O último escândalo de 2014

Percival Puggina

Seria inacreditável, não fosse constatado em reiteradas pesquisas: pelo menos 9% da população são decididamente cúmplices da institucionalização da criminalidade. E mais: supostos intelectuais a defendem com ardor enquanto a mídia revela que o ex-presidente e seus filhos enriquecem nas cercanias do governo.

Há um ano, quando dezenas de  escândalos já eram conhecidos ou estavam sendo investigados, Dilma (oficialmente, ao menos) reelegia-se presidente. O último escândalo de 2014 foi praticado, então, por 54 milhões de eleitores.

E estes foram os dois mais recentes de 2015, segundo matérias da última edição da Revista Época

  1. R$ 4 milhões pelo lobby: os contratos milionários de Lula com a Odebrecht (Thiago Bronzatto, Com Ana Clara Costa e Alana Rizzo)
    ÉPOCA obteve contratos assinados entre o ex-presidente e a empresa. No papel, dinheiro para “palestras”. Na prática, dinheiro para alavancar os negócios da empreiteira no exterior. Num termo de declaração de quatro páginas obtido por ÉPOCA, ele sustenta que todos os eventos para os quais foi contratado estão contabilizados em sua empresa L.I.L.S. – um acrônimo de seu nome. Foi por meio dela que Lula ficou milionário desde que deixou o Palácio do Planalto, em 2011.
  2. A cota de Renan no petrolão (Daniel Haidar E Talita Fernandes)
    O lobista Fernando Baiano afirma que propina de US$ 6 milhões por uma sonda da Petrobras foi paga ao PMDB – parte foi para o presidente do Senado. Há quase nove meses preso em Curitiba, Fernando Baiano revelou nas últimas semanas a extensão da influência de líderes do PMDB na Petrobras. Mais especificamente, Baiano contou que parte da propina obtida em contratos da estatal com empresas privadas era direcionada a Renan Calheiros.

3 thoughts on “O último escândalo de 2014

  1. Outro dado alarmante que deve ser sustado é a farra dos empréstimos consignados em que o limite subiu de 25% para 35% sobre a aposentadoria. Os velhinhos já recebem uma aposentadoria defasada há décadas e se endividam ao extremo e o governo contribui para que os bancos enriqueçam cada vez mais.
    Outro dado alarmante é a estratégia que os bancos estão se utilizando(e com o aval do governo) para cada vez mais contribuírem para o empobrecimento dos aposentados; ao chegar perto do limite dos atuais 25% sobre o valor dos empréstimos face ao líquido dos benefícios os bancos liberam o cartão de crédito vinculado ao benefício ( e com juros maiores e mesmo se o beneficiário do INSS esteja inadimplente junto aos órgãos de restrição ao crédito)
    Alguém ( já que o Temer mencionou não ter poder para controlar nada nesse circo em que converteu o governo e ainda que ele não tome decisão alguma, como é do feitio de nossos mandatários…) deveria tomar uma decisão e parar com essa pouca vergonha e essa oculta forma de agiotagem.

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