‘autenticidade’ da carta. Descobri que a assinatura era de fato falsa. Avisei ao Lacerda. Ele disse: ‘você não tinha nada que descobrir. O Jango que descobrisse'”.

    Lacerda era conhecido, não só como golpista, mas também como covarde e manipulador.

    No caso do ‘atentado’ da rua Toneleiros teria dado um tiro no próprio pé para piorar a situação dos envolvidos, episódio que culmina no suicídio de Getúlio. Este entrou para história como estadista, enquanto Lacerda seguiu o caminho o ostracismo golpista de um mentiroso covarde!

  11. Em 1955, o jornalista Carlos Lacerda divulgou uma carta atribuída ao deputado argentino Antonio Brandi, peronista, que teria enviado ao ministro do Trabalho, João Goulart.

    Fazia referência a compra de armas e à organização de uma república sindicalista no Brasil. Tudo falso. E quem descobriu foi um jovem repórter da própria Tribuna de Imprensa, jornal de Lacerda. Quem contou, em 2002, para o projeto “Memória da Imprensa Carioca” foi o repórter e hoje comentarista internacional Newton Carlos.

    “Vamos recordar um episódio conhecido como Carta Brandi. Foi divulgado o texto de uma carta que um peronista de nome Brandi teria mandado ao Jango propondo a criação de uma república sindicalista na América Latina, a partir de um eixo Brasil-Argentina.

    O petardo partiu da Tribuna mas logo surgiram desconfianças de que a assinatura da carta era falsa. Nesse meio tempo, o Perón caiu. O Lacerda foi à Argentina e eu o acompanhei com a missão de levantar a ‘autenticidade’ da carta.

    Descobri que a assinatura era de fato falsa. Avisei ao Lacerda. Ele disse: ‘você não tinha nada que descobrir. O Jango que descobrisse'”.

    Lacerda era conhecido, não só como golpista, mas também como covarde e manipulador.

    No caso do ‘atentado’ da rua Toneleiros teria dado um tiro no próprio pé para piorar a situação dos envolvidos, episódio que culmina no suicídio de Getúlio. Este entrou para história como estadista, enquanto Lacerda seguiu o caminho agora aberto para o ostracismo golpista de um mentiroso covarde!

  12. a diferença é esta LACERDA x jk – LACERDA x sarney LACERDA x LACERDA x fhc – – LACERDA x lula assim ninguem aguenta. vamos aguardar a nova safra talvez com sorte nascerá um novo LACERDA

  13. Independente da ajuda dos EUA (Aliança para o Progresso), não se pode negar que Lacerda
    foi honesto e um bom administrador do Estado da Guanabara, bem diferente de ser Governador do Estado do Rio de Janeiro. Lacerda e os udenistas, só foram contra a ditadura, depois de
    perceberem que não haveria mais eleições. Com Juscelino, Jango e Brizola cassados, Lacerda tinha tudo para ganhar as eleições. Se o governo de Getúlio Vargas não criasse as indústrias de base, nenhuma empresa privada, principalmente multinacionais iriam criar, eles querem compra-las prontas e acabadas a preço de banana, como tem feito esses governos civis. Quantos anos levam para colocar em pleno funcionamento uma Vale do Rio Doce? É muito difícil criar progresso num país, onde há pressões internas e externas. Getúlio Vargas para criar a Petrobrás, sofreu tamanha pressão, inclusive da UDN, que o levou ao suicídio.

  14. Ótimo artigo. Sem uma visão nacionalista, não nos desenvolveremos. Devemos criar e desenvolver uma indústria dominada por técnica e capitais nacionais. De outra forma, como melhorar o padrão de vida do povo, se as riquezas produzidas no País tem que seguir para fora? De um lado, as multinacionais remetem-nas para suas matrizes e nos subjugam (Esta, porém, é a consequência de tê-las: as riquezas que elas produzem não ficam aqui, sendo também que elas tratam de impedir o surgimento de concorrentes nacionais). Aliado a isso, ficamos vendendo matérias-primas, cujo preço é sazonal. Ora, sendo assim, como é que poderão ser pagos salários melhores para os trabalhadores brasileiros? Está justificada a nossa posição vergonhosa no IDH mundial. Quanto a Lacerda, embora fosse ele uma pessoa que politicamente causou muitos danos, tinha inegavelmente uma mentalidade progressista. Infinitamente superior à de Roberto Campos, defensor infatigável da prosperidade de norte-americanos. Pena que tivemos maiores influências deste último.

  15. Caro Nelio Jacob, saudações
    “Corre um imenso mar de lama sob os porões do palácio”, disse Getulio Vargas, dias antes de matar-se. O que matou Getulio foi a gangue criminosa que operava sob as ordens do Gregório Fortunato, sempre disposta a tudo (tudo mesmo).
    Embora não aprecie Getulio, vejo sempre em todos algo de bom para o país, e você frisou isto. Meu avô “votou” em Getulio Vargas, certa vez, sendo cutucado por uma baioneta no meio da rua. Ficou com as costas feridas, vovó comentou conosco. Peço que leia o que escrevi, conto com sua atenção.
    Sempre grato!!! Aproveite o domingo. Abraço.
    PS: Roberto Campos; “uma das maiores besteiras que fiz na vida foi debater com Carlos Lacerda”, acentuando que o nível de conhecimento do Brasil e a consistência das propostas de Carlos Lacerda lhe surpreenderam. “Bob Fields”, assim era o apelido do Roberto Campos, para quem o Brasil deveria para sempre comportar-se como colônia dos Estados Unidos e conformar-se com isto eternamente … como fazem aqui mesmo, alguns admiradores dos seguidores do Bob Fields.

