O valor dos aliados na guerra da sucessão

Tereza Cruvinel (Correio Braziliense)
Relativamente ao perigo que ronda Dilma — o de oscilação negativa na fidelidade e engajamento dos aliados — um sinal pode ter havido ontem na decisão da bancada do PMDB na Câmara de nada votar enquanto não forem apreciados os vetos acumulados. Isso não começou agora, mas também vem de longe o queixume sobre o tratamento arrogante que o Planalto dispensaria aos aliados.
O encolhimento da popularidade, se não ameaça Dilma eleitoralmente, talvez sirva para ampliar a compreensão do governo sobre o valor dos aliados e a importância da articulação do governo no Congresso, hoje quase inexistente. Poucos, no PT, são tão realistas quanto o deputado Cândido Vacarezza quando aborda o assunto.
“Nós temos aliados muito bons e o governo precisa compreender isso. O PT, com apenas 90 deputados, ou 17% das cadeiras na Câmara, não governaria o Brasil sem o apoio da coalizão. Agora, por desarticulação é que uma base com mais de 400 deputados exibe-se no plenário como uma Seleção Brasileira que precisa fazer de tudo para não perder para um time de várzea. Eles podem ter diferenças conosco, mas não têm divergências. Se fôssemos iguais, eles estariam no PT.”
Dilma, agora, vai ter que tratar melhor os que lhe dão apoio.
DISPLICÊNCIA E INGRATIDÃO
No Maranhão, metade do PT quer apoiar o candidato do PCdoB a governador, Flávio Dino, embora tenha o vice-governador e três secretarias no governo Roseana Sarney. Esse é um dos problemas na relação PT-PMDB que Dilma vai ter que enfrentar.
Não bastasse, para contrariar o senador José Sarney, encalhou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional o pedido de empréstimo externo do Maranhão, apresentado antes do de outros estados, como Minas, que já tiveram o pleito aprovado pelo Senado.
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