O Papa Francisco pediu ao povo que não saísse das ruas. Aplaudido, sinal de que foi entendido, será atendido. As pesquisas que desvendaram as quedas de presidenciáveis, principalmente Dona Dilma, de 79% para 31%. Sergio Cabral e Beltrame reconhecem: “A Polícia pode ter falhado no caso Bruno, nas acusações e na prisão”.

Helio Fernandes

Pesquisas são geralmente incontroláveis, raramente confiáveis. Jamais inquestionáveis. Apresentam muitas fragilidades e até deficiências não produzidas pela má fé e sim pela falta de credibilidade do modelo adotado pelo órgão pesquisador. Mas nessa publicada agora, pretendendo avaliar a popularidade de Dona Dilma e de alguns governadores, se desse outro resultado que não o negativo, a parcialidade ficaria evidente. Assim, não se pode deixar de concluir que a exposição-exibição para baixo de alguns personagens é rigorosamente verdadeira.

Se alguma crítica pode ser feita a essa pesquisa, é que ela não captou todo o estrondo da queda de Dona Dilma e de Sérgio Cabral Filho. A repercussão em relação aos dois tem explicação nos fatos.

Ela é presidente acreditando na reeleição, embora, se tivesse competência para uma análise do que ainda tem uma trajetória longa para percorrer, concluiria que não terá nem mesmo legenda para satisfazer a ambição.

O outro personagem que apareceu nuzinho na pesquisa é o governador do Estado do Rio. E se ele é desvestido desastradamente nessa consulta (suposta pesquisa) à opinião pública, uma parte vem precisamente pelo fato de ser governador de onde os protestos alcançaram a maior repercussão. Mas não é apenas por isso, esse é um fator, mas não primordial ou fundamental.

O VULNERABILÍSSIMO CABRAL

Nunca ninguém acumulou tantos erros, equívocos, desacertos, atentados à ética, à moral, à integridade e ao bom senso, quanto o governador. Antes e depois do povo nas ruas. Na inacreditável e vitoriosa carreira política, não existe explicação para sua ascensão. Ele começou sendo derrotado duas vezes para prefeito do Rio, o que dava a impressão de que eleitoralmente era negativamente previsível.

Mas sua recuperação político-partidária foi se materializando à medida em que sua geografia bancária, territorialmente, deixou de ter a dimensão do Acre ou do Amapá, ganhou o espaço inacreditável de um continente.

Com uma simples eleição para deputado estadual e em 8 anos de controle da Alerj, junto com o também deputado Picciani (acusado e processado pela exploração de trabalho escravo), foi demarcando financeiramente sua trajetória. Não chegou a ser um Eike Batista, mas relativamente importante e naturalmente ilegítimo.

Atingindo logo o estágio das mansões e do iate fora do Rio, complementando o apartamento do Leblon. Para quem nunca trabalhou na vida, devia estar não na Forbes ou na Fortune, mas no Livro dos Recordes.

Isso pessoalmente. Pois na questão administrativa e na vida pública, explodiu todos os limites, fez tudo o que “Deus duvida”. Foi acumulando bens e ilegalidades com a facilidade de quem cruzava de helicóptero os limites insuperáveis do Leblon até a Lagoa. E se o helicóptero podia ser usado para um trajeto facilmente transitável, é evidente que para Mangaratiba seria imprescindível.

Além do mais, ele dizia aberta e oficialmente: “Todos fazem a mesma coisa”. Aí, a outra ponta do delator, que acusava para se “defender”. Por isso, a concentração, em cima dele, dos protestos do povo nas ruas.

A NADA SURPREENDENTE
DERROCADA DE DONA DILMA

Com esse levantamento que veio desde março, antes do povo nas ruas, até julho, depois que o mesmo povo saiu as ruas, a queda de Dona Dilma não é exagerada ou despropositada. De 79% para 31%, o que se evidencia como exagerado e despropositado é a avaliação inicial. 79% por quê? Foi eleita sem votos, o primeiro “poste” na carreira de Luiz Inácio Lula da Silva.

Sem nunca ter disputado eleição, ganhou logo para presidente. Está bem, era um gênio em matéria de administração, dominava a política como a arte de governar os povos, essas “credenciais” poderiam suprir a falta de votos. Mas logo que assumiu, visíveis apenas suas fragilidades. Então, por que os 79% que atingiu logo, logo, nas primeiras pesquisas.

