O grito de revolta de Caetano Veloso

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria” apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, rompeu com todos os estilos até então escritos, visto que encontra-se em um regime ditatorial no Brasil e, com esta música, procura conscientizar e incentivar a população a se rebelar e protestar contra o governo da época, conforme explica o professor de português Alexandre Varela Castilho.

Segundo o professor, nos primeiros versos, Caetano já manifesta a sua ideia política contrária a ditadura militar, na época, vigente no país, ou seja, “caminhando contra o vento” significa resistência,  “sem lenço e sem documento” eram acessórios obrigatórios para se andar nas ruas,  então andar sem o lenço reforçava a ideia de resistência e rebeldia, já o documento seria para dificultar a sua identificação ao ser abordado pela polícia. Uma estratégia dos rebeldes do sistema politico.

Alexandre Castilho afirma que, a estrofe “O sol se reparte em crimes/Espaçonaves, guerrilhas/Em cardinales bonitas/Eu vou…”, refere-se ao jornal O Sol, que circulava na zona sul carioca. “O sol nas bancas de revista/ Me enche de alegria e preguiça/ Quem lê tanta notícia/Eu vou…”, trata-se de uma referência à censura, prossegue o professor Alexandre Castilho, porque o governo controlava todos os meios de comunicação e tudo que era divulgado ao povo.

A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em Compacto simples, em 1967, pela Philips.

ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso
Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vouO sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

(Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)
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One thought on “O grito de revolta de Caetano Veloso

  1. É o FHC quem está dizendo, hein : “… o momento é de você renovar. ” Ouviu eleitor ? Renovar, no caso, quer dizer optar pelo Fato Novo de Verdade que é o Projeto Novo e alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral. Portanto, nada a ver com o PSDB do FHC-Aécio de operação plástica no rosto tentando se passar pelo Novo, supondo que o povo consciente que foi às ruas e continua mobilizado na Internet se deixará enganar com novidade epidérmica. E o que dizer do paulista, Serra, com o seu “amigo” carioca, FHC, sempre tirando as suas chances ? Aliás, foi assim em 1998, quando o paulista, Serra, tinha tudo para ser o presidente, mas o carioca, FHC, inventou a tal reeleição para si próprio, egoisticamente, e deixou Serra com a broxa na mão, no ar e sem escada. Agora, para 2014, puxando o tapete de Serra outra vez o carioca, FHC, inventou o mineiro, Aécio, como candidato à sucessão da mineira, Dilma. Cruz credo, Serra, quem tem um amigo desse não precisa de inimigos. Tem mais jeito não, o fato é que os continuistas da mesmice, tanto da situação quanto da oposição, estão com os seus dias contados, esticaram demais a corda do continuísmo e a dita cuja se rompeu. Anotem. Em 2014, o Povo de Francisco votará em massa no Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, a ser lançado por um partido pequeno, humilde, com opção pelo sucesso pleno do bem comum do povo brasileiro, consistente, raçudo, aditivado e motivado. O HoMeM está pronto, a Mega-Solução (RPL-PNBC-ME) está pronta, o discurso está pronto, e o Partido da preferência do HoMeM também já está pronto. Vale dizer, agora temos a Mega-Solução. Portanto, chega de sermos obrigados a optar apenas entre o ruim (situação) e o pior (oposição). Evoluir é preciso. Simbora para o futuro, Brasil. Não erre de Novo, Caetano.

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