O povo nas ruas esqueceu da Varig, Transbrasil e Fundo Aerus? Escândalo na alta advocacia: Wadih Damous, ex-presidente da OAB/RJ, explora tudo por ser candidato a deputado federal. E a OAB Nacional? 25 comandantes novas nas UPPs, esperança de moralidade, fim de impunidade, prisão para os traficantes.

Helio Fernandes

Amarildo desapareceu, não vai aparecer, lógico, está morto. Oficialmente nada foi investigado para valer, tentam desesperadamente incriminar a própria vítima, num completo despudor, explorando em proveito próprio a sabedoria da impunidade. Com esse crime selvagem e quase inqualificável, desmitificaram as UPPs. Mostraram que foi feito “um pouco”, quase nada, numa realidade selvagem e cruel, que tentou ser assimilada pela própria população.

Agora, os fatos mostram que fizeram alguma coisa, mais em marquetagem do que em progresso para a comunidade. Os traficantes resistiram, são poderosos, retomaram o comando, são novamente os donos. Voltaram a gastar milhões em corrupção. Os chefes novos substituíram os antigos, que estão em prisões de segurança máxima, mínima para eles.

Basta citar apenas três fatos inacreditáveis, mas rigorosamente verdadeiros. Confirmados pelas próprias autoridades que tanto se “orgulhavam” da pacificação dos morros.

1 – As fortunas em drogas, contrabandeadas da Europa e EUA diretamente para as UPPs, principalmente a Rocinha.

2 – Não apenas montanhas de drogas, mas quantidades incríveis de armas, poderosas, de largo alcance, dos mais variados calibres, capazes de serem usadas até na Síria, nessa inédita guerra sem invasão, sem fronteiras, sem tropas, apenas com armas. Quem pagou tudo isso? Os traficantes, cada vez mais ricos e arrasadores.

3 – A preguiça-destruição incansável e incontrolável contra os líderes, principalmente o coordenador José Júnior, do grupo Afroreggae. Neste caso, deveria haver uma INVESTIGAÇÃO NACIONAL, pois existem até gravações nas quais Beira-Mar e Marcinho VP, aprisionados, dão ordens para destruir o Afroreggae.

E o Conselho de Justiça? Como é que, do interior de São Paulo, conseguem se comunicar a todo e qualquer momento com seus comandados, daqui de fora? Os responsáveis por essas prisões de segurança máxima não são investigados e criminalizados? Tudo passa pelos diretores de penitenciárias, a não ser que usem o bordão: “Eu não sabia de nada”. Tão grave quanto isso, desculpem, mais grave ainda: um juiz recebeu pedido desses dois bandidos. Precisavam ter uma CONVERSA URGENTE. O diretor da penitenciária levou o pedido ao juiz, este imediatamente autorizou o encontro, sem testemunhas, de Marcinho VP e Beira-Mar.

Esse juiz devia ser sido afastado logo, o CNJ foi criado para moralizar a Justiça. O que dois bandidos presos para o resto da vida tinham para CONVERSAR COM URGÊNCIA? O CNJ devia pelo menos perguntar a esse magistrado, perdão, “magistrado”? O país está esperando, é um clamor nacional contra a corrupção, é de corrupção que se trata.

NOVOS COMANDOS
MILITARES NAS UPPs

A substituição de 25 comandantes no ponto e posto mais alto das comunidades ditas pacificadas, merece crédito, até elevado. Que de minha parte estou oferecendo publicamente. Uma fonte importantíssima me diz: “Hélio, essas transferências eram para serem consumadas antes. Só que você não sabe a guerra que se travou dentro dos quartéis”.

Pergunto a razão de ter acontecido fato inédito e simultâneo. 1- Esse comando ir para uma mulher, pela primeira vez. 2 – Um major, quando o cargo sempre é de coronel ou tenente coronel?

Hesitou, me abraçou, amigo de longa data, falou: “Tenho que ir trabalhar”. Compreendi.

A insegurança é total, para todos os quase todos. E olhem que essa fonte é inatingível. Só que depois da quebra de privacidade dos países, ordenada por Obama, ficou difícil conversar até pessoalmente. Conversa a dois, em confiança, mas os dois podem estar com o celular no bolso, gravando tudo, sem maldade (não era o caso).

Priscila de Oliveira, nova autoridade da Rocinha, foi aprovada com extrema dificuldade, não pelo fator negativo e sim o positivo.

