Obama, Putin e a queda do avio malaio

Mauro Santayana
Jornal do Brasil

A queda da aeronave da Malaysia Airlines, que levava 290 pessoas, nas imediaes de Krasni Luch, perto de Shaktarsk, em territrio ucraniano, prximo da fronteira com a Rssia, ocorre em um momento em que – coincidentemente? – boa parte da opinio pblica mundial ainda tem a sua ateno voltada para a tragdia do misterioso desaparecimento, sem deixar pistas, de um avio do mesmo modelo, e da mesma companhia, sobre o Oceano ndico, em 8 de maro deste ano, com 223 passageiros, entre eles, 150 cidados chineses, a bordo.

Segundo agncias de notcias ocidentais, o acidente ocorreu em territrio controlado por separatistas de etnia russa, que foram imediatamente acusados, pelo governo ucraniano, de terem derrubado o avio, usando msseis terra-ar.

Em conversa telefnica, anteriormente agendada, com o Presidente Obama, dos EUA, o Presidente russo, Vladimir Putin, negou peremptoriamente essa possibilidade, tambm desmentida pelo lder dos separatistas do Leste da Ucrnia, Alexander Borodai.

Como o avio se encontrava h dez mil metros de altura, ele s poderia ser abatido, teoricamente, por msseis de uma bateria antiarea, e no pelos projteis portteis usados, normalmente, pelos combatentes independentistas da regio, que tm entre 3 e 4 mil metros de alcance.

VERSES ESTRANHAS

Afastada a hiptese da exploso de uma bomba a bordo, e em caso de confirmao de que a queda do avio malaio – que contava com 15 cidados norte-americanos entre seus passageiros – foi provocada pelo disparo de um mssil, preciso desconfiar das verses apressadamente apresentadas pelas autoridades do atual governo ucraniano.

estranho que o incidente acontea justamente depois da recente derrubada de um avio militar da Ucrnia, por rebeldes separatistas, e quando os Estados Unidos esto anunciando novas sanes contra a Rssia.

E isso, em um momento em que o Presidente Vladimir Putin acaba de colher importantes vitrias diplomticas, junto com o seu colega chins, Xi Jinping, em priplo pela Amrica Latina, no contexto da Cpula dos BRICS de Fortaleza, e do lanamento do Novo Banco de Desenvolvimento e do Fundo de Reservas do grupo.

INVESTIGAES

Considerando-se a permeabilidade da vasta fronteira que separa a Rssia e a Ucrnia, e os estreitos contatos na rea de defesa – incluindo a fabricao de armamentos – que existiam entre os dois pases, desde os tempos da antiga Unio Sovitica, seria fcil, para qualquer uma das partes em confronto, derrubar uma aeronave usando um foguete ar-ar de origem russa disparado de outro avio, hiptese que est sendo investigada, com base em informaes de satlites, tanto por Washington como Moscou neste momento.

preciso no esquecer que, quando da queda de Yanukovich, teoricamente precipitada por disparos feitos por policiais contra manifestantes da Praa Maidan, correu a verso, ainda no totalmente desmentida, ou devidamente esclarecida, de que os tiros teriam partido, na verdade, de franco-atiradores ligados a faces da extrema-direita neonazista ucraniana, com a inteno de jogar a opinio pblica contra o governo que estava no poder em Kiev at fevereiro deste ano.

 

27 thoughts on “Obama, Putin e a queda do avio malaio

  1. Pefeito Santayana, que nao entra nos histerismos dos comentarios, que afloram, nesses momentos que deveriam ser de reflexoes e de moderacoes.

  2. Ucrnia acusa rebeldes de destruir provas do acidente areo

    A Ucrnia acusou os separatistas pr-Moscou neste sbado (19) de destruir provas de crimes internacionais” e retirar corpos do local da queda do avio da Malaysia Airlines. O governo ucraniano denunciou que os rebeldes estavam impedindo representantes internacionais e os seus prprios peritos de iniciarem uma investigao. Kiev tambm aponta a Rssia como cmplice na ocultao do material.

    Acredita-se que o voo MH17, que partiu de Amsterd para Kuala Lumpur na quinta-feira (17) com 289 pessoas a bordo, caiu aps ser atingido por um mssil terra-ar disparado de uma rea controlada pelos milicianos no Leste da Ucrnia. At o momento, 186 corpos foram resgatados. “Os terroristas, com a ajuda da Rssia, esto tentando destruir provas”, disse um comunicado oficial do governo ucraniano.

    Kiev denuncia ainda que 38 corpos foram levados para um necrotrio em Donetsk por pessoas com “forte sotaque russo”, argumentando que fariam as suas prprias autpsias nos cadveres. Militantes armados afastaram as equipes de resgate, deixando-os sem meios de comunicao. Carregaram os corpos em um caminho com sacos. De acordo com os militantes, iriam lev-los cidade de Donetsk, disse uma fonte do governo regional de Donetsk, citado pela imprensa ucraniana.

    Quase dois dias aps a queda da aeronave, matando todos os passageiros, as equipes internacionais tiveram acesso restrito ao local da tragdia. Na manh deste sbado, o chefe dos servios de segurana ucranianos, Valentin Nalivaichenko, anunciou um acordo com os rebeldes que controlam a rea e membros de um grupo formado por representantes da Ucrnia, da Rssia e da Organizao para a Segurana e Cooperao na Europa (OSCE) para a criao de uma zona de segurana de 20 quilmetros para o resgate dos corpos. Poucas horas depois, o governo ucraniano denunciava a retirada de provas e cadveres e os observadores continuavam sem poder entrar na rea.

