O mundo está chegando a 7 bilhões e 200 milhões de habitantes. Quase 1 bilhão e 500 milhões vivem na mais alarmante e assustadora miséria. Não confessada.

Helio Fernandes

O mundo está cada vez mais desigual e abandonado. China, Índia/ Paquistão e Indonésia acumulam população de quase a metade do total. A começar pela ONU e pelos países ricos ou desenvolvidos, falam em combater a miséria, mas não saem do palavreado vazio, inútil e inócuo.

Enquanto pregam a ajuda ou providências para eliminar a desigualdade, ela vai cada vez “desigualando” mais. Pelos últimos dados (escondidos pelos países que dominam o mundo), a miséria total já atinge 1 bilhão e 500 milhões de pessoas.

Num cálculo fácil, que não pode ser negado, de cada 5 pessoas que habitam este mundo irreparável, uma não tem o que comer, onde morar, pelo menos tentar se mudar dessa situação para outra não tão dilacerante, angustiante e comovente.

Nesse 1 bilhão e 500 milhões, não incluí os protegidos (?) de Dona Dilma, que recebem 70 reais por mês. É que ela, acredito que com toda sinceridade, admite que está salvando a humanidade. Como ou com que fórmula, renovação ou revolução, será possível obter a tão proclamada igualdade?

Não se trata nem empobrecer os ricos e sim enriquecer os pobres. Ou pelo menos o que seria uma conquista: que apenas não passassem fome, não vivessem totalmente abandonados.

REFORMA MINISTERIAL

Dona Dilma passou o sábado e o domingo em conversas para trocas alguns titulares. Três cargos especialmente importantes.

1 – Moreira Franco, com longa carreira, incluindo o governo do Estado do Rio, estava insatisfeito como titular de Assuntos Estratégicos, sem nada a fazer. Foi transferido para a notável Secretaria de Aviação Civil. Moreira é nomeado, mas quem levantou vôo foi Michel Temer.

2 – Eu disse aqui, semana passada, que Brizola Neto deixaria o Ministério do Trabalho, para Dona Dilma prestigiar o ex-marido. Ele quer voltar para o PDT depois de 13 anos, a ficha está com Carlos Lupi. Afirmação tranquila dela: “Só assino a ficha, se Brizola Neto for demitido e nomeado um homem totalmente ligado a mim”. Nenhum problema para o ex. Brizola saiu, entra Manuel Dias, indicado por Lupi, a ficha do ex será assinada. (Para quê mesmo?)

3 – A presidente precisa “fazer” um Ministro de Minas. Tirou Mendes Ribeiro da Agricultura. Como ele é deputado federal e o suplente que está no cargo é ligadíssimo ao Planalto, o já ex-ministro vai para uma secretaria incógnita.

O empresário Jorge Gerdau deu entrevista sobre reforma ministerial. Textual: “39 Ministros é burrice”. Acertou na crítica, errou no adjetivo e no alvo. Burrice é o Presidencialismo-pluripartidário. Este é próprio do Parlamentarismo. Com 513 deputados e 81 senadores, é surpreendente que o presidente, seja quem for, consiga se compor sem os partidos.

FHC disse, “sem medidas provisórias é impossível governar”. Com elas ou sem elas, mas com esse presidencialismo amaldiçoado, o resultado e Eduardo Alves presidente da Câmara, Renan do Senado, Eduardo Cunha, líder do PMDB. E, lógico, esse pastor racista, homofóbico e corrupto, presidindo a Comissão de Direitos Humanos. É desumano.

DILMA E CAMPOS ABUSAM DA MÁQUINA

A presidente da República e o governador de Pernambuco não saem da televisão. Diariamente, várias vezes, como é que podem governar? E o TSE não vê nada? Que estejam em campanha, é impossível negar. Mas que seja absurdamente debaixo dos holofotes?

Vá lá, ela é candidata à reeleição, já disse isso publicamente, usando o próprio governador como porta-voz. E ele, que afirma que não é candidato, o que faz de forma delirante na televisão?

LINDBERGH x PEZÃO

Será um massacre. O senador do PT ganha do vice de Cabral, mesmo este sendo desabusado aproveitador da máquina. Cabral ainda não sabe se fica no governo até o fim, se garantir um ministério no segundo governo Dilma. Ou se sai 9 meses antes, com a mesma recompensa de um ministério. Assim, Pezão assumiria em março de 2014, disputando a reeleição. Na nova terminologia brasileira: não foi eleito, mas tenta a “reeleição”.

POR QUE PRESIDIR TV ESTATAL, SEM AUDIÊNCIA?

João Sayad foi Ministro de Estado, não por muito tempo, é claro. Depois de algum tempo, foi presidente de uma televisão estatal, sem ninguém vendo, como todas. Agora termina seu mandato, luta para continuar. Por quê? Qual a vantagem?

TV BRASIL NO PRIMEIRO MANDATO DE LULA

Quando foi noticiado que seria criada mais uma televisão estatal, idéia do Ministro Franklin Martins, telefonei para ele. Nunca havia falado com ele, puro espírito público. Fui amigo do pai, Mario Martins, fizemos campanha em 1965/66, ele para senador (eleito) eu para deputado (cassado).

Falamos mais de meia hora, ele entusiasmado, eu contando a história das televisões estatais, fracasso completo, com exceção da BBC (Inglaterra) e a RAi 1, RAI 2 e RAI 3 (Itália). Uma controlada pelo Partido Comunista, outra pelo Socialista, a terceira pelos conservadores.

O governo não interferia, os partidos eram fortíssimos, o resto ficava com correligionários não politizados. Franklin me contestou, garantiu que seria um sucesso.

PS – Até hoje, só dá “traço” nas pesquisas, sinal de que ninguém vê. E o desperdício de dinheiro nesses 8 anos, na casa dos bilhões e bilhões.

PS2 – Mas ainda existe gente “desprendida” como Sayad, que luta pela presidência. Não dessa, mas de outra, são muitas.

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