O golpe de mestre está mesmo funcionando

Carlos Newton

A surpreendente jogada política de Eduardo Campos e Marina Silva até agora está rendendo altos frutos políticos e eleitorais. Não se fala em outra coisa, é o assunto do momento na mídia em geral, dominando tudo – jornais, televisões, rádios, revistas, sites e blogs,  num verdadeiro festival.

A dupla colocou os adversários no corner, como se diz na linguagem do box, e desde sábado passado se mantém na ofensiva. Embora seja impossível dois candidatos caberem na mesma legenda, pois só há espaço para um deles, não há dúvida de que os dois estão se beneficiando.

O maior problema é estabelecerem uma sintonia fina, para não haver discrepâncias nas declarações de cada um, que possam ameaçar a ligação pragmática e programática que juntou o PSB e a Rede, deixando os adversários atônitos.

Até Lula, que está no mesmo caso dos dois (no PT também só cabe um candidato), não escondeu ter ficado furioso com a jogada da dupla “neo-socialista”, digamos assim.

O detalhe importante é que até então Lula nem se preocupava com adversários dos outros partidos. De antemão, já se considerava vencedor. Agora, pela primeira vez, demonstrou ter sentido um golpe, como se diz também na linguagem do box.

Então, vamos aguardar o próximo round.

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10 thoughts on “O golpe de mestre está mesmo funcionando

  1. Chegou a hora de apostarmos as nossas últimas fichas no inédito,no Fato Novo de Verdade,no Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral,a Mega-Solução,como propõe o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro,o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso e, sobretudo,porque chega dos mesmos (oposição,situação e gollpismo-ditatorial),como querem nos impor a caciquia partidária e donos do monopólio eleitoral que precisa ser quebrado para chegarmos à Democracia de Verdade. Portanto,a nossa LUTA ( Legião Unida de Trabalhadores Amigos), doravante,tem que ser em prol do Fato Novo de Verdade (PNBC-ME), contra o velho continuismo da mesmice (golpismo e palanquismo vazio) das velhas heranças malditas imposta pelo establishment desavergonhado e seus mercadores de ilusões vãs. Portanto, em verdade eu vos digo,face aos modellos que aí estão, exauridos, mentem os que dizem que é possível fazer mais e melhor do que isso que aí está. Portanto, por ora, Campos, Marina e Aécio estão mais para impostores políticos temporais, oportunistas tentando tirar proveito da situação, do que para alguém que queira de fato abraçar o fato novo de verdade, que é o HoMeM que nos propõe a paz, o amor, o perdão, a conciliação, a união e a mobilização em torno da Mega-Solução (PNBC-ME), em contraponto ao velho mais dos mesmos: oposição, situação e gollpismo-ditatorial.

  2. Filho feio é ou não o do vizinho? ; ou, Imprensa, nosso pomo de discórdia.
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    Quando me dedico ao escrito, o faço, sempre com a maior atenção. Não significa que compreenda; que alcance o sentido guardado a sete chaves com o emissor.
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    Lula para mim pouco interessa, ou melhor, não interessa por nada acrescentar o que ele lê, sempre de improviso. É uma marionete da vida que se julga vivente, ou semovente. Quem sabe?
    Lula serviria para caracterizar a figura, confessa, do saudoso Raulzito da famosa metamorfose ambulante.
    “Ele mesmo já disse, num rasgo de lucidez, certa feita, que ele próprio era produto da imprensa livre”; e é.
    Aliás, confissão é com ele mesmo, exceto se sobre o mensalão, rose, patrimônio, filho, escabroso caso de um companheiro de cela, ou seja, um rol nunca exaustivo.
    O Brasil corre sério risco se persistir dando atenção a esse celerado das palavras que faz das palavras fatos, portanto, do universo o inverso. Não creio que Lula é um mentiroso; é bem mais um fantasista. Acredita naquilo que escuta e repete sem qualquer compromisso com a realidade; faz tudo que seu mestre mandar. É comandado pelo lado humano do vício: a vaidade, o egoísmo e tudo que caracteriza um mito que imagina a si próprio de carne e osso, no caso, mais carne depois de tanto furtar a coisa pública sob aplauso das vítimas. Surrealismo típico.
    Para finalizar sobre o que não me dá prazer escrever e também por saber que nunca é lido, lanço no etéreo este especial parágrafo de H. Arendt que bem delineia o fascínio mitológico que acompanha a humanidade:
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    “O fascínio é um fenômeno social, e o fascínio que Hitler exercia sobre o seu ambiente deve ser definido em termos daqueles que o rodeavam. A sociedade tende a aceitar um pessoa pelo que ela pretende ser, de sorte que um louco que finja ser um gênio sempre tem possibilidade de merecer crédito, pelo menos no início. Na sociedade moderna , com a sua falta de discernimento, essa tendência é ainda maior, de modo que uma pessoa que não apenas tem certas opiniões, mas as apresenta num tom de inabalável convicção, não perde facilmente o prestígio, NÃO IMPORTA QUANTAS VEZES TENHA SIDO DEMOSNTRADO O SEU ERRO ”
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    A imprensa, entretanto é que é o meu café matinal de hoje:
    Percebo a tristeza, sofrida, de quem tenta defender o próprio prato sobre o qual não quer cuspir: a imprensa e que tanto incomoda Lula.
    Os profissionais especialistas caminham em sentido oposto dos generalistas (administradores, por exemplo); no entanto, alcançam, os dois tipos de profissionais o mesmo fim. Aqueles se debruçam tanto sobre o mesmo que concluem por nada conhecer; estes, os generalistas, o inverso. Ampliam tanto seu campo de conhecimento, tornando-o tão vasto que terminam vagando pelo infinito.

