O povo continua nas ruas. Fora delas, fazem pesquisas, que aparecem com os resultados esperados. Neste clima, como disse antes das manifestações: em 2013 INCERTO, não analisarei o 2014, que por enquanto só existe no calendário dos A-P-A-V-O-R-A-D-O-S. Entre eles, Dilma, Alckmin, Haddad, Serginho Cabralzinho, Eduardo Paes.

Helio Fernandes

Anteontem falei sobre essas pesquisas que estão sendo divulgadas, não se sabe por ordem de quem, financiadas ou encomendadas, lógico, por quem precisa se servir delas. Comentei imediatamente: “Não acredito nessas sondagens feitas ouvindo pouco mais de 4 mil pessoas num país de 196 milhões de habitantes”.

Agora, quero agradecer o comentário importante e em profundidade, feito por Marcelo Menezes Reis, professor do Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina. Textual: “O problema no Brasil não é o tamanho das amostras das pesquisas, mas COMO (a maiúscula é do professor) a amostra é selecionada”. Ele dá um endereço eletrônico para quem quiser saber mais sobre o assunto.

DILMA, ALCKMIN, HADDA, SERGINHO
CABRALZINHO FILHINHO, EDUARDO PAES
E TODOS OS PESQUISADOS. DESABARAM

Ninguém esperava outra coisa. Dez ou quinze dias antes do povo ir às ruas, escrevi: “Faltam 16 meses para a eleição de 2014, pode acontecer tanta coisa durante esse tempo, que só analisarei a eleição de 2014 quando houver um fato que defina a posição desses supostos presidenciáveis”.

Era apenas a constatação que registrei: “Os candidatos de oposição só querem chegar ao segundo turno, é inédito”. Em relação a Dona Dilma, assinalei: “Ela não sabe nada sobre o próprio futuro, olha pelo retrovisor e vê sempre o mesmo personagem”. Não citei o ex-presidente Lula, estava claro. Também jamais me passou pela mente que pudesse surgir esse Movimento, que chamei logo de O POVO ESTÁ NAS RUAS.

Foi tão inesperado e impressionante, que ultrapassou as ruas, dominou rádios, jornais, televisões, mídias sociais, TODAS. E sem que haja qualquer sinal de INTERRUPÇÃO da CONTINUAÇÃO.

Vou apenas comentar ligeiramente o que surgiu dessas pesquisas, que era rigorosamente o esperado. Para completar, falta uma PESQUISA-LEVANTAMENTO sobre os “líderes” do Legislativo. Eles estão posando de vencedores, embora não tenham ganho coisa alguma. Estavam e estão DEGRADADOS demais, não serão SALVOS, ninguém acredita em REABILITAÇÃO desses “líderes”.

Dos que citei no título destas notas. Dona Dilma foi a primeira a ser atingida frontal, fundamental e colossalmente. Nunca imaginou que, confortavelmente instalada em 57% por cento de popularidade (?), possa dormir com esse índice, acordar com 30%, o que ainda é muito para sua “administração” (as aspas são indispensáveis).

A segunda figura administrativa do país, o governador de São Paulo, caiu 20%, muito pouco para quem tomou as posições mais contraditórias. Com o povo nas ruas, não percebeu nada, falou sentado entre dois coronéis da Polícia Militar, que praticava os maiores atos de violência: “A Polícia Militar tem todo o meu apoio, cumpriu BRAVAMENTE seu dever”.

E logo afirmou, embarcando para Paris: “O preço dos ônibus não será REDUZIDO de forma alguma”. Nem preciso explicar sua espantosa e DEPRIMENTE reviravolta, está tudo registrado.

O prefeito de São Paulo caiu um pouco mais do que o governador, inexplicável. Haddad pronunciou exatamente as mesmas palavras de Alckmin, viajou com ele para Paris, disse: “Minha decisão é IRREVOGÁVEL”. A mesma contradição dos outros, ASSUSTADOS com o povo nas ruas.

SERGINHO CABRALZINHO FILHINHO
E EDUARDO PAES TAMBÉM CAÍRAM POUCO

Também caíram bastante, não MERECIDAMENTE. O que MERECIAM era terem chegado a ZERO, a mesma nota que deveriam ter recebido e que merecem, tanto o governador quanto o prefeito. Cortejam e obtêm os holofotes, sem os quais não sabem viver.

Envolvidos em escândalos e mais escândalos, antes do POVO IR PARA AS RUAS, tinham pretensões arrogantes e alienadas. Serginho queria (e quer) ser embaixador na França, agora não há nenhuma expectativa ou esperança de cargo para ele. Pretendia voltar de Paris em 2016 ou 2017, e aí teria que sobrar alguma coisa para ele. Com o POVO NAS RUAS, não sabe o que fazer.