    Na sexta-feira tarde (18), uma equipe de observadores da OSCE teve acesso ao local do acidente, mas a milcia pr-russa limitou os movimentos dos especialistas, segundo denncia da prpria organizao. O Conselho de Segurana da ONU aprovou uma declarao exigindo uma investigao independente e completa para esclarecer as causas do desastre, alm do pleno acesso rea.

    O presidente dos EUA, Barack Obama, confirmou na sexta-feira (18) que o avio foi abatido por um mssil lanado a partir da rea de insurgentes que controlam o Leste da Ucrnia. Apesar de no ter acusado a Rssia diretamente, Obama sugeriu que os rebeldes no poderiam operar o equipamento sem o apoio de Moscou.

    (Transcrito do Valor Econmico)

  3. Santayana deveria fazer reflexoes sobre o genocidio que os assassinos do Oriente Medio estao cometendo com as crianas palestina, foram mortas centenas, e o mundo ” civilizado” se cala

  4. Santayana e Boff ganham disparados a copa dos campees das baboseiras aqui neste blog.
    J viraram personagens do folclore da sua Me Rssia versus EUA.

  5. Quase que imediatamente, sem nenhuma investigao e percia, tanto Obama como o governo da Ucrnia acusaram os separatistas pr Rssia,
    pela derrubada do avio. Que d para desconfiar, d.
    Francisco Assis, lembrou bem, o que o governo covarde de Israel est
    fazendo com os Palestinos.

  6. O Santayana e mais alguns comentaristas CB deveriam, pelo menos, ler o que est sendo divulgado pela imprensa mundial e no apenas a opinio do PT sobre o assunto.

  7. Prezado Sr. Wagner Pires … j me despedi do Sr. Andrade … neste 3 e ltimo dia de Fim da Misso de pesquisas biblicoprofticas, muito conveniente meditarmos sobre SIONISMO … realmente difcil entender certas profecias … conforme escrevi sobre Ftima e despertou curiosidade:
    “Antonio Fallavena julho 18, 2014 2:39 pm
    impressionante o que ocorre com os dados da pesquisa, entre os resultados do primeiro e segundo turno. No primeiro, a distancia entre Dillma/Acio de 16 pontos. No entanto, no segundo, h um empate tcnico.
    Caro Wagner, isto significa que grande parte dos votos dirigidos no 1 turno para Eduardo e os brancos/indecisos, no 2 turno, vo para Acio. Pelos resultados, Dilma passa de 36% para 44%, enquanto Acio salta de 20% para 42%. A menos que acontea o 4 milagre de Ftima, para quem contava como eleita no 1 turno, Dilma est a passos largos em direo derrota. Tomara no tenhamos somente a mudana do artista. Parabns pelo texto, mais um que nos auxilia nas meditaes. Abrao e sade.”

  8. Sei no…
    Cenrio, personagens,antecedentes, atitudes e intrigas para um enredo conspiratrio que ainda vai cair no colo de algum aspirante a Stephen King …

  9. Abrao sai do Iraque e vai para Sria: “Tar tomou seu filho Abro, seu neto Lot, filho de Aro, e Sarai, sua nora, mulher de Abro, seu filho, e partiu com eles de Ur da Caldia, indo para a terra de Cana. Chegados a Har, estabeleceram-se ali”. (Gn 11,31)

    Abrao sai da Sria e vai para Cana … com promessa de que ficaria com as terras cananias: “1. O Senhor disse a Abro: Deixa tua terra, tua famlia e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. 2. Farei de ti uma grande nao; eu te abenoarei e exaltarei o teu nome, e tu sers uma fonte de bnos. 3. Abenoarei aqueles que te abenoarem, e amaldioarei aqueles que te amaldioarem; todas as famlias da terra sero benditas em ti. 4. Abro partiu como o Senhor lhe tinha dito, e Lot foi com ele. Abro tinha setenta e cinco anos, quando partiu de Har. 5. Tomou Sarai, sua mulher, e Lot, filho de seu irmo, assim como todos os bens que possuam e os escravos que tinham adquirido em Har, e partiram para a terra de Cana. Ali chegando, 6. Abro atravessou a terra at Siqum, at o carvalho de Mor. Os cananeus estavam ento naquela terra. 7. O Senhor apareceu a Abro e disse-lhe: Darei esta terra tua posteridade. Abro edificou um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido. 8. Em seguida, partindo dali, foi para a montanha que est ao oriente de Betel, onde levantou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Hai ao oriente. Abro edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o seu nome. 9. Continuou depois sua viagem, de acampamento em acampamento, para Negeb. (Gn 12)”

    Deus refaz a promessa … guardem Hebron para mais adiante: “14. O Senhor disse a Abro depois que Lot o deixou: Levanta os olhos, e do lugar onde ests, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente. 15. Toda a terra que vs, eu a darei a ti e aos teus descendentes para sempre. 16. Tornarei tua posteridade to numerosa como o p da terra: se algum puder contar os gros do p da terra, ento poder contar a tua posteridade. 17. Levanta-te, percorre a terra em toda a sua extenso, porque eu te hei de dar. 18. Abro levantou as suas tendas e veio fixar-se no vale dos carvalhos de Mambr, que esto em Hebron; e ali edificou um altar ao Senhor”. (Gn 13)”

    E havia um problema!!!

  10. Abrao no tinha filho: “1. Depois desses acontecimentos, a palavra do Senhor foi dirigida a Abro, numa viso, nestes termos: Nada temas, Abro! Eu sou o teu protetor; tua recompensa ser muito grande. 2. Abro respondeu: Senhor Jav, que me dareis vs? Eu irei sem filhos, e o herdeiro de minha casa Eliezer de Damasco. 3. E ajuntou: Vs no me destes posteridade, e um escravo nascido em minha casa que ser o meu herdeiro. 4. Ento a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: No ele que ser o teu herdeiro, mas aquele que vai sair de tuas entranhas.