  16. Não se trata de ser seguidor de “Bob Fieds” Sr. Almério. Nem de ser entreguista como afirmou o Sr. Carlos Newton. Pelo menos eu não me sinto assim.

    O fato é que nós não temos condições de gerarmos uma economia nacionalista. Não temos desenvolvimento tecnológico, não temos educação e cultura para isso. Não temos, também, condições econômicas para alavancarmos tudo isso. Dependemos – de fato – da tecnologia e do capital externo.

    Se o Brasil se fechar para isso estarmos fritos! Não geraremos emprego e renda para o contingente populacional que só vem crescendo!

    Não é possível que o Sr. se feche em um sentimento nacionalista, que é saudável, mas escureça a visão da nossa realidade!

    Para o Brasil sair disto, com políticas e reformas adequadas, seriam necessárias várias décadas a começar de hoje.

    Olha o nível educacional em nosso país, Sr. Almério! Não damos conta do recado!

    Ao invés de criticar o governo e aqueles que defendem a política de concessões e a partilha do pré-sal, critique o governo pela falta da REFORMA TRIBUTÁRIA, REFORMA TRABALHISTA, REFORMA PREVIDENCIÁRIA, pela má e insuficiente aplicação de recursos em EDUCAÇÃO, SAÚDE, INFRAESTRUTURA e SEGURANÇA PÚBLICA.

    Só há uma forma do Brasil sair deste marasmo: é meter a mão nos cofres do Tesouro Nacional e enfiar estradas e ferrovias, centros de distribuição, silos, portos secos e hidrovias por todo o território brasileiro. Sem se descuidar de uma profunda reforma educacional.

    Aí sim, depois de umas três décadas fazendo isso, teremos condições de incorporar tecnologia e agregar novas, desenvolvidas aqui mesmo em empresas genuinamente nacionais.

    Enquanto isto não for feito, qualquer descontentamento não pode servir de guarda-chuva para a realidade de que : O BRASIL DEPENDE DO CAPITAL E DA TECNOLOGIA ESTRANGEIRA!

    • Meu caro Wagner Pires: seu diagnóstico do mal que nos mata é fulminante: O BRASIL DEPENDE DO CAPITAL E DA TECNOLOGIA ESTRANGEIRAS. Você está certíssimo, não há como negar isso. Para a infelicidade e infortúnio da Nação brasileira.

    • Só um adendo: discordo acerca de que nos falta capacidade cultural, técnica e científica. Isto nós temos. A Universidade brasileira é capaz de formar técnicos e cientistas de alto nível, através das instituições de que dispomos, como a UFRJ, UFMG, ITA, USP, UFRGS,Unicamp, UnB, PUC-RJ, IME e tantas outras. O que nos falta de verdade não é capacidade, é vontade política e um projeto nacional de longo prazo. Infelizmente nós temos falta disso, pois a nossa elite política e mesmo econômica é míope e, muitas vezes, anti-brasileira. Do PT, passando pelo PFL-“DEM”, PSDB, PMDB e todos os partidos que já estiveram no poder.

      • É isso mesmo, Reginaldo. Temos corpo técnico e Entidades capazes. Um exemplo é a EMBRAPA. Mas, nos faltaram e nos faltam incentivo econômico e um planejamento de médio e longo prazos por parte de todos os governos pós-ditadura. É a dura realidade. O que deve ficar claro é isto, que nenhum governo iniciou políticas públicas de médio e longo prazos para desenvolver o país,e, sobretudo a tecnologia e a indústria genuinamente nacionais. São raríssimas as exceções.

        E agora, não adianta ficar chorando o leite derramado e com raiva das multinacionais. Querendo ou não, elas é que impulsionaram a economia nacional. Cobrindo a incapacidade desses governos de estimularem devidamente a nossa economia.

        Deixem-nas virem e garantir tributos e mercado de trabalho, renda e desenvolvimento. Enquanto isso, cobremos, a partir de agora, um plano para o Brasil entrar nos trilhos em 10, 20 ou 30 anos. Já… a partir deste exato momento.

  17. O entreguista Bob Field

    Nos anos 70, quando se descobriu o potencial da Bacia de Campos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, não havia tecnologia em lugar algum do mundo para exploração de petróleo em águas profundas. Gente míope e a serviço dos EUA, como Roberto Campos, atacavam o investimento no mar como “irracionalismo da Petrossauro”, apelido que inventou para a Petrobras.

    Antes da crise do petróleo, o preço do barril no mercado internacional era de US$ 2. Já esteve a mais de US$ 115, atualmente por volta de US$ 108. A Petrobras é a única empresa em todo o mundo detentora de toda tecnologia para localização e extração de petróleo a grandes profundidades.