Eduardo Paes, que ganhou manchetes e holofotes numa CPI, veio para o Rio, se reconciliou com aqueles que combateu, se elegeu prefeito. Reeleito, seu mandato acaba em 2017 (janeiro), já estava coordenando a candidatura a governador em 2018.

OS DOIS DEVIAM TER
SOFRIDO IMPEACHMENT

Serginho Cabralzinho, que nunca trabalhou na vida, derrotado duas vezes para prefeito, tem bens INAVALIAVEIS. Eduardo Paes, enroladíssimo no escândalo do Engenhão. Sabia que o estádio corria perigo (confissão dele mesmo), deixou milhares e milhares de pessoas ameaçadas “por um vento um pouco maior”. Mas esperou 5 anos PARA FAZER A DENÚNCIA e livrar a empreiteira da RESPONSABILIDADE.

O POVO NAS RUAS, GOVERNANTES
E COMENTARISTAS FALANDO MAL,
ESCREVENDO MAL, PENSANDO MAL

O Supremo mandou prender o deputado Natan Donadon. Além do fato inédito, a oportunidade para que comentaristas de rádio e televisão, articulistas e colunistas de jornais impressos, insistissem no erro primário. Textual em todos: “Supremo DECRETA a prisão de deputado”.

Ora, magistrado, qualquer que seja o nível, não DECRETA nada, quem DECRETA é o Executivo. Juiz de primeira instância, SENTENCIA. E, aliás, é o único que se manifesta através de SENTENÇA. Magistrados de tribunais colegiados VOTAM. E por maioria CONDENAM ou ABSOLVEM quem está sendo julgado.

Outro fato importante: ministros do Supremo (como Ayres Brito, Carlos Veloso e outros) não são “ex-ministros”, e sim ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo.

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PS – “Ex”, SEMPRE, são os ministros de Estado. Quando deixam o cargo, ficam sendo “ex” e mais nada.

PS2 – Uma das mais veementes pautas dos manifestantes do povo nas ruas: o julgamento do mensalão, parado há meses, nenhuma explicação.

PS3 – O ministro Toffoli chegou a dar entrevista, afirmando: “Decisão sobre o mensalão levará ainda mais 2 anos”. Portanto, resultado só em 2015.

PS4 – Agora, no mais completo silêncio, o ministro espera terminar o RECESSO JUDICIÁRIO, em agosto. Toffoli votará e CONDENARÁ. Isso se o povo nas ruas não determinar que ACABOU o recesso de julho.

PS5 – Se qualquer maneira, o Supremo não decidirá a CONDENAÇÃO ou a ABSOLVIÇÃO, por decreto. E sim por MAIORIA do plenário.

PS6 – Quem escreve ou fala mal, pensa mal.

PS7 – Dona Dilma, que fala mal, escreve mal, pensa mal, acreditou que iria se reabilitar com um texto vergonhosamente BAJULADOR sobre a seleção.

PS8 – Vaiada no Mané Garrincha, Dona Dilma, que já havia agendado assistir a final no Maracanã, DESAPARECEU completamente.

PS9 – Desaparecida politicamente, eticamente e administrativamente, está PERDIDAMENTE sem esportividade.

PS10 – Não vaiaram a ausência de sua participação pessoal, vaiaram o texto que escreveram para ela.     

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19 thoughts on “O povo continua nas ruas. Fora delas, fazem pesquisas, que aparecem com os resultados esperados. Neste clima, como disse antes das manifestações: em 2013 INCERTO, não analisarei o 2014, que por enquanto só existe no calendário dos A-P-A-V-O-R-A-D-O-S. Entre eles, Dilma, Alckmin, Haddad, Serginho Cabralzinho, Eduardo Paes.

