O maior problema do Brasil são os seus governantes

Nélio Jacob

A educação é a base do progresso. Infelizmente, da ditadura para cá os governos incentivaram o ensino privado em detrimento do ensino público. É como na saúde: os planos de saúde foram permitidos pelos governos para se desobrigarem do atendimento à população.

O grande problema do Brasil são os presidente eleitos. Nenhum dele teve compromisso com a nação, apenas com seus interesses próprios e do partido a que pertenciam. O presidente Sarney, com o Plano Cruzado, elegeu governadores em todos Estados, com exceção de apenas um, no Nordeste, e até o Moreira Franco foi eleito no Rio de Janeiro, num disputa com Darcy Ribeiro.

Collor confiscou o dinheiro da poupança e ainda isentou do IPI carros com motor menor que 1000 cm3, o que levou as montadoras estrangeiras, instaladas no Brasil a lançar quase instantaneamente carros com preços menores que os da BR 800 da Gurgel, que não resistiu a concorrência. Itamar Franco é uma exceção, mas em 2 anos pouco pode fazer.

Veio FHC e começou as privatizações escandalosas de empresas estratégicas. Depois, chegou a vez do PT, com Lula e Dilma, em gestões que dispensam comentários. Um país que tem esse tipo de governante nem precisa ter inimigos.

MONTADORA NACIONAL

Se os governo as incentivassem, o Brasil hoje poderia ter várias indústrias automobilísticas totalmente nacionais, como a FNM, a Gurgel, a Santa Matilde, a Puma e outras. Há quem defenda as multinacionais, alegando que pagam muitos impostos, mas com o dinheiro que ganham aqui, têm mesmo é de pagar. As empresas nacionais também pagam muitos impostos, mas com uma grande diferença, o lucro fica aqui e ajuda o enriquecimento do país, enquanto o lucro das multinacionais sai sem volta para enriquecer outro país.

14 thoughts on “O maior problema do Brasil são os seus governantes

  1. O problema dos governos, de uma maneira geral, foi que nenhum deles dispunha de projeto de médio e longo prazos para o Brasil. Desta forma, o problema da falta de recursos – falta de uma poupança significativa – perdurou até os dias de hoje.

    Somos um país cuja poupança equivale a apenas 16% do PIB. E isso é muito baixo. A Coréia do Sul, que obteve muita ajuda do governo americano, conseguiu formar poupança equivalente a 30% do seu PIB, e alavancar um enorme desenvolvimento econômico-social em três ou quatro décadas, impulsionado por muita determinação e projetos de médio e longo prazos. Incluindo aí, o maior investimento de todos – em educação.

    A falta de uma poupança digna – recursos ou fontes para viabilizar investimentos – e a inexistência de um esforço político para formá-la, bem como a falta de projetos de médio e longo prazos para o país determinou o nosso atraso.

    Grau de instrução do eleitorado brasileiro segundo estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral:

    Grau de Instrução ……………………………………Total……….%……..%acumulado

    ANALFABETO……………………………………….7.693.546…..5,45….5,45
    ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO……10.327.900…..7,32…12,77
    ENSINO FUNDAMENTAL INCOMPLETO..43.947.823…31,13…43,90
    ENSINO MÉDIO COMPLETO………………..21.902.276…15,52…59,42
    ENSINO MÉDIO INCOMPLETO……………..27.366.432…19,38…78,80
    LÊ E ESCREVE………………………………………18.006.518…12,75…91,55
    NÃO INFORMADO……………………………………125.847…..0,08…91,63
    SUPERIOR COMPLETO……………………………7.086.651….5,03…96,66
    SUPERIOR INCOMPLETO………………………..4.717.289….3,34..100,00
    —————————————————————————————————–
    TOTAL……………………………………………….141.174.282…100,00……..