QUEM SE EMPOSSOU
FOI APENAS A GERENTONA

Essa palavra-rótulo foi uma oferta de Lula para ela. Sem outra denominação, apresentou-a ao eleitorado com essa definição, que apareceu imediatamente como negativa. Nos obstáculos logo no primeiro ano, enfrentou dificuldades naturais se exibindo como “faxineira”. Ela dizia que fazia “faxina” (quem faz faxina é “faxineira”). Mas nem isso era verdade.

Em poucos meses desse governo inicial e desencontrado, demitiu 7 ministros, era o que ela denomina de “faxina”. Mas em outros meses velozes desse 2011, readmitia ministros e reencontrava partidos, desmentindo a sua própria condição de autora da “faxina”. Todos compreenderam logo que ela apenas empurrava para debaixo de um tapete imaginário, irregularidades mais do que reais, visíveis e condenáveis. Era cumplicidade?

COM 14 MESES DE ANTECIPAÇÃO,
NINGUÉM ESTÁ LIQUIDADO OU DERROTADO

Dos presidenciáveis, nenhum está fora de avaliação ou pretensão. Por isso e por estar no Poder, Dona Dilma pode se considerar em condições de movimentar as pedras desse xadrez que cobre o território do país. Outros, por terem caído menos, se julgam menos vulneráveis, fazem acordo “para o segundo turno”, nem sabem se disputarão o primeiro.

Sergio Cabral não concorria a nada, queria ser nomeado embaixador na França. Só que quem tem que nomeá-lo, perdeu o Poder da nomeação.

Não queria que a semana e o mês acabassem, sem um exame do repórter. São muitos os assuntos, o tempo vai se encarregar de firmar, fixar ou desequilibrar posições.

O PAPA DOMINA
PELA PARTICIPAÇÃO

A visita ao Brasil já estava marcada antes da renúncia de Bento XVI e logicamente da ascensão quase surpreendente do cardeal arcebispo. Falaram logo que ele desmarcaria a viagem ao Brasil, que a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) ficaria para outra oportunidade, talvez um novo país.

Nesses 4 meses decorridos, com o nome não esperado, simplesmente Francisco, sua consagração foi quase diária, ele se firmou na correção dos erros e desacertos administrativos. Mas também por abandonar a luxuosa liturgia da Igreja. E confirmou inteiramente a vinda ao Brasil, um sucesso retumbante. Enfrentou chuva, frio inesperado, confusão nos transportes. Mas inflexível, deu todos os “recados” que se imaginava.

HUMILDADE, SIMPLICIDADE,
CONTRA A CORRUPÇÃO TOTAL

Falando em Copacabana ou em Aparecida, as palavras do Papa obtinham repercussão nacional, eram entendidas em Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio, São Paulo e outras localidades. Por causa da chuva, teve que mudar de local e de auditório, mas sempre com a mesma tranquilidade, humildade, credibilidade.

Os que sentiam que eram os alvos da palavra despojada mas candente do Papa, ficam desacordados, atingidos diretamente. E assim, no chão ou nas cordas, não podiam reagir. O Papa citou duramente “a corrupção dos políticos”, não quis esconder nada.

E falando nos olhos dos jovens, concitou-os, incitou-os, incorporou-os: “Não saiam das ruas, não abandonem as reivindicações”. Aí então se dirigiu sem camuflagem a todos, sem exceção. A favor e contra, sem que fosse necessária interpretação. Falta só hoje, sábado, e amanhã, domingo. E o povo nas ruas e em Copacabana, já na segunda-feira sentirá falta de Francisco.

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PS – O chamado “caso Bruno” teve enorme repercussão, pela truculência e violência da Polícia, e a consequente leviandade e irresponsabilidade do governador (ainda) Sergio Cabral.

PS2 – O estudante Bruno foi espancado, arrastado pelo chão com vários policiais esmagando-o, humilhado e insultado, levado à delegacia mais próxima, ficou preso sem qualquer acusação, passou a madrugada lá, numa cela.

PS3 – Pela manhã, os advogados pediram sua libertação, a questão foi para um desembargador, que mostrando que “ainda existem juízes em Berlim”, mandou soltá-lo imediatamente. Justificativa: “Não existe a menor prova contra ele”.