  18. Está bem, Sr. Naveira. Mas, em quanto tempo extrairemos este recurso que está inerte no fundo do oceano? 30, 40 ou 50 anos?

    O Brasil tem pressa! A economia nacional está inerte. Não temos dinheiro para alavancá-la. A dívida consolidada global está perto dos R$2,9 trilhões, ou, 60% do PIB.

    O país não pode se dar ao luxo de deixar o pré-sal como reserva estratégica para os próximos 50 anos. Os Estados Unidos desconhecem os limites territoriais brasileiros.

    A população brasileira cresceu. Ainda temos 5,6% de desocupação da força de trabalho. Não temos auto-suficiência em petróleo. Nossa balança comercial está deficitária por conta da importação de petróleo e derivados. Estamos queimando divisas. O pagamento da dívida (principal + juros) consome, praticamente, 50% da nossa dotação orçamentária.

    O quadro é nebuloso, periclitante. O que fazer? Sabendo que sob o regime de partilha o Brasil já terá garantido, no mais breve espaço de tempo, R$1,3 trilhões. Aforando royalties, + divisas, + emprego, + tributos, + refinarias etc.

    O que fazer?

  19. Com religioso não há fatos. Apenas dogmas, clichés,etc.
    Esse hipócritas, escravos por excelência e, portanto, sem equilíbrio emocional para estudar uma realidade, ainda usam o nome de Cristo para tentar procurar um galho para sustentar seus delírios. Outro dia mesmo um desses, aí de cima, condenou alguns por questão de comportamento pessoal. Aí tive que lembrar a esse energúmeno de que Cristo disse que aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra. E por aí vai esse tipo de gente.
    Daí essa deles acharem que o mundo é feito de bons ou maus, como determina religiões e ideologias, para linchar ou difamar aqueles que eles julgam infiéis.
    Enfim, a conversinha mesquinha dessa gente demonstra apenas infantilidade. Medo da verdade. Por isso fogem dela como o diabo foge da cruz.

  20. Caro Wagner Pires, concordo com seu argumento. Nesse sentido, parece que a formulação para exploração proposto no leilão de Libra, parece-me inteligente. Temos imensas urgências. É verdade.

  21. Estimado Wagner Pires “… O país não pode se dar ao luxo de deixar o pré-sal como reserva estratégica para os próximos 50 anos. Os Estados Unidos desconhecem os limites territoriais brasileiros.”

    Por 2002 trabalhei em empreendimentos imobiliários em Silva Jardim e Casimiro de Abreu … o investidor havia loteado anteriormente uma área em Búzios; para onde muitos argentinos se deslocaram … em determinada reunião escutei que havia pousadas em Búzios de propriedade desses argentinos e que repousavam nelas muitos técnicos estrangeiros – até da Halliburton, do então Vice-Presidente dos EUA … … … estes estranjas diziam: vocês não imaginam a riqueza em que se tornará este litoral fluminense de tanto petróleo que estamos achando!!! !!! !!! só que eles falavam como é nos USA: refina-se na extração e distribui-se por oleodutos!!!
    Já no BR:
    1 – primeiro tentaram superoleoduto para levar do RJ!!! e Garotinhos vetaram!!!
    2 – aí decidiram que seria levado por superpetroleiros fabricados fora do RJ!!!
    3 – aí decidiram que as refinarias Premium não seriam nem uma no RJ!!!
    4 – aí decidiram que os royalties são de todo o BR!!!
    E para o RJ, nada??? manifestações e manifestações contra Cabral e Paes!!!
    E a Lei da Herança, como fica??? “Herança alguma poderá passar de uma tribo à outra: deve cada tribo israelita permanecer no que é seu.”” (Nm 36,9) … Lionço Ramos Ferreira

  22. Prezado Lionço. A riqueza do subsolo é da União. Portanto, de todas as unidades federadas. Quanto ao não reconhecimento dos nossos limites territoriais pelos Estados Unidos, é uma grande verdade. Talvez, por isso, as grandes petroleiras americanas e britânicas não se envolveram no leilão do pré-sal.

    E aí há um grande risco de não tomarmos posse desse petróleo e usufruir de sua riqueza no mais breve tempo. Consolidando a nossa posição territorial marítima. Seria um risco não fazermos isto com a maior rapidez.

    É assim que vejo.

  23. Estimado Wagner Pires … Prezado Lionço. A riqueza do subsolo é da União. Portanto, de todas as unidades federadas. Quanto ao não reconhecimento dos nossos limites territoriais pelos Estados Unidos, é uma grande verdade. Talvez, por isso, as grandes petroleiras americanas e britânicas não se envolveram no leilão do pré-sal. … É assim que vejo.”
    … … …
    Estimado senhor … está na CF cidadã de 1988: TÍTULO I … Dos Princípios Fundamentais … Art. 1º A República Federativa do Brasil … está mais que definida nossa República como FEDERATIVA!!! não é uma UNIÃO acima da FEDERAÇÃO – como querem os superpresidentes imperiais que temos tido!!!
    Em função do que escrevi sobre a Halliburton, creio que as superpetroleiras simplesmente estão entendendo melhor o que está acontecendo com a OGX – ou seja: se há petróleo, ainda não dá para extraí-lo!!!

  24. A União, Sr. Lionço, é o conjunto indissociável de suas unidades federativas. Portanto, a riqueza da União pertence a todas elas. E não só ao Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

    E a OGX não é a Petrobrás que tem todas as condições de extrair o petróleo da camada pré-sal!!!

  25. Caro Almério Nunes, gosto dos seus artigos e os leio com atenção. Com relação ao mar de
    lamas do governo Getúlio, representa uma poça de lama em comparação ao que vivemos hoje
    nos governos do PSDB e PT. Mar de lama, foi usado por Lacerda numa forte campanha para derrubar Getúlio. Com o suicídio de Getúlio, não foi possível dar o golpe. O governo de Getúlio, através
    da figura de Filinto Miller, cometeu muitos erros: mortes e perseguições, mas não se pode tirar
    o mérito de Getúlio ter feito o alicerce que permitiu ao Brasil se desenvolver.
    O que me chama a atenção, é que Lacerda sempre fez campanha contra governos progressista,
    foi assim com Getúlio, Juscelino e Jango e foi um dos civis cabeça do golpe de l964.
    Um grande abraço do um seu admirador.

  26. O BRASIL é nosso

    Caso algum insensato ousasse tentar apossar de nosso petróleo, existente em nossa costa, apesar de não termos a mais formidável arma de defesa, a bomba atômica, por certo que toda a Nação Brasileira pegaria em armas. O gringo sabe disso.

  27. Muito Obrigado a Todos os que me deram a Honra de seus Comentários.

    Agradeço de coração ao Jornalista CARLOS NEWTON que editou o artigo, e na Nota da Redação, chamou a atenção para o problema Demográfico do Brasil. Desde 1950, ano em que nasci, a Taxa de Natalidade era de +3,5%aa, decrescendo hoje para 2,1%aa (Taxa de Reposição) e tendendo a cair mais. A longevidade aumentou sensivelmente, de 52 Milhões de População em 1950, para 210 Milhões em 2013. ( O IBGE tende a errar para baixo em População). Ou seja a População nesses 63 anos multiplicou por 4. Não foi tarefa fácil Educar, dar Emprego e Padrão de Vida nesses 63 anos. A partir de agora em diante, teremos mais Recursos per-Capita para dedicar as Crianças e os Jovens e isso fará uma grande diferença para melhor.

    Não é verdade que nossos Políticos são dos mais corruptos do mundo e que nunca se roubou tanto como agora. O que acontece é que nosso Sistema Político é um dos mais caros do mundo, as Eleições são caríssimas e o Dinheiro tem que vir de algum lugar, E VEM. Quem não tiver muito Dinheiro NÃO SE ELEGE. Temos que mudar para melhor nosso Sistema Político.

    Aprendi com os Livros do Gov. CARLOS LACERDA que a mais Produtiva maneira de gerar Riquezas e aumentar o Padrão de Vida do Povo, é com uma ECONOMIA DE MERCADOS BEM REGULADA, com predominância do CAPITAL NACIONAL (PRIVADO E ESTATAL), tendo o ESTADO como Alicerce de tudo e INDUTOR/PROTETOR do CAPITAL NACIONAL.

    O maior erro do Governo PT + TODOS – 3 agora -4, que fez muitas coisas boas, foi não ter combatido mais nosso Déficit Fiscal de +-3,5%PIB (Expandiu demais o Emprego Público, principalmente em Cargos Comissionados, e Paga demais aos Servidores da Cúpula em detrimento dos da Base, em outras palavras, deteriorou a Isonomia salarial), e nosso Deficit do Balanço de Pagamentos Internacional hoje na ordem de US$ 100 Bi/ano.

    É verdade que pelo Endividamento e Duplo Deficit dependemos das Multi-Nacionais, do Capital Internacional IED, mas devemos ir fazendo de tudo para ir nos livrando dele.

    Mas apesar dos problemas, quem conheceu o Brasil 50 anos atrás, vê claramente que muita coisa boa já foi feita, muito Progresso se conseguiu e muito mais ainda se vai conseguir com o apoio de Gente que pensa como todos os Comentaristas acima, e que sabem que a Solução para rápido acréscimo de Padrão de Vida para os Brasileiros é começar a cuidar bem de nossas CRIANÇAS, principalmente as mais Pobres com CIEPS nelas, Escolas Técnicas, Universidades, Institutos de Pesquisas, etc, etc, porque o HOMEM é disparado o maior Fator de Produção.

    Por mais que aparente ser grande a dificuldade hoje, a verdade é que nossos Avós e Pais enfrentaram uma Conjuntura ainda mais difícil, fizeram uma boa Obra, e quase não se queixavam. ABRAÇOS.