    (Fonte: TSE)

  2. O caso GURGEL exemplifica bem como são os “compromissos” dos governos com o desenvolvimento do país!
    Abaixo, um excerto de reportagem publicada no site (a fonte original citada no final do texto, não está mais acessível): http://www.motormagazine.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=46

    “Crise pré-fabricada

    O novo projeto da GURGEL começa a mostrar sua capacidade e as pressões sobre a empresa se avolumam e provocam a crise.

    A partir desse momento, a GURGEL começou a investir maciçamente no Projeto DELTA e na fábrica de Fortaleza, esperando contar com o financiamento de 160 milhões de dólares, que seriam divididos à razão de US$ 50 milhões para o Executivo paulista, US$ 30 milhões para o Executivo cearense e mais os US$ 80 milhões que o BNDES integralizaria, caso houvesse a participação dos dois Governos estaduais.

    E também a partir desse momento as pressões começaram a se avolumar contra a GURGEL. Se antes desse passo a única fábrica totalmente nacional de automóveis ainda não incomodava, restrita que era a uma vitoriosa linha de jipes e utilitários, linha essa acrescida de um carro urbano e econômico ainda sem economia de escala e portanto sem preços competitivos, agora ela ameaçava crescer e aparecer.

    A partir de 1992, pouco a pouco, o setor começou a se dar conta de que o nicho dos carros populares existia e era promissor. Multinacionais perceberam e aproveitaram o caminho aberto pela GURGEL ao tentar e obter redução de impostos para seu veículo urbano de motor pequeno e baixo consumo de combustível. E perceberam também, talvez, que o sistema de montagem regional desenvolvido para ser posto em prática pela GURGEL no seu Projeto DELTA era incompatível com o carro produzido pelos meios convencionais de que elas se utilizavam.

    Para criar montadoras regionais em vários Estados e enviar seus produtos pelo sistema CKD (desmontados), as indústrias convencionais iriam encarecer o custo final dos veículos pela necessidade de criar linhas de montagem tradicionais em cada região.

    Delta, o representante do que seria o maior vôo da Gurgel

    Pelo sistema da GURGEL, que precisou praticamente reinventar o automóvel para pô-lo em prática, esse problema não existiria. O resultado seria um carro realmente popular, com características próprias para cada região, e que deveria custar entre 4 e 5 mil dólares para o consumidor, ou seja, bem menos do que os populares das multinacionais então em produção.

    Foi então que, sem qualquer justificativa válida, segundo afirma o engenheiro Amaral Gurgel, o Governador Ciro Gomes deixou de atender ao Protocolo de Intenções assinado no ano anterior. Procurado a seguir pela GURGEL, o Governador Luiz Antônio Fleury Filho também se esquivou ao apoio prometido no mesmo Protocolo, assinado por ele e pelo Secretário da Ciência e da Tecnologia, Luiz Carlos Delben Leite.

    Ainda de acordo com declarações de Amaral Gurgel, o BNDES pedia por confirmação do processo de terceirização no Ceará, para liberar sua parte no compromisso de financiamento, mas o Executivo local não assinava a escolha da comissão para tratar do assunto. Por fim, e sem a confirmação do apoio logístico e financeiro da parte dos dois Governos estaduais, o BNDES também não pôde adiantar a sua parte.

    A atitude dos dois Executivos, fechando as portas para a GURGEL, fez com que se avolumassem mais e mais pressões contra a empresa, culminando com uma série de ataques contra a saúde financeira da GURGEL, o que acabou por provocar uma espécie de “corrida bancária” e destruir a única fábrica realmente brasileira de automóveis, que então se encontrava muito próximo de realizar seu sonho e o de muitos e muitos brasileiros: colocar no mercado um veículo realmente popular, sem igual no mercado, dotado de tecnologia moderna e a preços competitivos.

    Situação final

    Com um histórico de 25 anos de lutas e conquistas, premiada em 1980 com o Troféu Internacional à Qualidade, concedido pelo Editorial Office da Espanha; laureada em 1981 com o Prêmio Tecnologia Liceu, concedido pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo; e ganhadora do VII Troféu Europa à Qualidade de 1993, concedido pelo Editorial Office e pelo Trade Leaders’ Club, que congregam 12.000 associados em 112 países, a GURGEL, no dizer do empresário Amaral Gurgel, não se arriscaria a dar um passo em falso.