  1. Plebiscito, referendum, reforma ou constituinte? Dilema entre o “que fazer” e o “como fazer”.
    .
    Palavras não alteram a realidade que a ciência interpreta e explica.
    É impossível determinar um rol que defina todo o conteúdo que reúna a motivação desses “protestos” (anárquicos porque fora da lei) que governantes e imprensa, demagogicamente, pretendem separar – para poder estimulá-los – em “vandalismo” e “ manifestação”, vândalos e manifestantes. Para cometimento de crime não há necessidade de protesto, basta a lei.
    Todo protesto é fruto da raiva em saber que o que pode ser mudado não está. Raiva é um sentimento humano, muito humano, portanto, tentar extirpá-la é algo impossível, seria desnaturar o humano.
    O que há é a explosão em indignação generalizada de um antigo sentimento de impotência que se transforma em indignação. Pode-se mesmo afirmar em síntese que a motivação é o sentimento de privação continuada de liberdade política.
    Protesto contra o quê e quem?
    Contra um fantasma, ou seja, a burocracia surgida de sistemas políticos autoritários. No Brasil, inserido nos tais BRIC (CHINA, RÚSSIA, BRASIL E A ÍNDIA) , Collor e FHC são paradigmas. Lula, despreparado, covarde e sabido, foi mero explorador e usuário.
    Protesto contra a Burocracia sim, mas com um novo conceito, conceito do espectro de um governo tirânico encilhado na insídia e na mentira que retira do povo o poder de agir politicamente perante o confronto do qual acorda entre a realidade e a ilusão; entre o discurso e a prática política cínica e corruPTa. Temos, então, uma tirania sem tirano.
    A pensadora social H. Arendt define assim o cenário:
    “Hoje poderíamos acrescentar a última e talvez a mais formidável forma de dominação: a burocracia, ou o domínio de um sistema intrincado de departamentos nos quais nenhum homem, nem um único nem os melhores, nem a minoria nem a maioria, , pode ser tomado como responsável e que deveria mais propriamente chamar-se domínio de Ninguém…é claramente o (governo) mais tirânico de todos – H. Arendt”
    .
    Protesto, portanto, é sempre violência e exige mudança. Para isto não há outra opção: ou se muda nos termos do Direito vigente; ou se rompe com ele; ou, se passa a conviver com ele, com a desordem.
    Observo, de logo, que toda mudança sob o título de Reforma, mesmo a mais radical, tem de respeitar a linha de tolerância do sistema social ou regímen econômico. Tal reforma seria, ainda que pacífica, uma autêntica Revolução.
    Referendo ou plebiscito porquanto processos de manifestação popular – isto é doutrinariamente pacífico; referem-se a transformações constitucionais; a Reformas constitucionais a par da extensão delas. Nunca uma substituição dela, da Constituição vigente o que exige ruptura com a conjuntura política vigente de modo pacífico ou violento.
    Isto é histórico, é da segunda parte de The rights of man:

    “Uma Constituição não é o ato de um governo, e sim de um povo constituindo um governo”

    Na hipótese dos protestos desaguarem na manutenção do Direito vigente, não há muito que tergiversar fora do que prescrevem os arts. 14 (plebiscito, referendo, iniciativa popular), 59 e 60 da Constituição Federal e legislação ordinária.

    Plebiscito traduz a resposta a certa ou certas perguntas formuladas pelos governantes. Portanto, nada exige que se paute pelo clamor popular.

    Referendo com a pequena distinção em relação ao plebiscito – este, plebiscito, dos males o maior – incide sobre uma decisão legislativa já tomada e que se pretende saber se tem a aprovação popular.
    Ambos, plebiscito e referendo, não mudam o “como fazer”, a corrupção, a imoralidade política que tanto sobressaem nos “protestos”; atacam, diferente e precipuamente o “que fazer”, que, como se conhece na prática estão sobeja e expressamente contidos no Direito vigente. O Estado que é o Direito, não é o escrito, é o praticado. Como ensina Max Weber:

    O Estado “…não se deixa definir por seus fins…não é possível referir tarefas das quais se possa dizer tenham sido sempre atribuídas, com exclusividade aos agrupamentos políticos hoje denominados Estados ou que se constituíram, segundo a história, nos precursores do Estado Moderno. O Estado não se deixa definir, sociologicamente, a não ser pelo específico meio que lhe é peculiar, da forma como é, a todo outro agrupamento político, a saber, o uso da coação física”

    O que muda e muda racialmente é uma Constituinte por romper com o “statu quo” político não somente no o “que fazer”, mas também no “como fazer” porque oportuniza (com a eleição dos constituintes) uma mudança radical.

