Orestes Barbosa, em parceria com Silvio Caldas

O jornalista, escritor, compositor e poeta carioca Orestes Dias Barbosa (1893-1966) na letra do samba-canção “Meu Erro”, gravado por Silvio Caldas, em 1936, pela Odeon, explora o sofrimento amoroso, que, aliás, é principal característica deste gênero musical.

MEU ERRO
Silvio Caldas e Orestes Barbosa
Fiz mal, confesso o meu erro
Chorando no meu desterro
A alma não sabe o que quer

E a dor é que me suplanta
A voz de amor na garganta
Por causa desta mulher

Eu tento dizer no canto
A mágoa que fulge tanto
Que a minha vida mudou

E a frase mais linda e louca
Cortada fica na boca
Porque o soluço cortou

Tu tens no peito um castigo
Que eu tão triste imagino
As noites do teu fulgor

No meio das luzes loucas
Servindo de boca em boca
O vinho do teu amor

E ao ver a tua alegria
No cambio da hipocrisia
Mercadejando ilusão

Fico a pensar no que disse
Fico a pensar na tolice
Da gente ter coração

                        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)
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