O que temos de pior, do surreal ao deprimente

Fernando Canzian
Folha

O baile da política em Brasília já transitou do trágico ao cômico e agora atravessa a fase do surreal ao deprimente. O país afunda em uma de suas maiores crises da história, moral e econômica, e vai revelando do que realmente somos feitos. O impasse já dura quase um ano. Em jogo, um empobrecimento a jato de um país que já é pobre e a perda de anos para voltarmos a um ponto que ainda estava longe de ser muito promissor.

Dilma Rousseff é o bode sujo e mal cheiroso no meio desta sala. Venceu a eleição enganando o país e agora paga o preço como a Geni nacional.

A presidente se manteve o quanto pôde em uma espécie de universo paralelo ao lado de seu Rasputin palaciano. Como prêmio de consolação por sair à revelia, agora o apegado Aloizio Mercadante ganha de volta o Ministério da Educação, rebotalho da Pátria Educadora de Dilma.

LULA LANCELOT

Lula volta como uma espécie de Sir Lancelot para tentar salvar o que vai restando do PT. Diz ao partido para aceitar a perda de cargos para “aliados” com o objetivo maior, do seu ponto de vista, de preservar o Palácio.

O grande “aliado”, o PMDB, é o PMDB. Nenhuma novidade aí. A não ser o fato de mostrar uma resistência acima de qualquer suspeita. Eduardo Cunha foi delatado cinco vezes e agora se materializam contas na Suíça atribuídas a ele, fruto de corrupção.

Mas o presidente da Câmara continua no comando do processo de desintegração da esperança de um ajuste nas contas. Em breve perderemos os dois selos de confiança que faltam para o país acentuar a vertiginosa queda da economia.

A FAVOR DO CAOS

Na oposição irresponsável, o PSDB acelera a desintegração. Na última votação dos vetos de Dilma à “pauta bomba”, de gastos impagáveis que jogariam de uma vez tudo para os ares, os tucanos votaram a favor do caos. Sem rumo, o partido de FHC assume o pior papel que já foi do PT. O do quanto pior melhor.

Há quem acredite que matar o bode indesejável possa dar um novo rumo às coisas. Que isso aliviaria o ambiente. E que imprimiria urgência a uma dinâmica capaz de reorientar o país e a política rumo a uma racionalidade que nos resgate desse afogamento.

Nem isso parece mais certo. Talvez já tenhamos ido longe demais. Dólar, inflação e recessão fora de controle são sintomas evidentes disso.

3 thoughts on “O que temos de pior, do surreal ao deprimente

  1. Pelo menos um se rendeu aos fatos e o que realmente faz o Partido da Ética e nossos algozes franceses.

    “Na oposição irresponsável, o PSDB acelera a desintegração. Na última votação dos vetos de Dilma à “pauta bomba”, de gastos impagáveis que jogariam de uma vez tudo para os ares, os tucanos votaram a favor do caos. Sem rumo, o partido de FHC assume o pior papel que já foi do PT. O do quanto pior melhor.”

  2. Uma quadrilha se instalou no país, não só do PT como também, PMDB e outros partidos políticos aliados, é uma vergonha internacional, esbanjaram dinheiro surripiado do povo para fazer suas vontades, é simplesmente um crime de lesa pátria, nunca havia assistido nada igual em todos os anos de minha vida, todos os poderes estão apodrecidos, executivo, legislativo e judiciário, até quando isto vai durar não imagino, mas espero que o povo saiba escolher e tirar fora estes dinossauros do poder, mas não tenho esperança, o país está carente de políticos decentes, entram pobres e saem ricos.

  3. “Na oposição irresponsável, o PSDB acelera a desintegração. Na última votação dos vetos de Dilma à “pauta bomba”, de gastos impagáveis que jogariam de uma vez tudo para os ares, os tucanos votaram a favor do caos. Sem rumo, o partido de FHC assume o pior papel que já foi do PT. O do quanto pior melhor.”

    O PSDB E OUTRAS OPOSIÇÕES FAZ O QUE REALMENTE PRECISA SER FEITO! NÃO HÁ QUE SE DAR NENHUMA TRÉGUA A ESSE GOVERNO INCOMPETENTE, DESONESTO E ILEGITIMO COMPOSTO EM SUA GRANDE MAIORIA DE VERDADEIROS MARGINAIS!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *