O imundo nazifascismo afundou 33 navios brasileiros matando 1.081 pessoas

Lançamento do livro "Segunda Guerra Mundial: a cobra vai fumar ...Pedro do Coutto

No momento em que forças que nas sombras apoiam o governo Bolsonaro e se voltam contra os antifascistas, vale a pena recorrer à história para lembrar as ações dos seguidores de Mussolini e Hitler contra o Brasil. Inclusive foi heroico o desempenho da FEB nos campos da Itália. Aproveitei para chegar ao tema uma matéria de Ancelmo, Gois publicada em O Globo de quinta-feira, revelando que proprietários do pesqueiro Shangri-la, afundado por um submarino alemão na costa de Cabo Frio em 1943, foram ao STF para obter indenização da Alemanha nos dias de hoje. O relator da matéria é o ministro Edson Fachin.

A publicação inevitavelmente remete ao imundo comportamento dos nazifascistas contra o Brasil. Torpedearam e afundaram 33 navios e outros dois que foram também torpedeados, mas que chegaram a portos brasileiros.

DURANTE TRÊS ANOS – Os ataques começaram em 1941, atingindo o navio Taubaté, antes mesmo de o Brasil declarar guerra contra o eixo. Os afundamentos estenderam-se até 1944.

Um detalhe: foi o exemplo da FEB contra o nazifascismo que levou ao afastamento do ditador Getúlio Vargas do poder no Brasil. Pois se nosso país combateu bravamente ao lado das democracias dos EUA e Inglaterra, não teria sentido manter o governo ditatorial. Mas Getúlio era popular e em 2 de dezembro de 1945, foi eleito senador. Mas esta é outra questão.

Uma boa fonte de pesquisa é o Google que apresenta as datas e os navios torpedeados. Outra fonte é o livro de Daniel Mata Roque, pesquisador extremamente importante sobre a participação brasileira da 2ª Guerra. O livro possui praticamente dois títulos. “A Cobra Vai Fumar”, slogan da FEB. Daniel Roque acrescenta a Cobra Vai Filmar, porque ele formado em cinema selecionou filmes sobre nossa participação no tetro do conflito.

ERROS DE GUEDES – Para mim, Paulo Guedes é um autor do impossível, pois deseja que o desenvolvimento seja retomado sem que o poder de consumo da população melhore. O ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, em uma entrevista a Geralda Doca, O Globo de hoje, critica Paulo Guedes e considera que os gastos públicos têm de avançar para a realização de obras absolutamente importantes para a economia brasileira.

Outro autor do impossível é o ministro Ricardo Salles. Incrível, traçou como meta combater o desmatamento ilegal de forma escalonada até 2023. É um absurdo a ilegalidade não pode conviver com situações de médio prazo. Em dois anos o desmatamento será muito maior que o verificado hoje. Salles precisa ser demitido já.

16 thoughts on “O imundo nazifascismo afundou 33 navios brasileiros matando 1.081 pessoas

  1. Uma informação paralela que está sedimentada, em grande parte do inconsciente coletivo, mundial, é esta: em vez dos nazistas, os EUA teriam afundado embarcações brasileiras, a fim de forçarem o Brasil entrar na guerra antinazista.
    As razões dos Estados Unidos tramarem essa “forçação”, seria porque os estadunidenses vislumbravam uma tendência pró-Hitler, em Getúlio Vargas.
    Desumano era o tratamento dispensado aos negros e brasileiros:

    “A campanha teve a liderança militar inconteste do alto comando norte-americano […] Quando previam batalhas fortes (e as houve o tempo todo – a resistência alemã foi encarniçada) mandavam para a frente os negros e os brasileiros”, contou.

    https://br.sputniknews.com/75victory/2020050515539013-sua-missao-era-morrer-brasileiro-pracinha-fez-nazistas-fugirem-da-italia-como-
    ratos-assustados/

