O risco do separatismo das chamadas nações indígenas

Reginaldo Oliveira

Um indício de que podemos estar caminhando para um separatismo no Brasil, com base na Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, é o aumento da agressividade das ações das tribos brasileiros, em operações de invasão e ocupação. Isso pode estar perfeitamente sendo insuflado por ONGs, nacionais ou estrangeiras.
Sem contar o fato do desprezo dos indígenas em relação às autoridades brasileiras, como registrado na semana passada: o documento no qual a Justiça concedia prazo de desocupação da fazenda no Mato Grosso do Sul, em Sidrolândia foi solenemente rasgado pelos terenas.

 

E o mais lamentável de tudo é a extensão das reservas que vêm sendo concedidas por  sucessivos governos, desde Fernando Collor. Afinal, para que conceder áreas gigantescas, algumas equivalentes em extensão a países europeus, a uma população reduzida, pequeníssima? Ainda mais em região de fronteira?

 

Não sou contra os índios brasileiros, mas acredito que tem faltado atenção aos fatores geopolíticos e estratégicos nacionais com relação à condução da questão indígena no Brasil.

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50 thoughts on “O risco do separatismo das chamadas nações indígenas

  1. Se não houver mudanças, isso é liquido e certo.
    Porém, nosso Exercito tem como um de seus dogmas a integralidade territorial do país,no que eu concordo plenamente!
    Resumo: se isso ocorrer, teremos guerra em nosso território!
    Por falar em Exercito, não aquele da tortura, mas nosso verdadeiro Exercito Nacional, poderemos ver exemplo de integração entre povos indígenas com a nacionalidade brasileira: São os efetivos das unidades de Infantaria de Selva repletas de homens de diversas etnias indígenas, que são antes de tudo brasileiros!
    Fora os traidores da Funai e Ongs baratas!!!!

  2. PARABÉNS PELO ARTIGO.Os aqui nascidos, são brasileiros, independente de raça. Descendentes Índios que recebem as benesses da civilização, merecem tratamento especial, mas não a imensidão de território, para 6 dúzia.
    Que o Governo, cumpra sua obrigação, de zelar e garantir o Território e a SOBERANIA.

  3. Diz que não é contra os indios brasileiros, mas diz que os terenas rasgaram o documento do judiciário e omite que dos 61 indios assassinados no ano passado, 37 morreram em Mato Grosso do Sul e os assassinos, capangas de manjados ladrões de terras de indios, seguem impunes por cumplicidade do nosso sistema político e judiciário. Aliás, o nosso sistema político e judiciário é cúmplice de todas as injustiças sociais no campo. Protege até os assassinos de seus próprios servidores. Ou se esquecem que até hoje, passados dez anos, seguem impunes os fazendeiros da poderosa família Mânica que reduziam trabalhadores rurais à escravidão, foram flagrados e deram ordens aos seus capangas para assassinarem os 3 fiscais do ministério do Trabalho em Unaí, MG?

    • Meu caro laco silva

      Continuo afirmando que sou a favor dos indígenas brasileiros. No sentido de dar-lhes uma verdadeira atenção nas áreas de saúde, educação, emprego, renda, segurança e manutenção das suas tradições. Isto sim, seria uma política sensata e abrangente por parte do Governo Federal, capitaneada pela Funai e outros órgãos. Não é só dar-lhes a terra e abandoná-los sem recursos para geri-la. Ou você acha que os índios hoje querem voltar a ser caçadores e coletores, ou plantar na base das ferramentas de pedra lascada? Eles querem dinheiro também, e para isso, vão plantar ou explorar a floresta usando tratores e demais máquinas agrícolas. Eles são índios, mas não burros. Se tomaram contato com a tecnologia, vão querê-la incorporada em suas vidas. O que questiono é a falta de critérios na constituição das reservas. Por exemplo, quais são os riscos para soberania e a integridade territorial brasileiras ao se criar como reserva indígena uma área enorme e remota do País (como é a Ianomâmi), mas porventura rica em recursos minerais? Essa área, demarcada como está, não poderá, futuramente, ser alvo da cobiça internacional? Posso até ser acusado de abraçar teorias conspiratórias, mas depois de conhecer a prática histórica das nações hegemônicas, vejo que todo cuidado é pouco. Basta olhar para as intervenções ditas “democráticas” e “libertárias” da OTAN e alguns países na Líbia, na Síria, no Iraque, no Afeganistão etc. Como já disse alguém, “as nações não têm amigos, têm interesses”.

  4. A retorica petista passa facilmente por cima dos fatos. De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Publica de Mato Grosso do Sul, o relatório revela o aumento considerável no número de mortes de índios no Estado, mas comprova que 99% dos crimes ocorreram dentro das próprias aldeias e tiveram como autores os próprios indígenas.
    • Em 2006 foram 7 homicídios de índios e em 5 deles os autores foram índios.
    • Em 2007 foram 37 homicídios de índios, sendo que em 32 casos os autores foram índios.
    • Em 2008 foram 35 homicídios onde as vítimas eram índios e em 33 casos o crime foi cometido por indígena.
    • Em 2009 foram 25 mortes de índios em Mato Grosso do Sul, com 23 delas cometidas por índios.
    • Em 2010 foram 28 assassinatos de índios no Estado e 26 deles foram praticados por índios.
    • Em 2011 foram 27 homicídios de índios em MS e os 27 tiveram como autores os próprios índios.
    • Em 2012 o número de assassinatos de índios em Mato Grosso do Sul ficou em 32 e em 30 casos os autores foram os próprios índios.
    • Já em 2013, foram registrados 5 homicídios de 1o. de janeiro a 20 de fevereiro e em todos eles os autores foram índios.
    Isto demonstra as táticas de mentiras que varios grupos e ONGs espalham pelo pais.

