O nome próprio de Vargas

Sebastião Nery

Em 1937, Gustavo Capanema disse a Nereu Ramos que Getúlio Vargas estava com medo de escolherem para Presidente “um nome impróprio”.

– E qual seria um nome próprio? – poerguntou Nereu.

– O próprio.

E não houve eleição.

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MANGABEIRA

Assessor de JK, o procurador baiano Antonio Carlos Sá conversava em 1955 com o ex-governador da Bahia e presidente da UDN, Otávio Mangabeira:

– Doutor Otávio, não entendi seu apoio a Etelvino Lins (em 1950, para disputar a presidência da República contra Juscelino), sem voto, inviável…

– Meu filho, pior do que o adversário é o parceiro que não entende a jogada.

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DUTRA PÉ QUENTE

Em 1958, o Brasil jogava com a Suécia a partida final da Copa. Os radialistas Rubens Amaral e Luis Brunini e o deputado Augusto de Gregório, do Rio, sofriam o começo do jogo em um apartamento de Ipanema.

O Brasil perdia de 1 a 0 e nada de fazer gol. Tocou a campainha. Entra na sala o ex-presidente Dutra, que morava ao lado. O locutor gritou: “Gooool”! O Brasil empatou. Dutra conversou um pouco, saiu. O Brasil não desempatava.

Tocou novamente a campainha. Era Dutra que voltava. Mal sentou, o locutor gritou de novo: “Gooool”! O Brasil desempatou: 2 a 1. Só deixaram o velho marechal sair quando o jogo acabou. O Brasil derrotou a Suécia por 5 a 2 e ganhou a Copa. Com a ajuda de Dutra, o pé quente.

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