  28. A maioria dessa gente que se manifesta por aqui, é nitidamente crente ou malandra.
    A crendice é nitidamente fundamentada na pieguice sentimental.
    Por essas e outras o atrito entre ela e céticos é inevitável.
    Fatos que desagradam que não estão previsto nas crendices desses sectários é motivo de xingamentos infantis. O que comprova a realidade dessa gente já descrita acima.
    Fica mais fácil assim, para um Naveira ou Nunes, em face da suas inculturas gritantes, ou malandragem,chamar Roberto campos de Bob Fields do que provar com fatos seu entreguismo, como foi o caso do Lula quando de joelhos deu refinarias do povo brasileiro para o índio boliviano, entre outras coisa mais do tipo.

    • Caro Mauro Júlio: apesar de você ser contra as crenças, você também é um crente piedoso, e muito fervoroso. A diferença é que a sua “religião” possui valores e idéias que são diferentes de boa parte dos que aqui se manifestam. Assim, quando você critica acerbamente aqueles de quem discorda, nada mais faz do deixar clara a sua intensa devoção.

      • Reginaldo Oliveira, prazer, mas eu não tenho nada contra as religiões a não ser a marxista-leninista e a islamita, que se sabe, querem amordaçar e acorrentar a humanidade pela violência e pelo ódio. Fato irrefutável.

        Sou cético, por isso isso procuro me limitar ao palpável.
        Nem me considero ateu, pela razão de que há mais no universo do que imagina a nossa vã filosofia e eu nada sei.
        Assim se Deus existir, ótimo, se não, amém.

        PS. Obrigado Bendl, você sabe que existem pessoas de todos os tipos e esse vagabundinho agressivo que pulula por aqui, não merece nenhuma atenção.

  29. Prezado Sr. MAURO JÚLIO VIEIRA, Saudações.

    O Economista ROBERTO CAMPOS era um burocrata, nunca dirigiu uma Empresa, nunca foi responsável por uma Folha de Pagamentos. A única vez que comandou um BANCO, faliu. FATO.
    Aprendeu nos EUA a Política Econômica que é boa para os EUA. O senhor sabe que a Economia é uma Ciência interessada, se sou Credor quero Deflação, se sou Devedor propugno que o ideal é Inflação, etc, etc. Se sou Americano (Desenvolvido e super-Capitalizado) defendo e ensino uma Economia que é boa para os EUA, se sou Brasileiro(sub-Desenvolvido e sub-Capitalizado) tenho que aprender e defender uma Economia que é boa para o Brasil. ROBERTO CAMPOS (BOB FIELDS) jogava no time dos Americanos. FATO. Não tem o meu Respeito. É por isso que somos a 7 Economia do mundo e 84 em Índice de Desenvolvimento Humano, IDH. Abrs.

  30. Faço CORO,aos elogios merecidos à pessoa do Sr.Flávio José Bortolotto.
    Dono de uma resenha impecável,acima tudo autentico.Porém,concomitante não está”imune”as observa ções: Carlos Lacerda,como governador(gestor),foi muito bom,tinha um timaço na retaguarda.

    Agora,como politiqueiro-velhaco,na ânsia de ser Presidente,usou e foi usado pelos militares leia-se GOLBERY DO COUTO SILVA,pela CIA. Foi legitimo “COVEIRO” de GETÚLIO/JANGO. O “CORVO” não
    tinha outro destino.

    obs: Concordo com Sr.Nélio Jacob,mas,em relação à JK,este,por ser médico-militar, contornou a
    situação.

  31. O Denorex (Darcy, o que parece, mas não é) chega às raias do absurdo, o cúmulo da sua covardia, o ápice de se utilizar do anonimato!
    Em artigos anteriores critica Bortolotto, neste, tenta adulá-lo.
    Bortolotto, não te esqueces: parece, mas não é a intenção ser boa com essas palavras de lisonja, falsamente publicadas.

  32. Mauro Júlio Vieira,
    Enquanto tu estiveres desgostando o Denorex (Darcy, o que parece, mas não é) estás no caminho certo.
    O bizarro não admite pensamentos diferentes dos seus, razão pela qual é um covarde, que se esconde atrás do anonimato, um cretino, safado, vagabundo e pernicioso.
    A tua coragem é que ele ataca, assim quanto àqueles que se identificam, que se mostram por inteiro.
    Trata-se de um crápula, um verme, que precisa ser esmagado a cada palavra que registra.
    Tens o meu apoio, Mauro, incondicional, contra esta besta em forma de “comentarista”.