    Todos sabem que Estados Unidos chegaram onde estão e pretendem ainda mais longe, dentre outros talentos, a sua habilidade para manipular, sabotar, roubar e perpetrar morticínios.
    Nestes dias, o Capitão América exibe um circo armado, no mar do Sul da China: com navios, porta-aviões, submarinos, caças com tecnologia stealth etc. O objetivo primordial seria proteger seus aliados da região contra as frequentes incursões dos chineses, nos limites marítimos dos vizinhos. Entre os ameaçados pelo Dragão Asiático, a situação mais beligerante é com o Japão.
    O Japão abriga uma poderosa base militar norteamericana em seu território. Por isso, o Japão apostou, cegamente, que o aliado belipotente fosse dissuadir a China da audácia de tomar ilhas e águas japonesas. Ledo engano: os nipônicos perceberam que os EUA estão fazendo corpo mole. Sabem pra quê? Para, induzirem ao Japão a sensação de que está sozinho, e assim empurrá-lo à compra de 105 caças furtivos F-35, fabricados por qual indústria aviônica? Pela Lockheed estadunidense, é claro bebê!. E não é que o ardil funcionou tal como urdido. Os japas vão desembolsar a bagatela de US$ 23 bilhões.

    • E quais foram as nações que se apossaram dos relatórios de guerra, técnicos e científicos dos alemães? Não poderia ter havido adulteração?
      Meu saudoso genitor estava no exército esse período: contou- me mutas “coisas”. Ele passava um ano sem falar o nome de Deus: dizia que o seu Deus era Adolf Hitler, por quem era obsecado!

  2. E quais foram as nações que se apossaram dos relatórios de guerra, técnicos e científicos dos alemães? Não poderia ter havido adulteração?
    Meu saudoso genitor estava no exército esse período: contou- me mutas “coisas”. Ele passava um ano sem falar o nome de Deus: dizia que o seu Deus era Adolf Hitler, por quem era obsecado!

  3. Prezado Sr. Paulo III …muito grato por levantar o “pano de fundo ” desta mentira deslavada de afundamento de navios de bandeira Brasileira pela armada alemã de submarinos… Tive acesso a Informações (sempre estudei como auto didata a história militar das nações ) que pela lógica levam a dizer que isso foi uma mentira criada pela nação americana…pois foram eles mesmos que cometeram estes assassinatos e destruição .

    Se focarmos o tempo cronológico dos tais “afundamentos” vc vai notar que não pode ter acontecido pela armada de submarinos alemãs, pois a mesma estava TODA concentrada no atlantico norte e esperando o que o REICH iria fazer com relação a operação Leão Marinho…portanto do ponto de vista militar e estratégico jamais a Alemanha perderia tempo atacando Barcos e Navios de uma nação neutra e que lhe denotava paz naquele periodo. Isso é fato histórico no tempo, isso é lógica militar aplicada, e o Estado Maior da armada alemã era de um altissimo nivél de combate e estratégia militar ..jamais houve qualquer submarino alemão afundando navios Brasileiros…isso é fato …isso é história VERDADEIRA …sem mentiras dos Ianques …

    Mais uma Sr. Paulo III , parabéns por elevar o nivél deste tema ..isso é salutar isso é aplicar a história de forma VERDADEIRA. meus parabéns ..pelo conhecimento do tema .

    Paz e saúde a todos do Blog Parlamento..

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE …

    • Na minha opinião, Hitler cometeu três erros cruciais:
      Primeiro: ignorar a fissão nuclear realizada pelos pioneiros, Otto Hanh e Lise Meitner;
      Segundo: invadir a URSS (CCCP), mais de 22,4 milhões de km2, com um relevo e clima por demais hostis;
      Terceiro: expandir-se para o norte da África.

      • Prezado Paulo III,

        Hitler perderia a guerra de qualquer jeito.
        O máximo que poderia ser feito pelos nazistas seria prorrogar o conflito, mais nada.
        A explicação é simples:
        A Alemanha não teria mais condições econômicas e de abastecimento para vencer o conflito.

        Petróleo, alimentos, fabricação de armas e munições, tanques, capacetes, veículos, aviões, navios, submarinos … em 44 a Alemanha chegou no seu limite absoluto.

        Os erros que comentaste de Hitler, concordo com dois deles:
        Invasão na União Soviética, onde faltaram cálculos mais avançados se as tropas nazistas não dominassem
        Norte da África para buscar petróleo.

        Uma frente de batalha impossível de ser atendida pela Intendência nazista.
        Documentos atestam que, no rigorosíssimo inverno soviético, os soldados receberam bermudas, enquanto no calor sufocante do deserto, os grossos capotes para inverno!

        Mas, a terceira causa que os nazistas deixaram de prorrogar o conflito, diz respeito à Retirada de Dunquerque.
        Empurrando meio milhão de soldados ingleses e franceses para esta praia, depois de invadir a França através das Ardenas (Bélgica), algo impossível para a inteligência francesa, os nazistas estavam apenas a 20 km desses soldados espremidos entre as areias e o mar franceses.