    Deus avisa sobre o Egito: “13. O Senhor disse-lhe: Sabe que teus descendentes habitaro como peregrinos uma terra que no sua, e que nessa terra eles sero escravizados e oprimidos durante quatrocentos anos. 14. Mas eu julgarei tambm o povo ao qual estiverem sujeitos, e sairo em seguida dessa terra com grandes riquezas.”

    E feita Aliana em que no citada terra dos filisteus: “18. Naquele dia, o Senhor fez aliana com Abro: Eu dou, disse ele, esta terra aos teus descendentes, desde a torrente do Egito at o grande rio Eufrates: 19. a terra dos cineus, dos ceneseus, dos cadmoneus, 20. dos heteus, dos ferezeus, 21. dos amorreus, dos cananeus, dos gergeseus e dos jebuseus.”
    (Gn 15)

    Sara resolve o no ter filhos … e acaba nascendo Ismael: “1. Sarai, mulher de Abro, no lhe tinha dado filho; mas, possuindo uma escrava egpcia, chamada Agar, 2. disse a Abro: Eis que o Senhor me fez estril; rogo-te que tomes a minha escrava, para ver se, ao menos por ela, eu posso ter filhos. Abro aceitou a proposta de Sarai. 3. Sarai tomou, pois, sua escrava, Agar, a egpcia, passado dez anos que Abro habitava a terra de Cana, e deu-a por mulher a Abro, seu marido. 4. Este aproximou-se de Agar e ela concebeu. Agar, vendo que tinha concebido, comeou a desprezar a sua senhora. 5. Ento Sarai disse a Abro: Caia sobre ti o ultraje que me feito! Dei-te minha escrava, e ela, desde que concebeu, olha-me com desprezo. O Senhor seja juiz entre mim e ti! 6. Abro respondeu-lhe: Tua escrava est em teu poder, faze dela o que quiseres. E Sarai maltratou-a de tal forma que ela teve de fugir.”

    Tambm h promessa para Ismael … que se cumprir com o Profeta Maom: “7. O anjo do Senhor, encontrando-a no deserto junto de uma fonte que est no caminho de Sur, 8. disse-lhe: Agar, escrava de Sarai, donde vens? E para onde vais? Eu fujo de Sarai, minha senhora, respondeu ela. 9. Volta para a tua senhora, tornou o anjo do Senhor, e humilha-te diante dela. 10. E ajuntou: Multiplicarei tua posteridade de tal forma, e ser to numerosa, que no se poder contar. 11. Disse ainda mais: Ests grvida, e vais dar luz um filho: dar-te-s o nome de Ismael, porque o Senhor te ouviu na tua aflio. 12. Este menino ser como um jumento bravo: sua mo se levantar contra todos e a mo de todos contra ele, e levantar sua tenda defronte de todos os seus irmos. (Gn 16)”

  11. Colegas de pesquisa … s agora que Jav REVELA a Abrao que Sara lhe dar Isaac … REVELAO assim: aos poucos!!! !!! !!! e confirma que os rabes sero grande nao: “15. Disse Deus a Abrao: No chamars mais tua mulher Sarai, e sim Sara. 16. Eu a abenoarei, e dela te darei um filho. Eu a abenoarei, e ela ser a me de naes e dela sairo reis. 17. Abrao prostrou-se com o rosto por terra, e comeou a rir, dizendo consigo mesmo: Poderia nascer um filho a um homem de cem anos? Seria possvel a Sara conceber ainda na idade de noventa anos? 18. E disse a Deus: Oxal que Ismael viva diante de vossa face! 19. Mas Deus respondeu-lhe: No, Sara, tua mulher que dar luz um filho, ao qual chamars Isaac. Farei aliana com ele, uma aliana que ser perptua para sua posteridade depois dele. 20. Eu te ouvirei tambm acerca de Ismael. Eu o abenoarei, torn-lo-ei fecundo e multiplicarei extraordinariamente sua descendncia: ele ser o pai de doze prncipes, e farei sair dele uma grande nao. 21. Mas minha aliana eu a farei com Isaac, que Sara te dar luz dentro de um ano, nesta mesma poca. (Gn 17)
    … … …
    Deste modo, Abraham pai dos israelitas, Ibrahim o dos rabes e Abrao tambm pai da f dos povos cristos.

  12. Mois enviado para cumprir o que Deus prometera a Abrao j passados 400 anos – no citado filisteu – ateno para jebuseu para mais adiante: “7. O Senhor disse: Eu vi, eu vi a aflio de meu povo que est no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheo seus sofrimentos. 8. E desci para livr-lo da mo dos egpcios e para faz-lo subir do Egito para uma terra frtil e espaosa, uma terra que mana leite e mel, l onde habitam os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 9. Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram at mim, e vi a opresso que lhes fazem os egpcios. 10. Vai, eu te envio ao fara para tirar do Egito os israelitas, meu povo. (Ex 3)

    Apesar de conquistarem Cana, ficaram ainda por conquistar – destaco filisteus e jebuseus: “1. Estas so as naes que o Senhor deixou subsistir para provar por meio delas os israelitas, todos aqueles que no tinham visto as guerras de Cana, 2. e isso to-somente para instruo das novas geraes israelitas, a fim de lhes ensinar a combater, ao menos queles que no o tinham feito antes. 3. Eram os cinco prncipes dos filisteus, todos os cananeus, os sidnios, os heveus que habitavam os montes do Lbano, desde a montanha de Baal-Hermon at a entrada de Hamat. 4. Essas naes ficaram para provar Israel, e ver se eles obedeceriam aos mandamentos que o Senhor havia prescrito aos seus pais por intermdio de Moiss. 5. Os filhos de Israel habitaram no meio dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. (Jz 3)

