“Objetivo de Moro é ser nomeado ministro do Supremo”, afirma Alvaro Dias

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Alvaro Dias está fortalecendo o Podemos no Senado

Mariana Haubert
Estadão

Nono colocado na disputa presidencial do ano passado, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) tem planos para aumentar a exposição do seu partido e chegar com mais chances nas eleições de 2022. Para isso, lançou uma ofensiva no Senado para se tornar a maior legenda da Casa. “É um projeto nacional que não se limita ao Senado”, afirmou ao Estadão/Broadcast.

Uma filiação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, tratada como “sonho de consumo” pela direção da legenda, porém, é vista como improvável por enquanto. “Minha percepção é que o objetivo dele é retornar à Justiça na Corte maior. É o que ficou explicitado”, comentou Dias.

VAI CRESCENDO – Desde o início do ano, o partido já filiou seis senadores. Nesta semana, foi a vez da senadora Juíza Selma (ex-PSL), a 11ª integrante da bancada – que agora só é menor do que a do MDB, que tem 13.

O partido ainda abriu negociações com Flávio Arns (Rede-PR) e Major Olímpio (PSL-SP). Dias, porém, diz que o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, não é o seu foco. “O PSL só tem dois senadores, já que um deles é filho, não é senador”, diz, em referência a Flávio Bolsonaro (RJ).

O Podemos conquistou a segunda maior bancada no Senado. Qual é o objetivo do partido?
Nossa prioridade é fazer a leitura correta das prioridades da população e trazer para dentro do Senado. Por isso, estamos querendo crescer com qualidade, sem perder a nossa identidade. É um partido que tem agenda própria de combate à corrupção e pró-reformas. Por isso, ele não se coloca na base aliada do governo nem frontalmente na oposição. Estamos tentando fugir desta dicotomia.

O Podemos vai disputar o comando do Senado?
Eu creio que a construção de um Podemos forte no País passe pelo fortalecimento da bancada aqui no Senado. Isso vai ter um reflexo externo. É um projeto nacional que não se limita ao Senado.

O que convenceu senadores a mudarem de partido e migrarem para o Podemos?
Não temos nada a oferecer a não ser a postura e a nossa agenda de prioridades, e, especialmente, eu creio, esse espaço de independência que cada senador tem no nosso partido. Creio que isso abre um espaço que atrai aqueles senadores que chegaram agora e possuem uma vontade enorme de dar uma resposta aos que o elegeram.

E com quem mais o sr. está negociando no Senado?
Com vários. Mas a nossa estratégia é não revelar antes que eles revelem.

E tem mais gente já se encaminhando para o partido?
Tem, tem mais senadores que podem vir, sim.

O foco de vocês é o PSL?
O PSL só tem dois senadores já que um deles é filho, não é senador. Mas não é esse assédio. Nesse campo ainda não estamos mexendo. Só com a Juíza Selma (que se filiou ao partido na quarta-feira), que desde o início havia uma aproximação, mas em relação aos outros estamos respeitando a posição deles, não estamos assediando.

O sr. é próximo ao ministro Sérgio Moro. Há negociações para ele também se filiar?
Não existe isso. Se fôssemos articular politicamente com ele, nós dificultaríamos a vida dele dentro do governo. Os objetivos dele são outros, que eu imagino. Minha percepção é que o objetivo dele é retornar à Justiça na Corte maior. É o que ficou explicitado.

Se ele não for indicado, há um caminho eleitoral para Moro?
Tem de conversar com ele, porque nós não conversamos em respeito à condição dele de ministro da Justiça de um governo.

Com o fortalecimento do partido, o sr. se candidatará novamente à Presidência em 2022?
Não tenho colocado isso como meta. Acho que o cumprimento do dever vem em primeiro lugar. O que vem depois é consequência. Mas o que eu posso dizer é que o partido deseja ser uma alternativa, mas ele precisa construir um caminho para isso. Até a eleição geral de 2022 imagino que o Podemos estará bem consolidado nacionalmente.

Ciro Gomes (PDT) já se posicionou como candidato. Pode haver algum tipo de conversa entre vocês? Ele pode ser uma terceira via?
No nosso calendário, a eleição de presidente ainda está distante. As prioridades são outras, estamos pensando mais nos problemas atuais que exigem nossa atuação. Mas ele sempre teve uma posição política conhecida, em que sempre militou à esquerda.

