O jurista João Paulo Cunha desiste da comisssão do Código de Processo. Agora, só falta o jurista Eduardo Cunha desistir.

Carlos Newton

Nem tudo está perdido. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), réu do Mensalão, com provas concretas de recebimento de propina, desistiu da presidência da Comissão Especial da Câmara que discutirá e aprovará mudanças no Código de Processo Civil. Segundo o líder do PT, Paulo Teixeira (PT-SP), João Paulo comunicou a decisão de se abdicar da presidência da comissão e a bancada decidiu indicar para a vaga o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA).

Indagado sobre os motivos que levaram o deputado petista a tomar essa decisão, Teixeira afirmou: “Ele não trouxe maiores detalhes. Só disse que não queria ser mais indicado à presidência dessa comissão especial”.

A indicação de João Paulo, é claro, por estar senfo processado criminalmente no Supremo Tribunal Federal, havia causado mal-estar nos três Poderes. Mas o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também responde a inquérito no STF, continua com a relatoria da comissão.

“Eu continuo na relatoria, a não ser que o líder retire a indicação”, disse Eduardo Cunha, que deveria pedir para sair, ou melhor, jamais deveria ter pleiteado a função, que deveria ser oferecida a um parlamentar que realmente tenha conhecimentos jurídicos. Mas o que se pode esperar de Eduardo Cunha?

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