O problema não é o livro de Amaury Ribeiro Jr., mas a estratégia petista de divulgá-lo, para encobrir a corrupção atual.

Martim Berto Fuchs

1. Não é o livro sobre as “privatizações” do FHC que me desagrada e sim a estratégia petista de plantar o mesmo texto em tudo que é artigo de todos os principais blogs. A isto chama-se tropa de choque, ou, para quem conhece a história, os camisas pardas da internet.

2. O lançamento se deu em dezembro e os pedidos de CPI, prontos, estavam apenas no aguardo. Com comentários que nem sequer se deram ao trabalho de modificar, sempre copiados, infestaram a internet, dando a entender que era a “revolta” da população. Essa estratégia funciona com ingênuos.

3. Desde que iniciaram a coleta de assinaturas, estão afirmando que a CPI está confirmada. Uma mentira muitas vezes repetida torna-se uma “verdade”. Técnica também copiada de seu ex-homônimo alemão.

4.
O PT está há 9 anos no Poder. Os assuntos trazidos à baila no livro são todos conhecidos e anteriores. Por que só agora, justamente quando deverá ser julgado o mensalão, cujo chefe escapou por seguir a orientação do seu Ministro da Justiça na época, “não sei de nada”, mas o restante da quadrilha está toda para ser julgada, é que foi lançado um livro sobre o assunto, concomitantemente com o pedido de instalação de CPI?

5. Os mesmos que alardeiam o livro sobre as “privatizações” do FHC, calam sobre o livro “O Chefe” – Ivo Patarra. Por quê ? Que defesa do patrimônio público é esta ?

6. Não satisfeitos, e para jogar uma cortina de fumaça sobre os “méritos” do ungido do chefe do mensalão para a eleição da capital paulista, e desviar novamente a atenção sobre os malfeitos do seu partido nos últimos 9 anos, tentam arrumar uma bandeira para empunhar contra seus oponentes, qual seja, mais uma CPI, desta vez sobre assunto passado lá pelos idos de 1970, Operação Bandeirante.

7. Não existem coincidências no jogo bruto e sujo da política brasileira, pois os dois lados lutam tão somente pela chave do cofre. Depois do referendo, que somos obrigados a participar e que chamam de eleição, vão ao Piantella bebemorar as nossas custas. Charutos cubanos e vinho estrangeiro.

8. O que penso das “privatizações” do FHC já expus várias vezes, mas não custa relembrar. Não houve privatização, houve uma “venda” para amigos.

9. E para coibir o mau funcionamento das empresas “vendidas” a particulares, foram criadas as Agências reguladoras. Estatais. Os políticos e seus partidos travam uma briga de foice e martelo no escuro para ocupá-las. Por que essas agências não funcionam? Ora, se não funcionam, o governo de plantão deve tomar alguma atitude. Por que o poder ocupado pelo mesmo grupo há 9 anos nada faz ? Estão esperando o quê? Perder o poder para daí ter o que criticar ?

Venho repetindo. Não precisamos de intermediários, partidos políticos, escolhendo “a dedo” aqueles que nos serão impostos como candidatos. Sem eles no comando, teremos candidatos bem melhores aos cargos eletivos. Se esta prerrogativa for tirada dos partidos, tenha certeza, o Brasil começará a ter futuro.

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