O deputado Marco Feliciano, que é do Podemos, tem se aproximado de Bolsonaro, inclusive sendo cotado para vice em uma eventual chapa de reeleição. Como o sr. vê esse movimento?
Ele está convidado a deixar o Podemos, está liberado para sair. Não discutimos isso, mas não há a cogitação de qualquer coligação futura. Se alguém desejar se posicionar como candidato à vice-presidente com Bolsonaro, deve deixar o Podemos.

A aproximação dele com o presidente incomoda?
Não nos sentimos incomodados. Em função das circunstâncias, não estamos colocando cabresto em ninguém. Evidentemente que, quando eu afirmo que, do meu ponto de vista, quem postular uma candidatura a vice em outro partido, está convidado a deixar o nosso porque o nosso tem o dever de apresentar um projeto alternativo para o País. Ele está sendo construído com esse objetivo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e integrantes do MDB já sinalizaram incômodo com o crescimento do Podemos na Casa e articulam uma reação. Como será a contrarreação de vocês?
Confiamos na firmeza dos que se filiaram ao Podemos. Estão realmente avançando sobre os senadores, estão tentando convencê-los a deixar o Podemos. Nos últimos dias isso ficou visível. Não conseguem esconder isso, mas confiamos neles. O crescimento incomoda.

7 thoughts on ““Objetivo de Moro é ser nomeado ministro do Supremo”, afirma Alvaro Dias

  1. Podem esquecer Ciro. Ele jamais será presidente. Além de sua língua destemperada e suas idéias desastradas, como tentar “colar” em Lula na última eleição, acabando por perder os votos dos antipetistas sem conseguir o dos lulistas que já estavam amarrados no poste plantão, Ciro se tornou alvo do ódio furibundo de toda a cúpula lulista, que o culpa por ter saído do país durante o segundo turno, em vez de se empenhar desesperadamente em eleger Haddad. Não que tivesse feito grande diferença, mas os petistas não lhe perdoarão tal insubmissão, e demolirão Ciro em 2022 por vingança e para preservar seu lugar cativo no segundo turno, que tem desde 1989. Ciro chegou ao fim da linha, e isso faz tempo. Sua única chance real de ser presidente foi em 2002, e ele a desperdiçou com seu comportamento desajeitado.

    • Boas considerações. Não devemos olvidar, no entanto, que por interesses essa esquerda de botequim é capaz de tudo, até mesmo se reunir em torno de Ciro, de Haddad, Dilma ou Lula ou qualquer outro que se apresente com alguma chance. O fim é o poder.

      • É meio difícil que saia alguma união que não tenha o PT como cabeça. Os petistas nunca foram de apoiar outros no plano federal, nem quando havia bons motivos para isso, basta recordar como recusaram apoiar Tacredo e Itamar.

  2. Existe aquele ditado que diz:água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
    Na realidade o Ciro perdeu a oportunidade de chegar à presidência em 2002.
    Entanto na política pode mudar de uma hora para outra,certo?!
    O Lula ladrão conseguiu na 4ª tentativa., por que , então, o Ciro não poderia eleger-se também nesta 4ª tentativa?, além do que, o Ciro até agora não há nada contra ele no que diz respeito a corrupção

    Saúde e paz para todos , esperando que o nosso moderador, jornalista Carlos Newton, já esteja restabelecido do problema de saúde que o afetou.

    • Estou indo bem, amigo César Cavalcanti, mas a recuperação total é demorada, porque o efeito da medicação é lento e seguro, até quando chega a hora de se saber a exata dosagem. Nesta semana, farei novos exames.
      Abs.
      CN

  3. A diferença é que Lula disputou todas as eleições num único partido. Tem liderança. Ciro não. É personalista . Individualista. Já foi do PDS é hoje é hospedeiro do PDT. E muitos pedetistas autênticos não votaram nele.

  4. VEJAM OS SENHORES COMENTARISTAS A LISTA COMPROVADA, COM REFERÊNCIAS, QUE HÁ PELO MENOS VINTE E OITO SENADORES LADRÕES DO DINHEIRO PÚBLICO NO ATUAL MANDATO.