PS4 – Mais grave e publicamente contra as chamadas autoridades. Ele foi preso pelas acusações de um policial infiltrado, o mesmo que logo depois confessava: “Ele foi preso por mim, não tinha (sic) nenhum coquetel molotov com ele”. Essa era a acusação.

PS5 – No mesmo dia, já condenado pela decisão do desembargador, Sergio Cabral, leviana e irresponsavelmente, assina e publica decreto, quebrando o sigilo desse preso e de outros. Explicação: “Queremos identificar os suspeitos por vandalismo”.

PS6 – Imediatamente acusado de inconstitucionalidade, só a Justiça pode “quebrar sigilos”, seja de que ordem forem, o governador voltou atrás, anulou o decreto. Como confiar num personagem como esse?

PS7 – Bruno é participante e defendido pelo grupo que se intitula Mídia Ninja, atuante, manifestante, participante, rigorosamente pacífico. Todos os que dizem, “apoiamos o povo nas ruas, mas naturalmente sem vandalismo ou destruição (o que é rigorosamente a posição de quase toda a população), têm que apoiar, como está apoiando, os jovens do Mídia Ninja.

PS8 – O pessoal do Mídia Ninja, quase amadorístico, usa câmaras simples, que manejam com grande habilidade e competência. Nenhum recurso, a não ser o de protestar, defender o que o Papa Francisco recomendava, “não saiam das ruas, não podem deixar de construir”.

PS9 – A repercussão obtida pelo grupo Mídia Ninja, tem uma explicação: a velocidade com que jogam as imagens na internet e nos mais diversos meios de comunicação.

PS10 – Entre a captação das imagens e elas aparecerem para o público, transcorrem segundos ou minutos. Até os mais profissionalizados se surpreendem com a capacidade e competência deles.

PS11 – Depois de todos esses erros, Sergio Cabral disse em entrevista: “Acho que a polícia pode ter errado, estamos investigando, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Nem punir inocentes”.

PS12 – A seguir o secretário Beltrame, com muito mais credibilidade, garantiu: “A Polícia pode ter errado até na publicação de informações, estamos investigando”.

PS13 – A propósito, há muito tempo Beltrame disse várias vezes sobre a pacificação nas favelas: “Não pode só pacificar, tem que montar uma estrutura de apoio para o crescimento”.

PS14 – Agora, num discurso na própria favela, o Papa sustenta o que Beltrame falou, sem tirar um trecho ou uma linha sequer.

 

 

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10 thoughts on “O Papa Francisco pediu ao povo que não saísse das ruas. Aplaudido, sinal de que foi entendido, será atendido. As pesquisas que desvendaram as quedas de presidenciáveis, principalmente Dona Dilma, de 79% para 31%. Sergio Cabral e Beltrame reconhecem: “A Polícia pode ter falhado no caso Bruno, nas acusações e na prisão”.

  1. Não dá para entender a falta de projeto do Aécio e Eduardo Campos, só isto se justifica no caso de lutarem para irem ao 2o. turno [o Eduardo é mais politico de que o Aécio, mas é nordestino, dificulta convencer o SUL]. Eles na realidade, pensam no em 2018, pois o presidente LULA continuar a ser o grande cabo eleitoral! Não dá para entender isto de um apoiar o outro para irem ao 2o. turno, pois na eleição de 2018 Eduardo e Aécio terão um luta de vida ou morte. Jornalista não seria melhor os partidos de oposição lutarem pelo fim da reeleiçao com mandatos de 5 anos?

  2. O grupo intitulado Black Bloc quebrou tudo na Paulista. Esses idiotas conseguiram dividir o movimento dos paulistas em apoio aos cariocas #foracabral. Agora vamos ver o que vai dar. Uma pena.

