O massacre de Pearl Harbour, considerado impossível por causa da distãncia. O Japão queria os EUA no conflito. Os americanos não queriam, tiveram que lutar.

Helio Fernandes

Em relação à guerra Japão-EUA, foi toda planejada, preparada, executada. O grupo chamado de nazi-nipo-fascismo, na verdade se resumia aos dois primeiros países. Mussolini, (que não conseguiu invadir a Etiópia, derrota frustrante), era ridicularizado, humilhado, desprezado).

Hitler foi invadindo toda a Europa, “protegido” pela imprudência do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, o homem do guarda-chuva (não o abandonava), Neville Chamberlain, e do primeiro-ministro da França, Eduardo Daladier. Com medo da guerra, foram cedendo tudo a Hitler, perderam a guerra antes dela começar.

Começaria no dia 1º de setembro de 1939, quando selvagem, cruel e monstruosamente, Hitler e Stalin (ALIADOS, isso mesmo, com o “Tratado de Não-Agressão” desde 1º de março do mesmo 1939) massacraram a Polônia.

Coube então ao Japão provocar os EUA, colocá-los na guerra. No dia 30 de novembro de 1941, o embaixador do Japão nos EUA, num encontro particular com o secretário de Estado Cordell Hull, pediu uma entrevista especial com o chanceler do Japão, que iria aos EUA unicamente para conversar com ele.

Alegando dificuldades na viagem (o que existia mesmo naquela época), pediu que a entrevista fosse “marcada para dentro de uma semana, 7 de dezembro, ao meio dia”. Sem imaginar qualquer manobra ou armadilha, Cordell Hull aceitou a data. Exatamente ao meio dia desse 7 de dezembro, quando estava com os dois diplomatas japoneses, recebeu telefonema da Casa Branca, comunicando o que acontecera em Pearl Harbour.

Perplexo, não podendo acreditar, Cordell Hull teve um início de enfarte, abaixou a cabeça na mesa, os dois embaixadores foram embora. Mais tarde Cordell Hull foi à Casa Branca, contou todo o episódio ao presidente Franklin Delano Roosevelt.

O povo americano não aceitava a guerra de jeito algum. Estavam num momento de prosperidade, queriam gozá-lo. Havia um forte movimento que se chamava de “ISOLACIONISTA”. Era articulado por um herói de 40 anos, o coronel Charles Lindberg, que em 1927, com 26 anos de idade, assombrou o mundo, atravessando o Atlântico num avião minúsculo, indo de Nova Iorque a Paris em 36 horas.

Chamado pelo próprio presidente Roosevelt, Lindberg comunicou a extinção do movimento, se apresentou com coronel aviador, nos 4 anos da guerra (para os EUA) lutou até o fim.

Quanto ao fato de ninguém ter percebido nada de estranho no extenso trajeto percorrido pelos japoneses, existem muitas versões. Disparatadas, algumas com fundo (ou hipótese) de verdade.

Em março de 1942, Roosevelt nomeou o jovem economista John Kenneth Galbraith para Coordenador da Mobilização econômica, ou seja, transformar toda a indústria de paz em indústria de guerra.

***

PS – Jamais se saberá como os japoneses atravessaram milhares de quilômetros, sem serem descobertos. Foram pressentidos, lógico. Alguns não acreditaram e foram dormir. Outros não quiseram acreditar e também foram dormir.

PS2 – Mas dois documentos são inesquecíveis, pertencem à História da Humanidade. O filme “Tora!Tora!Tora!”, documentário magistral de tudo o que aconteceu. Da saída de Tóquio à chegada a Pearl Harbour, a volta vitoriosa.

PS3 – A entrevista do Almirante Yamamoto, que planejou, comandou e executou tudo. Fascinante, empolgante e emocionante confissão da traição. Ele só pensava que servia ao seu país. Em nenhum momento, acreditou que “existisse o outro lado”.

PS4 – Agradeço a todos que escreveram sobre os dois assuntos, são tantos, não deu para colocar todos os nomes. Espero que se reconheçam nas recordações.

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5 thoughts on “O massacre de Pearl Harbour, considerado impossível por causa da distãncia. O Japão queria os EUA no conflito. Os americanos não queriam, tiveram que lutar.

  1. No filme japonês de 2010 chamado “Almirante Yamamoto” há um jovem jornalista japonês que entrevistou o Alm. Yamamoto. O filme termina com este jornalista mostrando o livro que escreveu chamado “Registro de Guerra do Japão Imperial por Shindo”. Já procurei e não encontrei este livro, você saberia me dizer como encontrá-lo?
    Grato desde já.

  2. Aqueles que duvidam e cospem na História, dizendo que o ataque à base aérea de Pearl Harbor não aconteceu, fazem-me lembrar os radicais muçulmanos que afirmam cinicamente que o holocausto nunca existiu.
    Foi prevendo essas sandices encabeçadas por ideólogos reacionários – que lutam ao lado daqueles que querem massacrar a sociedade ocidental e cristã – que o general Dwight Eisenhower pediu, em 1945:

    “Filmem e fotografem o máximo possível, pois pode ser que um dia digam que nada disso aconteceu.”

    http://dererummundi.blogspot.com.br/2011/01/apreensao-de-dwight-eisenhower.html

  3. O massacre à Pearl Harbor foi covarde.
    Os aliados do eixo não acreditavam que os ianques, sempre sorridentes com suas roupas coloridas, fossem se agigantar.
    Churchill pedia, mas Roosevelt não queria entrar na guerra.
    Quem conhece a História sabe que a adversidade forjou os USA.
    Eles estavam desprevenidos, não tinham 1/100 da tecnologia bélica japonesa. Mas eram patriotas.
    Venceram com muito sacrifício. Verdadeiro milagre.
    E a Batalha de Midway foi o grande diferencial, impedindo o domínio do Pacífico pelas forças nipônicas.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Midway

    E neste momento surgiu a Grande Águia do Norte.
    Graças a entrada dos USA na Segunda Grande Guerra não ficamos sob o domínio do Nazismo e nem do imperialismo japonês.

    Os franceses, sempre tão soberbos, estavam acovardados e submissos. Foi graças ao desembarque das tropas aliadas no DIA D, na Normandia, que puderam respirar aliviados.

    Aliás, a própria China jamais se reergueria não fosse a derrocada do Japão e a perda da sua força bélica.
    “Uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz”, como na letra da canção.
    Hoje o Japão é grande potência, mas não bélica.
    Hoje a Alemanha é grande potência, mas não mais bélica.
    Os USA são a grande potência global. O mundo sempre teve uma grande potência no comando e não seria diferente hoje. Felizmente não vivemos no 1984, previsto por George Orwell.
    Mas a Rússia continua a mesma, traiçoeira e cruel.

  4. Fui militar da MARINHA do Brasil era meu sonho pois tive a oportunidade de conhecer varios navios de guerra
    foi para min anos maravilhosos que ainda hoje sinto saudade.

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