Objetivo será transformar Madame em vítima, e a moda pode pegar

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Cenas degradantes no Senado que se transformou em hospício

Carlos Chagas

Foi um triste espetáculo, a transformação do Senado num hospício. Melhor, porém, que tenha sido na segunda sessão do capítulo final da batalha do impeachment, não no final. Mesmo assim, não há certeza. Pelo menos, quando Dilma Rousseff for depor, segunda-feira, o grupo das galinhas cacarejantes e do galinho maluco não encontrará pretexto para tumultuar os trabalhos. Para Gleisi, Vanessa, Fátima e Lindbergh, entre outros, o objetivo será  transformar Madame em vítima, ainda que Caiado, Renan, Magno e seus pimpolhos estejam preparados para inverter a equação.

O desempenho dos senadores na manhã de ontem, porém, foi uma fraude. Demonstrou que, se algum deus da baderna viesse a suprimir o Congresso de nossas instituições, o país inteiro aplaudiria. Com as exceções de sempre, o Senado suplantou a Câmara na encenação de uma das maiores pantomimas já verificada entre nós.

Será cobrada dos que maiores vexames ofereceram no funcionamento do Legislativo a punição da perda do mandato por qualquer Conselho de Ética. Não merecem representar o eleitorado e a federação.

Salvo inusitados, a tragédia aproxima-se do final. Dilma deve ser punida por permitir a ação da   quadrilha  que evoluiu  a  favor e contra ela.

Há quem imagine a possibilidade de Michel Temer não conseguir cumprir o anseio nacional de recuperação econômica, política e social. Tem gente preparada para apresentar em poucos dias seu pedido de afastamento. A moda pode pegar.

 

O ministro Ricardo Lewandowski obrigou-se a usar o Poder de Polícia na direção dos trabalhos, mas ficou na promessa. Bem que poderia ter determinado à Polícia Legislativa que conduzisse uns tantos senadores às celas certamente encontradas nos porões do palácio transformado em estabelecimento imoral.

4 thoughts on “Objetivo será transformar Madame em vítima, e a moda pode pegar

  1. As atitudes de ontem no senado comprovam indiscutivelmente o descaso com o povo e o país, menos a esperteza e a criminalidade quanto a roubarem o erário, fundos de pensão, estatais, empréstimos consignados, indenizações pessoais e legislarem em causa própria!

    Não assistimos debates com relação aos partidos, mas em defesa de interesses e conveniências que estão sendo perdidos, caso uma das tendências perca o confronto político!

    O bando petista cumpre o seu papel, independente de ridículo, abjeto, inaceitável, em querer inocentar a presidente afastada e suas ilicitudes, mas o pessoal que a quer impedida de governar, se mostra despreparado para perguntar às testemunhas ou informantes da defesa por que Dilma não cometeu os crimes de responsabilidade, conforme alegam, se existem relatórios dos promotores do MP que atestam o contrário.

    Nesse meio tempo, vemos pessoas no picadeiro de um circo cujo espetáculo não só é deprimente pela péssima qualidade do elenco, mas a interpretações que segue um roteiro pré-estabelecido muito mal elaborado!

    O presidente do senado, entretanto, ao pegar o microfone e ter sido sincero e honesto ao classificar os seus comandados como loucos (ele se reportava ao Lewandowski que este estava dirigindo um “hospício”), certamente não quis ofender os pacientes de um hospital psiquiátrico, mas demonstrar a perda de tranquilidade, calma e raciocínio, quando está em jogo o poder.

    O PT não admite sair do Planalto, não aceita deixar a presidência e as suas fontes extras de renda, os seus roubos diários, pouco se importando com o desempenho de seus senadores por mais deplorável que sejam.

    Agora, valerá a pena ver o depoimento da presidente afastada Dilma, na segunda-feira, que será, no mínimo, uma polvorosa, pois ela vem acompanhada de seu criador, o indiciado pela PF Lula, e poderemos assistir um espetáculo dantesco, tragicômico, para dizer o mínimo!

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