    É BOA ESTA DIVULGAÇÃO PARA O ELEITOR APRENDER A NÃO VOTAR MAIS NESTES LADRÕES E EM SEUS PARTIDOS, QUE SÃO PARTIDOS QUE ABRIGAM LADRÕES.

    ABAIXO ESTÃO TÃO SOMENTE OS CASOS JÁ COMPROVADOS DE ATUAIS SENADORES E PARTIDOS QUE SÃO LADRÕES DO DINHEIRO PÚBLICO. E, CONVENHAMOS, TOMARMOS CONHECIMENTO DE QUE NO ATUAL SENADO FEDERAL TEMOS COMPROVADOS PELO MENOS 28 LADRÕES DE DINHEIRO PÚBLICO É ALGO ALTAMENTE ESTARRECEDOR.

    A moral questionável dos senadores que sabatinaram Sergio Moro

    Bruna de Pieri

    https://www.tercalivre.com.br/a-moral-questionavel-dos-senadores-que-sabatinaram-sergio-moro/

    Em audiência que começou às 9 e terminou por volta das 18 horas desta quarta-feira (19), o ex-juiz e Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, respondeu às perguntas de senadores sobre as supostas mensagens trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF), a respeito da Operação Lava-Jato.

    Moro esteve diante de pelo menos oito senadores que já foram citados na Lava Jato, como Humberto Costa; Otto Alencar; Cid Gomes; Eduardo Braga; Antonio Anastasia; Esperidião Amin; Ciro Nogueira e Jader Barbalho.
    Além deles, a grande maioria dos senadores que sabatinou Moro, tem algum envolvimento ou citação em ações criminosas.

    Confira a lista:

    WEVERTON ROCHA (PDT-MA)
    Enquanto deputado (2009), o senador Weverton Rocha foi acusado pelo Ministério Público Federal de irregularidades quando era secretário de Esporte e Juventude do Maranhão, na contratação de uma empreiteira e de dispensa de licitação para a reforma de um ginásio de São Luís.
    Ele tornou-se réu em 2017 pelos crimes de violação à Lei de Licitações e peculato (desvio de recursos praticado por servidor público).

    FERNANDO BEZERRA COELHO (MDB-PE)
    Em 2018, o Ministério Público Federal afirmou que Bezerra recebeu propina quando era secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. As irregularidades foram cometidas na licitação das obras do Cais V e do Pier Petroleiro do Porto de Suape.

    Segundo o MPF a suspeita era de que o senador tenha cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele nega as denúncias. O montante, segundo a PGR, teria totalizado R$ 2 milhões, sendo 60% pagos pela Odebrecht e 40% pela empreiteira OAS.

    ÂNGELO CORONEL (PSD-BA)

    Os dois anos (2017/2018) em que o senador Angelo Coronel (PSD) esteve à frente da presidência da Assembleia Legislativa deixaram um rombo de R$ 183 milhões,
    O sucessor de Coronel, o deputado estadual Nelson Leal (PP), teria confirmado a existência do déficit milionário e disse que a gestão do parlamentar do PSD colocou a Assembleia em estado pré-falimentar.
    Leal teria afirmado não saber mais o que fazer para regularizar as finanças do Legislativo e pagar dívidas legadas por Coronel.

    ROGÉRIO CARVALHO (PT-SE)

    Em 2016, Rogério Carvalho foi CONDENADO em um processo por atos de improbidade administrativa e teve os direitos políticos suspensos por oito anos. A condenação é de quando Carvalho foi secretário da saúde do Sergipe.

    A apuração constatou irregularidades existentes nos procedimentos licitatórios e afins realizados pela Secretaria da Saúde do Estado à época sob a gestão do então secretário de saúde, Rogério Carvalho.

    HUMBERTO COSTA (PT-PE)
    *LAVA JATO

    Em 2017, o ex-líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE), teria recebido quase R$ 600 mil em propina da Odebrecht para o financiamento de sua campanha em 2010.

    O valor teria sido tratado num processo licitatório que a construtora participou dentro do Plano de Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (PAC SMS).

    ESPERIDIÃO AMIN (PP-SC)
    *LAVA JATO

    Uma emenda proposta pelo então deputado e hoje senador, Esperidião Amin (PP-SC) em 2016, previa um prazo de seis meses, prorrogáveis por mais seis, para a conclusão de investigações contra políticos com mandato e poderia garantir impunidade na Lava Jato para pelo menos 31 parlamentares.

    Além disso, um delator apontou irregularidades praticadas pela Odebrecht durante a gestão de Esperidião Amin no governo de Santa Catarina, entre 1982 a 1987.

    TASSO JEREISSATI (PSDB-CE)

    Governador do Ceará em 2000, Tasso Jereissati foi acusado de beneficiar suas empresas com dinheiro público. Quem descobriu foram os auditores do Tribunal de Contas da União da época, que fizeram várias investigações no Banco do Nordeste do Brasil, instituição na época presidida por Byron Queiroz, indicado para o cargo por Tasso.

    De acordo com os auditores do TCU, a administração do banco foi marcada por várias irregularidades. Uma delas foi o empréstimo à empresa Refrescos Cearenses – cujo proprietário é Tasso – de cerca de R$ 24 milhões, quase três vezes mais que o valor máximo fixado por técnicos do próprio BNB, com dinheiro do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE).

    MECIAS DE JESUS (PRB-RR)

    Na última eleição para a presidência do Senado Federal, em 2 de fevereiro deste ano, Mecias de Jesus (PRB-RR) foi suspeito de inserir uma cédula a mais na urna de votação.

    Em uma foto do Senado, era possível notar que o parlamentar depositou um papel em branco na caixa – todos receberam cédulas com o brasão da República e um envelope com o símbolo da Casa.
    O papel depositado por Mecias de Jesus era completamente branco, mas deveria conter o símbolo do Senado ou uma aba de fechamento.
    Segundo a Crusoé, que entrou em contato com o senador, ele disse não negar o envolvimento na fraude. Mecias se mostrou incomodado com o assunto e disse: “Eu prefiro que deixe a Corregedoria [do Senado Federal] apurar”.

    ELMANO FERRER (PODEMOS-PI)

    Ex-prefeito de Teresina, o senador foi réu em ação de improbidade administrativa por manter na gestão servidores da saúde sem concurso. Em 2014, era réu em 18 ações do tipo na primeira instância, relativas a casos de 2010 a 2012. Ele alegava que não tinha responsabilidade direta nas indicações e criticou a burocracia de realizar concursos.

    EDUARDO BRAGA (MDB-AM)
    *LAVA JATO

    Em 2017, Eduardo Braga (PMDB-AM) era suspeito de receber R$ 1 milhão de Delação da Odebrecht, quando era governador do Amazonas, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

    De acordo com o delator Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, o acordo entre a empresa e o governador era relacionado à construção da ponte do Rio Negro.

    CID GOMES (PDT-CE)
    *LAVA JATO

    Em 2018, O STF homologou acordo com os executivos da Galvão Engenharia. Ciro Gomes e seu irmão Cid Gomes, eram os principais alvos da denúncia.

    Segundo a investigação, Jorge Valença, ex-executivo da construtora, era o homem de confiança de Cid Gomes na G. Engenharia, ganhou 2 bilhões em contratos, sendo responsável pela construção da Arena Castelão, Centro de Formação Olímpica e Centro de Eventos.

    Em março de 2019, a Justiça Federal do Ceará autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Cid Gomes, no âmbito de um inquérito da Lava-Jato que apura a concessão de benefícios tributários a empresas do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de doações para campanha. Gomes teria pedido R$ 5 milhões em troca dos créditos.

    JEAN PAUL PRATES (PT-RN)
    Seis dos 14 senadores (entre eles, Jean Paul Prates) que compunham a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para investigar a tragédia de Brumadinho já recebeu, direta ou indiretamente, verba de mineradoras em suas campanhas em eleições passadas.

    Jean Paul Prates (PT-RN), suplente de Fátima Bezerra, fez campanha em 2014 com R$ 58 da Serveng, grupo que atua com obras, energia e mineração.

    RENAN CALHEIROS (MDB-AL)
    *LAVA JATO

    Primeiro presidente do Senado a se tornar réu no exercício do mandato, Renan Calheiros (PMDB-AL) é alvo de outros 11 inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Oito dizem respeito à Operação Lava-Jato, um à Zelotes, um a desvios em Belo Monte e outro sobre o caso Monica Veloso.

    JUÍZA SELMA (PSL-MT)

    “Moro de saias”, como é chamada, ela foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso. Os desembargadores apontaram a prática de caixa 2 na campanha dela em 2018, além de abuso de poder econômico, pelo gasto de R$ 1,2 milhão.

    JAQUES WAGNER (PT-BA)

    A Polícia Federal indiciou em 2018, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, do PT, por suspeita de receber R$ 82 milhões em propina do consórcio responsável pelas obras da arena fonte nova, em Salvador.

    As investigações sobre o suposto desvio de dinheiro na demolição, reconstrução e gestão da Fonte Nova começaram em 2013. A Polícia Federal diz que a obra, comandada pelo consórcio formado pela Odebrecht e pela OAS, foi superfaturada em mais de R$ 450 milhões, em valores atuais.

    LASIER MARTINS (PODEMOS-RS)

    Em 2017, a jornalista Janice Santos, mulher do senador Lasier Martins (PSD), o denunciou por agressão após ter cortado a mão em um porta joia e ter apanhado de cinta do marido. Segundo ela, as agressões ocorriam há dois anos e meio.

    NELSINHO TRAD (PSD-MS)

    Nelsinho, que era ex-prefeito de Campo Grande, assumiu sem patrimônio e ao fim da candidatura tinha quase R$ 1 bilhão bloqueado pela Justiça.
    Em sua primeira candidatura, em 1992, Nelsinho praticamente não tinha bens, com exceção do imóvel onde funcionava a sua clínica de Urologia, doada em vida pelo pai, patrimônio que o velho Nelson adquiriu da falecida Mirtô Costa, na época por uma verdadeira ‘pechincha’, um grande negócio, que englobava outros imóveis vizinhos. Foi a herança que deixou para o filho primogênito.

    LUIS CARLOS HEINZE (PP-RS)

    Enquanto deputado, Luiz Heinze (PP-RS), foi alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento nos crimes investigados pela Operação Lava Jato. A acusação foi de ter recebido propina no esquema ligado à Petrobras, delatado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.

    ALVARO DIAS (PODEMOS-PR)

    O senador Álvaro Dias, que foi pré-candidato do Podemos ao Planalto com um discurso anticorrupção, teria pedido R$ 5 milhões para aliviar para Adir Assad na CPMI do Cachoeira.
    A suspeita partiu de um e-mail de Samir Assad enviado a Luis Eduardo Rocha Soares, então diretor do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht em 2018.

    ROBERTO ROCHA (PSDB-MA)

    Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça Federal na Operação Sermão aos Peixes, da Polícia Federal em 2015, que investigava desvio de dinheiro público da Saúde no Maranhão, relacionaram a mulher do senador Roberto Rocha (PSB-MA), Ana Cristina Ayres Diniz, a um esquema de licitação fraudulenta e superfaturamento nos valores de exames cobrados rede pública municipal pertencente à Prefeitura de Balsas, administrada pelo prefeito Luís Rocha Filho, o Rochinha (PSB), irmão do senador maranhense.

    OTTO ALENCAR (PSD-BA)
    *LAVA JATO

    Em abril de 2017, Emílio Odebrecht relatou suposto caixa 2 para o senador Otto Alencar (PSD). No entanto, contra ao Otto Alencar não foram abertos processos e ele ficou de fora da lista do ministro de Edson Fachin, relator da Lava-Jato.

    ANTÔNIO ANASTASIA (PSDB-MG)
    *LAVA JATO

    Em 2015, Anastasia estreou na tribuna do Senado para se defender da acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha de 2010, por ação do doleiro Alberto Yousseff, que negou o vínculo com o senador. Em 2016, foi confirmado o arquivamento do inquérito. Delação da Odebrecht citou vantagens indevidas em doações eleitorais, entre 2009 e 2010.

    CIRO NOGUEIRA (PP-PI)
    *LAVA JATO

    Investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foi alvo da operação “Compensação”, após depoimentos dos colaboradores do grupo J&F que afirmaram terem repassado cerca de R$ 43 milhões ao Partido Progressista, em pagamentos em espécie e doações oficiais.