  2. Não podemos esquecer que o propulsor de qualquer governo, seja ele democrático ou não, de esquerda ou de direita e, até de centro, É O DINHEIRO!
    Não apenas as arrecadações, mas as doações às campanhas dos candidatos ou, então, como contribuição à manutenção do poder estabelecido.
    Reunir-se com pessoas que podem ser decisivas com suas “ofertas” relevantes para o candidato eleito, significam comprometimento e acordo que devem ser cumpridos à risca, sob pena de este doador se rebelar e confessar os detalhes desta vitória, e como o sistema se comporta dentro dos palácios quanto à forma de devolução dessas quantias acostadas às campanhas.
    Na maior parte das vezes não é a devolução simples do que foi oferecido, mas através de favores, concessões, benefícios, tratamento diferenciado.
    Eike Batista se difere do Hélio Fernandes por questões guardadas em sigilo, que se percebe mediante a intocabilidade de suas empresas, seguramente eivadas de irregularidades, mas deixadas de lado pela administração pública porque intimamente vinculadas ao poder reinante e, certamente, ao governo passado.
    No caso do nosso jornalista, este busca reparação na Justiça há mais de três décadas, às claras, seguindo estritamente a sua ética e moral, conhecimentos e experiência, que incomodam os poderes do momento e dos que já se foram, razão pela qual a PUNIÇÃO advinda de uma Justiça que deixa de ser justa pela demora nas sentenças quando essas se referem a pessoas comuns, meras cidadãs brasileiras, e não influentes ou que os governos estejam devendo obrigações.
    Nesse aspecto, lamentavelmente, o Poder Judiciário se une ao Executivo, de modo a manterem o status quo, de que, se a Justiça é para todos, a sua eficiência é para os preferidos de ambas as Cortes!
    Hélio é mais uma vítima deste sistema deplorável, que está incrustado nos poderes vergonhosamente, mas que tem sido a causa de o povo brasileiro constatar como ele é tratado pelos poderosos e como estes são vistos pelos governos, em íntimas e restritas reuniões de interesses e objetivos, evidentemente em prejuízo à população e ao País, mas altamente lucrativo às elites dominantes e àqueles que se juntam a elas para poderem em seus governos transitar sem receio de ser perturbados pela força do dinheiro ou pelo escândalo.
    Quanto ao absurdo de Hélio ainda não ter sido indenizado pela União porque a Justiça se faz injusta pela lentidão, qual seria a importãncia deste homem para o governo e Judiciário?
    Então que seja castigado pelos seus artigos, reportagens, crônicas, independência, isenção, haja vista que a desonestidade e favorecimentos estão comprometidos entre si e, Hélio, está fora deste clube de traidores e exploradores da nação brasileira!

  3. Nestes tempos em que os os nossos “nobres” poíticos estão tão empenhados em trabalhar em prol do zepovão, que tal aproveitarem o momento e acabar de uma vez com essa “maldita saidinha” para presos.
    Se esse monstro tivesse “enjaulado” talvez essa bárbarie não teria acontecido.

    02/07/2013 – 03h20
    Suspeito de matar Brayan saiu da prisão para o Dia das Mães

    DO “AGORA”

    O assaltante Diego Rocha Freitas Campos, 20, condenado por roubo e apontado pela polícia como suspeito de matar o menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5, havia sido beneficiado pela Justiça com a saída temporária do Dia das Mães, mas não retornou à prisão.

    Campos obteve saída temporária da Penitenciária 3 de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, em 9 de maio, 16 dias após o início de sua pena em regime semiaberto. Deveria ter retornado em 13 de maio para cumprir sete anos e meio.
    A polícia acredita que, em 52 dias nas ruas, Campos participou de roubos de motos e de outras casas na região de São Mateus (zona leste).

  4. O povo tem que tomar cuidado com os estelionatários da salvação religiosa ou ideológica, o que dá no mesmo.
    Essa gente é bem organizada e estão como urubus esperando o apodrecimento dos cadáveres.

    Com suas camisas e bandeiras vermelhas, não deixam dúvida em mais de um século, a sua condição de enganadores.
    Assim, povão, não se iludam com esse bando que empunha bandeiras vermelhas aí no meio das manifestações. Não caiam mais nessa.

    Lembrem-se que essa gente do poder também empunha essa mesma bandeira e até a presidenta se veste de vermelhinho. Inclusive ela dá o nosso dinheiro para o seu irmão de fé e ídolo Fidel para continuar a sua ditadura.

    A nossa bandeira é Verde-amarela.

  5. Caro e estimado jornalista Hélio Fernandes,

    Venho por meio do presente denuncia a “COMISSÃO DA VERDADE” o desaparecimento político da atual presidenta e seu antecessor, vitimados pelo AI-6: AI, AI, AI, AI, AI, AI!

  6. Sr. Helio,

    Está certo o professor de estatística, o tamanho da amostra não está diretamente relacionada ao tamanho da população mas à dimensão do erro admitido. Assim, uma amostra de apenas 2.500 pessoas é suficiente para inferir a opinião de toda a população brasileira, admitindo-se um erro de 3% para cima ou para baixo.

    4.000 pessoas pesquisadas, infere com altíssima precisão a opinião de toda a população brasileira com admissão de um erro aproximado de 2%.

    Se o erro máximo admitido fosse de 1% teriam que ser ouvidas apenas 22.500 pessoas, diante de toda a população nacional.

    A questão é o COMO fazer a pesquisa, estratificando a população amostral e aplicando-lhe o questionário corretamente.