Tida e havida como rigorosa cumpridora de suas funções, é respeitada, altiva e altaneira, nem lutou pelo cargo. Sabia do que acontecia, quando os fatos chegaram a ela, disse que “queria ter independência para investigar e comandar”.

Conseguiu, vejam sua primeira declaração: “Combaterei os traficantes e quem tentar protegê-los”. Mais nada. Essa modificação ligada à morte de Amarildo é tão importante para milhões de trabalhadores e moradores dessas comunidades, que estou considerando que alguma coisa de novo acontecerá. Uma reviravolta contra o crime, a violência e a mistificação.

WADIH DAMOUS: ESCÂNDALO
QUE A OAB NACIONAL TEM QUE
INVESTIGAR. E O TRE E O TSE?

Presidiu por muitos anos a importante OAB do Estado do Rio. Agora é conselheiro da OAB Nacional, o mais grave: presidente da Comissão da Verdade do Rio, um assombro. Também acumula tudo isso com a candidatura a deputado federal pelo PT (o partido não interessa, pode e podia ser qualquer um, se não tivesse o menor constrangimento de usar todas as instalações, propriedades e privilégios dos cargos que ocupa ou já ocupou).

A CAARJ (Caixa de Assistência aos Advogados do Rio de Janeiro) tem sede na Avenida Presidente Antônio Carlos 150. Ali ficam também as instalações da Comissão da Verdade (que ele preside) e seu escritório de candidato. Tudo na maior promiscuidade moral, ética, e desperdício de verbas oficiais.

Diariamente vai lá, recebe correligionários, que são servidos por garçom oficial, comem e bebem, e têm o direito a estacionamento, tudo sem a menor despesa. (Aí o caso não é só da OAB estadual e nacional, mas também do TRE e até do TSE, tribunais eleitorais regionais e nacionais).

PS – É tanta denúncia comprovada, que deixo o resto para amanhã. Incluindo a matéria da Veja, do Jornal Extra, e até do Jornal do Vasco, intitulado “Casaca”. Impressionante. Foi presidente da OAB, se for eleito deputado, nenhuma dúvida sobre sua atuação.

PS2 – Ontem eu dizia; “o chato é ter que suportar a enxurrada de elogios que despejarão no técnico admirador de Pinochet, que há 40 anos derrubava a presidente Allende, assassinado no Palácio.

PS3 – Esses comentários “amestrados” que costumam dar notas a técnicos e jogadores, deram a máxima para Felipão. Deviam dar essa nota para o técnico da Austrália, tanto que de 10 a zero, perdeu só de 6. Por favor, o que fez o senhor Felipão?

PS4 – Você tem razão, João Paulo Resende, continuemos a lutar pelos espoliados trabalhadores da Varig e da Transbrasil, mas não esqueçamos desses aposentados do Fundo Aerus. Como todos, sem salário e sem aposentadoria.

PS5 –  Perguntinha tola e inútil: onde jogaram esse dinheiro de centenas de milhares de trabalhadores? E ninguém é responsável pelo d-e-s-a-p-a-r-e-c-i-m-e-n-t-o dessas fortunas, crime infamante?

PS6 – Desculpe, João Paulo, tem que acontecer alguma coisa nesse setor: o pagamento aos que trabalharam. Mas para chegar aos gabinetes dos exploradores, seria mais fácil se começasse nas ruas. Anteontem, ontem, hoje, amanhã. Estão perdendo tempo.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

7 thoughts on “O povo nas ruas esqueceu da Varig, Transbrasil e Fundo Aerus? Escândalo na alta advocacia: Wadih Damous, ex-presidente da OAB/RJ, explora tudo por ser candidato a deputado federal. E a OAB Nacional? 25 comandantes novas nas UPPs, esperança de moralidade, fim de impunidade, prisão para os traficantes.

  1. Caro Helio, como sempre, és merecedor dos CIDADÃOS, rogar a DEUS por tua saúde e longa vida, por esclarecer e dar Esperança de viver e não sobreviver nessa “corrupção” que avassala o PAÍS!.
    Parece-nos que o Cidadão-trabalhador-pacifico, voltou a “dormir no berço”, deixando espaço para os baderneiros, com certeza muito infiltrados, para manter a corrupção desenfreada.
    Tentemos mostrar o que é o “VOTO DEMOCRÁTICO”, usando o “VOTO OBRIGATÓRIO”, inclusive “anulando” em 2014, e citando EÇA DE QUEIROZ, em sua recomendação: “trocar a fralda da criança, sempre, pelo que contém”.
    Permita assinar em embaixo da tua análise.
    Por um Brasil decente e justo.

