Olha, Tom Jobim viu que está chovendo na roseira…

O maestro, instrumentista, arranjador, cantor e compositor carioca Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994) é considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira e um dos criadores do movimento da bossa nova.

A letra de “Chovendo na Roseira”, feita na década de setenta, já tratava do tema ecologia e, por sua beleza, estimula-nos a defender, cada vez mais, a natureza e nos ensina a preservar os rios, as plantas, as árvores, os animais e as flores. A música foi gravada no LP Elis & Tom, em 1974, pela Philips.

CHOVENDO NA ROSEIRA

Tom Jobim

Olha
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Betinho, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém!

Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento
Olha, um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera

Olha, que chuva boa, prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa, criadeira

Que molha a terra, que enche o rio, que lava o céu
Que traz o azul!

Olha, o jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança embaixo do rio de águas calmas

Ah, você é de ninguém!

       (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

4 thoughts on “Olha, Tom Jobim viu que está chovendo na roseira…

  1. Desculpem interpretar para o lado da Mística (uma ciência esotérica), mas esta bela poesia/música, me faz lembrar que Jesus, nos anos 1950, enviou mensagem mediúnica/canalizada para um grupo suíço da Chama Violeta (Vahaly) = corrente espiritualista, onde Ele diz que prefere ser identificado por uma Rosa (flor) do que por aquele consumismo do Natal. Claro, ninguém precisa acreditar.

  2. Fiz uma interpretação desta música que talvez outros irão discordar. Mas, para mim, o eu lírico está apontando para alguém que ele ama as mudanças e novidades da natureza ao redor. Porém, assim como a roseira não “cheira” (absorve) a “frescura “(o amor) das pessoas ao seu redor, quem o eu lírico ama não absorve do seu amor e, assim como a roseira do início da composição é de ninguém, a pessoa amada por ele não lhe pertence. Também é de ninguém.

  3. A minha interpretação é um pouco mais sofisticada. Acho que o autor pensou numa tempestade caindo numa roseira. Daí não só uma rosa mas toda roseira ficaram encharcadas com a quantidade de água da chuva. E o pior de tudo, era o passarinho tico-tico que morava ao lado da roseira e que também ficou todo molhadinho, coitado.

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