  33. Wagner Pires, grato pela atenção.
    Nélio Jacob, esteja certo de que a admiração é mútua!!!
    E vale enfatizar que:
    1) Emparceiramentos serão sempre bem-vindos, o que é muito diferente de submissão. Vamos nos emparceirar, independentemente de bandeiras e ideologias? Sim! Mas observemos em quais condições.
    2) O BRASIL tem quase todo o nióbio do mundo. Sem nióbio, muitas indústrias de ponta não existiriam. E … quem determina o preço internacional do nióbio é o Reino Unido, que tem nada vezes nada de nióbio. Como pode? Um dia surgirá um Brasileiro que dará um murro na mesa e gritará: “O preço do nióbio é tanto!” O mundo tremerá. E o BRASIL enriquecerá.
    3) O Estado do Pará, sozinho, possui a maior Reserva Mineral do mundo. Se tivéssemos uma política verdadeiramente nacionalista, o Pará seria a terceira ou segunda maior economia do país.
    4) Somos a maior economia do mundo em commodities
    5) Detemos uma tecnologia avançadíssima para explorar óleo aproveitável em grandes profundidades.
    6) Temos uma reserva potencial única de água potável
    7) Temos rios para uma navegação comercial que nos pouparia muito e nos traria recursos imensos.
    Não se trata de ser nacionalista, apenas. Trata-se de ser realista.
    Mas … que é muito triste é. Constatar que existem brasileiros remando contra seu próprio país. Brasileiros que aplaudem as politicas mais nocivas aos nossos interesses. Brasileiros que desejam ver-nos como colônia eterna, de joelhos, suplicando os favores estrangeiros. Brasileiros que chamam de idiotas quem deles discorda. Brasileiros que não amam o BRASIL e se posicionam contrariamente a nós mesmos, sem consistentes argumentos.
    E, por fim, mas não menos importante:
    FLAVIO JOSÉ BORTOLOTTO!!! VOCÊ É GRANDE!!!
    Seu comentário final foi simplesmente arrasador.
    OU FICAR A PÁTRIA LIVRE … OU MORRER PELO BRASIL.
    Tenhamos todos uma semana abençoada por Deus.
    Abração, Flavio !!! Te admiro.

    • Sim, sim, Sr. Almério. Temos tudo isso! O Brasil é o eterno país dos potenciais. Mas, nunca, na história recente, os governantes investiram nesses tremendos potenciais, agregando valores, tecnologias, aperfeiçoamentos, desenvolvimentos. Daí a simples conclusão de que, se nenhum desses atuais governos investir em educação – e aí vai a insistência do Sr. Bortolotto no resgate da ideia dos CIEPS -, mas deverá ser muito mais que isto, nós continuaremos a ser os eternos dependentes do capital e da tecnologia estrangeira. É fato, Sr. Almério.

      Melhor entender que este país é um lugar atrasado, tacanho, provinciano e medíocre em decorrência de sua história, de seu povo e de seus governantes. Não estamos com essa bola toda, não.

      Para chegar neste ponto que o Sr., eu e os demais comentaristas aqui gostaríamos que o Brasil estivesse, há uma grande estrada para percorrer conforme expus nos comentários anteriores.

      Portanto, de posse desse conhecimento, e sabendo dos muitos potenciais que o país ainda possui e tendo fé de que teremos grandes e seguidas administrações, poderemos chegar lá. Com os pés no chão e sem elucubrações.

      Mas, por enquanto, o que temos, são apenas potenciais.

      • Uma última observação que se deve à constatação da nossa economia: se não fossem as multinacionais o Brasil, com menos 31% de seu PIB, talvez caísse para a 25ª posição no ranking mundial do PIB e no IDH, talvez, viesse a ser dos últimos países.

        Multinacional – ruim com ela, pior sem ela.

        E, sim, Sr. Almério, o Olavo de Carvalho tem razão!

  34. Reginaldo Oliveira, prazer, mas eu não tenho nada contra as religiões a não ser a marxista-leninista e a islamita, que se sabe, querem amordaçar e acorrentar a humanidade pela violência e pelo ódio. Fato irrefutável.

    Sou cético, por isso isso procuro me limitar ao palpável.
    Nem me considero ateu, pela razão de que há mais no universo do que imagina a nossa vã filosofia e eu nada sei.
    Assim se Deus existir, ótimo, se não, amém.

    PS. Obrigado Bendl, você sabe que existem pessoas de todos os tipos e esse vagabundinho agressivo que pulula por aqui, não merece nenhuma atenção.

  35. Prezado Bortolotto, que Roberto Campos errou, errou, como qualquer um. Não se esqueça de que ele foi ministro de Juscelino, quando o Brasil deu um grande salto. Claro, também ficou uma conta grande, embora o Bob prevenia Juscelino quanto a isso. Mas este não queria nem saber.
    Depois Bob foi ministro da ditadura e nessa época o Brasil cresceu muito.
    O caso de Roberto Campos é sua posição liberal, que está provado dá melhores frutos que o socialismo, pois o Brasil é socialista, cobrando impostos como os da Suécia, mas o povão nunca é sócio nos lucros. Voce mesmo se pergunta porque o povo não melhora.
    Não melhora, porque a excessiva intromissão do estado na iniciativa privada espanta investidores. Com isso o país não cresce.
    Abs.

  36. Carlos Lacerda

    Na madrugada de 5 de agosto, o major-aviador Rubens Vaz foi assassinado na rua Toneleros, no Rio, em frente ao prédio onde morava Carlos Lacerda. Vaz era guarda-costas de um dos mais virulentos adversários do então Presidente Getúlio Vargas. Apelidado por Samuel Wainer de ‘O Corvo’, por semelhanças físicas e identidade de cardápios, Lacerda voltava de uma de suas conferências, desta vez no Colégio São José, cujo tema era sempre o mesmo: a necessidade de afastar Getúlio do poder para onde fora levado graças à estrondosa vitória eleitoral contra a UDN de Lacerda. Dezenove dias após o crime da Toneleros, Lacerda e a direita nativa conseguiram seu intento: Vargas deixou o Catete, porém, morto.