    JADER BARBALHO (MDB-PA)
    *LAVA JATO

    Investigado no STF por envolvimento na Lava-Jato, é réu em outras ações por danos ao erário e condenado por enriquecimento ilícito por desvio de verbas na antiga Sudam. Delatores da Odebrecht apontaram que ele recebeu R$ 1,5 milhão para campanha ao governo do Pará em 2014.

    JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB)

    O ex-governador da Paraíba já respondeu a oito processos no TSE por abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meios de comunicação. Em uma das ações, o senador foi acusado de usar a entrega de ambulâncias e doações para fins eleitorais.

    ROSE DE FREITAS (PODEMOS-ES)

    O doleiro Lúcio Funaro citou o nome da senadora Rose de Freitas em depoimento à Procuradoria-Geral da República. Disse, em agosto de 2017, que ela negociou propina com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso no âmbito da Operação Lava-Jato.

    VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB)

    Enquanto foi prefeito de Campina Grande, de 2005 a 2012, Veneziano Vital do Rêgo respondeu a processos por violação à Lei de Licitações e vantagem indevida. Em maio de 2018, ele foi denunciado por desviar verba de um banco de alimentos do município. Os desvios foram estimados em R$ 75 mil em 2006.

    RENILDE BULHÕES (PROS-AL)

    Suplente do senador Fernando Collor de Mello, Renilde Bulhões foi condenada por improbidade administrativa em 2015 após contratar servidores municipais sem concurso público, quando era prefeita de Alagoas. Ela tomou posse como senadora em abril.

    FONTES:

    https://g1.globo.com/politica/noticia/deputado-weverton-rocha-vira-reu-no-stf-por-violacao-a-lei-de-licitacoes-e-peculato.ghtml

    https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/08/03/fachin-envia-para-primeira-instancia-inquerito-de-fernando-bezerra-coelho-na-lava-jato.ghtml

    https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/gestao-de-coronel-deixa-rombo-de-r-183-milhoes-na-assembleia/

    http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2016/08/rogerio-carvalho-e-condenado-por-improbidade-administrativa.html

    https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/exclusivo-humberto-costa-o-dracula-recebeu-propina-com-conhecimento-de-temer-dilma-e-graca-diz-delator/

    https://oglobo.globo.com/brasil/saiba-quais-senadores-da-sabatina-de-moro-foram-citados-na-lava-jato-23749809

    https://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/se-emenda-amin-for-aprovada-31-parlamentares-podem-ficar-impunes-d79zjpf4oe7w1hcvoao9u8puj/

    https://istoe.com.br/31284_CORONE+DOS+ZOIO+AZUL/

    https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/fraude-no-senado-principal-suspeito-e-mecias-de-jesus-prb-diz-site

    https://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/delacao-da-odebrecht-eduardo-braga-pmdb-am-e-suspeito-de-receber-r-1-milhao-da-empreiteira.ghtml

    https://oglobo.globo.com/brasil/saiba-quais-senadores-da-sabatina-de-moro-foram-citados-na-lava-jato-23749809

    https://conexaopolitica.com.br/ultimas/ciro-gomes-e-cid-gomes-sao-delatados-pela-galvao-engenharia/

    https://oglobo.globo.com/brasil/os-inqueritos-contra-renan-calheiros-20645846

    http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/02/pf-indicia-jaques-wagner-por-suspeita-de-propina-na-fonte-nova.html

    https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/mulher-do-senador-lasier-martins-denuncia-marido-por-agressao.ghtml

    https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/9018/ex-prefeito-que-assumiu-sem-patrimonio-hoje-tem-quase-r-1-bilhao-bloqueado-pela-justica
    http://correiodopovo.com.br/Noticias/553582/Investigado-na-Lava-Jato,-Luiz-Carlos-Heinze-presta-depoimento-a-PF

    https://www.viomundo.com.br/politica/alvaro-dias-acusado-de-pedir-r-5-milhoes-para-deixar-de-bater-em-investigado-convocou-adir-assad-a-cpmi-do-cachoeira-mas-votou-contra-relatorio-que-o-indiciava.html

    https://atual7.com/noticias/politica/2015/12/mulher-de-roberto-rocha-e-envolvida-em-superfaturamento-e-propinagem-em-balsas/

    https://oglobo.globo.com/brasil/saiba-quais-senadores-da-sabatina-de-moro-foram-citados-na-lava-jato-23749809

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