    Seu padrão de desenvolvimento, cuidadosamente planejado para crescer gerando empregos, formando mão-de-obra e fazendo circular a riqueza, se apoiou no então garantido apoio das áreas governamentais dos Estados interessados no empreendimento.

    Com a negação, até hoje inexplicada, desse apoio, foi impossível cumprir o cronograma da empresa, que previa para setembro de 1993 o início da produção dos veículos do Projeto DELTA.

    A quase totalidade das máquinas necessárias para a fabricação dos componentes básicos, incluindo as adquiridas da Citroën francesa, já se achavam, ainda encaixotadas, na fábrica de Fortaleza.

    Juntamente com o Protocolo de Intenções Ceará – São Paulo foram preparados dois projetos para a SUDENE e BNDES, ambos devidamente enquadrados. E aqui é bom ressaltar, para que não pairem quaisquer dúvidas, que a GURGEL anteriormente já havia recebido financiamentos do BNDES, tendo liquidado totalmente suas obrigações, recebendo inclusive felicitações da Presidência do Banco por sua performance e pela pontualidade nos pagamentos.

    Com o rompimento unilateral do Protocolo de Intenções por parte do Governo do Estado do Ceará, seguido pelo de São Paulo, a empresa viu-se às voltas com diversas e crescentes dificuldades, sendo obrigada a requerer sua concordata preventiva em junho de 1993.

    Em novembro do mesmo ano a GURGEL encaminhou ao Presidente Itamar Franco um expediente apresentando o Projeto DELTA, relatando suas garantias, suas pretensões e necessidades de aporte de capital para assegurar a continuidade do mesmo.

    Conforme documentos exibidos por Amaral Gurgel, o assunto recebeu as atenções devidas, sendo encaminhado ao então Ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo, Senador José Eduardo de Andrade Vieira, para que fosse analisado e informado em regime de urgência. Isso gerou a Nota Técnica NT123AUT, de 25 de novembro de 1993, emitida pela Secretaria de Política Industrial do MICT, a qual classifica o assunto como de real interesse nacional e sugere a adoção de medidas de caráter urgente e extraordinário para a reabilitação da GURGEL e a retomada do Projeto DELTA.

    Não obstante essa recomendação técnica oficial, que sugeria “a concessão de financiamento de US$ 20 milhões à GURGEL, dividido entre todas as agências de fomento federais e estaduais, através de seu enquadramento conforme regras usuais, num prazo não superior a um mês”, nada havia acontecido até fevereiro de 1994. Nesse intervalo, como não poderia deixar de acontecer, o quadro financeiro da empresa foi se agravando de maneira insustentável, gerando vazamento de notícias especulativas e criando sérios obstáculos nas tratativas que a GURGEL mantinha com seus credores, acabando por criar as condições que levaram a fábrica a pedir sua autofalência.

    Fonte: http://www.jcgurgelguerreiro.hpg.ig.com.br

  3. O problema crucial está na maioria do seu eleitorado que vota, por exemplo, em candidatos do tipo Moreira Franco, apoiado pelos que acreditavam no Plano Cruzado e pelas Organizações Globo. Tanto que, no seu desgoverno teve início o término do programa dos Cieps e o aumento assustador do narcotráfico em todo o Estado, trazendo como consequência a violência em todos os sentidos.

    • Pois é Paulo Peres. A campanha da mídia contra o ex-governador Brizola foi impressionante. Não interessava ao sistema dominante o projeto dos CIEPS, um ideia genial do antropólogo Darcy Ribeiro, que Leonel Brizola fez acontecer com apoio do arquiteto universal Oscar Niemeyer.

      Mas, devo ressaltar, que todos os governadores, (inclusive do PDT de Brizola, casos de Garotinho e Rosinha) abandonaram o projeto de Educação Integral, que objetivava tirar as crianças pobres da rua e da mão do narcotráfico. Tinha biblioteca e quadra de esportes em todos os complexos educacionais.

