O silêncio de Joesley, em resposta aos parlamentares que antes o bajulavam

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BRASÍLIA,DF,28.11.2017:JOESLEY-BATISTA-DEPOIMENTOS-CPIS - O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS e à CPI do Bndes da Câmara, em reuniões conjuntas, em Brasília (DF), nesta terça-feira (28). Joesley, e o irmão Wesley, também preso, teriam mentido e omitido informações no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República. (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Folhapress) ***PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS***

Duramente atacado na CPI, Joesley não revidou

Bernardo Mello Franco
Folha

Depois de se enrolar com o próprio gravador, Joesley Batista resolveu parar de falar. O empresário passou quatro horas em silêncio diante da CPI da JBS. Enquanto ele segurava a língua, os parlamentares o usaram como escada para aparecer na TV Senado.

A sessão promoveu o reencontro do delator com os delatados que o bajulavam. Ao menos 15 integrantes da CPI receberam dinheiro do frigorífico na última campanha. Diante das câmeras, eles preferiram omitir a ajuda para atacar o ex-aliado.

“AL CAPONE” – “Acho que o senhor não é tão bandido quanto confessa ser”, disparou o relator Carlos Marun (PMDB-MS), destinatário de R$ 103 mil da JBS em 2014. “O senhor, que era um mafioso de terceira categoria, resolveu achar que era o Al Capone”, prosseguiu.

O deputado domina a temática como poucos. Ele despontou do anonimato como escudeiro de Eduardo Cunha, a quem foi visitar na cadeia. Depois virou defensor de Michel Temer, alvo de duas denúncias criminais.

“De tanto que os senhores armaram, caíram na própria armação”, repreendeu João Rodrigues (PSD-SC). Ele declarou ter recebido módicos R$ 7,5 mil da JBS na última eleição.

DA CONCORRÊENCIA – Joesley também enfrentou a artilharia de parlamentares bancados por seus concorrentes. “Temos a sensação de que sua família é uma quadrilha, e a sua empresa, uma organização criminosa”, atacou Heuler Cruvinel (PSD-GO), que levou R$ 100 mil do frigorífico BRF.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que recebeu R$ 66,4 mil da JBS, tentou aliviar o clima com uma piada. “O senhor Joesley conseguiu fazer o Roberto Carlos comer carne”, gracejou. Em seguida, ele voltou a esbravejar contra a Lava Jato.

Num raro momento de trégua, João Gualberto (PSDB-BA) parou de bater no delator e se lembrou dos delatados. “Todo mundo sabe que são corruptos os vários que receberam”, disse. Antes de ser fuzilado pelos colegas, ele se corrigiu: “Não digo todos, não quero ofender todos…”

8 thoughts on “O silêncio de Joesley, em resposta aos parlamentares que antes o bajulavam

  1. E o pior Joca é que vão enganar a muitos.
    2018, se reelegem para manter foro privilegiado e mordomias, já que nada vai mudar neste quadrante da terra.

  2. A culpa é deste povinho, que continua ainda votando neste bando de mer….. Que criam monstros iguais a este irmãos Batista. Não sei por que continuam ainda fazer cpi. É tudo enrolação que não resolve nada.

    • Como já demonstrado por congressistas, CPI é apenas mais um instrumento de extorsão utilizadocontra empresários. Pagando algum abafa-se e encerra-se a CPI sem culpados.

  3. E o mentor presidente do PMDB e hoje presidente da república do Brasil, continua livre e ainda por cima quer se candidatar para continuar no poder, que país e poderes são este, Michel Temer sabia de tudo e comandava as falcatruas, é inacreditável.

  4. Onde lê-se ” “Indicações para Cargos Federais – Minas Gerais”, leia-se “Indicações para criminosos para Cargos Federais – Minas Gerais”.

    Afinal, cada ovelha procura a sua parelha, por isso não existe amizade entre cidadão de bem e bandido.

  5. O comportamento desses FDP é assustador, de dar medo mesmo, muitos desses levaram grana desse outro ladrão, e falam como probos parlamentares.
    Xingam o cara, com um despudor incomensurável.
    Vendo estas cenas dantescas, ficamos cada vez mais conscientes que a Cuecalândia acabou!
    Atenciosamente.

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