O papel da CUT nas greves

Carlos Chagas                                                        

Greves sempre aconteceram, desde Ramsés II. A grande maioria justas, até necessárias. Algumas, políticas, sem sentido reivindicatório. Continua valendo o princípio de que greve se faz contra patrão, público ou privado, não contra o povo. Infelizmente, quem sofre cada vez mais com as greves é o povão, sem transportes, correspondência, movimento  bancário, aulas para os filhos, cadeia para os bandidos, hospitais e quanta coisa a mais?

Feito o preâmbulo, uma observação: nos oito anos do governo Lula tivemos muitas greves, mas nada exagerado,  a maior parte sem  a participação da Central Única dos Trabalhadores, empenhada em preservar seu criador.  Ao contrário do que fez a CUT nos diversos governos, desde José Sarney, quando tocava fogo no país.

Surge então a pergunta: estará a CUT por trás dessa cascata de greves verificadas no governo Dilma Rousseff? Ou a entidade perdeu o apoio e o respeito dos trabalhadores, por conta de sua inação? As duas hipóteses são críticas.

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RESPOSTA DOS BANCOS

Por conta da greve nos Correios, só ontem recebi a correspondência da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), esclarecendo o seguinte:

A Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN recomenda que instituições financeiras procurem as prefeituras (IPTU/ISS), Empresas Concessionárias de Serviços Públicos (água, luz, telefone e gás) e os cedentes de bloquetos de cobrança visando obter isenção de encargos para o recebimento das faturas e bloquetos de cobrança vencidos até que seja restabelecia a situação de normalidade com o fim da greve dos funcionários da ECT.

A entidade ressalta que apenas prefeituras, Empresas Concessionárias de Serviços Públicos e os cedentes de bloquetos podem isentar a cobrança de encargos.

Entretanto, em relação aos boletos que constituem créditos dos próprios bancos vencidos no período de greve dos funcionários da ECT a orientação da FEBRABAN é de que seja dispensada a cobrança de atualização monetária, juros e mora.

A FEBRABAN observa ainda que o DDA – Débito Direto Autorizado, serviço bancário disponível desde 2009, elimina a necessidade do boleto impresso. Podem ser acessados eletronicamente pelos consumidores, sem o risco de extravio da correspondência e a alteração dos dados.

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