  37. Lacerda utilizou-se da captação popular (subscrição pública) para financiar o projeto do seu jornal, a Tribuna da Imprensa: adquiriu o prédio, as máquinas e ainda sobrou para capital de giro. Até lotes de terrenos Lacerda recebeu.

    Em 1961, porém vendeu tudo, por problemas econômicos, ao genro da proprietária do Jornal do Brasil. Este por sua vez, em 1962, transferiu, a empresa – ativo e passivo -, a título gratuito, segundo declarou algumas vezes o seu detentor, o jornalista Hélio Fernandes, que a tocou dali pra frente.

  38. Carlos Lacerda foi um dos políticos mais nefastos que o Brasil já teve. Conspirador, golpista. É dele a frase sobre Vargas em 1950, quando disse que “Vargas não pode ser candidato. Se for, não pode vencer. Se vencer, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”.

  39. “Melhor entender que este país é um lugar atrasado, tacanho, provinciano e medíocre em decorrência de sua história, de seu povo e de seus governantes. Não estamos com essa bola toda, não.” Nisto eu tenho que concordar com o senhor…

  40. Muito Obrigado a Todos que me honraram com Comentários.

    Sr. ALMÉRIO NUNES, a recíproca é verdadeira. Lhe admiro muitíssimo.
    Sr. WAGNER PIRES, correta suas ponderações. Mas o Brasil já fez muita coisa, fará, e tem condições para muito mais.
    Sr. MAURO JÚLIO VIEIRA, somos do mesmo time, com visões semelhantes, mas o senhor é muito nervoso e muitas vezes baixa o sarrafo injustamente em quem pensa diferente.
    Sr. DARCY, grande cabeça, experiente, mas também nervoso, quem pensa diferente não é idiota, eventualmente é ele quem tem razão.
    Sr. FRANCISCO BENDL, alma de poeta, experiênçia de vida, muita leitura e bom-senso, pavio curto, grande batalhador do TRIBUNA DA IMPRENSA onLine.
    Sr. LUIZ FERNANDO SOUZA, Trabalhista, educadíssimo, brilhante.
    Sr. ROBERTO C. SILVA, excelente Comentarista, chamou atenção para a IMPUNIDADE dos grandes, raiz da maioria de nossas Mazelas.
    Sr. REGINALDO OLIVEIRA, brilhante, experiente, bom-senso.
    Sr. WELINTON NAVEIRA E SILVA, Nacionalista de viés Estatal, Patriota, quer o bem do Povo Brasileiro.
    Sr. NÉLIO JACOB, muito experiente, Nacionalista, conhecedor da História recente Nacional.
    Sr. CHEGAMAIS, conhecedor do Mercado, chamou atenção do DIFICULTAMENTISMO de nossas Autoridades para se fazer as coisas.
    Sr. VIANNA, muito obrigado pelas palavras, mas não somos perfeitos, se fossemos Políticos com esse Sistema que está aí, creio que a Ética sofreria um bocado, ou não nos elegeríamos nem Vereador de um Município de 3000 Habitantes.
    Sr. LUIZ GERALDO DOS SANTOS, concordo em gênero número e grau.
    Sr. RONALDO LUIZ, o importante mesmo é o IDH, Renda per-Capita e boa distribuição da Riqueza e da Renda.
    Sr. TARCISO, eu sou mais ingênuo que o senhor, e se é verdade de que “do Nada não sai Nada”, acho que já foi pior e dentro de algum tempo se mudará para melhor nosso SISTEMA POLÍTICO, e aí as coisas começarão a ir para os eixos.
    Sr. ANTONIO ROCHA, Professor, Idealista, Nacionalista. Lembraste bem as palavras do Papa FRANCISCO “Voçês são muito atrasados”, mas já fomos mais, e estamos evoluindo. Com um pouco de Paciência,
    chegaremos lá.

    SRA. JUREMA. Respeitando a sua visão da História, lembremos que o Estadista GETÚLIO VARGAS chegou ao Poder Revolucionariamente em 1930, eleito indiretamente em 1934, Ditador com o Estado-Novo em 1937 e só saiu do Poder depois da IIª Guerra, depois que a FEB voltou da Europa, onde combateu pela Democracia contra as DITADURAS. Voltou com Honra para o Rio Grande, e na Eleição de 1946 se elegeu Deputado Federal por 7 Estados + Distrito Federal, e Senador por RS e RJ. Optou pelo Senado pelo RS. Nas Eleições de 1950 foi eleito Democraticamente pelo PTB, com o Votos do PSD que Cristianizou o Dr. Cristiano Machado, e de uma boa parte da UDN que foi para o Vencedor, e que ganhou 2 Ministérios. Um Homem poderosíssimo.
    Ele vinha da Escola Política Republicana do Rio Grande, onde o Dr. JÚLIO DE CASTILHOS, um dos Pais da República, governou até morrer, +- 8 anos, sucedido pelo Dr. BORGES DE MEDEIROS que governou 39 anos, sempre “Ganhando as Eleições”, etc, de modos que o Sr. CARLOS LACERDA tinha o maior medo que o Presidente GETÚLIO VARGAS fosse aprontar mais uma, e sua chance de se candidatar a Presidência, NÃO CHEGASSE NUNCA. VARGAS se matou porque não viu uma saída com HONRA da enrascada em que o Ten Gregório, Chefe de sua Guarda Pessoal lhe meteu. Querendo ajudar, tragicamente estragou tudo. No fim deu tudo errado e LACERDA também foi levado de roldão pelos trágicos acontecimento.
    Muito Obrigado a Todos.

