O jornalão The New York Times e o equilíbrio entre as edições impressas e as digitais

The New York Times comemora 162 anos; veja sua trajetória | ExamePedro do Coutto

Há poucos dias o New York Times, maior jornal norte-americano, e em matéria de circulação um dos maiores do mundo, divulgou que as assinaturas digitais cresceram no último trimestre no total de 669 mil. O crescimento digital no mundo, digo eu, atravessa uma fase na qual a comunicação avança seguidamente.

No caso do New York Times esse avanço acrescentou uma receita maior ainda do que a receita da edição impressa. Mas nesse ponto deve se levar em conta os custos que incidem sobre a receita digital e os que incidem sobre edição impressa que exige a compra maciça de papel.

EDIÇÕES DIFERENCIADAS – O NYT roda 4 milhões e 500 mil jornais por dia e suas edições diferem em algumas páginas do que é publicado, por exemplo, em Nova York, Califórnia, Flórida. Isso para citar alguns exemplos.

O comunicado do diretor executivo do jornal, Mark Thompson, assinala um equilíbrio entre o acesso pelas telas e a aquisição das assinaturas impressas e de sua venda nas bancas do país. A receita proporcionadas pelas assinaturas digitais foi de 185 milhões de dólares enquanto a receita fornecida pelas edições impressas atingiu 175,4 milhões de dólares.

Na minha opinião, o confronto entre a versão digital e a impressa apresenta dados muito interessantes para nossa observação. É claro que o acesso às informações digitais está crescendo muito mais do que as edições impressas.

EDIÇÃO IMPRESSA – Entretanto, tem que se levar em conta que a edição impressa, esta de 4 milhões e 500 mil por dia, fica à disposição de vários leitores que podem ler suas reportagens e editoriais um de cada vez. De outro lado no que se refere ao acesso digital devemos considerar que se a pessoa digitar uma tecla é uma coisa. Há uma certa individualização. Quanto a midía impressa devemos observar que a média de leitores, inclusive no Brasil, é de 2,8 pessoas por unidade.

Assim, a tiragem é quase três vezes inferior aos verdadeiros índices de leitura, enquanto na internet a média de acesso é absolutamente individual. Dificilmente a leitura é compartilhada, embora esse compartilhamento exista, porém não na proporção em que se verifica nos jornais impressos.

SISTEMA GLOBAL – O fato, acrescento, é que predomina um sistema global que começa nos acessos através das imagens nas telas e aquelas notícias e editoriais nas edições que vão para as bancas.

No caso do NYT o total de assinantes está em 6,5 milhões ,os quais adquirem o acesso tanto nas edições impressas quanto as informações no fascinante espaço que mudou o comportamento universal.

Para mim essa convivência será eterna, uma antecedendo na véspera com os fatos ocorridos, outra nas bancas sucedendo o que aconteceu do anoitecer à madrugada.

2 thoughts on “O jornalão The New York Times e o equilíbrio entre as edições impressas e as digitais

  1. A Imprensa no Mundo – como temos no Brasil – O Globo, Correio Brasiliense, Folha de S. Paulo, A Tribuna ( Santos – SP ), Correio Popular ( Campinas – SP ), O Fluminense ( Rio ), A Tarde ( Salvador – BA ), Jonal da Zona Leste ( São Paulo ). a Imprensa Brasileira.

  2. A amargura maior dos golpistas e dos editores da TI, é que a imprensa mundial, incluindo a de direita percebeu que o PT sabia governar. Outra frustração e nenhuma das mais de 40 entidades que concederam títulos ao Lula (após a saída dele do governo) nenhuma lhe cassou o título concedido. Sabem da perseguição em curso.

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