  2. Obrigado estimado jornalista Helio Fernandes pelo seu apoio e solidariedade a todos nós. Os políticos que representam este governo agora querem dar um final a este doloroso drama. Lógico que Dona Dilma, Lula, Zé Dirceu principalmente e o PT não estão nem um pouco interessados em fazer caridade a nós, mesmo porque eles nunca deram a mínima para a VARIG e nem para o Fundo de Pensão AERUS e nem para os ex.trabalhadodes da VARIG e também da TRANSBRASIL. Eles do PT estão preocupados que esta questão do AERUS, porque infelizmente a Varig não vai voltar do limbo que a colocaram. Esta questão do AERUS não resolvida provavelmente vai respingar na reeleição de dona Dilma ano que vem, mas eles do governo já começam a fazer reuniões para tentar resolver este doloroso drama. Acontece que as tais reuniões com o tal de Luiz Inácio Adams caminham devagar porque dizem que a questão AERUS como envolve muito dinheiro tem que ser bem discutida. Acontece caro e estimado jornalista Helio Fernandes que para resolver problemas de países hermanos ou perdoar dívidas de países africanos ou então para salvar bancos da bancarrota ( Caso Banco Votorantim que vc explicou muito bem no dia 12 de abril de 2011 aqui mesmo no site da Tribuna ) a solução para isto é rápida e muito rápida. Agora para resolver problemas de trabalhadores brasileiros haja tempo e paciência. Aliás muita paciência para esperar a solução. Quero crer que no final achando-se a solução o resultado seja o melhor possível para todos os aposentados, demitidos, pensionistas do Fundo de Pensão AERUS VARIG e para os aposentados e pensionistas do Fundo de Pensão AERUS TRANSBRASIL. Não podemos admitir de maneira alguma negociações que no final vão dar em resultados pífios. Espero que isto não aconteça. Obrigado mais uma vez por estar ao nosso lado assim como está o jornalista Carlos Newton que sempre deu voz a mim e a outros colegas e amigos da VARIG que aqui, dentro deste importante site, nos deu voz. Abraços fraternos. NOSSA LUTA CONTINUA ATÉ QUE NOSSOS DIREITOS TENHAM SIDO DEVOLVIDOS INTEGRALMENTE.

  3. Não são vândalos, imbecil. São as FARC!
    ESCRITO POR EDUARDO MACKENZIE | 09 SETEMBRO 2013
    INTERNACIONAL – AMÉRICA LATINA

    Na tarde de 29 de agosto de 2013, não houve na Praça de Bolívar alma mais valente e nobre que a dela. Sem proteção alguma, armada só de seu valor pessoal e de seu desejo de parar o mal com um gesto de desprendimento e de oferta de sua própria vida, Gloria Barreto Bernal (foto) [*], de 60 anos, plantou-se com os braços abertos em forma de cruz ante uma horda de energúmenos que lapidava e tratava de eliminar um grupo de policiais encurralados contra um muro.

    A “manifestação camponesa” desse dia em Bogotá chegava a seu fim e os golpeadores profissionais, os “vândalos”, como a imprensa os chamou, haviam rodeado um punhado de policiais anti-motim do ESMAD: procuravam cindir o grupo para tomar um ou dois reféns e fazer mingau com o resto. Quando, de repente, Gloria Barreto Bernal, apesar da chuva de projéteis, apareceu. Pôs-se ao lado dos agredidos disposta a deter com sua presença, embora fosse por alguns segundos, as mãos assassinas.

    Ela sabia que podia ser gravemente ferida ou morrer no ato? Ela estava longe de saber que nesse mesmo dia, lançadores de pedras como os que ela enfrentava, haviam matado um chofer de ônibus em uma rodovia entre Tunja e Paipa. Ela só pensou no risco dos outros. Dois dias mais tarde, a imprensa a procurou e a entrevistou para fazer o elogio desse ato heróico. Ela explicou que viu que os policiais “não tinham nada com que se defender”, que “os rostos dos manifestantes refletiam falta de amor” e uma “fúria interna em seu coração”. E o mais sugestivo: que quando “viu os rostos das mulheres, atrás dos capacetes do ESMAD”, seu “instinto maternal de proteção” a obrigou a dar esse passo em defesa dos policiais. Esses rostos femininos, explicou a um matutino, “lembraram-lhe Antonia, sua filha mais nova de 22 anos”. Mas não foi só isso. Ela queria “que deixassem de agredir [os policiais]por respeito ou porque Deus queria que fosse assim”.