  13. Importante lembrar que essa no a primeira vez que um avio de passageiros derrubado nos cus da Ucrnia. Em 2001, um jato russo Tupolev Tu-154, transportando 78 pessoas, foi acidentalmente abatido por um mssil antiareo do pas. Ningum sobreviveu, mas ficou patente ento a situao precria em que se encontrava o arsenal ucraniano (link: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=790629 ) Pode ser que dessa vez os rebeldes pr-Rssia sejam mesmo os culpados, mas o fato que o sistema Buk-M1 usado por eles pode muito bem ser proveniente da prpria Ucrnia (muito estranho o noticirio no mencionar que ela tambm conta com esses msseis antiareos — por sinal, os mesmos que abateram o Tu-154 daquela feita). Na situao de quase guerra civil em que o pas se encontra, o controle sobre seu prprio material blico pode ter enfraquecido ainda mais, inclusive com relao a armamento de alta periculosidade. Convenientemente, o governo ucraniano embarca na onda da mdia ocidental antirrussa (nunca vi acidente areo ter sua causa e responsveis descobertos to rapidamente) e a alimenta com gravaes e at vdeos (!) feitos com extraordinria rapidez. Afinal, seria bastante incmodo ter que explicar como equipamento militar seu de elevado poder de fogo cai em mos de terroristas, bem como a incapacidade do pas de garantir a segurana de seu espao areo.

    Outra coisa digna de nota o fato de o avio da Malaysian Airlines, coincidentemente, ter um esquema de cores que remete bandeira russa (branco com listras azuis e vermelhas). Teria, pois, a Fora Area da Ucrnia confundido a aeronave com algum jato espio do vizinho? A Rssia realiza voos desse tipo sobre o territrio, sem dvidas, coletando informaes (repassando aos rebeldes?), e o abatimento de avies ucranianos pelos separatistas pr-Moscou pode muito bem ter acirrado o desejo de desforra por parte de alguns militares do pas.

    Enfim, perguntas que s uma comisso internacional independente de investigao poderia responder.

  14. O grande problemas desses assassinos travestidos de polticos ou separatistas que os alvos so os inocentes!
    A vontade de alguns ucranianos que desejam ser anexados Rssia ainda vai desencadear uma guerra de propores na regio, tratando-se apenas de uma questo de tempo.
    Em Israel, o discpulo de Scharon, Netanyahu, j matou mais de sessenta crianas palestinas em sua investida por terra contra o Hamas, havendo mais de trezentos mortos rabes para trs israelenses.
    No se discute que Israel tem direito a se defender dos ataques sofridos pelos “msseis” lanados pelos palestinos, condena-se a desproporo da reao.
    Justamente se encontra nesta violncia injustificvel e inexplicvel a antipatia do mundo pelos judeus, que se alastra pelos pases que hoje protestaram veementemente contra esta nova incurso terra palestina com centenas de mortos, onde 80% constituda de mulheres e crianas!
    Nesse aspecto e por esta infeliz deciso do primeiro-ministro judeu, o sanguinrio e impiedoso Netanyahu e, pelo outro lado, a irracionalidade de movimentos rabes radicais que pem em jogo a vida de seus prprios compatriotas, a “Terra Santa” continuar sendo lavada pelo sangue de inocentes, derramado pela fria e dio de dois povos que tiveram a mesma origem.
    Se Jerusalm a sede das trs religies monotestas mais importantes da Terra, Islamismo, Judasmo e Catolicismo, percebe-se nitidamente que a crena praticada no possui a devida f de seus fiis, que preferem o sangue imolado paz.
    Concluso:
    O mesmo Deus deve ter perdido a pacincia com tanta falsidade em Seu Nome, que se retirou da cena desses crimes que seguem impunes contra a Humanidade, e sem qualquer admoestao prtica contra tamanha ofensa vida!
    A lamentar, que rabes e judeus no percebem que esto obtendo a antipatia do mundo contra eles porque intolerantes, radicais, pelo descaso vida de inocentes, extrema violncia, e terrorisimo explcito praticado principalmente pelos israelenses pela desmedida e cruel reao a cada atentado rabe!
    Simplesmente o Deus de Abrao, Isac, jac, Jos e Moiss, mais tarde o Filho de Deus, Jesus, e depois o Profeta Maom so desrespeitados com tanto mpeto que se pode afirmar sem receio de se exagerar que as foras do mal venceram no Oriente Mdio, sobrepujaram os ensinamentos religiosos, rasgaram o Coro, a Bblia e o Tor!
    Finalmente se descobriu o que move esses povos: o desejo de ter a terra de seus ancestrais tingida de vermelho, pintada pelo sangue das pessoas, umedecida pelas lgrimas de desespero, continuando a saga relatada nos livros religiosos de guerras, violncia, derrotas, vitrias, e que de nada adiantaram porque o Oriente Mdio continua o mesmo, com as suas diferenas, com povos inimigos de si mesmos, e comandados por criminosos que se dizem amantes da Paz, cnica e hipocritamente!
    Meus mais veementes protestos contra rabes e judeus, povos intolerantes, radicais, segregacionistas, preconceituosos, violentos, que estimulam o dio, a vingana, justamente contra inocentes, as eternas vtimas e mrtires de homens inescrupulosos, que representam a ganncia, o domnio, a posse, a conquista, em detrimento do bem comum, da paz e da vida!
    Definitivamente este no o Deus que pregam, que dizem que verdadeiro, que nico.
    Este o Senhor dos Exrcitos, que serve apenas para quem deseja mortes e vinganas, que no permite a harmonia entre os povos, o seu desenvolvimento, a felicidade entre as pessoas, mas se alimenta da dor, do sofrimento, da injustia, cometidas por polticos impiedosos, que deveriam ser presos pela Comunidade Internacional, cujos pases que comandavam deveriam ter interveno de potncias estrangeiras para coibirem a escalada de violncia sem fim naquela regio permenentemente conturbada!
    Abaixo Netanyahu, Hamas, Hesbolah, separatistas ucranianos, que tentam justificar suas vidas atravs das mortes de outras pessoas, desgraados!

  15. Sanso e os filisteus: “20. Sanso foi juiz em Israel durante vinte anos no tempo dos filisteus”. (Jz 15)

    Ao levar os batentes, Sanso coloca Gaza em Hebron (Hebron fica na atual Cisjordnia palestina) “1. Sanso foi a Gaza, onde viu uma mulher meretriz, e foi procur-la. 2. E a notcia correu pela cidade: Sanso est aqui. Puseram-se de emboscada nos arredores durante toda a noite, junto s portas da cidade, e ficaram quietos toda a noite, dizendo: Ao romper do dia, mat-lo-emos. 3. Sanso dormiu at a meia-noite. E levantando-se pela meia-noite tomou os batentes da porta de Gaza, com os seus postes, arrancou-os juntamente com o ferrolho, p-los sobre os ombros e levou-os at o alto da montanha que est defronte de Hebron. (Jz 16)

    Abrao, Isaque, Jac e Hebron: “E Abrao sepultou Sara, sua mulher, na caverna de Macpela, defronte de Mambr, hoje Hebron, na terra de Cana”. (Gn 23,19) … “7. Eis a durao da vida de Abrao: Ele viveu cento e setenta e cinco anos, 8. e entregou sua alma, morrendo numa ditosa velhice, em idade avanada e cheio de dias, e foi unir-se aos seus. 9. Isaac e Ismael, seus filhos, enterraram-no na caverna de Macpela, situada na terra de Efrom, filho de Seor, o hiteu, defronte de Mambr, 10. a terra que Abrao tinha comprado aos filhos de Het. l que ele foi enterrado, com Sara, sua mulher. (Gn 25) … “27. Jac foi para junto de seu pai Isaac em Mambr, em Quiriat-Arb, hoje Hebron, onde tinham habitado Abrao e Isaac. 28. E todos os dias da vida de Isaac foram cento e oitenta anos. 29. E morreu. A morte reuniu-o aos seus, velho e saciado de dias. Esa e Jac, seus filhos, sepultaram-no”. (Gn 35) … “28. Jac viveu ainda dezessete anos no Egito. A durao de sua vida foi de cento e quarenta e sete anos. 29. E, aproximando-se do seu termo os dias de Israel, chamou o seu filho Jos e disse-lhe: Se achei graa diante de teus olhos, mete, rogo-te, tua mo debaixo de minha coxa e promete-me, com toda a bondade e fidelidade, que no me enterrars no Egito. 30. Quando eu me tiver deitado com meus pais, levar-me-s para fora do Egito e me enterrars junto deles em seu tmulo. Jos respondeu: Farei como dizes. Jura-mo, replicou Jac. 31. Jos jurou-lhe e Israel prostrou-se sobre a cabeceira de sua cama”. (Gn 47) … “29. Em seguida, fez-lhes esta recomendao: Eis que vou ser reunido aos meus. Enterrai-me junto de meus pais na caverna da terra de Efrom, o hiteu, 30. na caverna da terra de Macpela, defronte de Mambr, na terra de Cana, essa caverna que Abrao havia comprado a Efrom, o hiteu, ao mesmo tempo que a terra, para ter a propriedade de uma sepultura. 31. Foi a que enterraram Abrao e Sara, sua mulher; foi a que enterraram Isaac e Rebeca, sua mulher; e foi a que enterrei Lia. 32. (Essa propriedade, bem como a caverna que nela se encontra, foram compradas aos filhos de Het.) 33. E, tendo Jac dado aos seus filhos esta ltima recomendao, recolheu os ps em sua cama, e expirou. E foi reunido aos seus”. (Gn 49) … “12. Os filhos de Jac fizeram, pois, o que ele lhes tinha ordenado. 13. Levaram-no para Cana e enterraram-no na caverna da terra de Macpela, que Abrao tinha comprado, juntamente com a propriedade de Efrom, o hiteu, defronte de Mambr, para ter a propriedade de uma sepultura. 14. Depois do enterro, Jos voltou para o Egito com seus irmos e todos os que o tinham acompanhado nos funerais de seu pai. (Gn 50)

  16. Davi … Hebron e Jerusalm: “1. Todas as tribos de Israel vieram ter com Davi em Hebron e disseram,-lhe: V: no somos ns teus ossos e tua carne? 2. J antes, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negcios de Israel. O Senhor te disse: s tu que apascentars o meu povo e sers o chefe de Israel. 3. Vieram, pois, todos os ancios de Israel ter com o rei em Hebron. Davi fez com eles um tratado diante do Senhor e eles sagraram-no rei de Israel. 4. Davi tinha trinta anos quando comeou a reinar, e seu reinado durou quarenta anos: 5. sete anos e meio sobre Jud, em Hebron, e depois trinta e trs anos em Jerusalm, sobre todo o Israel e Jud.