    Sören Kierkergaard em O Desespero humano vê o que o homem é: “O homem é uma síntese de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade, é, em resumo, uma síntese”
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    Sempre se deixa nas entrelinhas um carinho especial por uma piedosa ficção: “dimensão pública do trabalho da imprensa”
    Alguns arriscam a concepção dessa dimensão romântica:
    “Um jornalista deve é se ocupar de corrigir as instituições, segundo as regras estabelecidas pelo estado democrático e de direito”
    Percebo no “deve é” uma fuga a realidade que, acertadamente, tanto se critica. Dever ser não é o que é.
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    O homem isolado do meio não é um homem; é uma besta fera. Um profissional inserto no sistema econômico – por isto é que é um profissional, ou seja, ocupante de um papel socioeconômico – tem sua ocupação determinada pelo fenômeno da “divisão do trabalho”. Como bem percebeu Proudhon:
    “Não há essa coisa simplória do trabalho pelo trabalho, amor pelo amor, arte pela arte… O estímulo sempre estará, também, na utilidade que do resultado dele se espera”.
    O profissional, atrelado a uma empresa não escolhe, tampouco domina o resultado do que produz.
    Afirma-se o que todos sabem:
    “O petismo gasta muitos milhões do dinheiro público para alimentar o sistema oficial de comunicação e para pagar a rede suja que presta vassalagem ao petismo”.
    Mas, não me queiram mal: a rede não é “suja” pelo que diz. Não fosse isto seria contradizer o lema da nossa luta, isto é: “filho feio é o do vizinho”; quem discorda do que eu penso sempre está do lado do mal, é pérfido, é vil. Diversamente, a sujeira está no furto também chamado roubo da coisa pública que paga a rede tirando o equilíbrio da dialética da informação. É o povo pagando para ser enganado.
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    Proudhon é condescendente: “O homem de letras reduzido a sua expressão pura, é o “escritor público”, um tipo de caixeiro-viajante de frases pago por todos e cuja variedade mais conhecida é o jornalista”
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    Weber, mais enfático:
    A necessidade de ganhar a vida redigindo um artigo diário ou, ao menos, semanal constitui espécie de cadeia presa ao pé do jornalista – Weber”

  3. Esse fato para mim é tão novo quanto andar para frente, ou defecar agachado.
    Êles não tem nenhuma chave de vecerem a proxima eleição. O pt só perde para
    êle mesmo.
    A Marina Silva nunca teve, não tem e, jamais terá 20.0000.000 de votos.
    Se Dilma apresentar alguma fraquesa, tem o plano b, que vence em primeiro turno.
    Adoraria ver lula candidato a governador em SP. Seria o fim da tucanagem, já perderam a prefeitura.
    Ha, não voto em ninguém, ou melhor só voto nas putas, porque nos filhos já cancei
    de votar.

  4. Prezado lafer,
    O importante é registrares teus pensamentos na Tribuna, pois entendemos o que queres dizer.
    No entanto, se quiseres enfatizar uma frase, por ela ser humorística, gritante ou emocionante, usa UM ponto de exclamação.
    Mas, usa-o com cuidado! Esse recurso é utilizado para expressar emoções fortes. Nunca uses mais de um no final de uma frase, a não ser que sejas adolescente de quatorze anos escrevendo na comunidade da Hannah Montana, do orkut.
    Melhor ainda: usa o ponto de exclamação no máximo uma vez por página. Como o menino que mentiu sobre o lobo tantas vezes que ninguém acreditou quando o lobo realmente estava ali. Certamente não queres ser conhecido como o escritor que “mente sobre a exclamação” quando não existe nenhuma ali.
    Em outras palavras:
    Ninguém é tão sábio que não precise aprender algo também.

    • Lafer,
      O falso mestre quer dizer que, na verdade, a diferença entre aquele que não tem caráter e o mau caráter é que o primeiro tem cura, e ele é um caso terminal.
      Portanto, fica alerta com pseudos professores, pois eles não podem transmitir o que não sabem, mas insistem em ofender, agredir, em causar a discórdia, imaginando que são engraçados quando não passam de gente frustrada, magoada, infeliz, cujos comentários agressivos comprovam que vivem isolados e rejeitados até mesmo pelos que o cercam, evidenciando pela arrogância e prepotência que são pessoas destituídas de honra, dignidade, civilidade e sociabilidade.

  5. Lula acusou o golpe? Esperto como é? Ele está é muito seguro. Partilho da mesma opinião daqueles que acham muito difícil o PT perder o próximo pleito apenas com estas manobras oposicionistas. Não será apenas uma troca de nomes que irá influenciar o eleitor. É necessário apresentar propostas viáveis e radicalmente diferentes para o futuro do País. Cá pra nós, com toda sinceridade, estes candidatos possuem estas propostas? Penso que no momento em que detalharem, facilmente chegaremos a conclusão que não. A Dona MARINA já começa a ficar parecida com a situação.

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