O governo faz cortes e sacrifica a saúde

Júlio César Cardoso

O governo federal anunciou, no último dia 15, um corte de R$ 55 bilhões no Orçamento para 2012. Mas o dinheiro para o sistema público de saúde não deveria ser afetado.

Como Lula, a presidente Dilma, o ministro Alexandre Padilha e companhias têm assegurado assistência médica gratuita e de qualidade paga pelos contribuintes, fica muito cômodo para eles cortar, no Orçamento, a verba que iria mitigar a dor dos assistidos pelo SUS. No Senado Federal, por exemplo, todos os senadores, ex-senadores e seus familiares têm assistência médica gratuita. Gastos como os do Senado, que não são exceção no serviço público, não se corrigem; mas, para cortar a verba destinada à saúde pública, o governo mostra-se rápido no gatilho.

Ora, um governo que corta no Orçamento o dinheiro da saúde não pode ser considerado sério. Se todos os políticos fossem obrigados a se socorrerem no SUS, certamente não haveria cortes no sistema público de saúde. Lamentavelmente, o cidadão pobre brasileiro é tratado com menoscabo, já que não pode buscar atendimento no Hospital Sírio-Libanês, como o ex-presidente Lula da Silva.

O ministro Alexandre Padilha deveria ter a coragem de censurar o corte orçamentário de sua pasta em vez de fazer proselitismo demagogo afirmando que a Saúde ainda terá o maior orçamento da história, com aumento de 17% em relação ao ano passado e o maior volume de recursos desde 2000. Só que R$ 5,4 bilhões deixarão de atender aos descamisados que morrem nas filas do SUS.

(Transcrito do jornal O Tempo, de Belo Horizonte)

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