      Uma quantidade absurda de panfletos foram distribuídos nas comunidades com mentiras contra Brizola e Darcy. Não havia chance de vitória, apesar das pesquisas indicarem sempre Darcy em primeiro, na sexta, no sábado e no domingo da eleição, os documentos apócrifos inundaram às ruas e vielas dos bairros do subúrbio carioca. Darcy pagou um preço caro por ser um homem de visão. Foi engolido pelo sistema de dominação das massas, que querem o povo inculto para poderem dominá-lo mais facilmente.

      O Rio de Janeiro perdeu a condição de tambor nacional e agora vicejam homens sem a envergadura de Carlos Lacerda, Negrão de Lima e Leonel Brizola. A vida é assim, que fazer?

  4. Concordo em gênero, número e grau, com o artigo escrito pelo sensato e inteligente Nélio Jacob.
    Educação, Saúde, Infraestrutura, vêm de longa data sofrendo o descaso de nossos governantes
    Agrava-se a situação nacional, a partir da ascensão do PT ao poder central, instituindo a corrupção e desonestidade, e deixando a Segurança Pública absolutamente abandonada e à mercê de criminosos de todos os níveis, principalmente, colarinho branco, traficantes de drogas e armas.
    O povo tem sido enganado, ludibriado, e colaborando para que hoje estejamos vivendo um caos econômico e social, moral e ético, o seu analfabetismo funcional, objetivo alcançado pelos governantes, que entendem ser esta a forma de melhor conduzir uma população!

    • Amigo Francisco Bendl:

      Também concordo com as assertivas de Nélio Jacob, comentarista como você, que abrilhantam o BLOG. No entanto, ousarei discorrer sobre um pequeno detalhe: A corrupção e a desonestidade vigoram de longa data, a diferença estava no varejo de antes e agora é no atacado. Uma das razões é a certeza da impunidade.

      Milhares de brasileiros mantem contas secretas na Suíça, no Panamá, nas Ilhas Britânicas e onde mais possam se manter seguros, o capital roubado do país. A diferença é que agora o esquema veio a tona com todos os detalhes que espantam até mesmo o menos desavisado.

      O escândalo do HSBC é um exemplo cabal de uma soma gigantesca de recursos do país, que foram pousar no estrangeiro, sem o pagamento de impostos, claro, pois teriam que explicar a origem. Nesse caso, entram os doleiros como aquele preso na Lava Jato, os quais se encarregam de enviar o dinheiro para os bancos no exterior.

      É uma pena Bendl, pois enquanto poucos detêm fortunas ilicitamente, a população pobre sofre nos Hospitais e as crianças e os jovens estudam em escolas sem a mínima condição de aprendizado, com professores desestimulados por variados motivos, pessoais e profissionais.

      Entretanto, antevejo dias melhores para o país, que sairá dessa catarse para crescer como é o seu destino de país do futuro. Posso lhe garantir, que muitos corruptos pararam de roubar com medo da cadeia.

      Alea jacta est.

  5. Prezado Nélio,
    Desculpe concordar, discordando, do teu ponto de vista: O grande problema do Brasil são os presidente eleitos. Nenhum dele teve compromisso com a nação, apenas com seus interesses próprios e do partido a que pertenciam.
    Os presidentes brasileiros são brasileiros. E aí está o pisilone da questão.
    Que o País tem tudo para deslanchar, sem dúvida! Mas, um povo cuja maior virtude é querer ficar rico! A qualquer custo e preço. Ou seja, um País de espertos em que se salvei ou meu ta ótimo.
    Espírito público, nenhum.
    E, realmente, para ter espírito público há que se mudar a educação. Mas quem fará isso?!
    Não é tarefa para os “experts” no assunto. Mas para estadista, qualidade que falta ao meio!
    SDS
    Vitor.