    A turba, composta de encapuzados vestidos de civil que se faziam passar por estudantes, lançava contra os policiais imóveis, a não menos de dois metros de distância, com intenção homicida, tudo o que tinham à mão: cadeiras pesadas e mesas metálicas, paus e pedras afiadas trazidas nas mochilas para culminar com um ato sangrento essa manifestação subversiva.

    O vídeo que circula hoje no YouTube mostra esses momentos dramáticos. Os atacantes trataram de tirar Gloria Barreto do local para intensificar o apedrejamento sem obstáculos. Dois agressores a prenderam. Ela opôs resistência e no forcejo, enquanto era arrastada para outro setor, laceraram seus braços. Como nesse instante irrompeu um caminhão da polícia, os amotinados fugiram pela Rua 11. Segundos depois, inexplicavelmente, o caminhão do ESMAD se retirou e deixou de novo só, Gloria e os policiais que continuavam agarrados à parede da Casa del Florero. Obviamente a turba voltou, refez a barricada e recomeçou os golpes. Porém, em meio de uma nuvem de gases lacrimogêneos, Gloria avançou para eles. Tratou de abraçá-los para romper de alguma maneira essa onda de ódio e apaziguá-los. Em vão. Um deles investiu contra ela com violência. O vídeo se interrompe nesse instante.

    O que sabemos de Gloria Barreto Bernal? Muito pouco. Que vive no bairro San Cristóbal, do sul-oriente de Bogotá, onde tem um pequeno inquilinato. Que tem duas filhas que já não vivem com ela, que nesse dia tinha ido ao centro para reclamar uma fatura da água e que de repente se encontrou com o violento tumulto. “Eu estava na metade de tudo e minha única defesa era a oração”, disse. Em seu diálogo com uma jornalista indicou que alguns cartazes a haviam espantado: “Havia umas mensagens horríveis e os jovens riam-se da autoridade. Não me agüentei e arranquei o cartaz de um deles e disse-lhe: isso não se faz, rapaz”.

    Francisco Ossa, um dos policiais que foi salvo por ela, declarou mais tarde:“Como caída do céu, como um anjo, se pôs na frente dos distúrbios e nos protegeu”. Gloria Barreto acredita no poder da oração e no respeito às instituições. Diz que sua convicção não é a guerra e que está convencida de que “toda autoridade vem de Deus e que por isso deve-se respeitá-la”.

    O ocorrido nesse dia nessa esquina de Bogotá tem uma grande força de evocação. Deve ser símbolo de algo. A violenta arremetida dos extremistas contra os policiais, e o gesto magnífico de Gloria Barreto Bernal, nos fazem pensar. Por exemplo, nesse mesmo local ocorreu algo em 20 de julho de 1810 que abriu a marcha dos colombianos para a liberdade: no incidente do floreiro Llorente.

    A diferença é que, desta vez, ocorre o contrário ali: os tagarelas que agrediram a Polícia e Gloria Barreto ajudam os que querem interromper essa marcha para a liberdade e destruir o sistema político que os colombianos escolheram, para afundar o país em uma ditadura infame, baseada no abjeto modelo cubano.

    Esse incidente mostrou algo mais: a Polícia encurralada e humilhada por um punhado de criminosos. Não é isso que precisamente querem os chefes das FARC, que gesticulam em Havana e exigem a paralisação e a “redução” da força pública? O que vimos neste 29 de agosto não indica que essa paralisação e “redução” já começou nos fatos?

    Entretanto, o gesto de Gloria Barreto Bernal deixa uma nota positiva: mostra que a sociedade, por mais desarmada que esteja, pode ter um papel central na defesa da força pública e na defesa da Colômbia contra os terroristas e seus planos totalitários. Essa seria a maior lição que nos deixam essas fortes imagens e a bela ação de valentia e amor de Gloria Barreto Bernal.

  4. O povo entregou os pontos, manipulado por uma midia podre, sem crédito algum numa ” justiça ‘ falida, não temos uma posição de investigação de tantas arbitrariedades do executivo ,do legislativo ou mesmo do judiciario. Uma presidenta que se vende ao diabo para garantir sua reeleição, blinda governantes hipócritas , sujos , o que se esperar desse país? um país sem lei, sem vergonha, só ganãncia e maldade. O povo ta a deriva sem forças de prosseguir, ja não ha luz no final do tunel.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *