Os 18 do forte e os 18 do cofre

Sebastião Nery

Eles começaram 300, em 5 de julho de 1922. Depois, eram só 28. Rasgaram uma bandeira nacional, um pedaço para cada um, e guardaram um para o líder, capitão Euclides Hermes da Fonseca, comandante do Forte de Copacabana, que havia saído para negociar no ministério da Guerra, foi preso e levado para o palácio do Catete. Se não se rendessem, ele seria fuzilado.

Não se renderam. Sob o comando de Siqueira Campos, Eduardo Gomes, Newton Prado, Mário Carpenter e outros saíram fardados e armados pela Avenida Atlântica, para enfrentarem o cerco do governo. O civil Otávio Correia aderiu. De repente os heróicos “18 do Forte” eram 15. Restaram 11.

Enfrentaram Exército, Batalhão Naval e Polícia Militar. Morreram 7, Siqueira Campos levou uma baioneta no fígado, Eduardo Gomes um tiro nos “órgãos”. A história costuma mesmo virar farsa. Os “picaretas” de Lula também eram 300, uns 100 receberam dinheiro e nas provas do Mensalão restaram os “18 do Cofre”.

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A MALDIÇÃO DE KYOTO

Desde as pragas do Egito, os céus, às vezes, ficam tão irados que se vingam com catástrofes naturais. Katrina, que em 2005 arrasou uma parte do Estados Unidos, foi uma maldição do Universo. O governo norte-americano há muito tempo se nega a assinar o Protocolo de Kyoto, um esforço de todos os países para conter a poluição, diminuir o efeito estufa e as ameaças climáticas.

Por mais que o mundo peça, os debilóides não assinam, alegando que diminuir a produção de gases na atmosfera prejudicaria o avanço da indústria americana.

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MERCADANTE

O guapo e talentoso Aloísio Mercadante, no dia em que Duda Mendonça contou que também ele tinha sido eleito com o dinheiro sujo do caixa 2 de Marcos Valério, quase chorou e teve um troço na CPI:

“Estou indignado! Expliquem de onde vieram esses R$ 10 milhões”!

Era mais um da “alienada” confraria do PT (Lula, Dirceu, Genoino), que nunca soube de nada. O médico Francisco Daniel, irmão do assassinado prefeito de Santo André, Celso Daniel, contou que o irmão tinha armado na prefeitura um esquema de arrecadação de dinheiro para a direção nacional do PT, recolhido pelo chefe de gabinete dele, Gilberto Carvalho, hoje  ministro de Dilma. que mandava o dinheiro para José Dirceu, então presidente do partido.

De repente, Celso Daniel descobriu que o dinheiro estava sendo roubado por Sombra, Klinger e Ronan, trinca ligada a ele, e decidiu dar um basta. E por isso foi torturado e morto. Santo André foi a Munique do PT.

O dinheiro da campanha de Mercadante era muito mais próximo dele do que o de Santo André. No entanto, Mercadante, que do dinheiro dele disse nada saber, jurou na CPI que Gilberto Carvalho não recolhia e José Dirceu não recebia. Como é que ele sabia, para afirmar tão peremptoriamente?

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O NETO DO MST

José Barbosa era baixinho e moreno escuro, peão da fazenda do coronel Antonio Cafezeiro, chefe político, amigo e vizinho de cancela e porteira das roças de meu pai, lá na Palmeira, onde nasci, em Jaguaquara, na Bahia. Nós todos o conhecíamos. Ficou ali uns dez anos. O coronel morreu, José Barbosa foi para a cidade, virou bóia- fria. Era muito bom de jogo. Jogo de baralho.

Toda manhã, bem cedo, ele subia na corroceria de qualquer caminhão ou na caminhonete de algum fazendeiro e ia plantar ou colher maracujá, batata, tomate, cebola, alface, nas pequenas fazendas verdes da redondeza. Ainda não havia o MST. Se houvesse, certamente teria sido liderado do inabalável João Pedro Stédile, santo operário da reforma agrária.

Depois, foi para Jequié, onde vive até hoje. Teve filhos e filhas. Carlinhos Barbosa ainda anda por lá. Uma família levou a filha Maurina, de 12 anos, para São Paulo, onde se casou e teve um filho gênio do pé e da pedalada, Robinho, o neto do MST, hoje milionário na Europa. Os primos são pernas-de-pau.

 

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