  41. Prezada Sra. MÔNICA, Saudações.
    A senhora e seu Marido ROBSON, brilhantes Comentaristas e batalhadores do TI onLine, temos defeitos, mas já fomos bem piores e a meu ver, estamos melhorando. Só agora colocamos todas as CRIANÇAS na Escola, imagina antes! Pode demorar mas vamos chegar lá. Abrs.

  42. Prezado Flávio José Bortolotto. Como,gosta”SAUDAÇÕES”.’ . Bom dia,Muito obrigado pela sua elegân-
    cia. Cada texto que passa,mais lhe admiro,por “NÃO SER SECTÁRIO”,e ser claro nas suas posições.

    No texto do dia 30,as 12:42am,nos dois últimos parágrafos,destes um Show bola,digo de história.
    Por tabela,já antecipou um assunto que estou pesquisando na Biblioteca Pública,sobre Dr.Júlio.

    obs: Aos incautos,não disser que sou seu puxa(PS),também admiro e me identifico,co os textos do
    do Roberto Nascimento. Ambos por sinal,de postura equilibrada.
    ObrigAdo,Forte Abraço…

  43. BOM DIA, senhor Flávio!

    É muita gentileza sua, embora eu precise de mais horas de vôo como os senhores para me tornar brilhante nos comentários, eu aprendo muito com os seus comentários, de quem viveu uma época que eu ainda não existia. Mas minhas contribuições são de acordo com as minhas vivências, leituras e convivência com pessoas como o Robson, que, creio, esteja no mesmo nível de muitos aqui, assim como o senhor, uma vez que acompanha a TI desde a década de 70 e participou intensamente das fases políticas deste país. Obrigada pelos elogios e gostaria de dizer que gostei muito deste seu artigo histórico. Lacerda realmente foi um dos grandes nomes políticos deste país e que faz falta como TANTOS outros…

  44. Caro Bortolotto,
    Grato pela lembrança do meu nome e, mais ainda, pelas características que tu entendes haver em mim.
    Sou o que sou, mas também tento me amoldar ao ambiente, às pessoas, ser aceito, ser um animal social, conforme alguém assim disse no passado, porém ser perder a minha essência, peculiaridades, a minha personalidade.
    Neste aspecto, acertaste em cheio quanto eu ter pavio curto. Aliás, meus registros atestam quando uma vez que me pisam no pala estou pronto para o entrevero!
    Defeito, qualidade? Não sei dizer, Bortolotto, a não ser que essas reações fazem parte do meu ser, inclusive quando vejo dirigidas a colegas meus ataques e injustiças, agressões e ofensas, independente de nos identificarmos politicamente ou não, e que me fazem agir em solidariedade, a marcar posição.
    Agora, tento ser equilibrado, ter bom senso, utilizar-me da minha experiência e escola da vida e oferecê-las como préstimos à Tribuna, aos seus leitores, frequentadores, comentaristas, afora eu reconhecer a minhas limitações quanto ao vernáculo e cultura, portanto, meus textos são secos, sem a luz de palavras sofisticadas e expressões que atestam conhecimentos muito além de um curso superior, imagina, então, Bortolotto, de uma pessoa que tem apenas o Ensino Médio, que é o meu caso.
    Mais sou um corajoso que ter condições de participar deste Blog incomparável, que alberga gente do teu porte, qualidade, elegãncia, respeito e educação.
    Um forte abraço, Bortolotto.

  45. Prezado Sr. EDUARDO, Saudações.

    Revendo agora os Comentários, me deparei com o seu, com data de 29 Set, e peço desculpas por não tê-lo nominado.
    Fazes referência ao episódio da Carta Brandi, (criação de um eixo Brasil-Argentina anti-Americano, com a formação de Republicas Sindicalistas, troca de armas e munições Argentinas por madeira de pinho Araucária brasileira), publicada por CARLOS LACERDA no TRIBUNA DA IMPRENSA (1955), e que foi trazida ao Rio de Janeiro por um Agente Argentino Sr. MALFUSE, e que foi uma armadilha em que LACERDA caiu.
    LACERDA em seu grande Livro DEPOIMENTO, conta o episódio, diz que ficou momentaneamente muito mal em termos de Credibilidade, seu maior Patrimônio. Que reconheceu o erro, e publicou na TI que a Carta Brandi era falsa. Mas embora sem provas, confirmou que haviam acordos entre o Presidente PERON e o Vice-Presidente JOÃO GOULART. Quanto a História, embora o Estadista GETÚLIO VARGAS seja eterno, CARLOS LACERDA também não é esquecido. Abrs.

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