        Os generais alemães queriam seguir adiante, derrotar os aliados de forma esmagadora, cujo golpe no moral desses países seria imenso.
        Mas, o Cabo Hitler disse não.
        Que as tropas descansassem.

        Isso possibilitou que esses centenas de milhares de soldados fugissem para a Inglaterra, numa das mais importantes retiradas da História, onde qualquer forma de embarcação ajudava na travessia do Canal da Mancha.

        No entanto, repito:
        Quando os americanos botaram os pés na Europa em 1.943, invadindo pela Itália, Sicília, pois o Japão teve a sua marinha neutralizada, porém havia combates sanguinários nas várias ilhas do Pacífico entre americanos e japoneses, o destino da Alemanha estava decidido.

        Digo mais:
        A guerra na Europa poderia ter sido levada por mais dois anos, no máximo, pelo esgotamento alemão físico e material, pelo fato que a bomba atômica JAMAIS seria lançada na Europa!

        Diferentemente na Ásia, onde o Japão por ser uma ilha e distante do continente, serviria como experiência para se ter uma ideia do poder de destruição desse artefato.

        Em 6 de agosto, Hiroshima, e 9 de agosto em Nagasáqui, as mortes ocasionadas pelas duas bombas foram tão surpreendentes, além do seu poder de destruição material, que os japoneses decidiram se render incondicionalmente.

        Não era vontade do seu primeiro-ministro, Tojo, que queria continuar a guerra, porém da cúpula militar nipônica, que “percebeu” que, se não se rendesse, o país seria literalmente destruído, inclusive a população seria exterminada.

        A Segunda Guerra Mundial é um assunto pelo qual sou apaixonado!
        Tenho a pretensão de afirmar, Paulo III, que na região onde resido, o Vale do Paranhana, a minha biblioteca a respeito é inigualável.
        Possuo mais de 1.200 livros a respeito.
        Alguns são raridades, além de milhares de fotografias e quase 100 vídeos com filmagens ORIGINAIS do conflito!!!

        Portanto, quando li o teu comentário e o do Carlos, senti uma coceira nos dedos, e teclei o meu entendimento sobre a Segunda Guerra Mundial, que ainda traz muito interesse no seu conhecimento.

        Abraço.

  4. Tudo faz sentido; o “tosco” queria acabar com a epidemia no Brasil, deixando morrer quem tinha que morrer e em 2(dois) meses tudo teria terminado.
    O Ricardo sales, quer acabar com o desmatamento, acabando com a floresta. transforma tudo em pasto ou plantação de soja e não se terá mais desmatamento de floresta; simples assim.
    E o ‘posto ipiranga’ hipocritamente, quer aumento de consumo, com o povo desempregado ou subempregado.
    Hoje, o cidadão A, ‘vende’ quentinha para o B, que vende para o C, que vende para o A em um looping insano.
    Penso(?) que o objetivo é acabar com o povo brasileiro.

  5. Prezados Paulo III e Carlos de Jesus,

    Se me permitirem, entro no assunto sobre o afundamento de navios brasileiros na Segunda Guerra Mundial.

    Tivemos 35 navios postos à pique, como se diz.

    1941 – 1 afundado
    1 Ataque aéreo Egito Mar Mediterrâneo

    1942 – 25 afundados
    8 nas costas do Brasil
    4 nas costas dos Estados Unidos
    8 no Atlântico Norte
    3 no Caribe
    1 na África do Sul
    1 Guiana Francesa

    1943 – 8 navios postos à pique
    8 nas costas brasileiras

    1944 – 1 navio afundado
    1 na costa brasileira

    1 navio afundou por ataque aéreo;
    3 afundaram através de tiros de canhão
    1 afundou por explosivos (minas)
    30 afundados por torpedos

    Existe farta documentação comprovando que foram mesmo submarinos alemães os responsáveis pelo torpedeamento da grande maioria dos navios brasileiros durante a Segunda Guerra.

    A única exceção é o navio Cabedelo, que “desapareceu”, após ter sido afundado por um submarino alemão ou italiano, em 25 de fevereiro de 1.942, no Atlântico Norte.
    Tratava-se de um cargueiro de 3.557 toneladas.
    O comandante era Pedro Veloso da Silveira, que também desapareceu com a sua tripulação de 54 homens.
    Não houve sobreviventes.

