O perfil econômico do país está mudando para pior

Vittorio Medioli
O Tempo

As medidas excessivamente ortodoxas e de costas para os setores produtivos, aqueles que sustentam de verdade a economia nacional, notadamente os primários, vêm dizimando vagas de emprego e fechando empresas, acabando com fontes de renda e até de arrecadação de tributos. De tudo isso quem ganha? Setores que davam sinais de falta de competitividade estão sendo tragados no vórtice gerado pelas medidas do interventor Joaquim Levy, banqueiro licenciado do Bradesco.

Os maiores bancos em 2015 já anunciam recordes de lucros no semestre mais infeliz da economia nacional dos últimos 20 anos.

Para tratar da doença do paciente, as medidas tomadas tiram a vida do paciente. Que serventia terá asfixiar indústrias e quem produz? Joaquim Levy e sua equipe deverão ficar na história pela aniquilação dos setores primários do país e pela maior onda de desemprego que o Brasil enfrentou.

Muitas atividades serão prejudicadas justamente pela falta de amparo e de cuidados do governo, que agora dobrará as contribuições previdenciárias. Vai significar mais fechamento de empresas e de vagas de emprego para estancar o rombo de R$ 66,5 bilhões a cada ano na Previdência do setor público, que abriga apenas 5% dos aposentados do país. Não se pensa em mudar os erros, mas consertá-los penalizando quem trabalha.

SETOR PÚBLICO INTOCÁVEL

O perfil econômico do Brasil vem perdendo qualidade e valor, fragilizando seus melhores alicerces. Os setores estratégicos para uma economia nacional estão sendo castigados em nome de uma ortodoxia que deveria se aplicar ao setor público marcado de ineficiências e corrupção.

Trocou-se a horta no quintal de casa pelas compras no verdureiro, e se transferiu, assim, o poder das decisões para fora dos domínios domésticos. Momentaneamente interessa para fechar uma conta e transformar a horta numa estéril praça que nunca dará nada. Não precisa de um gênio para entender que a soberania nacional está sendo rifada, e a dependência externa assombrará a nação.

Uma economia continental como é a do Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes, atualmente a sétima do planeta, está destinada a despencar proximamente e se afastar do pelotão de frente.

UM QUADRO ABSURDO

O Brasil se destaca com um quadro absurdo: sétima economia mundial, 85º em desenvolvimento humano e 120º melhor ambiente de negócio. Uma espécie de Frankenstein com dois metros de altura, barriga de hipopótamo e pernas de avestruz. Dessa forma não consegue andar, se movimentar. Sustenta-se essencialmente na abundância a ele concedida pelo Criador: recursos minerais e produtos agrícolas. Um binômio que manteve o crescimento quando as commodities subiam em disparada, apenas a agricultura hoje segura as contas do grave desequilíbrio.

Enfim, o perfil econômico nacional está sofrendo uma mudança para pior que poderá custar muito caro e por muitos anos.

O comandante e a tripulação estão sem noção disso.

3 thoughts on “O perfil econômico do país está mudando para pior

  1. Antes do Lula+PT serem governo:
    “Obviamente que, tendo em vista os lucros que tiveram o Itaú, o Bradesco e os outros bancos, o Fernando Henrique Cardoso não é nem pai: ele é pai, mãe, avô, avó, tio, tia do sistema financeiro, que nunca ganhou tanto dinheiro como está ganhando agora”.
    (Candidato Lula, 2001, Entrevista a Ziraldo)

    Depois que Lula+PT foram eleitos:
    “Quando ele foi eleito, eu tive uma preocupação de que levasse o governo para uma linha de esquerda, mas ele foi mais conservador do que eu esperava”.
    Olavo Egydio Setúbal, presidente do conselho de administração da holding que controla o banco Itaú.
    (12/08/2006)

    Hoje no governo Dilma+Lula+PT:
    BC: juros do cartão chegam a 360,6% ao ano e os do cheque especial, a 232%

    Do UOL, em São Paulo
    23/06/2015 11h25 > Atualizada 23/06/2015 11h40

    A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito subiu 13,1 ponto percentual em maio e atingiu 360,6% ao ano. Já a taxa do cheque especial subiu 6 pontos e chegou a 232% ao ano.

    As informações foram divulgadas nesta terça-feira (23) pelo Banco Central.

    A taxa média de juros cobrada do consumidor subiu 1,2 ponto percentual, passando de 56,1% ao ano em abril para 57,3% ao ano em maio. Com isso, se mantém no maior valor desde que os dados começaram a ser compilados pelo BC, em março de 2011.

    Essas taxas se referem aos recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. Não inclui, portanto, financiamento imobiliário, crédito rural e empréstimos do BNDES.

    Para os financiamentos direcionados, os juros tiveram alta de 0,3 ponto, para 9% ao ano.
    Sobem os juros para empresas

    Para as empresas, o juro avançou de 26,6% para 26,9% ao ano em maio, considerando recursos livres.

    Com recursos direcionados, a taxa média atingiu 9,6% ao ano, aumento de 0,6 ponto percentual no mês, com destaque para a alta de 0,5 ponto percentual nos financiamentos com recursos do BNDES para investimentos.
    Aumenta ganho dos bancos com as famílias

    O ganho médio dos bancos (o spread bancário, diferença entre os juros que os bancos pagam pelo dinheiro e o que eles cobram dos clientes) foi de 17,4 pontos percentuais no mês, com alta de 0,3 ponto em relação a abril.

    A maior alta foi vista nas operações de crédito para as famílias, com alta de 0,6 ponto, para 24,9 pontos percentuais.

    No crédito para as empresas, o aumento foi de 0,2 ponto, para 9,5 pontos.
    Contas em atraso praticamente estáveis

    As contas com mais de 90 dias de atraso ficaram praticamente estáveis no mês para as famílias, com leve alta de 0,1 ponto, para 3,8%.

    Entre as empresas, ficou estável em 2,3%.

    Leia mais em: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/06/23/bc-juros-do-cartao-chegam-a-3606-ao-ano-e-os-do-cheque-especial-a-232.htm

  2. Já que os bancos querem matar a galinha de ouro(CLIENTES),QUE TAL A REVOLTA DOS MORTOS SÓ PAGAR OS EMPRESTIMOS/FINACIAMENTOS/CARTÕES COM JUROS COMPATÍVEL COM O MERCADO INTERNACIONAL,QUANDO QUEREM AUMENTAR QUALQUER TAXA DE JUROS ALEGAM ISSO E AQUILO.POR ANDAM OS COMEM QUIETOS POLÍTICOS QUE SÃO NOSSOS REPRESENTANTE KKK

  3. Tudo o que pinta de novo. Pinta sempre no rabo do povo. Ajuste fiscal é isso mesmo, mais dinheiro saindo do bolso do contribuinte otário, para as burras do governo perdulário.
    Assim sempre sera, por todos os seculos e seculos, amem.

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