    Veja o que Paul G. Hoel, estatístico e matemático da Universidade Califórnia – Los Angeles -, diz:

    “Uma característica interessante de problemas como esse [pesquisas eleitorais] é que, contrariamente à crença da maioria das pessoas, a precisão de uma estimativa de proporção p não depende do tamanho da população, mas só do tamanho da amostra. Dessa forma, uma amostra de 2.500 eleitores tirada de 50.000.000 de votantes é suficiente teoricamente para determinar a preferência desses eleitores, com alta precisão.

    Infelizmente, eleitores não se comportam sempre como tentativas num jogo de azar, de modo que o modelo da distribuição binomial [modelo estatístico de amostragem usado nessas pesquisas] não é estritamente aplicável a problemas desse tipo. Por exemplo, um votante quando entrevistado pode favorecer um cadidato e, contudo, uma semana mais tarde pode votar em outro candidato ou pode mesmo esquecer de votar. Pode também interpretar mal as perguntas do questionário, e assim responder de modo incorreto. A experiência tem mostrado que, devido a fatores humanos incontroláveis, a precisão de uma estimativa de p para votantes não aumenta muito após se tirar uma amostra de 10.000. É necessário bom senso na aplicação de modelos matemáticos à vida real, principalmente quando se trata de seres humanos e de suas inconsistências.”

    Segundo o modelo matemático, temos a seguinte fórmula para achar a quantidade de eleitores necessários na pesquisa: n =( Zo² x P x Q)/e². Sendo, (n) o número de eleitores necessários, (Zo) o desvio padrão, P e Q as probabilidades de sucesso e insucesso e (e) o erro da estimativa.

    Consideramos, sempre, três desvios-padrão e a probabilidade de 50% de sucesso, ou seja, 0,5.

    Portanto, se o IBOPE vai pesquisar a opinião popular e sua estimativa seja com tolerância para erro de, no máximo três pontos percentuais, para cima ou para baixo, terá de entrevistar: n = (3² x 0,5 x 0,5)/0,03² = 2.500 eleitores.

    Se a estimativa é mais acurada, por exemplo, dois pontos percentuais para cima ou para baixo, terá de entrevistar a seguinte quantidade de eleitores: n = (3² x 0,5 x 0,5)/0,02²= 5.625 eleitores.

    E, se a estimativa é para aceitar somente um ponto percentual de erro para cima ou para baixo, então: n = (3² x 0,5 x 0,5)/0,01²= 22.500 eleitores.

    Veja que a quantidade, por conta de um ponto percentual para cima ou para baixo, isto é (dois pontos percentuais), mais que dobra e depois mais que quadruplica!

    • A matemática e o método probabilístico estão corretos, mas não creio que a crítica do Mestre Helio enfoque as contas ou o processo em si. Métodos de amostragem pressupõem universos homogêneos (quase sempre). Ao aplicar tal método em países europeus ou mesmo nos EUA (de imensa classe média), a amostragem estará, certamente, mais consoante com a realidade de lá do que quando método idêntico é aplicado aqui, dado a heterogeneidade de nossa sociedade.
      Não é de se admirar pois que os institutos de pesquisa errem tanto e tão grosseiramente quando tentam “amostrar” a opinião do país. Pesquisas, entretanto, são instrumento poderoso de pressão e de desinformação (confusão talvez fosse mais apropriado). Não é à toa que essas pesquisas são tão caras (em dinheiro e em apreço).

  7. Hélinho, forte abraço e muito obrigada por estender sua mão quando estive mentalmente doente.
    Morava na Aurélio Valporto e pedi socorro. Você ouviu! Serei sempre grata. As vezes tenho uma certa preocupação quanto aos acontecimentos que ainda não estão devidamente claros em minha memoria. Mais tenho certeza que foram gerados por meu proceder doentio. Pedi desculpas a Alexandre Freeland no Facebook. Não sei se aceitou ou algum dia aceitará.
    Tenho mais de 60 anos e gostaria de entender melhor o problema mental do qual fui acometida. Se achar que o comentário pode me trazer problemas ou a quem quer que seja, por favor, não libere.

    AVALIAÇÃO GOVERNO LULA 2006

    Como gestão ganha zero
    em qualquer compartimento
    que se procure um destaque
    talvez se ouça um lamento

    Do que poderia ser
    mas sobrou insensatez
    por um nó quase invencível
    que a economia fez

    Preso na infra estrutura
    travados em seres humanos
    enlaçados nos transportes
    todos com seus abandonos.

    Depositou as esquerdas
    nos fundos do cemitério
    em cima da cova rasa
    com a placa: “NÃO É SÉRIO”

    Que o eleitor cansado
    nem perde tempo pra ler
    graduou-se em esquerda
    no governo do PT

    Com perdas eqüitativas
    borrou matizes inteiros
    todos foram abalroados
    no vôo dos companheiros

    2006

    —————————
    —————————

    AVALIAÇÃO GOVERNO LULA 2008

    Como gestão ganha seis
    catapultado pelos bom ventos
    da economia mundial
    pelo controle da inflação
    ficou rico de votos nesses assentamentos.