    Davi finalmente conquista a Jerusalm dos jebuseus – olha SIO a, gente: “6. Davi partiu com seus homens para Jerusalm, contra os jebuseus que ocupavam a terra. Estes disseram a Davi: Tu no entrars aqui: cegos e coxos te repeliro! (O que queria dizer: Davi no entrar jamais aqui.) 7. Mas Davi apoderou-se da fortaleza de Sio, que a cidade de Davi. 8. Davi dissera naquele dia: Quem quiser abater os jebuseus, siga o canal para atingir esses cegos e coxos, inimigos de Davi. De onde o ditado: Nem cego nem coxo entraro na casa. 9. Davi estabeleceu-se na fortaleza e chamou-a Cidade de Davi. Cercou-a de muralhas desde Milo, e construiu no interior. (2Sm 5)

    Davi compra do jebuseu: “14. Davi respondeu a Gad: Estou em grande angstia. melhor cairmos nas mos do Senhor, cuja misericrdia grande, do que cair nas mos dos homens! E Davi escolheu a peste. 15. Mandou, pois, o Senhor a peste a Israel, desde a manh daquele dia at o prazo marcado. Ora, foi nos dias da colheita do trigo que o flagelo comeou no povo, e morreram setenta mil homens da populao, desde D at Bersabia. 16. a E o Senhor enviou um anjo sobre Jerusalm para destru-la. 17. Vendo Davi o anjo que feria o povo, disse ao Senhor: Vede, Senhor: fui eu que pequei; eu que sou o culpado! Esse pequeno rebanho, porm, que fez ele? Que a tua mo se abata sobre mim e sobre a minha famlia! (16b) O Senhor arrependeu-se ento de ter mandado aquele flagelo e disse ao anjo que exterminava o povo: Basta! Retira agora a tua mo. O anjo do Senhor se encontrava junto eira de Orn, o jebuseu. … 24. No assim, disse o rei; mas pagar-te-ei o seu justo valor. No oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que no me tenham custado nada. E Davi comprou a eira e os bois por cinqenta siclos de prata. 25. Levantou ali um altar ao Senhor, e ofereceu sobre ele holocaustos e sacrifcios pacficos. O Senhor compadeceu-se da terra, e cessou o flagelo que assolava Israel”. (2Sm 24)

    Salomo e o Templo: “Salomo comeou a construo do templo do Senhor, em Jerusalm, no monte Mria, para isso designado por Davi, seu pai, no mesmo lugar que Davi preparara, na eira de Orn, o jebuseu”. (2Cr 3,1)

  17. Jesus e o Templo: “15. Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominao da desolao que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) – o leitor entenda bem – 16. ento os habitantes da Judia fujam para as montanhas. (Mt 24) … “14. Quando virdes a abominao da desolao no lugar onde no deve estar o leitor entenda , ento os que estiverem na Judia fujam para os montes; (Mc 13) … “20. Quando virdes que Jerusalm foi sitiada por exrcitos, ento sabereis que est prxima a sua runa. 21. Os que ento se acharem na Judia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; os que estiverem nos campos no entrem na cidade. 22. Porque estes sero dias de castigo, para que se cumpra tudo o que est escrito. 23. Ai das mulheres que, naqueles dias, estiverem grvidas ou amamentando, pois haver grande angstia na terra e grande ira contra o povo. 24. Cairo ao fio de espada e sero levados cativos para todas as naes, e Jerusalm ser pisada pelos pagos, at se completarem os tempos das naes pags. (Lc 21)
    … … …
    No ano 70 Tito destri o Templo.

    Em 135 Adriano muda Judia para Sria Palestina – palestina vem de filistia: wikipedia – Terceira guerra judaico-romana: “Os romanos tambm sofreram perdas considerveis. Em 135 d.C., ao informar ao senado sobre o fim da guerra, o imperador Adriano, preferiu omitir a frmula habitual: “Eu e as legies estamos bem”. Jerusalm foi reconstruda de acordo com o projeto do imperador, recebendo o nome de lia Capitolina nt 3 , onde os judeus ficaram proibidos de entrar, sob pena de morte, enquanto o nome da provncia foi mudado de Judeia para Sria Palestina (Syria Palaestina). Alm disso, um dito imperial que combatia a prtica da mutilao, equiparou a circunciso castrao, proibindo os judeus de pratic-la. E como os recalcitrantes se valessem de argumentos religiosos, ficaram tambm proibidos o ensinamento da Torah e a ordenao de novos Rabinos.”

  18. “Autodeterminao … Origem: Wikipdia, a enciclopdia livre. … A autodeterminao dos povos o princpio que garante a todo povo de um pas o direito de se autogovernar, tomar suas escolhas sem interveno externa, ou seja, o direito Soberania, ou seja, de um determinado povo de determinar seu prprio status poltico. Em outras palavras, seria o direito que o povo de determinado pas tem de escolher como ser legitimado o direito interno sem influncia de qualquer outro pas. … Em 1941, os Estados Unidos e Gr-Bretanha assinaram uma declarao na qual foram declarados os objetivos do mundo ps-guerra e a definio de vrios princpios, entre eles o Princpio da Autodeterminao dos Povos. No mesmo ano os Aliados tambm assinaram a Carta do Atlntico. Em janeiro de 1942], 26 pases assinaram a Declarao das Naes Unidas, que ratificaram esses princpios. A ratificao da Carta das Naes Unidas em 1945, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, inseriu o direito de autodeterminao no mbito do direito internacional e diplomtico.”