  6. “A educação é a base do progresso. Infelizmente, da ditadura para cá os governos incentivaram o ensino privado em detrimento do ensino público.”

    Pela sua idade, creio que deve pelo menos ter ouvido falar das escolas privadas evangélicas (RS), onde eu estudei o primário e o ginasial, à partir de 1952.
    Não conheci escola pública que se equivalesse àquelas escolas evangélicas – nada à ver com as igrejas evangélicas de hoje.
    Logo, meu caro Nélio, começaste mal o comentário/artigo acima. Existem em todo mundo escolas privadas de primeiríssima qualidade.
    E, escolas públicas de 1º grau hoje em dia, é caso de polícia.
    A generalização é sempre um caminho arriscado.
    Um abraço.

  7. Todos os paises abixo tiveram e ainda tem em muitos casos apoio firme e decidido as suas montadoras:
    EUA, ALEMANHA, FRANCA, REINO UNIDO, ITALIA, COREIA DO SUL, JAPAO, CHINA, INDIA, SUECIA.

    AQUI NEM MESMO UMA EXIGENCIA PARA QUE MONTADORAS ESTRANGEIRAS FIZESSEM LANCAMENTO DE ACOES NA BOLSA, ALGO QUE PELO MENOS INCENTIVIRIA UM POUCO O MERCADO DE CAPITAIS

    E ASSIM PASSAM-SE OS ANOS E AS DECADAS E FICA ESSA IMPRESSAO DE QUE ESTAMOS SEMPRE FICANDO PARA TRAS, PERDENDO O PASSO DA HISTORIA E A CULPA EH PRINCIPALMENTE NOSSA, DE NOSSOS MEDIOCRES POLITICOS, PRINCIPALMENTE OS PETRALHAS NOS ULTIMOS 12 ANOS E NAO OS IMPERIALISTAS IANQUES COMO FICAM QUERENDO FAZER CRER ESSES MEDIOCRES PETRALHAS E SEU FURADO PROJETO BOLIVARIANO

  8. Educação é a solução! Já ouvimos isto muitas e muitas vezes. Sem aprofundar idéias e posições, quero contribuir com tudo o que o amigo Nélio e demais colegas da TI aqui registram.
    Faz muitos, pelo menos 20, que tenho trazido comigo e tentado debater com muitos, o tema central do país: não temos projetos a médio e longo prazo. Nunca tivemos. Nossos governantes, aqueles que elegemos e os que se adonaram do poder, são peritos em remendões.
    A descontinuidade das administrações, mesmo as do mesmo partido, a falta de conhecimento, e de acompanhamento da sociedade, a falta de organismos de fiscalização, em todas as instâncias, vem nos retirando a possibilidade de nos tornarmos um país desenvolvido e organizado.
    Quando se fala em educação, as coisas chegam as raias do absurdo. Se comparado com os roubos/assaltos aos cofres/patrimônio públicos, o que tem sido feito com a escola pública é brincadeira.
    Um povo sem cultura e sem instrução de qualidade é um povo escravo.
    Querem deboche maior, incapacidade de raciocínio do que tem sido feito pelo e no Ministério da Educação?
    Alguém pode me dizer o que significa “Pátria educadora”? De que cabeça foi expelida idiotice tamanha?
    Governantes tacanhos, mentecaptos, mentirosos, vigaristas, alcoólatras, incompetentes, sem caráter e sem espírito público são eleitos por seus semelhantes.
    Com isto, quero reforçar que, na política não há um culpado ou um certo.
    As coisas acontecem ou não acontecem dependendo dos escolhidos.
    E na democracia, com ou sem qualidade, é o voto do eleitor que decide.
    Assim, reitero o que escrevi em 1998: “A educação será prioridade dos governos, quando for prioridade da sociedade”.

  9. Caro Roberto Nascimento,
    O povo é credor dos governos, tanto os anteriores quanto os atuais, digamos depois da ditadura até o presente momento.
    Fomos governados pela direita e esquerda, que não souberam nos conduzir para o desenvolvimento econômico e social. Na primeira chance que um governo que se dizia de esquerda ascendeu ao poder, instalou a corrupção e desonestidade, imoralidade e comportamento antiético.
    O povo está à deriva.
    Sem governos sérios e honestos nos Municípios Estados e União, sem exemplos positivos de nossas autoridades, sem empresários que se caracterizem pelo empreendedorismo e não pela exploração de mercados, alta sonegação de impostos em razão de tributos insuportáveis, a incompetência e gastos excessivos sendo o cotidiano do Executivo e Legislativo, um Judiciário afogado em processos e a nossa mais alta corte se transformando em apêndice da presidência da República, a elite brasileira deixando seu dinheiro no exterior, e tanto faz se ganho lícita ou ilicitamente, o País se deteriora, a população retrocede, o futuro para nós deixa de existir.
    Inegavelmente, a culpa maior cabe aos nossos governantes, haja vista que nos usam, exploram, mentem, enganam, e nos roubam em plena luz do dia!
    Diante deste quadro dantesco e sem esperanças de melhora, resta-nos viver o dia, o momento, o fim de semana regado a cerveja, um churrasquinho de carne de segunda e o futebol.
    A alienação do povo para com a Nação é evidente, salta aos olhos. O divórcio dos poderes para com o País e povo é gritante, pois nos agride.
    A política é imutável porque dominada pelas vantagens pessoais dos parlamentares, interesses escusos, e total falta de compromisso com seus eleitores e o Estado.
    A intenção é ganhar dinheiro, muito dinheiro, e sem trabalhar.
    Esta obrigação é do povo, que deve sustentar a corte, os parasitas, os perdulários, os traidores, a corja de bandidos que nos governa.
    Diante da imobilidade que temos, receios e temores, aceitamos ser submetidos a determinações absurdas, exigentes, à espoliação, e nos humilhamos perante o sistema financeiro, que arrasa conosco, que nos deixa endividados por décadas, e que nos cobra juros escorchantes, abusivos, um estelionato consentido tanto pelo governo quanto pelo Judiciário!
    Eu sequer saberia dizer se a solução para o nosso Brasil seria através de revolução, um banho de sangue, eliminar esta gente que tantos prejuízos nos deram. No entanto, haveria ainda o rescaldo para ser feito de um País destroçado, e que os mesmos continuariam a mandar em nós, pois autoridades antes do conflito.
    O povo está em um beco sem saída, a verdade é esta.
    Deixamos chegar em um patamar sem volta, sem ter como descer de sua altura, salvo se nos esborracharmos no chão.
    A incógnita, Roberto, meu caro, é o enigma que se apresenta:
    O povo e o País aguentarão até quando?
    Ou o nosso destino é este mesmo:
    Obedecer e outorgar poderes, e quanto piores nossos governantes, mais os escolhemos!
    Tá difícil.
    Às vezes bate o desespero, a indignação, a revolta, decepção, a vontade de sair quebrando tudo pela frente.
    E daí?
    Vai mudar?
    Seremos ouvidos?
    Claro que não.
    Um abraço, caro Roberto.

  10. Prezado Bendl:

    A crise atual vai passar, aliás como tudo na vida passa, o tempo passa e nós passaremos também.

    A novidade do momento vivido por nós é a avalanche de informações sobre os bastidores do poder político e financeiro. Sangria dos cofres públicos com fortunas enviadas para paraísos fiscais, cartéis de empreiteiras, aditivos de contrato com superfaturamento, financiamento de campanha com dinheiro da corrupção, fraude nos recursos dos grandes contribuintes levados ao público pela Operação zelotes, a Operação da Lava Jato, o Mensalão, enfim, caro Bendl, quando em tão reduzido tempo a sociedade recebeu essa enxurrada de informações? Nunca neste país não é verdade!

    Nesse sentido, a crise está tendo a sua utilidade. O conhecimento é tudo, o conhecimento é poder. Os vendedores de ilusão estão em pânico, pois o povo não é mais bobo como antigamente, o povo está indo para as ruas exigindo seus direitos.

