Obrigado, presidente Dilma, mas não é um país sério

José Carlos Werneck

Hoje eu estava meio deprimido. Uma petição chatíssima (PLEONASMO), para rever,um discurso, sob encomenda, que venho adiando para escrever. Meio frustrado com os meus afazeres, pois sempre digo aos amigos que minha VERDADEIRA vocação foi sempre ser banqueiro. Só não fui por falta de fundos.

Os únicos bancos que tenho são três mineirinhos, desses rústicos e dois daqueles, também de madeira, que uso, até quando a idade permitir, para subir e pegar objetos no alto dos armários. Bem, um TOTAL DE CINCO BANCOS! Quase um conglomerado! Pena que não valham nada!

Sempre fui contra aquela história politicamente correta, que os orientadores vocacionais apregoam aos incautos e incautas adolescentes: “Meu filho, se você quer ser um lixeiro, seja um excelente lixeiro!”

Sempre aconselhei: “Meu filho quer ser um banqueiro? Siga sua vocação, mesmo que seja um PÉSSIMO banqueiro!”

Também na hora de fazer a barba, olhei no espelho e não me achei, nem um pouquinho, mas nem MESMO UM POUQUINHO, parecido com o George Clooney!

Tropeços à parte, fui salvo e quem diria?, pelo memórável discurso de nossa presidente da República, propondo como solução para os problemas do País a convocação de um Plebiscito!

Como por encanto e num passe de mágica, todos os meus problemas ACABARAM, sem Rivotril, Lexotan,ou qualquer dessas drogas vendidas nas farmácias.

Me lembrei da frase atribuída ao presidente Charles De Gaulle, que na verdade ele JAMAIS pronunciou: “Le Bresil n’est pas un pays sérieux.”

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7 thoughts on “Obrigado, presidente Dilma, mas não é um país sério

  1. O mais importante em um país, é a maneira de ver as coisas com isenção e mais precisão. A cultura do 2+2=4.
    Infelizmente na nossa cultura 2+2=17.
    Bem, eu particularmente sou contra banqueiros que não incidem seus investimentos em produção e sim na especulação. Aqui no Brasil a maioria do sistema bancário é estatal. Caixa, BB e BNDE.
    Mas voltando à nossa cultura do 2+2=17 a obscuridade advinda do sentimentalismo anda apregoando contra o lucro e o capitalismo e pelo 2+2=4, em países que fizeram isso o povo acabou lucrando um prejuízo acachapante.

    Quem quer ganhar pouco?
    Quem não quer lucrar?

  2. Prezado Werneck,
    Um crônica brilhante.
    Na razão direta que a nossa presidente Dilma não quer resolver as reivindicações que motivam as passeatas porque propõe um plebiscito(?!) a respeito, o resgate da frase falsamente atribuída a De Gaulle foi um lance genial!
    Ambas as situações não existem: O francês que jamais disse algo parecido e a nossa Chefe de Estado que deseja ser o nosso Pôncio Pilatos e lavar as suas mãos no suor dos que caminham quilômetros para se fazer ouvir.
    Parabéns!

  3. “-O Brasil não é um país sério!” – Frase atribuida a general francês.
    “-Quem foi idiota que chamou essa W37)@ de país?” -Alfred E. Newman, revista MAD.

    Abracos.

  4. Eu recebo email de Jornalista que pergunta: por que a Globo?.
    Pergunta em razão da multidão (em todo o Brasil) gritar contra A TV GLOBO.
    Ontem novamente no Rio houve protestos contra GLOBO.
    Eu respondo: na verdade não é só contra a GLOBO. Na verdade há uma revolta contra o jornalismo praticado nesse país.
    As faixas e os gritos de revolta contra o jornalismo não são mostradas pelos “veículos de comunicação”.

  5. Ehehehehe,devia pelo menos ter casado com uma filha de banqueiro.Quem sabe até,morando no interior de Minas(ainda há),lá veria as verdadeiras maritacas,com canto próprio,não esta que repete falas estapafúrdias,desconexas,beirando a insanidade.

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