Opinião do ministro Gilberto Carvalho choca-se com a do Supremo e a de Dilma Rousseff

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Pedro do Coutto

 
Escrevo este artigo na tarde de terça-feira, antes, portanto, do voto decisivo do ministro Celso Melo sobre os embargos infringentes, mas depois de ler a reportagem de Taí Nalon de São Paulo expondo a opinião do ministro Gilberto Carvalho a respeito do mensalão. E de ouvir pelo rádio do táxi (Bandenews) trechos da entrevista de Dilma Rousseff em Porto Alegre. Perguntada na capital gaúcha a respeito dos embargos infringentes, a presidente da República afirmou ser absolutamente isenta quanto as questões que ocorrem na área do Judiciário. Trata-se de ou  outro Poder e eu não comento seus julgamentos.

Já o chefe da Secretaria Geral da Presidência da República afirmou que o mensalão foi um esquema de caixa dois da campanha eleitoral e não caso de corrupção com desvio de dinheiro público. Apenas isso – acentuou. Movimentação de recursos não declarados à Justiça Eleitoral. Exatamente o contrário do que decidiu a Corte Suprema que identificou no episódio um processo de desvio de recursos públicos para montar um esquema para a compra de votos e de apoio parlamentar ao governo no Legislativo.

O ministro Gilberto Carvalho, portanto, situou-se numa posição frontalmente contrária à da grande maioria do Supremo Tribunal e esqueceu um detalhe fundamental: caixa dois para campanha eleitoral não poderia ser, pois o escândalo explodiu no final de 2003  as eleições foram em 2002. Depois desse pleito, só haveria convocação às urnas em 2006. Não faria o menor sentido montar-se um caixa dois em 2003. O argumento peca pela data base do raciocínio. Não tem lógica alguma.

Quanto à Presidente Dilma, a quem se encontra diretamente subordinado, Gilberto Carvalho colidiu na medida em que opinou em relação a uma matéria em torno da qual a chefe do Poder Executivo mantém isenção absoluta, como ela própria disse, e não comenta as decisões do Ju7siciário. A atitude presidencial é de somente expectativa. Ao contrário, inclusive, do comportamento do PT, cuja visão sobre o me4nsalão, buscando minimizar sua importância e seu impacto na opinião pública, é a mesma de Gilberto carvalho. Por uma coincidência do destino, a entrevista do chefe da Secretaria Geral do Planalto foi publicada na véspera do voto decisivo do ministro Celso de Melo no STF.

Gilberto Carvalho disse ter uma crença histórica (o que significa?) de que não houve uso de recursos públicos. Houve sim um erro que tem de ser punido, todos nós sabemos, caixa dois em processos eleitorais.

É disso de que se trata. Mas qualquer desvio tem de ser punido, não há dúvida nenhuma – assentou. No meu entender, digo eu, Gilberto carvalho usou a oportunidade da entrevista para tentar fortalecer a aceitação dos embargos infringentes e, com isso, no final da  ópera reduzir as penas dos condenados por formação de quadrilha que, nesta hipótese, poderão cumpri-las em regime semiaberto. Esta é que é a verdade.
 

MARINA SILVA

Faltam apenas duas semanas para Marina Silva conseguir as assinaturas verdadeiras no montante de 492 mil eleitores, ou se inscrever em outra legenda, para poder disputar as eleições presidenciais do ano que vem. Portanto para que alguém possa ser candidato tem de estar inscrito num partido até um ano antes das eleições. E as eleições de 2014 estão marcadas para o dia 5 de outubro.

 

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6 thoughts on “Opinião do ministro Gilberto Carvalho choca-se com a do Supremo e a de Dilma Rousseff

  1. Será essa Rede,uma rede de mentiras,mentira que ela tem capacidade de governar esse país sem tranformá-lo em uma tribo,de colocar nos ministérios os presidentes de ONGs,que tanto mal causam para o crescimento do Brasil,camufladas de defensoras do verde (assim como ela )?,seria o Brasil descendo de vez a ladeira.