    Outro detalhe, que foi esquecido:
    O encontro em janeiro de 1943 na cidade de Natal, RN, entre o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e o presidente brasileiro Getúlio Vargas.
    Nessa reunião, Natal-RN, recebeu neste 10.000 soldados americanos!

    Logo, a possibilidade de terem sido os americanos que afundaram nossos navios para forçar a nossa participação física na Guerra, trata-se de mais um dos mitos criados em episódios de tamanha importância na História, que foi a Segunda Guerra Mundial, o maior conflito da História da Humanidade.

    Abraços a ambos.
    Saúde e paz.

  6. Prezado Sr. Paulo III, Seguindo o tema …observando os seus pontos sob o “erro’ do REICH… acrescento que o erro crasso e determinante para o que viria a ocorrer no mundo pós guerra …foi o abandono do REICH da operação Leão Marinho este fato mudou o curso da História da Humanidade pós guerra, com certeza essa operação teria sido um sucesso fenomenal nem se compara o Poderio alemão frente ao frouxo poderia Inglês em sua totalidade, a Inglaterra agora estava diante da Alemanha onde de praticava o combate de primeirissima linha ..e isso desde dos tempos das incursões das legiões de César …levando uma surra na floresta Negra MAS isso já é outra História . Com relação ao o que ocorreu em Dunquerque pela Lógica Militar e os planos do REICH não foi nada de “descansar’ conforme muitos pensam o que houve ali foi um ato de boa vontade do REICH esperando a rendição dos ingleses e a “resposta” do que estava sendo negociado de forma secreta através do Sr. Ruldolph Hess , no seu voo ao norte da Inglaterra saltando na Escócia e levando essa negociação de paz entre a alemanha e a Inglaterra …estes fatos históricos foram encobertos por decadas e agora quem esmiuça com afinco sabe destes detalhes ocultos da Humanidade pós guerra..O que mais deixa essa fato ser totalmente verdadeiro é o fato do Sr. Rudolph Hess ter sido enjaulado no famoso “tribunal” de Nuremberg ( digo tribunal de inquisição unilateral dos aliados ), este Sr. Foi condenado a prisão perpétua por “crimes de guerra”, pergunta-se quais os crimes de guerra o Sr. Ruldolph Hees cometeu …? Históricamente seu unico crime pela lógica dos fatos foi ter sido o emissário de paz entre o REICH e a nação Inglesa do “degenerado” Cachaceiro digo Wisqueiro ?? ( Pouco importa) Sr. Churchill..poderia ali ter terminado a Guerra ? Poderia ali com a paz entre estas duas nações ter sido poupado milhões de vidas Humanas e bens materiais das nações envolvidas ? Pelo lógica Histórica não resta a menor duvida. MAS quem interessava a CONTINUIDADE desta destruição Collossal de vidas e bens ? Só podemos levantar dados sobre isso “olhando” agora quase 90 anos depois e analisarmos pela lógica que houve interesses do sistema por ora dominante que a continuidade da guerra fosse a onde chegou… afinal sem a continuidade da Guerra NÃO teriamos a Bomba Atomica e nem o dólar como moeda de paridade Internacional entre as nações e ai o mundo pós guerra seria TOTALMENTE outro deste que por ora vemos .

    Estes fatos Históricos , assim como os fatos que versam sobre a ciência Humana , e os fatos que versam sobre a nossa vida espiritual do ponto de vista da Criação de YAH, sempre foram objetos de manipulação por quem deten os meios destas informações isso é intrigante e ao mesmo tempo lamentável .
    Prezado Sr. Paulo III, estes temas são salutar e a todos que se interessam nestes como fio de linha para “chegarmos” perto do que é nosso destino como seres viventes…amparados pela Lógica Deducionista da Verdade ..gostaria de continuar a alongá-los com trocas de informações sobre estes temas que para minha cosmovisão destes fatos nos levam a um grau de lógica impar .

    Mais uma vez parabéns a todos , pelo nivél de informações de cada um , parabéns ao nosso Blog Parlamento…Saúde ao amigo Sr. Paulo III , saúde ao amigo FB .. e aos demais amigos …
    Paz e saúde a todos ..sempre ….

    Aproveito para antecipar meus parabéns aos PAIS e AVÔS deste Parlamento ..desejando-lhes saúde e muita harmonia com seus filhos e netos ..

