O país das hienas vai encerrando o ano do desperdício

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Chagas

Dada como certa a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff, no final do mês ou no começo de setembro, mais as eleições municipais de outubro, o ano de 2016 estará nos estertores, pronto para  inscrever-se nos anais do século como o ano do desperdício. Poderá não ser bem assim, pois terá de ser chamado, também, de ano da hiena, dada a situação em que o país  continua rindo sem saber por quê. Duvida-se de que desta vez o Congresso aprove a tão prometida reforma política. Pelo menos da forma como todos esperam, ou seja, profunda e verdadeira. As instituições continuarão as mesmas, isto é, acomodadas aos interesses das elites,  favorecendo os mesmos de sempre.

Sobre a crise econômica, prevalece a impressão de que poderá declinar, se declinar,  mas sem passes de mágica nem sacrifícios. Será lenta a recuperação, em especial com relação ao desemprego.

Sendo assim, é preciso prospectar atrás de uma fórmula para não deixar que o ano  em curso transcorra entre dificuldades  e lamentos. Melhor  solução não haverá do que a tentativa de integração da sociedade na discussão de seus próprios problemas. Por que não uma reunião de todos os setores com voz em nosso futuro? Não se trata de requisitar o Maracanã com um microfone para cada participante. Mas de sensibilizar grupos representativos do conjunto para que opinem sobre como tirar o Brasil do sufoco e abrir perspectivas gerais de normalização.

Nas atuais condições, como obter contribuições de vulto e desinteressadas do egoísmo de cada segmento? Nada de recolher exigências deste ou daquele setor, mas de receber a contribuição das partes para o aprimoramento do todo. Bem que novembro e dezembro serviriam como um tempo nacional para a transformação do país das hienas.

3 thoughts on “O país das hienas vai encerrando o ano do desperdício

  1. O Brasil se encontra dividido há muito tempo. Quase 50% são direita (simpatizantes da elite dita golpista) e outros tantos da esquerda (seguidoras do socialismo dito tupiniquim). No escopo do grande acordo proposto pelo articulista, o problema a ser resolvido é saber de qual lado ficarão os barões das armas, das drogas e corrupção. Hoje, são parte infiltrada na sociedade, exercendo seus poderes em todas as camadas e está dando as cartas até em cidades menores. Assim como dentro das comunidades mais pobres existem os soldados do crime, em nossa classe média existem os oficiais dos mesmos crimes, e em nossas verdadeiras elites estão os estrategistas do estado maior da corrupção.
    Na minha modesta opinião, um dos lados foi leniente com a bandidagem que se apossou despudoradamente do estado e, depois, deste país . Por isso, mesmo sem saber quem vai ser o próximo presidente, sei que será da direita. Espero que não seja da direita radical. O pêndulo social está voltando.

  2. CARO CHAGAS, PARABÉNS e AO COMENTARISTA dPINHO, ESTAMOS NAQUELA SITUAÇÃO, “SE CORRER O BICHO PEGA, SE NÃO CORRER O BICHO COME”, A HIPOCRISIA DP PODER PÚBLICO E MONETÁRIO, ULTRAPASSAM EM MUITO O EVEREST.
    POBRE PAIS, RICO NA NATUREZA E MISÉRIA DE SEU POVO.
    SÓ A MISERICÓRDIA DE DEUS NOS SALVA DA MIXÓRDIA EM QUE COLOCARAM O BRASIL.

  3. Tem que rir,(ver casal acima) cigarros do Paraguai, alimentos congelados da Bélgica, Holanda, França até da China, aqui não perdoam nada pescados importados 5% de água, nacional 50%, do país que cresce 7% ao ano, isso já a mais de quarenta anos seguidos, vem os eletrônicos e os milhares de produtos “1,99” a alegria dos desempregados, isso é o resultado da Constituição “Cidadã” onde o estado tem de prover tudo e para isso os empreendedores tupinambás são obrigados a cada unidade produzida cobrar no mínimo duas assim emprega menos, arrecada menos e o estado precisando prover a cada dia mais e mais miseráveis.

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