  5. Bem, sao os números do comentarista acima que acusa, por ser mau caráter, de petista quem não é. Imaginem um tipo desses fazendo afirmações caluniosas sobre pessoas durante a ditadura. Ele inventou seus números. Os meus são do insuspeito jornalão A FOLHA DE SÃO PAULO, em artigo de HOJE, título MS RESPONDE POR 57% DOS ÍNDIOS MORTOS EM TODO PAÍS, assinado por Daniel Carvalho (abra o UOL, leia e comprove). Não há retórica de nada, apenas fatos inegáveis e facilmente comprovados por qualquer. Disse e provei com apenas 2 fatos que o sistema político e judiciário brasileiro é cúmplice de injustiças sociais no campo. Podia me alargar, mas não quero perder mais tempo. Quem tiver interesse que pesquise. Finalmente, se não acredito na policia do Sergio Cabral aqui no Rio, vou acreditar em dados de polícia de governo (MS) encabeçado por um indiciado pelo Ministerio Publico Federal por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito (Andre Puccinelli), certamente comprado por ladrões de terras de indios?

  6. Com ou sem índio, com ou sem ONGs, não vai ter separatismo nenhum! Estão delirando! A Guerra dos Farrapos foi uma das mais sangrentas da história da humanidade, justamente por tentativas de separatismo. Lembrem,-se da Confederação do Equador e do Frei Caneca, o que ocorreu com os confederados. A atriz Elba Ramalho, uma confederada em potencial, parou de mencionar a hipótese. Sabe muito bem que jamais ocorrerá.
    Quem pensa que os brasileiros são bonzinhos está muito enganado. Vai queimar as bolachas. Acreditem que quem tentar separatismo, ou quem aqui botar os pés com esta finalidade, vai ficar sem pés, sem mãos e sem cabeça.
    Consultem a História Pátria.

  7. A propósito das preocupações do articulista em seu comentário acima sobre problemas geopolíticos de interesse nacional, recomendo que olhe e escute video recente do presidente Santos da Colombia. Comprove que ele planeja trazer a OTAN aqui para o continente, justamente ao noroeste da nossa fronteira, por achar insuficientes as atuais 7 bases do exército norte americano que já se encontram instaladas em seu país. Isso é que é preocupante para a nossa soberania, e não indio terena sul- mato-grossense que rasga mandato judicial, indignado com a repressão que matou e aleijou semana passada dois dos seus.

  8. Com o devido respeito, prezado Solon, mas na minha condição de gaúcho, devo fazer uma pequena correção:
    A Guerra dos Farrapos em nenhum momento teve como causa a separação do território brasileiro!
    Foram estes os verdadeiros motivos que nos levaram à revolta contra o Império:

    – Descontentamento político com o governo imperial brasileiro;

    – Busca por parte dos liberais por maior autonomia para as províncias;

    – Revolta com os altos impostos cobrados no comércio de couro e charque, importantes produtos da economia do Rio Grande do Sul naquela época;

    – Os farroupilhas eram contários à entrada (concorrência) do charque e couro de outros países com preços baratos, que dificultava o comércio destes produtos por parte dos comerciantes sulistas.

    Quanto à separação ou divisão brasileira em razão dos índios, concordo que não sofreremos deste problema, pois a União e o povo não permitiriam o nosso esfacelamento porque os nossos índios assim querem ou por interesse de Ong’s cujas intenções são sorrateiras.
    Mas que teremos enfrentamentos tanto políticos quanto físicos, vejo como irremediáveis a esta altura que se encontra o avanço de organizações estrangeiras a encorajar tribos indígenas a se fazerem ouvir quanto às suas independências do Brasil.

  9. Chamada no site http://www.twitter.com/redepdt12 conforme segue: 1. 10 milhões passam fome/desnutrição c/seca no Nordeste e ñ há ONG estrangeira q ajude.. 230 mil Índios e há 350 ONGs na Amazônia; 2. Amazônia sendo invadida por dentro via ONGs, quem não sabe? Por quê no Nordeste não há ONG estrangeira em apoio a necessitados?; 3. O risco do separatismo das chamadas nações indígenas insuflado por ONGs http://heliofernandes.com.br/?p=67316 Reginaldo Oliveira

  10. Sr. Laco Silva
    Os dados que apresentei acima são da SEJSP do estado de Mato Grosso do Sul. Se o senhor acha que são menos confiáveis do que o de um jornal, precsa rever muitos dos seus conceitos. E procure ser educado não ofendendo outros comentaristas. Argumentum ad hominem, voce deveria saber o que é.

  11. Prezado Bendl. Grato pelos detalhes da chamada Guerra dos Farrapos. No entanto, os fatos que você citou com grande conhecimento devem ter desencorajado qualquer movimento separatista, pois a luta foi de fato selvagem, como você sabe, e como me foi narrado por amigos e parentes que tenho em Santana do Livramento.
    Agora, que houve tentativa separatista no Sul você sabe melhor do que eu. Lembremo-nos da campanha reletivamente recente O Sul é Meu País. Uma tentativa de estabelecer aqui algo parecido com o ETA da terra basca e do noroeste da França: formar o país Basco.
    Quanto aos enfrentamentos políticos e físicos que você prediz, considero isto uma benesse. É assim que o Brasil vai se desenvolver mais ainda.
    De acordo com o grande Monteiro Lobato, “O homem só progride quando pressionado por um espeto de horror.” Lobato disse isto pela boca de Emilinha. Acho que é o que está faltando ao Brasil. Como diz o povo, “há males que vêm pra bem”.

  12. Prezados, ninguém é obrigado a acreditar. A Realidade, a História tem várias faces. É um poliedro. E cada lado/face com múltiplas interpretações. O médium Chico Xavier, em sua última entrevista afirmou que o Brasil pode ser dividido em 4 nações distintas. Não agora, mais adiante… O Grande Irmão do Norte não aceita, no hemisfério, outro país tão Grande quanto ele.Vejam no site http://www.folhaespírita.com.br . É matéria antiga. A tal globalização/internacionalização/mundialização, entre outras, veio para isso.

  13. Realmente não foi uma guerra separatista. A causa principal foi a exagerada tributação. O governo imperial foi prepotente e não aceitou negociar. O resultado foi uma guerra sangrenta. A propósito, os dirigentes farroupilhas cometeram ao final um historicamente imperdoável genocídio, ao assassinarem de traição seus proprios valorosos lanceiros negros para não libertá-los da escravidão ao final da guerra, como prometeram. E os poucos sobreviventes foram reduzidos à escravidão e morreram no Rio.

