Obama vai ouvir o Congresso antes de atacar a Síria

Kelly Oliveira e Marcelo Brandão
Repórteres da Agência Brasil

Os Estados Unidos estão prontos para uma intervenção militar na Síria, declarou hoje (31) o presidente norte-americano Barack Obama, em pronunciamento na Casa Branca. “Nossa capacidade de executar essa missão não é sensível ao tempo; será eficaz amanhã, na próxima semana ou daqui a um mês. E eu estou preparado para dar essa ordem.” Obama ressaltou, porém, que vai pedir o aval do Congresso americano, que está em recesso até 9 de setembro.

Segundo o presidente, faz parte do seu cargo fazer escolhas difíceis. Ele aproveitou para ressaltar também a responsabilidade dos congressistas. “Todos sabemos que não existem opções fáceis. Mas eu não fui eleito para evitar decisões difíceis. E os membros da Casa Branca e do Senado também não.”

Obama disse que não espera a concordância de todos os países com a ação militar na Síria, mas pediu que aqueles que estiverem de acordo declarem isso publicamente. Ele afirmou que tomará a decisão mesmo sem aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Segundo o chefe do governo americano, o governo sírio cometeu violência contra a dignidade humana e fere a segurança dos Estados Unidos, uma vez que pode estimular o uso de armas químicas e proliferação de grupos terroristas. Obama reforçou que considera o governo sírio responsável pelo ataque ao próprio povo. Ele destacou que os Estados Unidos têm de que agir diante desse ato na Síria, que, conforme relatos de serviços secretos americanos, provocou a morte de mais de mil pessoas, entre elas crianças.

A oposição e países ocidentais acusam o regime de Bashar Al Assad de ter usado gás tóxico no ataque do dia 21 deste mês, nos arredores de Damasco, capital síria. O governo sírio rejeita as acusações e atribui a responsabilidade pelo ataque aos rebeldes.

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6 thoughts on “Obama vai ouvir o Congresso antes de atacar a Síria

  1. Mais uma vez o Império irá contra-atacar. A Nova Roma se prepara para castigar o povo sírio. Se já não bastasse o número de mortes causados pela guerra civil, potências fortemente armadas destruirão o que resta de infraestrutura da capital Damasco. Se formos voltar ao tempo, nunca é demais lembrar, o Império também castigou o Japão lançando duas bombas atômicas matando mais de 200 mil japoneses. No Vietenam na década de 60 as bombas químicas de napalm lançadas de caças americanos incendiavam os vietnamitas nas ruas. Creio que muitos já esqueceram desses detalhes.

    O presidente americano em discurso proferido em tom grave acusou a ONU de ser lenta demais nas decisões. A ONU só serve quando referenda os desejos bélicos dos donos do mundo globalizado. Logo irão deixar de pagar a mesada do organismo internacional. Os EUA são o que mais vetam as resoluções da ONU. No fundo gostariam de ser os únicos com poder de veto. Para a democracia no mundo, o ideal seria que nenhum país tivesse tanta predominância econômica e militar, como no atual cenário das nações.

    Atualmente, três países do Oriente Médio estão em situação dramática, em virtude de guerras civis e crise econômica: Líbia, Síria e Egito. O ponto de ebulição para a explosão se aproxima perigosamente para um desenlace de proporções alarmantes. Tem componentes religiosos, econômicos, o petróleo e as fronteiras sensíveis criadas artificialmente pelo antigo império inglês. Como dizia o saudoso filósofo Roland Corbisier: Tudo está ligado a tudo na interdependência universal. Essa frase resume tudo que ocorre hoje no contexto das nações.

  2. Imagino que, por falta de guerrinhas, cresceu o estoque de armas nos Estados Unidos e que precisa ser “consumido”, uma vez que estaria enchendo os pátios da indústria bélica. O negócio, então, é arranjar uma vítima para a demonstração do poder dos gringos, como já o foram Afeganistão, Iraque e Líbia. A bola da vez é a Síria. Uma guerrinha simples: só descarregar umas bombinhas e voltar para casa. E Israel, como sempre, atuando nos bastidores…

  3. ATENÇÃO:

    Essa situação está indo longe demais. Se os EUA, através do insano e despreparado Obama, atacar a Síria, o mundo inteiro vai estremecer, porque os norte-americanos terão, enfim, pela frente, a todo-poderosa Rússia, muito simplesmente.
    Acresça-se o fato de que, há alguns dias, a Rússia finalizou o maior treinamento militar de sua história, pós Segunda Guerra, e, também, fez impressionantes exercícios de guerra, em conjunto, com a China!
    Além disso, quando fatores econômicos _baseados na mais fria lógica financeira_ berram que não se faça uma guerra e, contudo, leva-se a bestialidade adiante, não há qualquer dúvida: os fatores políticos, precipuamente, é que estão em jogo. O orgulho estúpido dos estadunidenses está sangrando devido ao caso Snowden. Além disso, nas eleições de 2008, a amalucada SARA PAULIN já declarava ” ser óbvio que uma guerra com a Rússia seria inevitável”. E, estranhamente, a França, tão equilibrada, desequilibrou-se, e mais estranhamente, ainda, sob a batuta de um ” socialista”, apoiando, ingenuamente, essa catástrofe !
    Penso que analistas sérios ainda não entenderam, profundamente, que poderemos ter, agora, um novo e indesejável desenlace para a Crise dos Mísseis, de 1961. Embora Obama, como Kennedy, também seja democrata, Vladimir Putin, com certeza absoluta, está longe de ser Nikita Kruschev ! Ou já nos esquecemos de que, há alguns anos, quando terroristas fizeram centenas de reféns num teatro, Putin ordenou que se usasse um gás mortal, tão fatídico que, em um minuto, todos, inclusive os reféns, estavam mortos?!
    Que Deus interceda por todos os inocentes do mundo, amém!

    Saudações,

    Carlos Cazé.

    PS: ” O governo sírio cometeu violência contra a dignidade humana”, diz Obama. Está certíssimo, usar armas químicas é inaceitável. O que não fere a dignidade humana, e é aceitável, certamente, é despejar bombas atômicas no quintal dos outros, não é, “Grande Irmão”?

  4. Mônica: Obrigado pelo comentário

    A TRISTEZA DE OBAMA

    Vendo o presidente Obama lendo o discurso de guerra lembro-me de sua ascensão ao poder, o primeiro negro da história da América. Então, todos nós aplaudimos aquele homem culto, carismático, educado, sóbrio, democrata e casado com sua mentora política, a simpática e inteligente Michele.

    Agora, próximo do final de seu governo, a imagem de Obama assusta. O homem está envelhecido precocemente, parece uma caricatura daquele homem que nos encheu de esperança. Obama se transformou em um líder belicoso, insensível, dramático, um verdadeiro Senhor da Guerra.

    O semblante de Obama demonstra tristeza, melancolia e ar de derrotado perante o complexo econômico militar. Será que o presidente percebeu que não manda nada, aliás, como a maioria dos presidentes das nações. O sistema ordenou ao homem esperança, que a Síria deveria ser atacada e ELE obedeceu constrangidamente. Suas feições claramente denotam contrariedade e certo desconforto, diferentemente quando apareceu diante das câmeras para anunciar a morte de Bin Laden, após a invasão do Paquistão por comandos secretos.

    Nenhum povo pode dormir sossegado se o seu governante contrariar os desejos dos EUA. Seja Obama ou qualquer outro “democrata” /republicano poderemos acordar com milhares de bombas caindo sobre nossas cabeças como os sírios estão aguardando por esses dias. E se alguém achar que são obra de ficção, essas palavras tristes, não custa lembrar que nos primeiros dias de 1964, a 5ª Frota americana estava preparada nas costas do Espírito Santo para dar apoio ao golpe militar. Se o presidente João Goulart resistisse com seu aparato militar de confiança, as bombas americanas cairiam sobre o Rio de janeiro onde estava o presidente da República. Felizmente para nós, João Goulart partiu para o exílio prevendo o sangue que iria escorrer das veias do povo.

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