  2. quarta-feira, 18 de setembro de 2013
    O primeiro dia do resto das nossas vidas.
    Por Klauber Cristofen Pires

    Meus caros leitores,

    Aqui vai um texto curto. Nem merece ser chamado de texto ou artigo. É só uma constatação. Um embargo declaratório, para ficarmos com um pouco de riso em meio a tanta desgraça.

    Nem pensem que o pior da aceitação dos embargos infringentes- um recurso que jamais antes foi usado desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 – será a frustração dos cidadãos de bem e o descrédito geral para com a justiça. Isto certamente acontecerá, e nosso país amargará com a anomia consequente. Mas ainda assim, isto não será o bastante.

    O que o dia de hoje nos traz de marcante é a confirmação do PT de que todos os ajustes feitos no STF enfim, surtiram efeito. Hoje foi o dia do test-drive do novo Supremo Tribunal Revolucionário.

    Isto já era para ter acontecido, não fosse por alguns juízes escolhidos que nem sequer eram conservadores – eram tão petistas quanto quem os indicou, mas petistas independentes, ou que assim se acham. Agora, o PT tem à sua disposição uma nova composição, fiel e obediente, que vai lá e mostra serviço, sem meios pudores de parecer isenta aos olhos da nação.

    Com o Congresso nas mãos há tempos e agora com o STF sob rédea curta, isto significa que o PT irá pisar fundo no acelerador rumo às reformas que conduzirão nosso país a um regime definitivamente socialista, tal como aconteceu com a infeliz Venezuela.

    Prevejo como primeira medida a implantação da censura e de um forte serviço de espionagem dos cidadãos. Isto tem sido persistentemente tentado desde as chamadas conferências que o PT sobre direitos humanos que desembocaram no PNDH-3.

    Com efeito, o caso Snowden-Greenwald abriu o pretexto que o PT queria para controlar a internet, e o sinal claro de tal movimento são as declarações da presidente Dilma Roussef de que o governo há de desenvolver uma internet brasileira, o que poderá nos colocar em um ambiente de rede fechado como o que existe hoje na China. Sob pretexto de nos proteger da fictícia espionagem americana, o governo do PT porá em ação a sua própria, muito mais cruel e implacável.

    A seguir, o caminho estará plenamente livre e desimpedido para a derrogação da propriedade privada, para a coletivização de todas as atividades sociais – a religião, as associações civis tais como a APAE e até mesmo qualquer clube. Enfim, o estado petista estará a comandar – completamente – os atos da vida privada.

    Apostem, se quiserem!

    Eu peço desculpas a vocês pelo que eu poderia ter feito e não fiz, por ignorância, medo, preguiça, ou incompetência.

    Aquí: http://libertatum.blogspot.com.br/

  3. Admitindo, conforme afirma o Ministro Carvalho, que o Mensalão foi um mero problema de Caixa Dois, não estaria afastada a hipótese do uso indevido de dinheiro público, pois o Caixa Dois pressupõe sonegação de tributos, portanto recursos destinados aos cofres públicos que iriam cobrir as necessidades da população.Aliás, Caixa Dois, só beneficia um grupinho restrito da administração das empresas, ficando os demais acionistas a ver navios, pois parte dos lucros, não destinar-se-ia aos administradores da “curriola” para financiar políticos corruptos !

  4. Quem afirma, com convicção, ter uma crença histórica de que não houve uso de recursos públicos, esteve rigorosamente dentro. Lamentavelmente está fora da turma do xilindró. E o que é pior: continua Ministro.

  5. Adriano/Klauber, quanda ingenuidade, todo e qualquer governo molda assim que tiver oportunidade, o tribunal superior com menbros mais sessiveis às suas causas.
    O pt não fez nada diferente do que fez fhc e o psdb.

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