    No sculo XIX, aps a Independncia dos EUA em 1776, h uma grande descolonizao nas Amricas.

    wikipedia – Europa – A formao das naes e dos imprios: “Uma nova onda de instabilidade veio da formao de diversos movimentos nacionalistas (na Alemanha, Itlia, Polnia, etc.), buscando uma unidade nacional e/ou liberao do domnio estrangeiro. Como resultado, o perodo entre 1815 e 1871 foi palco de um grande nmero de conflitos e guerras de independncia. Napoleo III, sobrinho de Napoleo I, retornou do exlio na Inglaterra em 1848 para ser eleito pelo parlamento francs, como o ento “Presidente-Prncipe” e num golpe de estado eleger-se imperador, aprovado depois pela grande maioria do eleitorado francs. Ele ajudou na unificao da Itlia lutando contra o Imprio Austraco47 e lutou a Guerra da Crimeia com a Inglaterra e o Imprio Otomano contra a Rssia. Seu imprio ruiu depois duma infame derrota para a Prssia, na qual ele foi capturado. A Frana ento se tornou uma fraca repblica que recusava-se a negociar e foi derrotada pela Prssia em poucos meses. Em Versalhes, o Rei Guilherme I da Prssia foi proclamado Imperador da Alemanha e a Alemanha moderna nasceu.48 Mesmo que a maioria dos revolucionrios tenha sido derrotada, muitos estados europeus tornaram-se monarquias constitucionais, e em 1871 Alemanha e Itlia se desenvolveram em estados-nao. Foi no sculo XIX tambm que se observou o Imprio Britnico emergir como o primeiro poder global do mundo devido, em grande parte, Revoluo Industrial e a vitria nas Guerras Napolenicas.”

    neste ambiente que aparece Theodore Herzl com o Sionismo.

  19. Est em fratresinunum.com/2014/05/26/non-possumus/: “Non possumus.
    Em 26 de janeiro de 1904, Theodor Herzl foi recebido em audincia pelo Papa So Pio X no Vaticano, a fim de procurar apoio para a causasionista de estabelecer um estado judaico na Palestina. Ele anotou seu relato do encontro em seu dirio. Fonte: Raphael Patai,The Complete Diaries of Theodor Herzl, traduzido por Harry Zohn (New York/London: Herzl Press, Thomas Yoseloff, 1960), 1601-1605. Traduo para portugus deFratres in Unum.com. Lippay a quem se refere o Conde Berthold Dominik Lippay, um retratista papal austraco, a quem Herzl encontrou em Veneza e que organizou a audincia com o Papa.
    Ontem estive com o Papa. O itinerrio j era familiar, j que eu o havia repassado com Lippay vrias vezes.
    Passadas a guarda sua, que pareciam clrigos, e clrigos que pareciam guardas, os secretrios e a corte papal.
    Cheguei 10 minutos mais cedo e sequer tive que esperar.
    Fui conduzido por numerosas salas at o Papa.
    Ele me recebeu de p, estendendo sua mo, a qual no beijei.
    Lippay dissera-me que o fizesse, mas no o fiz.
    Creio desagradei ao Papa por isso, pois todos que o visitam se ajoelham e ao menos beijam sua mo.
    Esse beijo causou-me muita preocupao. Alegrei-me quando, finalmente, ficou para trs no caminho.
    Ele se sentou em uma poltrona, um trono para ocasies menores. E depois, convidou-me a sentar prximo a ele, sorrindo em amigvel antecipao.
    Comecei:
    Ringrazio Vostra Santit per il favore di maver accordato questudienza [Agradeo a Vossa Santidade pela delicadeza de me haver concedido esta audincia].
    un piacere[ um prazer], disse ele com uma gentil desaprovao.
    Pedi desculpas por meu pobre italiano, porm, ele afirmou:
    No, parla molto bene, signor Commendatore[No, comendador, falas muito bem].
    Pois eu havia colocado pela primeira vez a conselho de Lippay minha fita da Ordem de Medjidi, consequentemente, o Papa sempre se dirigia a mim como Comendador.
    Ele um grosseiro bom padre de aldeia, a quem o cristianismo permanece algo vivo mesmo no Vaticano.
    Coloquei brevemente meu pedido a ele. No entanto, possivelmente contrariado com minha recusa de lhe beijar a mo, respondeu rgida e resolutamente:
    Noi non possiamo favorire questo movimento. Non potremo impedire gli Ebrei di andare a Gerusalemmema favorire non possiamo mai. La terra di Gerusalemme se non era sempre santa, santificata per la vita di Jesu Christo(ele no pronuncia Gesu, mas Yesu, com sotaque veneziano).Io come capo della chiesa non posso dirle altra cosa. Gli Ebrei non hanno riconosciuto nostro Signore, perci non possiamo riconoscere il popolo ebreo[Ns no podemos aprovar este movimento. No podemos impedir os judeus de irem a Jerusalm mas nunca poderemos favorec-lo. A terra de Jerusalm, se no foi sempre santa, foi santificada pela vida de Jesus Cristo. Eu, como chefe da Igreja, no posso dizer outra coisa. Os judeus no reconheceram Nosso Senhor, por isso no podemos reconhecer o povo judeu].
    Logo, o conflito entre Roma, representada por ele, e Jerusalm, representada por mim, estava novamente aberto.
    No incio, de fato, tentei ser conciliador. Recitei minha pequena nota sobre a extraterritorializao, res sacrae extra commercium [os lugares santos fora de negcio]. No fez mais que uma impresso. Gerusalemme, disse ele, no deve cair nas mos dos judeus.
    E o estado atual, Santo Padre?
    Eu sei, no agrada ver os turcos na posse dos Lugares Santos. Ns simplesmente temos que nos conformar com isso. Mas apoiar os judeus na conquista dos Lugares Santos, isso no podemos.
    Disse que nosso ponto de partida fora somente o sofrimento os judeus e que desejvamos evitar as questes religiosas.
    Sim, mas ns, e eu, como chefe da Igreja, no podemos fazer isso. H duas possibilidades. Ou os judeus se agarraro a sua f e continuaro a esperar o Messias que, para ns, j chegou. Neste caso, eles estaro negando a divindade de Jesus e ns no podemos ajud-los. Ou eles iro para l sem qualquer religio e, ento, muito menos ainda poderemos favorec-los.
    A religio judaica foi o fundamento da nossa; mas ela foi substituda pelos ensinamentos de Cristo e ns no podemos lhe conceder qualquer validade. Os judeus, que deveriam ter sido os primeiros a reconhecer Jesus Cristo, no o fizeram at hoje.
    Estava na ponta da minha lngua para dizer, o que acontece em toda famlia. Ningum acredita em seus prprios parentes, mas, pelo contrrio, disse: O terror e a perseguio podem no ter sido os melhores maios para esclarecer os judeus.
    Mas ele respondeu, e dessa vez ele foi grandioso em sua simplicidade:
    Nosso Senhor veio sem poder. Era povero [era pobre]. Veio in pace [em paz]. Ele no perseguiu ningum, antes, foi perseguido.
    Ele foi abbandonato [abandonado] at por seus apstolos. Somente depois ele cresceu em estatura. Foram trs sculos para a Igreja desabrochar. Os judeus, portanto, tiveram tempo para reconhecer sua divindade sem qualquer presso. Mas eles no o fizeram at hoje.
    Mas, Santo Padre, os judeus esto em terrveis apuros. No sei se Vossa Santidade tem cincia de toda a extenso dessa triste situao. Precisamos de uma terra para essas pessoas perseguidas.
    E tem que ser Gerusalemme?
    No estamos pedindo por Jerusalm, mas pela Palestina apenas a terra secular.
    No podemos ser favorveis a isso.
    Vossa Santidade conhece a situao dos judeus?
    Sim, da minha poca em Mntua. H judeus vivendo l. E eu sempre tive boas relaes com judeus. H apenas algumas noites dois judeus estavam aqui para me visitar. No fim das contas, h outros vnculos alm dos da religio: cortesia e filantropia. Isso ns no negamos aos judeus. De fato, ns tambm rezamos por eles: que suas mentes sejam esclarecidas. Hoje mesmo a Igreja est celebrando a festa de um incrdulo que, a caminho de Damasco, converteu-se miraculosamente verdadeira f. Ento, se fores a Jerusalm e estabeleceres teu povo ali, teremos igrejas e padres prontos para batizar todos vs.”