    YAH SEJA LOUVADO SEMPRE …

    • Carlos de Jesus!

      Considerando o recurso dissuasivo e nefasto a que os EUA recorreram para por fim à guerra, então elejo o desprezo pela fissão nuclear de Otto Hanh e Lise Meitner, como o erro mais grave de Hitler, entre os três precitados.

      Felicidades!

  7. Carlos de Jesus,

    Lamento dizer, mas o tema sobre a Segunda Guerra não inspira debates, opiniões, palpites ou conclusões baseadas em suposições.

    Tu fizeste uma salada de frutas com relação à Retirada de Dunquerque, alegando um fato que não foi o determinante para que os nazistas liquidassem com 400 mil soldados franceses e ingleses em Dunquerque.

    A retirada só foi efetivada devido a um erro estratégico, cuja motivação é desconhecida, sendo até hoje um mistério para os historiadores da Segunda Guerra Mundial.
    Uma das teses que pairam sobre isso é que Hermann Göring havia garantido a Hitler que a Luftwaffe sozinha faria os britânicos se renderem, o que não aconteceu.

    A evacuação, mesmo de uma pequena parte da Força Expedicionária Britânica, constituiria um acontecimento surpreendente, pois Dunquerque só se manteve graças a uma inexplicável reviravolta na estratégia alemã.

    Em 23 de maio, quando os tanques alemães já se encontravam a 20 Km de Dunquerque, o então General Gerd von Rundstedt, baixou uma ordem: “Deter-se na linha do Canal A e instalar-se”.

    Ao contrário dos audazes comandantes das divisões Panzers, como Rommel, o prudente Rundstedt, de 65 anos, não aceitava o novo uso tático de tanques.
    Mais uma vez durante a Campanha das Ardenas, ele havia ordenado várias paradas, com receio de que as divisões blindadas se distanciassem muito das tropas de infantaria, que viriam logo atrás, para apoio e consolidação do terreno. Somado a isto, seu entendimento era de que a planície pantanosa do Flandres não era propícia ao emprego de blindados, os Panzers poderiam atolar e prejudicar o plano original, que era agir no coração da França.

    Em 28 de maio, além das embarcações privadas requisitadas para ajudar na operação, foram chamados mais dez contratorpedeiros que tentaram naquela manhã uma nova operação de resgate. Vários milhares acabaram por ser resgatados, embora os contratorpedeiros não tenham podido se aproximar o necessário da praia.

    Outras operações de resgate, no resto do dia 28, tiveram mais sucesso, tendo resgatado mais 16 mil homens, mas as operações aéreas alemãs aumentaram, e várias embarcações foram afundadas ou bastante danificadas, incluindo nove contratorpedeiros.

    Durante a Operação Dínamo, a RAF perdeu 177 aviões e a Luftwaffe 132, sobre Dunquerque.

    Em 29 de maio, a Divisão Panzer alemã, que se aproximava, parou em Dunquerque, deixando assim o resto da batalha para a infantaria e força aérea.

    Na tarde do dia 30, um outro grande grupo de embarcações menores conseguiu resgatar 30 mil homens.

    No dia 31 de maio, as forças aliadas estavam comprimidas num espaço de 5 km desde De Panne, Bray-Dunes até Dunquerque; nesse dia mais de 68 mil soldados foram evacuados, e, durante a noite, outros 10 mil.

    Em 1 de junho, mais 65 mil foram resgatados. As operações continuaram até 4 de junho.

    Um total de cinco nações fizeram parte da retirada de Dunquerque: Reino Unido, França, Bélgica, Países Baixos e Polônia.

    Outra confusão tua, e grave:
    A campanha da França teve início em 10 de maio de 1940, encerrando-se 25 de junho de 1940!

    Hess somente viajou para a Inglaterra sozinho, em 10 de maio de 1941, quase UM ANO DEPOIS da retirada de Dunquerque!
    Que negócio é esse de os nazistas não terem atacado as tropas em Dunquerque porque Hitler queria um acordo de paz com os britânicos?
    Absolutamente inverossímil!

    A verdade é que os alemães entraram triunfantes em Paris em 14 de junho. O governo fugiu para Bordéus no mesmo dia.
    Em 17 de junho, o marechal Pètain anunciou publicamente que iria propor um Armistício com os alemães, pacto que foi assinado em 22 de junho de 1940, entrando em vigor dia 25.

