O general Leonidas e as raízes do totalitarismo, na visão de Helio Fernandes Filho

Antonio Santos Aquino, sempre atento, nos envia um artigo escrito em 1989 por Helio Fernandes Filho, nosso amigo, irmão, camarada, que tanta falta nos faz.

Aquino diz que o artigo não está completo, e pediu-me que tentasse resgatá-lo no inteiro teor, mas não consegui. Todo o antigo acervo da Tribuna da Imprensa foi tragado pelo buraco negro da internet. Quando você para de pagar ao provedor, eles simplesmente tiram da web todo o seu arquivo, o que sem dúvida é uma grande escrotidão.

Agradeço ao Aquino por me fazer reencontrar Helinho assim, sempre corajoso, encarando de frente o ministro do Exército. Às vezes, penso em parar essa tentativa de manter a Tribuna na internet, nem sei se vale à pena tanto esforço, 365 dias por ano.  Mas quando lembro do Helinho e do Rodolfo Fernandes, logo consigo recuperar o ânimo e vejo como sou egoísta diante dos exemplos de grandeza que eles me deram. 

Prometi ao Helio Fernandes que vou manter a Tribuna até ser julgada a indenização do jornal, o que deve acontecer muito em breve, e será o último julgamento. Aí a Tribuna será devolvida a seu dono, de fato e de direito, meu amigo Helio Fernandes. A jovem Letícia, filha de Rodolfo e neta de Helio e Dona Rosinha, quer trabalhar no Blog. Vai ser um barato juntar todo mundo se novo.

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RAÍZES DO TOTALITARISMO

Helio Fernandes Filho

 Helinho Fernandes

A índole totalitária de um povo ou uma nação tem raízes mais profundas do que pode parecer aos olhos de um historiador superficial. Parte dessas raízes vez ou outra afloram nas declarações e sentimentos de alguns representantes das elites dessas nações. Agora que se comemora o centenário de Adolf Hitler, vê-se, por exemplo, que a Alemanhã não se livrou totalmente do espectro do totalitarismo.

O Brasil, apesar de ter uma cultura totalmente diversa e de não ter tido nada parecido com a monstruosidade que se abateu sobre a Alemanha, também abriga o totalitarismo. Tivemos um exemplo bem claro disso essa semana, com as declarações do ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves.

Para ele, índio é um ser inferior, representativo de uma cultura inferior e, portanto nada perderia a nação em eliminá-lo ou subjugá-lo totalmente.O índio que o general se refere, é o judeu brasileiro. Desde o princípio do descobrimento ele tem sido perseguido, escravizado, morto e detratado. Praticou-se contra ele, nessa nação,o mesmo genocídio que Hitler praticou com os judeus.

O general Leônidas Pires Gonçalves escolheu nuito mal a época para sua infeliz declaração, porque, além de sofrer as críticas pela declaração em si, se identificou com o maior carrasco e genocida que a raça humana já conheceu, que matou milhões de seres humanos porque não concordava com sua cultura, nem com sua maneira de viver:  Adolf Hitler.

 

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