O que farão as Forças Armadas da Venezuela? Eis a questão.

Carlos Newton

Logo após o anúncio da morte do presidente Hugo Chávez, as forças armadas da Venezuela prometeram cumprir a Constituição, segundo declarou o ministro da Defesa, Diego Molero. “Nos encontramos unidos para cumprir e fazer cumprir os preceitos constitucionais e a vontade do nosso líder comandante Hugo Rafael Chávez Frías”, disse Molero durante mensagem à Nação, ao lado de alguns dos comandantes da Força Armada Nacional Bolivariana.

Maduro: “Digam ao povo que fico…”

As declarações foram dada a pedido do vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que convocou as forças armadas e a polícia para garantir a paz na Venezuela. “Estamos determinando uma mobilização especial da Força Armada Nacional Bolivariana e da Polícia Nacional Bolivariana neste momento para acompanhar e proteger o nosso povo e garantir a paz”, disse Maduro em rede nacional de TV.

Traduzindo essas declarações. Há duas opções, uma legítima e a outra, ilegítima.

1) Se vai ser cumprida a Constituição, o governo terá de ser assumido pelo presidente da Assembléia venezuelana, que vem a ser o deputado chavista Diosdado Cabello, para convocar eleições.

2) Porém, se vai ser cumprida a decisão da Corte Suprema, que declarou Chávez empossado, sob alegação de que não houve mudança de presidente, neste caso o vice Nicolás Maduro permanece no poder, no melhor estilo chavista. E pode repetir Dom Pedro I, que começou a preparar a independência do Brasil em janeiro de 1822,  dizendo: Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”.

Detalhe importante: na Venezuela não há eleição de vice-presidente. Ou seja, quem for eleito presidente indica para vice a pessoa de sua escolha, e fim de papo.

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