  14. O grande irmão do Norte pede não aceitar o que quiser, mas mesmo assim o Brasil continuatrá grande e cada vez mais potente.
    Respeito sua crença, ou sua crendice, mas não acredito em psicografis de Chico Xavier, nem de qualquer outro Chico. Fraude, mitomania dos histéricos, interpretação delirante dos paranóicos, ilusão, alucinação, tudo presente no espiritismo formado por pessoas que se apavoram com a morte. Já peguei, na minha já longa vida, muita mentira e muita invenção, muita fraude, nessas tais psicografias.
    Me perguntaram certa vêz, “mas o que você vai ser quando morrer?” E respondi calmamente: o mesmo que eu era antes de nascer, ou seja, nada.

  15. Se me permitem os frequentadores deste Blog, abaixo transcrevo do Jornal Negritude, a participação dos Lanceiros Negros na Guerra dos Farrapos:

    Lanceiros Negros é o nome dado a dois corpos de lanceiros constituídos, basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense que lutaram na Revolução Farroupilha. Possuíam 8 companhias de 51 homens cada, totalizando 426 lanceiros .

    Tornou-se célebre o 1.º Corpo de Lanceiros Negros organizado e instruído, inicialmente, pelo Coronel Joaquim Pedro, antigo capitão do Exército Imperial, que participara da Guerra Peninsular e se destacara nas guerras platinas. Ajudou, nesta tarefa, o Major Joaquim Teixeira Nunes, veterano e com ação destacada na Guerra Cisplatina. Este bravo, à frente deste Corpo de Lanceiros Negros, libertos, prestaria relevantes serviços militares à República Rio-Grandense.

    O 1.º Corpo de Lanceiros Negros, ao comando do tenente-coronel Joaquim Pedro Soares e subcomandado pelo então major Teixeira Nunes, teve atuação importante na Batalha do Seival, em 11 de setembro de 1836, em reforço à Brigada Liberal de Antônio de Sousa Netto que surgiu por transformação do Corpo da Guarda Nacional de Piratini integrado por 2 esquadrões com 4 companhias, recrutados em Piratini e em seus distritos Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai .

    ” As tropas para o combate de Seival foram dispostas por Joaquim Pedro, na qualidade de imediato e assessor militar de Antônio Netto. Deixou um esquadrão em reserva que foi empregado em momento oportuno, decidindo a sorte da luta.”

    Segundo Docca, coube a este bravo e a Manuel Lucas de Oliveira convencerem Antônio Neto da proclamação da República Rio-Grandense, bem como “a grande satisfação de ler, a 11, no campo do Menezes, à frente da garbosa tropa por ele instruída, a Proclamação da República Rio-Grandense.”

    O Corpo de Lanceiros Negros era integrado por negros livres ou libertados pela Revolução e, após, pela República, com a condição de lutarem como soldados pela causa..

    Excelentes combatentes de Cavalaria, entregavam-se ao combate com grande denodo, por saberem, como verdadeiros filhos da liberdade, que esta, para si, seus irmãos de cor e libertadores, estaria em jogo em cada combate. Manejam como grande habilidade suas armas prediletas – as lanças. Estas, por eles usadas mais longas do que o comum. Combinada esta característica, com instrução para o combate e disposição para a luta, foram usados como tropas de choque, uso hoje reservado às formações de blindados. Por tudo isto infundiram grande terror aos adversários. Eram armados também com adaga ou facão e, em certos casos, em certos casos, algumas armas de fogo em determinadas ocasiões.

    Como lanceiros não utilizavam escudos de proteção, mas sim seus grosseiros ponchos de lã – bicharás, que serviram-lhes de cama, cobertor e proteção do frio e da chuva. Quando em combate a cavalo, enrolado no braço esquerdo, o poncho (bichará) servia-lhes para amortecer ou desviar um golpe de lança ou espada. No corpo a corpo desmontado, servia para aparar ou desviar um golpe de adaga ou espada em cuja esgrima eram habilíssimos, em decorrência da prática continuada do jogo do talho, nome dado pelo gaúcho à continuada do jogo do talho, nome dado pelo gaúcho à esgrima simulada com faca, adaga ou facão.

    Alguns poucos eram hábeis no uso das boleadeiras como arma de guerra, principalmente para abater o inimigo longe do alcance de sua lança, quer em fuga, quer manobrando para obter melhor posição tática.

    Eram rústicos e disciplinados. Faziam a guerra à base de recursos locais, Comiam se houvesse alimento e dormiam em qualquer local, tendo como teto o firmamento do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A maioria montava a cavalo quase que em pêlo, a moda charrua. Vale também lembrar que os LANCEIROS NEGROS exerciam uma função de tropa de choque no exército farroupilha, pelo simples fato de manejar com eximia destreza a lança que é uma arma essencial para este tipo de combate.

    A Surpresa dos Porongos, ocorreu na localidade de Porongos, hoje parte do município de Pinheiro Machado. Em 14 de novembro de 1844, os Lanceiros Negros de Teixeira Nunes salvaram o desfecho da Revolução Farroupilha de um desastre total. Pelo modo como combateram, salvaram Canabarro e grande parte das tropas e tornaram possível a negociação de uma paz honrosa como e foi a de paz de Ponche Verde, e a liberdade para todos os negros e mulatos que lutaram pela República Rio Grandense. Ao final do combate o campo de batalha dos Porongos ficou juncado com 100 mortos farroupilhas.

    Segundo descrição do historiador Canabarro Reichardt: Dentre eles 80 eram bravos Lanceiros negros de Teixeira Nunes. Com a surpresa em Porongos, os farrapos, passados os primeiros momentos de estupor, recobram ânimo e se dispõem a morrer lutando. Teixeira, o Bravo dos bravos, cujo denodo assombrou um dia o próprio Garibaldi, reuniu os seus reuniu os seus lanceiros negros. O 4º Regimento de Linha farrapo e alguns esquadrões
    desanimam quando os imperiais se multiplicam ,e surgem de todos os pontos. Uma segunda carga imperial e mais impetuosa é também repelida. E este foi o sinal da debandada farrapa geral. Em vão os chefes chamam os soldados ao dever, dando-lhes o exemplo. Nada os contêm e o Exército Farrapo como por encanto
    Em vão os chefes chamam os soldados ao dever, dando-lhes o exemplo. Nada os contêm e o Exército Farrapo como por encanto, se dissolve, arrastando consigo ainda os que querem lutar. Apenas alguns grupos mantêm-se resistindo e neles o combate se trava à arma branca. Tombam os lanceiros negros de Teixeira, brigando um contra vinte, num esforço incomparável de heroísmo.

    Em 28 de novembro de 1844, Teixeira Nunes e remanescentes de seu legendário Corpo de Lanceiros Negros travaram o último combate da Revolução em terras do Rio Grande do Sul, consta que em terras do atual município de Arroio Grande, berço do Visconde de Mauá
    A morte de Teixeira Nunes foi assim comunicada pelo então barão de Caxias, em ofício: Posso assegurar a V. Exa. que o Coronel Teixeira Nunes foi batido no campo de combate, deixando o campo, por espaço de duas léguas, juncando de cadáveres. Eram seguramente cadáveres de Lanceiros negros.

    Teixeira Nunes foi um dos maiores lanceiros de seu tempo, e como uma ironia do destino teria caido mortalmente ferido por uma lança manejada pelo braço vigoroso do Alferes Manduca Rodrigues.

    “O único ponto controverso da paz firmada entre Caxias e farroupilhas, a liberdade dos escravos que lutaram com os rebeldes, foi resolvido de forma pragmática e cruel: o batalhão dos chamaos Lanceiros Negros, desarmado por seu comandante, Davi Canabarro, foi massacrado em novembro de 1844, em Porongos.” (Eduardo Bueno, História do Brasil, 1997.)

    Dos Lanceiros Negros restaram mais de 120, que após a paz de Ponche Verde foram mandados incorporar pelo Barão de Caxias aos três Regimentos de Cavalaria de Linha do Exército na Província.

    O Império manteve suas liberdades na cláusula IV da Paz de Ponche Verde. São livres e como tais reconhecidos todos os cativos que serviram à República.
    Cláusula respeitada por conta e risco pelo Barão de Caxias contrariando determinação superior de os recolher como escravos estatais para a Fazenda de Santa Cruz no Rio de Janeiro .

    Caxias usou o seguinte expediente para não os enviar para o Rio. Considerou que eles haviam se apresentado livremente. E a seguir os libertou e os incorporou as três unidades de Cavalaria Ligeira do Exército Imperial no Rio Grande .E em Ponche Verde em D. Pedrito foram acolhidos pelos coronéis Manuel Marques de Sousa e Manuel Luís Osório comandantes de de duas unidades de Cavalaria.

    Dentre em breve iriam lutar na Guerra contra Oribe e Rosas, pela Integridade e Soberania brasileiras no Sul, ameaçadas por caudilhos platinos.

    Foi também lembrando Teixeira Nunes e seus bravos lanceiros negros, que o acompanharam na expedição a Laguna, que Giuseppe Garibaldi escreveu: Eu vi batalhas disputadas mas nunca e em nenhuma parte homens mais valentes nem lanceiros mais brilhantes do que os da cavalaria rio-grandense, em cujas fileiras comecei a desprezar o perigo e a combater pela causa sagrada dos povos.

    No Museu de Bolonha, Itália, existe um quadro do Lanceiro Negro Farroupilha, representa um dos célebres lanceiros negros farroupilhas que acompanharam Giuseppe Garibaldi e Luigi Rossetti no retorno de Santa Catarina, após o malogro da República Juliana (Santa Catarina).

  16. É um absurdo “índios” com caminhonete último tipo, armas de fogo, televisão, internet se dizerem afastados da sociedade e necessitarem de “tutores”. Eles estão perfeitamente integrados a sociedade e tem que responder por seus atos como qualquer outro. Ivadiram as obras da hidroelétrica, mas usam luz elétrica produzida pelo país. Se os gerentes da obra da usina hidroelétrica ou os fazenderos oferecerem emprego para trabalhar saem correndo.

  17. Darcy, deixa de ser impertinente com a tua perseguição a qualquer texto que escrevo, principalmente, não queiras mudar a História para discordares de mim somente, não importando até mesmo se caíres no ridículo!

    A tal separação ou República Piratini se deu DEPOIS da Guerra ter sido deflagrada, jamais foi causa da Revolução Farroupilha.

    Por outro lado, NUNCA fomos norteados para nos separar do Brasil, esta mentira torpe é por tua conta, demonstrando toal desconhecimento da História do Brasil, que se confunde com a História do MEU ESTADO, para mais este teu desagrado.
    Mais a mais, teus comentários são destituídos de verdade, apenas discordantes e em caráter pessoal sobre qualquer participação minha neste espaço.

    De modo que não paire dúvida a respeito da besteira que tu registras com referência à separação do Rio Grande e nossa vontade que tal aconteça – que estupidez -, a Guerra da Cisplatina ocorreu de 1825 a 1828, entre Brasil e Argentina, pela posse da Província de Cisplatina, atual Uruguai. Localizada numa área estratégica, a região sempre foi disputada pela Coroa Portuguesa e Espanhola.
    Portugal foi o fundador da Colônia do Sacramento (primeiro nome dado à Cisplatina), em 1680. Mas o território passou a pertencer à Espanha em 1777, sendo então colonizado nos MOLDES ESPANHÓIS, Darcy.

    Na época em que a coroa Portuguesa se transferiu para o Brasil, Dom João VI incorporou novamente a região. Em 1816, por razões políticas e econômicas, ele enviou tropas a Montevidéu, ocupando o território e nomeando-o como Província da Cisplatina.

    No Reinado de Dom Pedro I, em 1825, surgiu um movimento de libertação da província. Os habitantes da Cisplatina NÃO ACEITAVAM PERTENCER AO BRASIL, POIS TINHAM IDIOMAS E COSTUMES DIFERENTES, Darcy, mal intencionado! Liderados por João Antonio Lavalleja, eles se organizaram para declarar a independência da região.

    A Argentina apoiou o movimento, oferecendo força política e suprimentos (alimentos, armas, etc). Porém, na realidade, os argentinos pretendiam anexar a Cisplatina, logo que esta se libertasse do Brasil.

    Reagindo à revolta, o governo brasileiro declarou guerra à Argentina e aos colonos descontentes. Ocorreram vários combates, que obrigaram Dom Pedro I a gastar muito dinheiro público.

    Os brasileiros não apoiaram este conflito, pois sabiam que o governo aumentaria os impostos para financiar a guerra. Este episódio desgastou ainda mais a imagem de Dom Pedro I.

    Este dinheiro gasto nos combates desequilibrou a economia brasileira, já desfalcada com o valor gasto para o reconhecimento da independência do país. Se o Brasil ainda saísse vitorioso, valeria a pena todo investimento. Mas isto não aconteceu.

    A Inglaterra, que tinha interesses econômicos na região, atuou como mediadora. Em 1828, propôs um acordo entre Brasil e Argentina, o qual estabeleceu que a Província da Cisplatina não pertenceria a nem dos dois, mas seria independente. Nascia aí a República Oriental do Uruguai.

    O desfecho desfavorável ao Brasil agravou a crise política no país. A perda da província foi um motivo a mais para a insatisfação dos brasileiros com o Imperador, que acabou renunciando em 1831.

    Darcy, te aquieta quando te reportares ao meu Estado, e para de te esconderes atrás do biombo da covardia como o Joaquim Silvério dos Reis ou, por acaso, vais também dizer que não foram os impostos a causa da Inconfidência Mineira?!

  18. O Brasil nunca pertenceu aos índios, por Sandra Cavalcanti

    Para relembrar. Artigo da ex-senadora Sandra Cavalcanti, que se transformou em discurso proferido da tibuna do Senado Federal, durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento.

    Profª Sandra Cavalcanti

    Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.

    Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país. Não existia o Brasil.

    Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.

    O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.

    Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.

    Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.

    De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.

    De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.

    Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos.

    Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.

    Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.

    Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.

    Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo.Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.

    Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.

    O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.

  19. Se existe um cidadão que não teme a morte, seguramente ele é espírita. Apesar de vivermos uma onda de enfrentamento de conceitos de variada natureza, aconselha a prudência que a educação e respeito deve prevalecer nos comentários postados nesta tribuna brilhantemente democrática, a fim de evitar-se tratar como imbecis os leitores do blog.

  20. REGINALDO OLIVEIRA VOCÊ ESTÁ DE PORRE! O povo que não acredita em sua Constituição, não tem o direito de dizer que é povo. É um bando de ignorantes vagando sem rumo pelo mundo. Se lhe aprouver leia os artigos 231/232 de nossa Constituição, que consagra o direito dos índios.

    • Meu caro, o equivocado é você, que não entendeu o que escrevi. Eu não estou recomendando que seja feita injustiça aos índios, e nem que estes sejam privados de seus direitos. Só disse que falta critério nas demarcações. Aliás, além de critério, está faltando também honestidade. Ou você não leu sobre as recentes fraudes dos laudos da Funai que provocaram a paralisação de algumas demarcações, a pedido da ministra Gleisi Hoffmann?

  21. TEM GENTE FALANDO EM LANCEIROS NEGROS NA GUERRA DOS FARRAPOS. Esses acontecimentos, nunca tiveram confirmação; “E PODE SER CONSIDERADO UMA FRAUDE HISTÓRICA”. Veio à baila essa “hestória” com a chegada de Paim ao senado. Há 13 anos atrás, quando chegou ao senado em discursofez aluzão a esse eposódio, dizendo que o general Canabarro e Caxias tinham tramado a morte dos tais lanceiros negros. O Senador Paim foi obrigado a retratar-se. Eu mesmo (A.S Aquino) escrevi ao senador Paim pedindo às fontes em que baseou seu livro ou quem teria escrito(logicamente por sentimentos atávicos). Ninguém respondeu, muito menos o senador Paim. O papel não reclama; “qualquer delinquente que se diz escritor escreve um livro”, sem nenhum respeito pela verdade histórica. Os negros e índios seguiam o destino de seus patrões e senhores. O que estava em jogo no momento não era liberdade, era anistia para os seguidores de Gonçalves Dias. Anistia acertada com o general Luis Alves de Lima e Silva(futuro Duque de Caxias).

  22. Santi, dá onde tu tiraste esta aberração a respeito da inexistência dos Lanceiros Negros na Guerra dos Farrapos!?
    Há comprovação histórica e farta sobre esta participação e combates onde demonstraram valentia e coragem incomuns!
    Qualquer livro de História do Brasil que se preze relata tais episódios, e tu me surges agora com uma possibilidade revisionista que ninguém ouviu falar até hoje?!
    Chê, temos de ter um mínimo de bom senso ao registrar “opiniões”, por favor.
    Há compromisso com a verdade, com a notícia, com a informação, mesmo que elas venham dos frequentadores do Blog Tribuna da Imprensa e que não sejam jornalistas, mas não se pode ignorar que todos nós estamos sujeitos ao respeito pelos fatos históricos indesmentíveis.
    Caso não for desta forma, então amanhã teremos um maluco que irá afirmar que, as bombas atômicas lançadas no Japão, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, foram apenas truques de Hollywood!!!
    Bah!
    Devagar com o andor porque o santo é de barro e o Brasil é nosso, Santi!

  23. Fitzcarraldo Silva. A professora Sandra Cavalcanti,saindo das catacumbas da história, não poderia falar outra coisa. Misturou tudo, sem ler nem acreditar em nossa Constituição. A única coisa que Sandra Cavalcanti fala e é verdade: SOU UDENISTA. Ninguém fala, todos udenistas vivos omitem sua ideologia.Sem esquecer que Sandra Cavalcanti foi a “sacerdotiza do udenismo”; apoiou com unhas e dentes o golpe de 1964. Caiu no olvido junto com seu idolo Carlos Lacerda.Quis submergir na política em 1982 e foi aposentada por Brizola que derrotou-a de maneira espetacular.

  24. Santi. A professora falou apenas de índios. Não falou de UDN, nem do golpe de 1964, nem de Brizola e muito menos de Carlos Lacerda. Ahhh….. que falta faz um Lacerda nos dias de hoje, quando não existe oposição, opositores. Uma governo corruPTo e incomPTente como temos de 10 anos para cá, não resistira a meia dúzia de discursos de Lacerda. Lacerda transformaria o Cafajeste de Palanque em pó….

  25. Valmor Stédile, tocou num fato intrigante, que merece atenção. Nem otimismo, nem
    pessimismo, apenas realismo: Os caminhos tomados pela carruagem, tem-se ideia onde quer
    chegar. Só no governo Lula: Acordo assinado na ONU dando as tribos indígenas autonomia
    política e administrativa, logo depois juntando as diversas tribos que fazem fronteira
    com outros países, numa área contínua com o nome de Nação Ianomami, agora a movimentação
    dos índios querendo mais terras, com apoio da Funai, de setores religiosos e principalmente
    ONGs estrangeiras. Tendo em vista os acontecimentos no mundo atual, em que vale tudo para
    um país roubar a riqueza de outro, não custa nada ter cautela
    As grandes potências, não precisam tomar as riquezas do Brasil a força, enquanto conseguir
    devagar, mas sem custo, na base da conversa, aproveitando-se da falta de nacionalismo dos
    nossos governantes.

  26. Lacerda era um trânsfuga, que dizia ter sido comunista na juventude. Nunca foi comunista. A não ser que fascismo da direita radical e golpista seja a mesma coisa. Parece que é, ainda hoje.
    Lacerda não era muito opriginal no que dizia com grande eloquência. Quase todos os fscistas diziam que tinham sido comunistas, “mas na juventude”! É de morrer de rir. Sua vaidade e ambição o cegavam. Não era amigo de ninguém. Combateu tenazmente o grande presidente Juscelino, aquele que rompeu com o FMI. Ridicularizava o prefeito Negrão de Lima, atacando-o gratuitamente, chamando-o de “dandy de café da Lapa” e de “porteiro de pensão barata”. Fustigou continuamente o presidente Getulio Vargas, Jango e Leonel Brizola.
    Lacerda foi um golpista incompetente, alijado pelos verdadeiros golpistas. Quando se viu abandonado e ameaçado, tratou de fazer a tal Frente Ampla, procurando dois ex-Presidentes, Juscelino e Jango. Tão pretencioso, achando que estava no mesmo nível que Presidente da República.
    Dona Sandra Cavalcante era apenas macaca de auditório do Lacerda.

  27. Sr. Darcy, todos aqui no Tribuna da Imprensa onLine do Sr. Hélio Fernandes, somos como que Irmãos(as). Não usemos palavras rudes uns com os outros. Combatamos idéias, não Irmãos.

    O Sr. Francisco Bendl está com a razão com relação ao “Separatismo” dos Rebeldes Farroupilhas (1835-1845). O fato deles instituirem a República de Piratini, ( 6 Nov 1836), não significa SEPARAÇÃO, pois um Império pode ser composto de: Domínios, Repúblicas, Colônias, Protetorados, Territórios, etc. Exemplo o Império Inglês, o Russo, etc. Os Farroupilhas queriam fazer parte do Império Brasileiro como uma República Federada. Em 1843 o Duque de Caxias, Supremo Comandante Imperial lançou Proclamações de Pacificação aos Rebeldes, que não responderam. Então em 1844, o Duque de Caxias bateu-os sucessivamente em maio em Ponche Verde, em Junho em Piratini, em Outubro em Cangussú e em 14/Nov nos Porongos onde a vitória foi quase total, e onde foram usados até a última Reserva dos famosos Esquadrões de Lanceiros Negros, o que permitiu a fuga do Gen. David Canabarro e +- 30% dos cercados. Nos Porongos foram mortos e feridos mais de 200 Farroupilhas, presos 333 Praças, 35 Oficiais, O Ministro da Fazenda Farroupilha, o Tesouro, 5 Estandartes, mais de 1000 Cavalos, muita Munição Bélica e de Boca, etc, e o arquivo completo do Gen. David Canabarro. Depois desses tremendos Reveses, o Tirano Rosas da Argentina ofereceu Tropas e Munição aos Rebeldes Farroupilhas, e eis a Resposta do “Separatista” Gen. David Canabarro, Cmt em Chefe Rebelde: ” Senhor, o primeiro Soldado de vossas Tropas que atravessar a fronteira fornecerá o sangue com que será assinada a Paz de Piratini com os Imperiais. Acima de nosso amor a República, colocamos o nosso brio, e a INTEGRIDADE DA PÁTRIA. Se puzerdes agora os vossos Soldados na fronteira, encontrareis ombro a ombro os Soldados de Piratini, e os Soldados do Sr. D. Pedro II.” No ano seguinte 1845, selaram a Paz entre Bravos, em Ponche Verde. História do Brasil – FTD Pg 404 e 417. Abrs.

  28. Fitzcarraldo. Sandra esteve em acontecimentos tão singulares que fui obrigado a lembrar sua passagem pela política. Tem mais: Sandra ficou marcada com a “morte dos mendigos afogados no no Rio da Guarda” que quase desestabiliza o governador da Guanabara Carlos Lacerda. Não acredito que ela tenha mandado matar mas, criou clima para os acontecimentos como Secretária de Assuntos Sociais, exigindo que a cidade expulsasse os mendigos da cidade. Sem esquecermos das favelas incendiadas e da presença incrível de Sandra no interrogatório da “missão chinesa” que foi presa logo após o golpe de 1964.

  29. Bendl, o Bortolotto chegou no limiar da “verdade histórica” sobre o fim da Guerra dos Farrapos. Nunca houve uma premeditação, muito menos acôrdo entre Canabarro e Caxias para matar negros, lanceiros ou não(esta é a fraude histórica). O que houve foi uma luta em que morreram muitos dos que lutavam na batalha de Porongos. O senador Paim foi obrigado por José Dirceu em 2003(ainda não estourara o escândalo do mensalão), a retratar-se por ter na tribuna do Senado ofendido a memória de Caxias. Inventou que os lanceiros foram masacrados por Caxias por terem tentado negociar sua liberdade. Na rendição foi negociado com Caxias anistia para todos. Tanto assim que muitos foram incorporados ao Exército Imperial. Aconselho você a não julgar os outros por você. Me apresenta um historiador gaucho de estirpe que aborde a Guerra dos Farrapos deturpando e romanceando os fatos históricos. Todos os livros que você leu são livros recentes. Leia um livro sobre o assunto editado em 1930/40/50/60. Você deve ser dos que estudam e lêem a história mas não a interpretam. É ridiculo querer dar lições de comportamento.

  30. Bortolotto, meu caro,
    Eu não preciso te pedir que leias na íntegra os comentários para chegares à conclusão sobre quem iniciou esta peleia entre mim e Darcy, que deslavadamente tenta me impingir o pontapé inicial desta contenda.
    Igualmente as palavras do Santi que, além de ter interpretado mal o meu texto, se sentiu ofendido!
    Acredito que não seja casualidade que ambos não se identificam, apresentando prenomes que tampouco creio que sejam verdadeiros!
    Assim, não deves perder o teu tempo com eles.
    Eu ainda lhes dou o sabor da discussão por divertimento, haja vista tratarem-se de bobos da corte, palhaços sem graça, que servem apenas como condimento a debates mornos e inodoros, haja vista que concordamos – pelo menos àquelas pessoas sérias – que a causa da Guerra dos Farrapos não foi a mencionada pelo estulto Darcy, a separação do Rio Grande do Sul do Brasil.
    Da mesma forma a besteira registrada pelo Santi sobre os Lanceiros Negros – seriam eles a mesma pessoa?!
    Enfim, agradeço o teu apoio, caro Bortolotto, mais uma vez, mas existem frequentadores – poucos, é verdade – que não aceitam que a educação e respeito preponderem neste espaço, ao contrário, querem a litigãncia, satisfazem-se no desaforo, desejam a discórdia, comprazem-se nas picuinhas.
    Sinal indiscutível de senilidade, solidão, amargura, frustração, paranóia, manias, impertinência, infelicidade…
    Temos que ter pena desta gente, mas não permitir que se esconda atrás dos seus defeitos para perturbar os que almejam o salutar debate no campo das idéias, somente nesta área, pois com esta turma se dá o oposto, quer é particularizar as questões, trazê-las para o âmbito pessoal. E, mais, gratuitamente, razão pela qual a perturbação mental que não reconhece a impertinência excessiva, que se fixa obsessivamente em suas obsessões e se deixa ser um obcecado!
    Repito:
    Mais algum tempo, e só com camisa-de-força!!!

  31. Quanto aos Lanceiros Negros da Guerra Farroupilha, há os que acreditam e não admitem discutir a história oficial e os que a põem em dúvida e levantam questões relevantes. Como a mentira histórica no Brasil é uma marca registrada até em relação a personagens recentes que facilmente podem ser desmascaradas, como, por exemplo, o exílio e perseguição de FHC com passaporte atualizado e autorização para entrar e sair do país durante a ditadura, aposentadoria integral que nenhum perseguido ou cassado obteve ( os oficiais militares perseguidos e processados foram dados como mortos, unica tolerância para as “viúvas”) e autorização de registro de candidatura antes da Lei de Anistia, sou incrédulo, portanto, no tocante à historia oficial dos donos do poder. Retornando ao específico, aquele período histórico foi completamente desfavorável ao negro no Brasil. Eusebio de Queiroz, cinco anos após o fim do conflito Farroupilha, em seu célebre e corajoso discurso no Senado, afirma, entre muitas outras verdades que “o governo, todos os ministérios, toda a opinião pública, a nação toda, enfim – salvo raras vozes de exceção- estivera até 1850 solidária com o tráfico.” Ora, se era favorável ao tráfico por razões da economia agrícola de então, a ponto de arriscar choque militar com os poderosos ingleses, não posso acreditar que a força militar, instituição daquele sistema de então, fosse vir a ser condescendente com negros escravos que lutaram numa força que desafiava o sistema. Para mim, esse detalhe é significativo, embora possa não ser para outros comentaristas. Finalmente, para os interessados, a seguir alguns historiadores e estudos:
    Revolução Farroupilha, Jose Plinio Guimarães Fachel, Pelotas, EGUFPEL,2002;
    Bento Gonçalves, o herói ladrão, Tau Golin, Santa Maria, LGR, 1983;
    Raízes socioeconômicas da Guera dos Farrapos: um capítulo da história do séculi XIX, Graal, 1979;
    “O negro escravizado e a Revolução Farroupilha”. In: O escravo gaúcho- resistência e trabalho, Porto Alegre, ed.da UFRGS, 1993, pp 76-82.

  32. Prezado Sr. Iaco Silva. Infelizmente não é só aquele período histórico que foi inteiramente desfavoravel ao negro no Brasil.
    Como estamos falando sobre Rio Grande do Sul, vou reoetir agora o que já divulguei aqui.
    O Capitão-de-Corveta Antonio Manhães de Mattos era especializado em hidrografia e em aporrinhar o juízo dos subalternos, bem como o Capitão-de-Fragata Arnaldo da Costa Varella. Ambos foram assassinados por um marujo negro quando tranquilamente dormiam a bordo do Canopus, no porto do Rio Grande, em 1963.
    Ambos eram especializados em torturar mentalmente os membros subalternos do Canopus (oficiais e praças).
    Já não estávamos mais nos tempos da chibata, com chicotes com agulhas que dilaceravam a carne dos marujos negros, alguns levando 200 chibatadas, quando a lei só permitia 25. Provavelmente Varella e Manhães teriam sido grandes chibateiros, como o famigerado Saldanha da Gama (gaúcho, por sinal).