    Quanto ao MST, um forte abraço
    curto e rápido por falta de tempo
    quando o bolo for cortado
    e equitativamente dividido
    serão donos do ouro do garimpo.

    O morador de rua
    dorme no frescor da paisagem
    que só incomoda no inverno
    o cachorro amigo e a cachaça
    acrescentam beleza a embalagem.

    Os desempregados com qualificação
    aos quais a vida ou a idade
    não permitiu reciclagem
    lamentam sem perspetiva
    a fortuna da longevidade.

    Os sem trabalho e desqualificados
    Se viram na riqueza do lixão
    e catam em nossas portas
    latinhas, garrafas pet, comida podre
    dignificantes, benção e inclusão.

    Enquanto a infra-estrutura afunda
    e exportamos matéria-prima de pouco valor
    compramos os imprescindíveis manufaturados
    capazes de gerar milhões de empregos
    numa passividade incolor.

    Dinheiro sobra em caixa
    bilhões para honrar a divida externa.
    As estradas continuam esburacadas
    com buracos pequenos, médios, imensos
    quem sabe, uma forma de progresso moderna.

    Mas o progresso existe e é inegável
    contanto que não o procuremos
    sob valores ligados ao ser humano
    porque nos deterioramos
    penetramos naquilo que não somos.

    Perdemos a identidade
    nos firmamos pequenos e mesquinhos
    engolimos mentiras doces
    e nem nós perguntamos se há
    acerto e verdade no caminho.

    As conquistas tecnológicas mundiais
    fatos como mundo digital, celular…
    informam ao povo que Lula trouxe Deus
    e enquanto ele, Lula, estiver lá
    nada haverá de faltar.

    O jovem sem acesso a esses bens
    rouba e mata como recompensa
    a impunidade cuida dos alforjes
    e destrói a máxima centenária
    de que ‘o crime não compensa’

    A escola não foi priorizada em
    discursos sempre muito bem aceitos
    numa falha imperdoável, num momento
    em que a guerra urbana
    se torna didática, com preceitos.

    Lula nos tornou um povo omisso
    que acredita em canto de sereia
    e a mentira dita várias vezes
    será mãe e pai da integridade
    que destrói e fanfarreia.

    Foi assim que o ‘não sabia’
    tomou forma e é jurisprudência.
    Severino Cavalcanti, vitima da elite
    e seu caldeirão de atrocidades
    foi salvo, na longa fila contra a evidência.

    2008

  8. Sr Barata, eu particularmente tenho um medo imenso qdo aparecem essas idéias de Plebiscito, Constituinte, Referendum, etc.

    Sempre vem ferro para os trabalhadores, aposentados e mais alguns.

    PRINCIPALMENTE NAS CONDIÇÕES ATUAIS.

  9. É enganação mesmo esse negócio de pebliscito. Esta porcaria esta dominada. A petraalhada não vai largar fácil o que aí está. O petralha mor está na moita. Deve achar mesmo que estas passeatas acabam logo logo e tudo ficará como antes. Vai ainda tirar proveito. O sr. Sebastião Nery, acertadamente, falou que o petralha mor acha que por ser governo tudo pode de qualquer jeito. É uma desgraça.

  10. Jornalista Hélio Fernandes:

    Dias atrás fiz um comentário sobre a contratação de médicos estrangeiros ou formados no exterior em razão a vossa opinião no assunto. Hoje volto para lhe passar uma matéria de autoria de Arthur Chioro é médico, presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS-SP) e Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo e não de um estranho dos longíncuos pagos gaúchos (Cruz Alta). Esta minha insitência tem como objetivo defender a saúde pública e o SUS ao invés dos interesses corporativistas, sendo um deles a reserva de mercado. Jornalista Hélio Fernandes, use esse blog e todo o prestígio que goza Brasil a fora para defender os interesses do nosso sofrido povo brasileiro.

    Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros

    por Arthur Chioro

    É urgente e absolutamente necessária a adoção de medidas por parte do Ministério da Saúde para a captação e fixação de médicos, incluindo-se a contratação emergencial de médicos estrangeiros para atuação na Atenção Básica em áreas carentes do território nacional. Esta é a posição defendida pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS/SP), entidade que representa os gestores da saúde dos 645 municípios paulistas.