    Executivo, Legislativo e Judiciário estão acuados com as manifestações e lógico, as massas estão atentas a cada detalhe desses poderes, antes harmônicos e que no momento, cada um vai cuidando de si. Parodiando o Papa Francisco, vivemos num quadro revolucionário, sejamos também revolucionários como pediu o Santo Padre, sem stress, com calma e tranquilidade diante da epopeia humana. Vamos renascer das cinzas, no tempo certo, com absoluta certeza.

  11. Roberto,
    Observamos uma fase histórica com características interessantes: sociedade moralmente complacente; anomia política; administração hipócrita e pérfida do País.
    A crise vai terminar, vai. Sem dúvida. Porém, quando?
    Ao PMDB, o maior partido hegemônico do congresso, está em benefício com a situação atual e não vai se arriscar a um processo de impedimento da presidente pois, conforme o andar dos fatos, o vice pode ser arrastado. Então, esse é um processo para daqui a mais de dois anos.
    Quanto a um processo de nação, e de educação, não há como pensar pois não é prioridade de ninguém.
    Assim, viveremos em crises de sobressaltos subsequentes, como temos experimentado nos últimos 50 anos. Três gerações!
    A diferença é que, agora, a esperança está se esvaindo.
    SDS
    Vitos

    • Saudações Vitor Cast:

      Vamos lá, pois seu comentário suscita várias questões e o parabenizo por isso.

      A sociedade ao meu juízo não está moralmente complacente, visto as manifestações de 15 de março e a de 12 de abril priorizarem nos cartazes, o fim da corrupção (utopia) e a prisão dos corruptos privados e públicos. A primavera junina de 2013 foi o primeiro passo e de lá para cá avançou a consciência do povo. O que ocorre hoje é uma parcela reduzida de membros da elite da classe A e de aproveitadores em diversos Partidos para tomar o Estado de assalto para se locupletarem com verbas públicas. Serão identificados e terão que pagar pelos ilícitos cometidos. É o mínimo que se espera. Com a palavra o Judiciário.

      Creio, que o PMDB não está em benefício, pelo contrário, o PMDB reage com receio de transformar-se no atual DEM, antigo PFL. Por que reage? Porque preparava-se um golpe contra a frente criada por Ulisses Guimarães, através do futuro Partido que criariam, o PL, manobra dos aloprados e que seria tocada pelo ex-prefeito de São Paulo e atual ministro das Cidades, o SR. Kassab. Na manobra interrompida pelos caciques do PMDB, entraria também os irmãos Gomes, Cid e Ciro. Historicamente, o PMDB não é de oposição, vem exercendo esse mister agora por pura sobrevivência política. Se pudesse andar, o sapo não pularia, então é isso que o PMDB está fazendo na atual conjuntura, que é pular para não morrer. Mas, logo estará nos braços do governo novamente, quando o perigo estiver totalmente extinto. O governo sabe disso e o caminho está sendo construído pragmaticamente.

      O Brasil vive de sobressaltos e de crises, desde o nascimento da República. Experimentamos duas longas ditaduras, uma de 15 anos e outra de 21 anos. Crises nos governos Juscelino e no de João Goulart. Crise no governo Collor. Trata-se de uma sucessão de crises, uma em cima da outra. Então, isso já é uma característica do país.

      A crise vai terminar, quando? É claro que terminará até começar uma nova crise. O tempo é um dos maiores mistérios da vida humana e a ninguém é dado o condão de prever fatos e acontecimentos. Alguns acertam através de raciocínios lógicos outros erram com raciocínios lógicos também. Só conheço um cidadão que tem um legado de acertos nas previsões, que impressiona. Trata-se do jornalista Hélio Fernandes, que acerta quase tudo.

      Em relação a esperança, ela é fundamental para todo o ser humano. Por pior que seja a crise, devemos sempre esperar por dias melhores.

      Alea jacta est

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