  20. Declarao de Balfour uma carta de 2 de novembro de 1917 do ento secretrio britnico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, dirigida ao Baro Rothschild, lder da comunidade judaica do Reino Unido, para ser transmitida Federao Sionista da Gr-Bretanha. A carta se refere inteno do governo britnico de facilitar o estabelecimento do Lar Nacional Judeu na Palestina, caso a Inglaterra conseguisse derrotar o Imprio Otomano, que, at ento, dominava aquela regio.
    A carta foi escrita usando-se nos seguintes termos:1″Caro Lord Rothschild, “Tenho o grande prazer de enderear a V. Sa., em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declarao de simpatia quanto s aspiraes sionistas, declarao submetida ao gabinente e por ele aprovada: `O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional para o Povo Judeu, e empregar todos os seus esforos no sentido de facilitar a realizao desse objetivo, entendendo-se claramente que nada ser feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades no-judaicas existentes na Palestina, nem contra os direitos e o estatuto poltico de que gozam os judeus em qualquer outro pas. “Desde j, declaro-me extremamente grato a V. Sa. pela gentileza de encaminhar esta declarao ao conhecimento da Federao Sionista. “Arthur James Balfour.”
    O texto da carta foi publicado na imprensa uma semana depois, em 9 de novembro de 1917.2 A Declarao de Balfour foi posteriormente incorporada ao Tratado de Svres, que selou a paz com o Imprio Otomano, e tambm ao documento que instituiu o Mandato Britnico da Palestina. O documento original encontra-se na British Library. A Frana e a Itlia, aliadas de Londres na Primeira Guerra Mundial ratificam espontaneamente a Declarao de Balfour, prevenindo-se de deixar o Oriente sob administrao exclusiva do Imprio Britnico. Os Estados Unidos ratificaram a Declarao em agosto de 1918.”

  21. wikipedia … “Corpus separatum (do latim “corpo separado”) um termo que faz referncia zona que seria gerida internacionalmente segundo o Plano da ONU para a partio da Palestina de 1947 e que inclua Jerusalm e outras localidades prximas como Belm e Ein Kerem, que, devido ligao aos fundamentos das trs grandes religies monotestas do mundo (Judasmo, Islamismo e Catolicismo), deveriam receber um tratamento especial e separado do resto da Palestina, tornando-se efectivamente sob controlo das Naes Unidas.
    Mapa do Plano de Partio da Palestina (1947)
    A Resoluo 194 da Assembleia-Geral das Naes Unidas, de 11 de dezembro de 1948, estabelece uma Comisso de Conciliao e reafirma a declarao. A Resoluo 303 confirma a deciso de colocar Jerusalm sob um regime internacional permanente, conforme previa a Resoluo 181. Todavia o plano no foi implementado: Israel e Transjordnia tomaram controlo de uma parte daquela rea.
    Duas dcadas depois, como resultado da Guerra dos Seis Dias, Israel assumiu o controlo de Jerusalm Oriental e Cisjordnia e imediatamente anexou Jerusalm Oriental como parte do territrio de Israel e de um municpio de Jerusalm unificado, o qual, todavia, no tem os mesmos limites que foram propostos no corpus separatum e no incluram Belm.”
    … … …
    O resto todos sabem de cor e salteado … s que h um tempo dos gentios, conforme est em Lucas … e quando terminar tal tempo??? ser tempo de quem??? ??? ??? Ano que vem em Jerusalm!!! !!! !!!
    … … …
    FIM DAS PESQUISAS BIBLICOPROFTICAS … Abs. Mestre Wagner Pires.

Deixe um comentário para Antonio Claudio Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.