    O país vem enfrentando uma enorme dificuldade na fixação de médicos, em especial nos pequenos municípios do interior e na periferia das grandes cidades e das regiões metropolitanas, para assistência na rede básica de saúde. Isto não se deve apenas à falta de condições estruturais ou à ausência de uma carreira de estado, providências que contam com o nosso integral apoio. Se não levarmos em consideração as dimensões continentais e a heterogênea estrutura social, econômica e política do Brasil, produziremos uma análise simplificadora da nossa realidade.

    Da mesma forma, não é possível desconsiderar a baixa oferta de vagas em residência médica, a formação excessivamente especializada e voltada à atuação em ambiente hospitalar dos nossos médicos, a carência de profissionais nas clínicas básicas e na Estratégia de Saúde da Família, a concentração excessiva dos médicos nas capitais e grandes centros urbanos e, principalmente, o número insuficiente de médicos para o tamanho de nossa população e a inquestionável expansão dos postos de trabalho nos setores público e privado, como elementos determinantes que devem ser considerados neste debate.

    Reconhecemos o esforço que o governo federal tem feito para enfrentar a maior parte destas questões. Programas como a Requalificação das Unidades Básicas de Saúde, de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), a implantação da rede de UPAs e do SAMU-192, bem como a ampliação das vagas em cursos de Medicina e de bolsas de residência médica, são algumas das importantes iniciativas para a melhoria do atendimento universal previsto em nossa Constituição Federal e sob responsabilidade do SUS. Reconhecemos, ainda, que a expansão do financiamento e estruturação da Atenção Básica nos municípios, envolvendo recursos superiores a 20 bilhões de reais, tornou-se hoje uma clara prioridade da União.

    Além disso, algumas iniciativas para a fixação de médicos na Atenção Básica estão em curso e já começam a dar os primeiros resultados, como o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB), destinado a profissionais egressos das universidades que querem cursar uma residência ou diminuir sua dívida em relação ao financiamento de sua formação (FIES), que obtêm benefícios em contrapartida ao trabalho dedicado à atenção básica no SUS.

    O PROVAB, por exemplo, prevê pagamento de bolsa federal para o médico no valor de R$ 8 mil mensais, atividade supervisionada por uma instituição de ensino e a obtenção de título de pós-graduação em Saúde da Família pela atuação por 12 meses na rede básica. Para os médicos bem avaliados, o programa dá ainda bonificação de 10% nos exames de residência médica. Este programa tem levado profissionais para atuarem em periferias de grandes cidades, em municípios do interior, no semiárido nordestino, em territórios de população indígena ou mesmo em áreas mais remotas, como a Amazônia Legal Brasileira, possibilitando que o profissional conheça a realidade da saúde da população.

    Entretanto, tais programas não são suficientes para resolver os gargalos incontestáveis do sistema de saúde brasileiro e medidas adicionais são necessárias. A escassez de médicos em nossa rede de saúde é uma delas, senão a mais sensível. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demostram que o Brasil conta com 1,8 médico a cada 1.000 habitantes, média menor que a do Uruguai (3,7), Argentina (3,2), México (2,0), Venezuela (1,9) e Cuba (6,0). Quando a comparação é com países europeus, a discrepância é ainda maior: Espanha (4,0), Portugal (3,9), Alemanha (3,6) e Itália (3,5).

    A situação do Estado de São Paulo não é diferente. De acordo com o relatório apresentado pelo CREMESP – Demografia Médica no Estado de São Paulo, 2012, apenas 208 municípios paulistas, dispostos em quatro regiões (dos 17 Departamentos Regionais de Saúde – DRS existentes) apresentam índices maiores que 2,0 médicos por 1.000 habitantes, o que representa 32,24%. Mais de dez regiões paulistas, na qual estão localizados 344 municípios (53%) possuem índice menor que a média nacional (1,8). A região mais deficitária é a de Registro (DRS XII), que abrange 15 municípios, com índice de 0,75 médico por 1.000 habitantes. É evidente, portanto, que o problema não é, como alguns afirmam inadvertidamente, apenas de distribuição dos médicos. Sua falta é absoluta e não apenas relativa.

    As posições relutantes à vinda de médicos estrangeiros para atuar na Atenção Básica em regiões carentes e com dificuldades para fixação destes profissionais, lamentavelmente não têm sido acompanhadas de propostas para garantir aos cidadãos o direito à saúde. E não podemos nos conformar e deixar tudo como está. Por esta razão, temos posição favorável a esta iniciativa que vem sendo amplamente discutida pelo Governo Federal, sobretudo por nosso compromisso com as necessidades da população. Não é possível fazer um bom sistema de atenção à saúde sem os médicos, como ocorre em mais de 1.900 municípios brasileiros, que tem menos de 1 médico por 1.000 habitantes e em outros 700 municípios que não contam com nenhum médico neles residindo. Assim, todas as medidas possíveis para garantir a assistência médica merecem o nosso apoio.

    Não abrimos mão, entretanto, que essa medida seja efetuada de forma regulada, com responsabilidade e qualidade. Não será a primeira vez que o país se utilizará de estrangeiros para alavancar seu desenvolvimento. A diferença é que, desta vez, isto se aplicará num setor sensível a todos, como forma de promover o caráter democrático do atendimento à saúde, na medida em que procura atender o direito de todos os brasileiros ao acesso à saúde. É importante ressaltar que a contratação de médicos estrangeiros é realizada em muitos países, como o Canadá, os Estados Unidos e o Reino Unido, por exemplo.

    Com referência ao processo de revalidação de diplomas, argumento frequentemente utilizado por quem se opõe à vinda de médicos formados fora do Brasil, há uma dubiedade que necessita ser sanada.

    É evidente que todos queremos profissionais de qualidade e aprovamos a adoção de procedimentos que possam aferir a qualidade individual. Porém, essa postura não pode ser obstáculo para a fixação de profissionais em locais mais carentes. Desta forma, defendemos a adoção de duas estratégias complementares, já utilizadas em outros países. Os médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior que desejarem exercer a Medicina em qualquer região do país devem se submeter ao exame de validação (VALIDA), como já ocorre hoje.

    Mas é imperioso adotar um regime de autorização especial para atuação restrita nas áreas de escassez de médicos, municípios de interior e periferias das grandes cidades, por um período fixo, sob regulação governamental e supervisão das nossas instituições públicas de ensino médico. Terminado esse prazo, a permanência do médico no Brasil só poderá ocorrer se ele se submeter à validação e for aprovado.

    Não queremos a validação automática do diploma. Além disso, entendemos que esses médicos, em regime especial de trabalho, sejam obrigatoriamente formados em instituições de ensino autorizadas e reconhecidas e que tenham licença para atuar em seus países de origem.

    Por fim, não poderíamos deixar de manifestar que defendemos também um maior investimento para a saúde pública nacional, como o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde, conforme o movimento ‘Saúde mais 10’, um projeto de lei de iniciativa popular para alterar a Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012.

    A adoção combinada dessas medidas pode nos proporcionar o enfrentamento da crise que estamos atravessando. O momento é grave e a nossa responsabilidade não pode ser tolhida por interesses corporativos, políticos ou de qualquer outra natureza. Que as diferentes visões sobre o assunto sejam analisadas criticamente, mas que não se retarde mais as medidas urgentes que precisam ser tomadas e que, neste momento, são da alçada exclusiva do Governo Federal. E que contam com o irrestrito apoio dos secretários municipais de saúde paulistas.

    Arthur Chioro é médico, presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS-SP) e Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo.

    Cruz Alta, RS, 2 de julho de 2013.

    José Martins – Advogado

  11. As reivindicações dos manifestantes são as verdadeiras necessidades do povo. Se resume em melhores condições de vida e punição severa aos bandidos que sempre ocupam o estado. Com o PT essas ocupação é para sempre. De cara aumentaram para quase 40 ministérios e de cargos para seus malandros, foram mais de 50 mil.
    Por essas e outras já está cozinhando no forno do governo a pizza com o nome de plebiscito.
    Ainda agora assisto o bando governamental com o cardozo e outros do tipo armando mais essa enganação.
    São as velhas e boas malandragens que mudam as coisas para ficar tudo mesmo jeito que está.
    A festa não pode acabar né Dilma?

  12. David, colega de infortúnio, mais do que eu, du-vi-do! Mas, de que adianta? Não é mesmo?Revoluções, como qualquer mudança social, embora sempre tenham origem no individual estão sempre na dependência do acaso; de uma conjunção inumerável e imponderável de fatores.
    .
    Todos esses processos (constituinte, plebiscito, referendo) são efetivamente violência política. Para reflexão:
    – “Quanto mais a violência se tornou um instrumento dúbio e incerto nas relações internacionais, tanto mais adquiriu reputação e apelo em questões domésticas, especialmente no que se refere ao tema revolução – H. Arendt”.
    – “violência é a única forma de assegurar que a moderação seja ouvida – H.Arendt”

    – “A violência sempre pode destruir o poder; do cano de uma arma emerge o comando mais efetivo, resultando na mais perfeita e instantânea obediência. O que nunca emergirá daí é poder – H. Arendt”

    – “ Não é de novas partilhas pela violência , mas de transformações graduais das idéias que se necessita: é necessário que em todos a justiça se torne mais forte e o instinto de violência mais fraco – Nietzsche.”

  13. Plebiscito em que o governo corrupto pergunta o que quer perguntar é coisa de bandidos.
    Falar em bandidos, 74% do povão quer os bandidos do PT na cadeia.

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