O perigo da crença no humano e a lição de Nieztsche

Mauro Julio Vieira

O princípio da desvalorização de si mesmo ou pior , da própria anulação e submissão ao próximo, começa com a crença no humano. Todo cuidado é pouco com o humano, demasiado humano.

Nascemos com mecanismos de nos relacionar com a verdade: os sentidos. Mais instintos visíveis e invisíveis, como por exemplo a ambição, a competição, o medo, a cautela etc. É o corpo e suas determinantes. Biologia de milhões de anos.

Antes do advento da mente, da fala e das palavras o Homem, animal que é , vivia a verdade como qualquer outro animal ainda hoje. Depois disso, com a mente , vieram as mentiras. As ilusões. E por aí vai até o auge delas com as filosofias criadas nos séculos XVIII e XIX e que deram origem a teorias da salvação da humanidade como o socialismo.

Nieztsche, dessa época, foi a exceção e percebeu também como Shakespeare, que existiam mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia. Percebeu a complexidade humana e sua grande parte indecifrável. Por essas e outras, humilde, evitou criar filosofias e até se denominou um antifilósofo, dedicando todo o seu trabalho a demonstrar que as religiões e ideologias, cuja essência é a mentira, só têm um fim: a escravização de um humano pelo outro.

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