    Voltando a Hess:
    O voo de Hess, e não o seu destino ou fim, foi anunciado pela primeira vez na Alemanha pela Rádio Munique na noite de 12 de Maio.
    A 13 de Maio, Hitler enviou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Joachim von Ribbentrop, a Itália para informar pessoalmente Mussolini, e a imprensa britânica teve permissão para aceder à reunião no mesmo dia.

    No dia seguinte, Ilse Hess soube do destino e situação do seu marido quando as notícias sobre ele foram transmitidas na rádio alemã.

    Os destroços do avião foram guardados pela Unidade de Manutenção 63 entre 11 e 16 de Maio de 1941, sendo levados para Oxford para serem armazenados.
    A aeronave estava armada com quatro metralhadoras mas não transportava munições. Algumas peças do Messerschmitt Bf 110 sobreviveram, entre elas os dois motores, um dos quais está no Royal Air Force Museum de Londres.
    O outro motor e uma peça da fuselagem encontram-se no Imperial War Museum em Londres.

    Continuando:
    Hess foi preso.
    Ficou nessa condição até a Alemanha se render em 8 de maio de 45.
    Hess foi para Nuremberg, enfrentar o famoso julgamento.

    Hess foi considerado culpado de duas acusações: crimes contra a paz (planeamento e preparação de agressões de guerra), e conspiração com outros líderes alemães para cometer crimes.
    Foi absolvido de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
    Foi condenado à prisão perpétua, tal como outros seis nazistas presentes no julgamento.
    Os sete foram transportados de avião para uma prisão militar Aliada em Spandau, Berlim, em 18 de Julho de 1947.

    O membro soviético do tribunal, major-general Iona Nikitchenko, entregou um documento onde discordava da sentença dada a Hess; ele achava que a pena de morte era a indicada.

    Hess morreu no dia 17 de Agosto de 1987, com 93 anos de idade, numa casa de Verão que tinha sido construída no jardim da prisão para servir de espaço para leitura.
    Ele tirou um fio de uma das lâmpadas, prendeu-o a uma das janelas e enforcou-se.
    Num dos seus bolsos, Hess deixou uma pequena mensagem à sua família, agradecendo-lhes por tudo o que fizeram.
    As quatro potências emitiram uma declaração em 17 de Setembro com a confirmação do suicídio.

    Sepultado, inicialmente, em local secreto para evitar as atenções dos meios de comunicação ou as demonstrações de simpatizantes nazistas, Hess voltou a ser enterrado num local pertencente à família em Wunsiedel, a 17 de Março de 1988, e a sua esposa foi sepultada a seu lado quando morreu em 1995.

    A Prisão de Spandau foi demolida para evitar que se tornasse num local de culto neo-nazista.

    A tua crítica a Churchill é completamente descabida!
    Caso aceitasse qualquer pedido de trégua dos alemães – ele detestava Hitler e não tinha qualquer confiança no nazista -, a Inglaterra perderia a sua liberdade e autonomia!

    A Europa nas mãos nazistas, seria o fim do império britânico, algo impensável para o Reino Unido.
    Logo, mesmo que houvesse qualquer tentativa de trégua esta nunca seria aceita pelo primeiro-ministro inglês, uma das cinco personalidades mais importantes do século XX!

    Outro detalhe que esqueceste, e fundamental:
    Os americanos somente botaram os pés na Europa, e pela Itália, em 10 de julho de 43!

    De 39, quando começou a guerra, até 43, quase 4 anos depois, só havia dois países em condições de enfrentar a Alemanha, teoricamente:
    França, que possuía o maior exército do mundo, porém obsoleto, e a Inglaterra.
    Com a França dominada, e os ingleses engessados por um armistício com os nazistas, certamente os alemães não seriam derrotados na União Soviética de forma tão brutal!

    Não teria perdido o VI Exército, sob o comando de Von Paulus, que se rendeu aos soviéticos em 31 de janeiro de 43, iniciando a derrota nazista na Segunda Guerra Mundial.

  8. Esta coisa de ser antifascista é tão ridícula que um imbecil pichou o Museus do Expedicionário em 2018 aqui em Curitiba, taxando-de fascista, veja a que ponto chega a ignorância e o preconceito do povo. Totalitarismos devem ser combatidos impendentemente do viés ideológico, pois na sua essência já pressupõe a supressão de liberdades, coisa intolerável e inaceitável.

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