O papel da Síria no tabuleiro do xadrez mundial

Roberto Nascimento

O papel dos atores ocidentais da OTAN já é conhecido amplamente nas guerras do Afeganistão, Iraque e principalmente na Líbia, entretanto a entrada da Turquia de Ergodan no processo de destruição do governo de Damasco (Síria) é simplesmente lamentável. Não se faz o jogo das superpotências impunemente.

O governo da Turquia ainda não aprendeu a lição de Saddam Hussein, que fez o jogo dos americanos entrando na guerra contra o Irã por longos oito anos e depois foi abandonado, derrubado e enforcado e seu país destruído pelas bombas “inteligentes”.

Há três anos, Turquia e Brasil, insuflados por Obama, tentaram um acordo com o Irã em relação ao desenvolvimento das supostas armas atômicas. Depois de tudo acertado com o regime de Teerã, o acordo foi ignorado pela diplomacia americana. Os EUA disseram que não disseram nada, ou seja, não era para dar certo na realidade. Ficaram muito mal os dois governos emergentes na história.

Agora o governo turco entra numa fria ainda maior ajudando a inflamar de sangue o povo sírio, deixando os mercenários flanarem livremente na fronteira entre os dois países. Coitados dos povos da Grécia e da Síria, tão longe do criador e tão perto dos turcos.

Para finalizar essa conversa que vai ficando longa, o que os americanos mais temem é o fim do dólar como moeda de troca universal. Parece-me que esse processo começou e dificilmente irá parar. Os EUA pagam o preço da sua política intervencionista. A toda ação corresponde uma reação. O mundo atravessa um processo de mudança inexoravelmente e a crise econômica de 2008, fruto da globalização desenfreada, aumenta gradativamente gerando focos de guerra em todos os continentes.

Todo cuidado será ainda pouco. Até porque existem mais falcões do que pombas nos diferentes governos mundiais.

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