  3. Manifestação do pensamento é outra coisa. Ler a Constituição é um ótimo exercício.
    .
    (“Os fatos são teimosos; não desaparecem quando os historiadores ou os sociólogos se recusam a ouvi-los, embora possam desaparecer quando todos os esquecem – H. Arendt”; e,
    “As coletividades, os grupos, as multidões não têm vontade; de fato nunca existem senão as vontades individuais, embora se produzam fenômenos de interpsicologia que originam movimento uniforme das massas ou correntes dominantes de opinião – M. Caetano”)
    .
    O uso da força não é opção, é dever.
    Constituição não é o bê-á- bá político dos juristas; é o do cidadão, do povo, de todos; não é um ato de um governo ou de juristas, criaturas; é de um povo criando um Estado, criador.
    Para satisfazer a uma suposta opinião pública a covardia política dos governadores – reconhecendo que perderam a representatividade restando a renúncia ou a lei – engendraram uma meia verdade demagógica de que “manifestação” é conduta democrática e portanto, constitucional. Em paralelo inventaram a figura do “manifestante pacífico”, o que, nada mais que eufemismo. O tipo legal quadrilha estipula o número mínimo, mas não o máximo. Uma multidão não é sinônimo de povo, não tem vontade, salvo indetermináveis vontades individuais.

    O direito liminar da presunção da inocência implica que “todos são inocentes ou todos são culpados até que se prove o contrário”. Assim, os governantes deixaram e deixam de cumprir com o indissociável dever basilar da prestação de segurança pública que expressamente se lhes incumbe devendo ser alcançados pelas instituições.
    Não, o que se vê não é “manifestação”. Manifestação democrática exige perfeita adequação ao tipo constitucional do Art. 5º, IV, ou seja, manifestação do pensamento. “Manifestação” que ao se expressar, enseje ou ofenda o direito alheio é tipificada como crime e cabe ao Estado coibir.
    O que se constata é vandalismo, crime e desordem. Uma mera consulta ao Art. 5º, XV (é livre a locomoção) e XXII – (o direito de propriedade); desautorizam “manifestações” sem a estrita autorização procedimental do Estado. A ordem e a lei são o próprio Estado. Exceto que se reconheçam estas “manifestações” como exercício legítimo de revolução, consequentemente, além da lei.
    .
    “C’est une revolte!” E Liancourt corrigiu: “Nom, sire, c’est une révolution”. …O rei ao declarar que o assalto a Bastilha era uma revolta, afirmava o seu poder e os vários meios de que dispunha para enfrentar conspirações e desafios à autoridade; Liancourt respondeu que o que havia acontecido era irreversível e ultrapassava os poderes de um rei – H. Arendt”

  4. O jornalista Hélio faz uma belíssima avaliação do trabalho do Mídia Ninja. No entanto é contestado pelo seu companheiro Newton Carlos que põe em dúvida a atividade do Mídia Ninja por não ter “filmado quem joga coquetéis molotov”. E acusa: “estão protegendo os vandalos…” Assim fica difícil. Neste confronto com o mestre Hélio Fernandes o senhor Newton Carlos perde feio.

  5. Nossa Presidenta Dilma Rousseff é também refém de nosso mau Sistema Político, (Presidência de Coalizão, etc, etc,) e não pode “Faxinar como queria”. Necessita dos Partidos Políticos para tentar se reeleger. Pegou uma conjuntura internacional desfavorável, os BRICS desacelerando, EUA, UE e Japão crescendo muito pouco. É uma conjuntura naturalmente mais difícil da que pegou o Presid. Lula/José Alencar. Ela fez o que pode, mostrando grande coragem em “baixar os Juros, principalmente a Tx. Básica Selic, o custo da Energia Elétrica, incentivou como pode a estratégica Indústria, etc”, minorando os males. Com os “Protestos Populares” cuja espoleta foi o aumento das Tarifas de ônibus urbanos, e que se estendeu para queixas ao setor de Saúde, Educação, Segurança, etc, enquanto sobrava Dinheiro para Estádios (Torneios da FIFA, Olimpíadas, etc), tudo junto com o mal-estar geral de ver na Classe Política uma “Casta de Marajás” cada vez mais separada e acima do Povo, tudo isso naturalmente resultou em queda de Popularidade/Aprovação de nossa Presidenta Dilma. É normal essa queda. Agora ela tem +- 6 meses para atuar nos pedais e alavancas para que o Povo sinta melhoras sensíveis na Saúde, Educação, Segurança, etc, e possa se recuperar, o que acho tem grande chance de acontecer. Colocar a “Criança Brasileira” como disse o Papa Francisco, como a “menina dos olhos de seu Governo”, acelerar o PAC (Programa de aceleração do Crescimento) especialmente o excelente Programa “Minha Casa,minha Vida”, a Agricultura que é o setor que mais rápido reage, a estratégica Indústria que dá grande Padrão de Vida a média do Povo, e os Serviços. O tempo é curto, mas é possível a virada. Abrs.

  6. http://www.facebook.com/valmor.stedile – O escândalo de Guaratiba pode acabar abafado pelas autoridades locais ou até ser pautado no âmbito do Vaticano, com envolvimento de religiosos que em nome do Papa Francisco celebraram convênios para a realização dessa obra tornada lamaçal por mãos divinas, sobretudo se for mesmo proprietário da área inutilizada momentaneamente pelas fortes chuvas o empresário Jacob Barata e sendo este sogro do governador Sérgio Cabrasl (a conferir). E dessas cumplicidades não se exclui o prefeito do Rio, Eduardo Paes, por autorizar parceria da Prefeitura com o Governo do Estado na ordem de R$ 14 milhões para destruir área de manguezal criminosamente destinada à especulação imobiliária.

  7. Notícia de O Globo há 50 anos de 27 de julho de 2013:
    “Jango aprova detenção de Fernandes
    Ontem, no Palácio das Laranjeiras, o Sr. João Goulart declarou-se inteiramente solidário com as medidas tomadas pelo ministro da Guerra no caso da prisão de Hélio Fernandes. Salientou o presidente que achava perfeitamente legal a prisão diante das declarações de extrema gravidade feitas pelo jornalista de que dispunha de meios para conhecer os mais íntimos segredos do Exército. O fato assume maior expressão considerando-se que o pronunciamento foi feito depois de êle ter posto a par todos os pormenores da prisão do Diretor da Tribuna da Imprensa”

    Parabéns Jornalista Hélio Fernandes.
    O Sr sobreviveu a tudo e a todos, desses idos tempos.
    Mal sabia Jango que seu castelo estava para, ruir poucos meses depois, arrastando o Brasil para uma longa noite de sua História, da qual ainda sentimos seus efeitos.

  8. Já foi mais que provado que a Mídia Ninja é um braço articulado da ONG Fora do Eixo apoiada por José Dirceu. Portanto a sua pretensa isenção e credibilidade só trafegam no imaginário dos coniventes….

  9. O papa Francisco se transformou nessa JMJ no novo líder mundial e não só da Igreja Católica. As palavras simples, a fraternidade o desapego a liturgia, os atos de humildade, as referências amorosas com os idosos e as crianças, enfim, não há paralelo com nenhum líder religioso, que dão todos os dias, exemplos de arrogância com os fiéis, os quais ouvem nos cultos reprimendas como se aquele ali fosse o dono da verdade, o enviado dos céus.

    Que exemplo de homem, e ainda pede que rezem por ele. Por essa razão, alguns invejosos começam a criticar o aparato em torno da vinda do papa Francisco.

    Em relação as manifestações, creio ter sido o processo mais revolucionário desde a década de 60. Atingiu em cheio os poderosos dos três poderes. Os jovens se levantaram contra a corrupção em todos os níveis do poder. A queda nas pesquisas dos governadores e do mandatário da nação representam um alerta importante para que mudem os rumos ou então algo de muito pior poderá acontecer. No entanto, a voz das ruas ainda não sensibilizou as autoridades, talvez achem que o movimento irá arrefecer e que no próximo verão tudo será esquecido.

    O afastamento dos partidos políticos pela juventude nas ruas demonstra a insatisfação com a representação através do voto. Há forte rumor de Queda da Bastilha no ar e nos céus da política. Ninguém tem o condão de prever o porvir, mas, caso a corrupção persista, a ruptura institucional ficará pelo fio da navalha. O Brasil não pode ficar a mercê de uma Primavera Árabe de consequências terríveis para seu povo. A unidade da nação é o maior bem a ser preservado, logo, ambições pessoais não podem ficar a frente dessa conquista do povo.

  10. Não se iludam. O papa com toda a sua simpatia logo vai embora e os nossos problemas continuarão os mesmos de sempre.

    Safadeza, hipocrisia, cara de pau e por ai a fora…

    POVÃO, FIQUEMOS ATENTOS.

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