  33. Concordo, mas me limitei apenas ao período do discurso revelador do Eusebio de Queiroz em 1850. Nas décadas seguinte pode-se dizer que “melhorou” com o surgimento de vozes humanas e conscientes. Em seu livro A Escravidão Africana no Brasil, das origens e extinção do tráfico, editora Alfa-Omega, SP, 1975, Mauricio Goulart informa, citando documentos, que súditos brasileiros da coroa portuguesa nos séculos XVII e XVIII, fazendeiros e comerciantes baianos e pernambucanos, traficaram e escravizaram negros diretamente na África sem darem satisfações e pagarem tributos aos colonizadores. Eram escravagistas audaciosos esses nossos ancestrais.

  34. Bendl, não sou a mesma pessoa do Darcy, pessoa que respeito, aliás respeito todos. Até você, muito engraçado no andar com muitos quilos no lombo. Passei por você algum tempo atrás e tive que sair da calçada senão me atropelavas.

  35. QUANDO OS ARGUMENTOS FALTAM. É comum na falta de argumentos partirmos para a escravidão de negros. E o pior, muitos intelectuais nos tornam culpados pela escravidão. Não entendem a história e falam como se a República proclamada por Deodoro em 1889 fosse a continuação da Monarquia Portuguêsa. Não é verdade: Proclamada a Repúblicanos nos desligamos institucionalmente de Portugal. Deixamos de ser súditos e escravos para sermos cidadãos com direitos e deveres.(O que ficou de 1500 a 1889 “foi o período da formação histórica do Brasil”). Nossa história como povo brasileiros começa com a República em 1889. Quem escravisou índios e negros foram os portuguesês e não podemos e nem devemos assumir crimes que não praticamos. Muito menos sublimarmos acontecimentos hiperbolizados por escritores que escrevem para vender livros e sem o cuidado nessessário.A história é uma só. As versões é que pululam para todos os gostos.

  36. LANCEIROS. Fala-se em lanceiros como algo incomum, quando na realidade a lança foi arma herdada pelos gauchos dos belicosos índios charruas e minuanos de quem descendiam, aperfeiçoada e mantida nas guerras de fronteiras entre portuguêses e espanhois. Até 1923 na última luta entre maragatos e chimangos, foram usadas lanças. Ficou imortalizada na história a frase dita por muitos e repetida por Oswaldo Aranha: As fronteiras do Rio Grande do Sul foram traçadas a ponta de lança, fio de espadas e patas de cavalos.Em tempo: Darcy é uma pessoa e eu sou outra. Sou o Aquino.

  37. Aquino Santi ou Santi Aquino,
    Não mintas, pois é feio. Tu não me conheces para afirmares que tiveste de sair da calçada, caso contrário eu teria te atropelado pelos muitos quilos no lombo que tenho!
    Em princípio, se tivéssemos nos encontrado, tu sairias da minha frente não pelo meu peso, mas pela vergonha das bobagens que escreveste, a começar dizendo que respeita as pessoas.
    Desta forma?!
    Tu sairias correndo de mim pelo teu cinismo e hipocrisia, mentiras e má educação.
    Ora, diante dos teus nomes falsos, fácil é deduzir o quanto sonegas a verdade pelo caradurismo que me viste na rua dias atrás.
    Que vergonha!

  38. Prezado Sr. Francisco Bendl.

    O Sr. Antonio Santos Aquino, (Santi), é um veterano do Tribuna da Imprensa onLine, a quem todos nós muito admiramos. É um estudioso da História, e tem mais idade e experiência que nós. Apesar de eu ser de corrente Política diferente do Sr. Antonio Santos Aquino, repeito-o e admiro-o, bem como a todos os Politicamente contrários, mas que são Autênticos e Verdadeiros. Soubemos pelo nosso Editor/Moderador, Jorn. Carlos Newton, que o Sr. Aquino esteve no “estaleiro”, adoentado, passou por uma operação cirúrgica, está se recuperando bem, o que nos deixou muito feliz, e estava com dificuldades de acessar o TI onLine. Agora tudo já está normal. Depois, cá para nós Sr. Francisco Bendl, não há nemhuma ofensa em dizer que se nos encontramos em alguma calçada da vida, tenhamos que ceder lugar, ainda mais que nossas calçadas não são tão largas como as de Porto Alegre-RS. Abrs.

  39. Bendl, balas trocadas não doem. Santa Catarina é um bom lugar; se até Outubro eu for liberado, visitarei meu filho em Camboriú. Se cruzar com você, mesmo de muletas te darei preferência.

  40. Santi,
    Acho que basta de bobagens entre mim e ti, concordas?
    Proponho PAZ!
    Eu desconhecia que tinhas um codinome, pois sempre te apresentaste com o teu nome completo,mais a mais, nunca foi da tua índole a provocação, ao contrário, sempre foste pacato, uma pessoa que admiro e jamais tive qualquer problema.
    Assim, apaguemos este episódio tão feio em nosso convívio na Tribuna, e voltemos ao estágio que estávamos anteriormente quando não tínhamos problemas desta ordem.
    Um cordial e não tão forte abraço, Aquino.

  41. Bortolotto, meu caro,
    Se antes nunca pensaste em ser bombeiro estás exercendo a função condignamente.
    O Aquino me pregou uma peça, ao usar um codinome. Jamais eu o interpelaria da maneira como fiz se eu soubesse deste detalhe.
    Enfim, da minha parte cancelei qualquer mal entendido ou intenção de reagir de forma mais ríspida e agressiva depois das tuas intermediações.
    Tu não podes perder teu tempo precioso em amenizares confrontos inconsequentes, tampouco quero ficar discutindo temas que estejam fora dos postados a debates.
    Se o Aquino esteve no “estaleiro”, vejo que ele voltou a pleno, o que me alegra, haja vista eu ter lhe desejado pronto restabelecimento quando eu soube que sua saúde tinha sido abalada, portanto, após o seu retorno não seria eu que iria recepcioná-lo da maneira como a nossa troca de palavras descambou.
    Outro abraço, Bortolotto, mais ameno, de modo que eu não te cause problemas de coluna.

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